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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Lisboa!

  Lisboa ,   Cidade da Madragoa    De g ente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real , o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar O...

O Império

O Império   -    As teias que o Império teceu 154 O zico, depois de ouvir os cooperantes, marcou a assembleia geral, muito aguardada por todos, principalmente pelo novo Governador, que queria saber por que razão a Cooperativa parecia ter tanta força e era tão acarinhada por todos O Xavier, cada vez, estava mais orgulhoso por ter sido escolhido, pelo Rei, para governar a colónia de Angola. A viagem ao Congo tinha-o deixado deslumbrado, não só pela recção, mas, também, pela riqueza da paisagem, que vira, durante toda aquela jornada Queria relatar todos os pormenores ao Rei, para que ele sentisse, quão grande era a alegria de ser, de tal gente, Rei, como dizia o Ex-rei do Congo, que não se cansava de dizer, que o Império Português, para além de ser o maior, tinha uma gente diferente, capaz de se envolver com pessoas tão diferentes, fosse qual fosse o Continente Chegado o dia da assembleia Geral da Cooperativa, as suas instalações foram insuficientes, para acolherem tanta gente, nada que a...

A loucura!

A loucura! Por que razão, matas o teu irmão? Não te chega teres a maior nação? Não rebentarás de tanta ambição? Matar é uma maldição Terás coração? Empertigado és Parece que queres todo o Mundo Um dia vais ficar sem nada: Vaidade, ambição, poder, matar, envenenar, destruir Não vais ter para onde fugir Nem os vermes te vão saborear Quantas mortes estás a semear? O mundo não consegues vergar Mais tarde ou mais cedo vais acabar E o Mundo continuará.   José Silva Costa              

Três Primaveras

 21/03/2004                                                       Três Primaveras   Minha Primavera radiosa Brilhante como o sol A incendiar o perfume do ar Numa tarde de encantar. Meu cravo rubro Na magia dos teus olhos Habita o brilho do futuro Resguardado pelo muro Dos dias Que a noite encobre                                  E, o sol descobre. Minha sinfonia de Barre Tocada todos os dias Em todas as Primaveras No dia mundial da poesia Em honra de todas as flores. Minha estrela resplandecente Flor, da branca terceira idade Alegria que me lembra A minha mocidade Que os anos engoliram Com a idade. Esse teu harmonioso saltitar Faz meus olhos chorar São flores Que desenhas no ar As suas pétalas Têm o perfume  Do verbo amar.   José Silva Costa          

O primeiro ano

O primeiro ano    Depois dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, dos meses, o ano   São dias mágicos De inesquecíveis encantos De imaginação e espantos De sorrisos e prantos A brilharem nos cantos.   Tanto para aprender! Num tempo a correr A querer falar e andar Num alegre palrar Esforçando-se por encantar Com o seu doce olhar O sonho de aprisionar O palpitar dos dias.   Estes dias que venceste Permitir-te-ão comemorar Daqui em diante A soma dos anos. Que sejam muitos Muito bons Uma caminhada iluminada Com o sol preso à estrada E uma estrela a incendiar a madrugada As rosas na mão fechada A prenda desejada.   O encanto de te ver Todos os dias A correr Com o teu sorriso a crescer Por entre o amanhecer Do perfume Das fases da lua Até ao fim da rua Onde te escondes Como o sol Para voltares Na manhã seguinte A iluminar O meu entardecer   José Silva Costa              

Mãos de fada

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   Mãos de fada   Mãos que abraçam e confortam Sombras nuas em noite de luar Olhos que iluminam a escuridão Beijos em noites de solidão Que queimam o coração Noturnos silêncios em combustão Corpos que sublimam na perfeição A natureza a sorrir de tanta pureza Rios que nos embalam os sonhos Com os seus bonitos olhos risonhos Vertical amanhecer da madrugada Como se fosse uma noiva dourada Sol quente na terra molhada A lavar-nos os lábios da noite suada Uma rosa vermelha, perfumada, para a namorada Corpos fundidos a respirarem o ar quente Terra ávida de sol, água e semente Temos uma longa e bonita vida pela frente.   José Silva Costa      

O Império

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   O império    -     As teias que o Império teceu 153 No dia seguinte, na presença de toda a comitiva, o Governador entregou, ao ex-Rei do Congo, a condecoração que, o Rei de Portugal lhe tinha atribuído, pela felicidade, que demonstrava ao ver o seu Reino integrado no Reino de Portugal O ex-Governador, que já tinha ficado entusiasmado com a visita de tão ilustre comitiva, depois de ter recebido a condecoração do Rei de Portugal, não conteve tanta emoção, tendo–se mostrado  tão contente, que ficou florido de felicidade, não esperava que, a integração do seu reino, no Reino de Portugal e o acordo de paz, tivessem provocado  tamanho reconhecimento Todos estavam felizes, a missão estava cumprida, Angola estava pacificada, e era isso que o Xavier iria transmitir ao Rei. Tudo se conjugava para que a Colónia se tornasse mais próspera e rica, o que muito agradaria ao Monarca Português Com alguns...

Uma flor!

Uma flor Que a ciência Antecipou Ser uma menina A rosa que se está No ventre da mãe A desenvolver Para mais tarde Emergir Fazer o sol e a lua sorrir A mãe e o pai sentir Que têm o mundo Na mão Uma rosa em botão Uma luz eterna Que brilha Na ausência da espera Nos minutos Que uma vida encerra Como se tivesse começado Uma nova era. Nasce uma alegria Que não tem explicação E uma preocupação Que comanda a mão Prende a atenção Acompanha a sombra Sempre Para todo o lado Aperta o coração Só de imaginar Que o ar Pode alertar Para o perigo Que só os pais sentem.                                          José Silva Costa  

Natividade!

https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   Natividade     Na nuvem do macio linho Feita de fios da lua Tecidos na noite nua Ao som da magia da rua Adormecem os sonhos do dia. No baloiçar do amor Feito de fios de mimo Tecidos pelo ardor Começa o futuro Nascem as flores Ao som das dores, das mães Que choram de alegria. São flores, são amores Trazem o mundo nos dedos Nos olhos os enredos De todos os segredos Que guardam os medos Dos dias erguidos. Perscrutam o futuro Num mundo escuro À procura do rumo Sem bússola nem fio-de-prumo Com a ajuda dos astros Percorrem o caminho À semelhança dos progenitores Carregam os filhos, sorrindo!     José Silva Costa   .

Lua!

Lua Em noite de Lua-cheia Minha Lua namoradeira Está ainda mais bela, aqui á minha beira Estás linda com esse teu encanto, estás inteira Os teus olhos castanhos de moira encantada são a minha cegueira Sobre esses teus ombros de alabastro cai a tua linda cabeleira Com toda essa magia, como gostava de te ver de perto, numa clareira Sempre foste arisca, dizes que queres continuar solteira Todos os dias te namoro, mesmo que o tempo não queira O amor é assim, pode não ser correspondido, mas não desisto de nenhuma maneira Pelo menos de noite és minha, todos os dias dormes á minha cabeceira Deito-te a meu lado, agarro-me a ti e durmo a noite inteira Não fosses tu fugir e fazer alguma asneira Assim, sei que és a minha eterna companheira Não há mais nada que me prenda, nem mesmo a quente lareira Tu és sonho, fogo, volúpia, encantamento, firmamento, queimas-me a mioleira Os teus rubros lábios queria beijar, mas queimam como uma fogueira Não paras de me encantar, minha bonita feiticeira Prendes-m...

Dia dos Namorados!

Dia dos namorados, 2026   Um dia que de amor devia ser Mas, que os negócios conseguiram vencer Para os burlões é um dia de grande paixão Como o amor nos cega, aproveitam, para nos roubar à descarada Tudo o que queremos é agradar ao namorado/a Tudo o que queremos é que corra tudo bem neste dia Que seja o amor e a felicidade a sorrirem Mas, o namoro não pode ter só um dia Temos de namorar todos os dias Para que não murche Porque é uma delicada flor Que todos os dias devemos regar E nunca a mal tratar Dor não é amor Aproveitemos bem, todo o ano, mas especialmente este fim-de-semana Para  homenagearmos a nossa flor.   José Silva Costa          

O luar

O luar   Na quietude do sol Seco os sonhos ao luar Não os quero, comigo, deitar Podem dar azar O melhor é, para casa, não os levar Já é tempo de descansar Nada se pode desperdiçar Muito menos o tempo de amar Meu amor vamos ver o mar!? As estrelas estão a brilhar Vamos, este brilho, aproveitar Antes que o sono se queira deitar Nos obrigue a, esta maravilha, não observar Há momentos que ficam, para sempre, a cintilar Temos de, com as duas mãos, os agarrar Porque podem nunca mais voltar Meu amor vamos ver o mar!? Vamos, esta linda noite, aproveitar Ver o mar convidar a lua para dançar Ver as estrelas a namorar Aproveitar para, na areia, dançar Antes que a madrugada apareça E, só nos deixe ir para casa, quando for para dormir a sesta.   José Silva Costa    

Sintra!

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   Sintra   A bela e encantadora Sintra, romântica e moura, eterna namorada do Monte da Lua À noite dorme nua, de dia veste-se de turistas de todo o mundo Sala de visitas de Portugal tens um encanto sem igual Plebeia, saloia, aristocrática, rainha, ninho de namorados Se os teus recantos e fontes falassem, tinham tanto para contar Tantos beijos e abraços, juras de amor eterno, por entre o nevoeiro Saloias, saloios, princesas, príncipes, rainhas, reis, amantes Todos se beijaram e abraçaram, no teu chão sagrado, com a bênção da lua O mundo inunda a rua, todos admiram o teu romantismo, beleza, brilho Residência de verão da coroa portuguesa, devido ao teu fresco clima Musa de escritores e poetas, por todos, cantada e admirada Vives envolta em neblina, para te proteger da inveja, devido à tua beleza Com o Atlântico a teus pés, sonhas banhares-te nas suas praias naturais Passas o dia a contemplá-...

O Império

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   O Império    -     As teias que o Império teceu 152 O Zico ficou muito contente por o Governador ter visitado a Cooperativa e estar interessado em assistir a uma assembleia geral. Era uma boa oportunidade para discutirem as reivindicações, que pretendiam entregar ao Governador, para ele enviar ao Rei Tanto a Leopoldina, como o Zico queriam que a assembleia geral se realizasse, após a missão ao Congo, para agradecer e entregar ao Rei do Congo a condecoração do Rei de Portugal, trazida de Portugal, pelo novo Governador de Angola, o Xavier Os dois concordaram em contactar os restantes membros da Cooperativa, para decidirem, não só a data da assembleia geral, como o que seria discutido, na mesma O General queria ir, quanto antes, cumprir a missão da entrega da condecoração, para de seguida informar o Rei da situação em que encontrara a Colónia, como lhe pedira o Rei, que estava ansioso, pel...

A simplicidade

A Simplicidade   Nas ondas da tua mente Navega o teu aspeto atraente Nos olhos tens o presente O teu coração a ninguém mente Como é diferente! Quem é inteligente Com humildade cativa toda a gente Tem um coração transparente Que tudo sente Que a todos diz presente Seja qual for a situação, nunca está ausente A simplicidade é a sua semente. José Silva Costa

Dança das Palavras (II)

Dança das palavras (II) Exónimos: exemplos Londres, Nova Yorque, Sevilha, Milão, Venezuela, Alemanha O Algarve, ao Porto, Oporto Nome de um país em várias línguas: Alemanha, Deutschland, Germany, Niemcy ( em polaco) Saksa (em finlandês) Ureno – Portugal (em Suaíli) na Tanzânia   Paulo/A (pequeno) Paulos/Paulus Paulo Parvus/parvo Línguas do Luxemburgo: Francês, Alemão, Inglês, Português O Luxemburguês só foi oficializado em 1984   Na União Europeia são utilizadas 24 línguas Os deputados Galegos, á boleia do português, utilizam o galego, que os tradutores do português também traduzem    O correto: Quem tem boca vai a Roma Quem não tem cão caça com gato Mal e porcamente (aparece pela primeira vez em 1815) Errado: Mal e parcamente (aparece pela primeira vez em 1887   (Da rúbrica: “ esta língua que nos une” Do professor Marco Neves Portugal em rede, na RTP 1, nos dias úteis, das 17,30 às 19 horas )  

A minha rua!

https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   A minha rua   Em cada rua, cada casa tem dentro corações atentos Na palpitação de quererem aproveitar os melhores momentos Cada qual nutre-se dos melhores e encantadores sustentos  Lá fora ninguém sabe o que se passa nos apartamentos Nem todos os dias são longos, com discussões e cinzentos Há dias em que brilha o vento, há beijos e abraços, há movimentos Se as paredes falassem, poderiam contar como são celebrados esses eventos A ternura, a delicadeza, a beleza para eternizar, do coração, todos os batimentos As mãos entrelaçadas nos beijos das bocas queimadas pelos pensamentos Os corpos diluídos, no calor de um grito contido, na explosão de todos os ventos Não há tempo para rodopiar por todos os cantos e assentos O amor é tão forte que consegue sobreviver até nos conventos Por muito que o queiram prender, ninguém consegue conter os seus empolgamentos A minha rua é dona da lua, nas noites quentes, frias...

A lua-de-mel!

A lua-de-mel!   Sonhos longos planos Mar salgado ondulado Um beco apertado Rio sombrio magoado Luzes acesas sem telhado Frio escorregadio molhado Braços num abraço sufocado Beijos num céu estrelado Mãos a afagar um corpo suado A lua a iluminá-los com cuidado Um sono acordado A sorrir em cada namorado Um grito de alegria queimado O sobrolho da rua arrepiado O sol a subir ao sobrado A prometer ficar para sempre acordado Para que ninguém acorde gelado Uma noite de juras de amor encantado Duas vidas atadas por um lençol esticado O amor no perfume deitado Tudo o resto passou ao lado Como se o mundo já tivesse acabado Nem um ruido incomodado O tempo ficou parado Na areia as gaivotas ensaiavam um bailado Tudo ficou alado Voaram num voo imaginado Aterraram nas nuvens de um dia ensombrado Com um bonito penteado O futuro para sempre enleado. José Silva Costa

O Império

Novas moradas:  https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   O Império   -     As teias que o Império teceu 151 O Xavier (novo Governador) ficara impressionado com a comitiva, que lhe foi apresentada pelo seu assessor (o Miguel – ex-Governador) que só aceitou o cargo, porque faria tudo, para que Angola progredisse, oriunda da Cooperativa Depois de ter ficado surpreendido com a aula do Roberto, decidiu ir no dia seguinte visitar a Cooperativa. Foi sozinho, de surpresa, queria saber como funcionava, já tinha sido convidado, pelo Zico, para a visitar quando quisesse Foi recebido, pela Leopoldina, que foi quem primeiro o viu, e como o Tico não estava, tinha ido às lavras, inteirar-se sobre como estavam as sementeiras, foi ela que fez de cicerone, durante toda a visita Começou por lhe mostrar o posto médico, onde ela e a Alicia, a sua ajudante de enfermagem, ajudavam a população no que podiam Disse-lhe, que sonhavam, um dia, terem um hospital, mas at...

Ventos do Sul!

Ventos do Sul Ventos do Sul, pássaros azuis O brilho do sol nascente És trigo, és fogo, és gente Na planície bem quente Papoilas lançadas ao vento São sangue, são semente São beijos de um sonho contente Rubros lábios gretados do vento suão Mãos calejadas das foices Faces rosadas e perfumadas como flores Trigueira ceifeira de olhos castanhos Cabelos pretos tapados com o lenço Corpo dorido e cansado Sonhando com o dia da adiafa  * Espigas douradas reluzentes ao sol ardente Que embalam os grãos que vão alimentar tanta gente És perfume, és esperança, és pão Festas de mastros pelo São João Onde se canta e dança, pra esquecer os duros trabalhos do campo Planície dourada, bonita namorada da madrugada Que dorme a sesta, na casa de entrada. José Silva Costa     * Etimologia: Do árabe  ad-diāfâ , «hospitalidade; banquete» (Infopédia)  
Já passaram quase 4 anos e a guerra , ainda, não acabou!   16/03/2022   Os céus!   Os céus estão revoltosos, de cor de fogo Este inverno parece um inferno Os elementos revoltaram-se contra os tristes eventos Não há rosas, nem suaves momentos Só tempestades e ventos! Não há brilho, nem sol que nos aqueça Que despedida mais avessa! De quem passou, quase todo o tempo, com uma promessa De que seria um inverno vestido de Primavera Mas, o homem rasgou a razão e avançou com o canhão E, os tempos não ficaram indiferentes Foram ao mal buscar as sementes Para castigarem todas as gentes Que colaboraram com mentes doentes A esperança é que chegue depressa a Primavera Que traga perfume e amor, e leve a guerra Que os céus voltem a brilhar, sem poeiras, nem bombas E se encham de pombas brancas Que vença a paz ! Já que o homem não é capaz De olhar para o outro como irmão Tanto ódio, tanta violência, tanta destruição Em vez de um ab...

Sorrisos!

  Sorrisos! As árvores vão-se despindo Folhas mortas atapetam o outono Menos horas de sol Mais horas de sono São os dias do outono Manhãs e noites frias No entardecer do sol Os idosos voltam ao calor do lar Recordam os verdes anos Em que o frio não os impedia de namorar Vão-se habituando às condições Têm de viver com as suas estações Sonham com os bailaricos nos dias de feira Onde descansavam da canseira Nos verdes anos julgavam-se imortais Voavam nas asas dos sonhos Deixavam a lua na rua A sombra ficava nua Tudo lhes sorria À medida que a vida vai encurtando A magia tem, ainda, mais alegria As correrias da impetuosidade dos jovens Ajudam-nos a recordar o que faziam   As crianças transportam o novo dia Trazem as cores do infinito sorriso Na ponta dos dedos guardam os segredos Para eles não há medos!   José Silva Costa  

O perfume da vida!

Novas moradas: https://sociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/ O perfume da vida   Os olhos são flores, onde acariciamos o amor Nos nossos olhares navegam todos os mares São eles que amortecem as tempestades Não envelhecem, são jovens em todas as idades! Os peitos são jeitos de embalar Os lábios são o mar, onde gosto de navegar Os cabelos são fios de ouro, onde os meus dedos se gostam de aninhar Todo o teu corpo é um sonho, onde perco o olhar  Com os nossos beijos queimamos os sentidos As tuas palavras são melodias, para os meus ouvidos No respirar dos sonhos, deitamos o futuro Juntos, escalámos todos os muros Nos longos anos duros Que a idade nos premiou, com descanso Com o perfume de rosas e cravos Com os olhos rasos de alegria Regamos os nossos perfumados canteiros Que felicidade! Ver nos últimos anos da idade Continuarem a crescer os frutos das sementes Que plantámos na mocidade.   José Silva Costa      

O abraço.

Um abraço, para a Menina dos abraços!  O Abraço O abraço , um amistoso cumprimento Quando nos abraçamos sentimos o pulsar do coração Um aperto que deixa uma grata recordação O abraço torna-nos íntimos Não abraçamos toda a gente Só abraçamos quem sente Ou quem a amizade consente O abraço é a fala da mente É passar para o outro um amor diferente É ver o corpo sorridente É mergulhar numa alegria transparente É abraçar e voltar a abraçar novamente É repartir com quem está ausente É o, mais trocado, presente É pão, é paz, é semente É flor incandescente É um ato consciente É o perfume que alimenta a mente No passado, no futuro, no presente Com este abraço cumprimento toda a gente Agradeço, ter- me convidado, a Daniela Para passar um dia na casa dela Um grande abraço para ela.   José Silva Costa      

A vida!

A vida   A vida é uma flor Que desabrocha lentamente É como um rio Começa na nascente Dentro de um ventre Da fusão da semente O vento leva-lhe as pétalas E o tempo o perfume.   A vida é uma flor muito bem urdida Vai-se tecendo, momento a momento,  com a ajuda do tempo Perfuma tudo o que a rodeia Quando chega ao fim a teia,  Voa numa manta de vento.   José Silva Costa

Amor!

  Meu Amor     Ai, meu bem Dos teus rubros lábios Voam rios de versos São melodias, são mel Que bebo ao luar.   Ai, meu amor O teu coração é uma flor De mãos dadas seguramos a madrugada Sonhamos com a lua encantada.   Ai, minha flor Os teus olhos são pétalas São a minha luz São a chama a iluminar o amor.   Ai, idílico jardim Onde planto sonhos Que embalas nos olhos risonhos Enquanto adormeces o sono.           José Silva Costa

Natividade!

  Natividade     Na nuvem do macio linho Feita de fios da lua Tecidos na noite nua Ao som da magia da rua Adormecem os sonhos do dia. No baloiçar do amor Feito de fios de mimo Tecidos pelo ardor Começa o futuro Nascem as flores Ao som das dores, das mães Que choram de alegria. São flores, são amores Trazem o mundo nos dedos Nos olhos os enredos De todos os segredos Que guardam os medos Dos dias erguidos. Perscrutam o futuro Num mundo escuro À procura do rumo Sem bússola nem fio-de-prumo Com a ajuda dos astros Percorrem o caminho À semelhança dos progenitores Carregam os filhos, sorrindo!         José Silva Costa   .        

Noviças!

Mosteiro de Arouca   Às Noviças, e a todos, a quem roubaram a liberdade     Na juventude Quando o corpo se empertiga E o desejo o castiga O pensamento é o seu sustento Nada o prende, nem o vento. A liberdade é empolgamento Que não cabe em nenhum convento Por muito que o queiram tornar bento É, sempre, um lugar sem movimento. Para o amor não existem prisões Mosteiros, grades, divisões. É a afogada, no fogo da clausura O sonho ceifado no raiar da aurora O ímpeto maternal subjugado pelas paredes. Noviças, monjas, abadessas, no isolamento Nem a presença das aias lhes suavizava o sofrimento. É a dimensão do mundo, num momento A roda do tempo presa num fio de vento A morte antes da dor e do julgamento.             Ps. Escrito, depois de uma visita ao Convento de Arouca.   José Silva Costa   Convento de Santa Maria de Arouca Convento onde a filha de D. Sancho I  (Santa Mafalda), que o professou aderiu em 1220, por bula papal à Ordem de Cister.   “ Arouca. Um mosteiro, uma terra, uma santa...