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Mostrando postagens de novembro, 2016

Leis à medida do freguês

Parabéns Sr. António Domingues, porque, para mim, é tão importante entregar todas as declarações e publicitá-las, como cumprir a palavra, coisa que os políticos não são capazes de fazer. Mais um arranjinho desfeito pela geringonça. Enquanto estiveram lá os comissários políticos, nenhum deputado questionou os seus ordenados, nem as suas incompetências! Graças à sua exigência, de que merecia uma exceção, mostra bem como as leis são feitas à medida do freguês. Foi feita, aprovada e promulgada! Ninguém a contestou! Depois, alguém mandou perguntar, na televisão, se se tinham enganado. A resposta foi de que não tinha havido nenhum engano. Então, caiu o Carmo e Trindade, e com razão. Foi a maior confusão: a desdizerem-se, a encolherem-se, a atirarem as culpas de uns para os outros, como se não estivessem, todos, comprometidos com a destruição da Caixa, através dos seus comissários políticos. Graças à sua resistência e não colaboração, lá se foi o arranjinho, porque se tivesse continuado, tudo...

A demissão

Parabéns Sr. António Domingues, porque, para mim, é tão importante entregar todas as declarações e publicitá-las, como cumprir a palavra, coisa que os políticos não são capazes de fazer. Mais um arranjinho desfeito pela geringonça. Enquanto estiveram lá os comissários políticos, nenhum deputado questionou os seus ordenados, nem as suas incompetências! Graças à sua exigência, de que merecia uma exceção, mostra bem como as leis são feitas à medida do freguês. Foi feita, aprovada e promulgada! Ninguém a contestou! Depois, alguém mandou perguntar, na televisão, se se tinham enganado. A resposta foi de que não tinha havido nenhum engano. Então, caiu o Carmo e Trindade, e com razão. Foi a maior confusão: a desdizerem-se, a encolherem-se, a atirarem as culpas de uns para os outros, como se não estivessem, todos, comprometidos com a destruição da Caixa, através dos seus comissários políticos. Graças à sua resistência e não colaboração, lá se foi o arranjinho, porque se tivesse continuado, tudo...

pobres

Pobres Quatro décadas passadas Os pobres continuam a aumentar A fome e a miséria continuam a matar Mas os milionários estão sempre a engordar Quantos têm de empobrecer para criar um milionário? Mas temos o espirito natalício: luzinhas, lacinhos, bolinhas Tudo para inebriar e anestesiar o pessoal, com luzinhas a acender e a apagar Os deserdados têm como casa os cartões, das prendas dos barões, muito sensibilizados Atiram aos enregelados, um cêntimo emoldurado, nos votos de feliz Natal Como se isso os iluminasse, para o resto do ano, e de mais nada precisando Que época de contrastes: alegria, tristeza, indiferença, fome, frio e desperdício! Feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal      

Dívida

Dívida Portuguesa   Atingimos o quinto lugar mundial dos países com maior dívida A este ritmo, em breve, estaremos em primeiro lugar Todos os dias, de cesta na mão, lá vamos aos mercados, pedir mais pão Vamos ver até quando os especuladores nos vão alimentar a ilusão Habituámo-nos ao fiado, vamos, por muitos anos, pagar a diversão Há quem diga que a dívida não é para pagar, mas para gerir Mesmo que assim seja, o melhor é não sorrir Porque os juros estão-nos a consumir Não temos dinheiro para investir O que faz com que, a educação, a saúde, a habitação, os transportes estejam a regredir Porque nós, o que melhor sabemos fazer, é pedir!            

Quinto lugar

Dívida Portuguesa   Atingimos o quinto lugar mundial dos países com maior dívida A este ritmo, em breve, estaremos em primeiro lugar Todos os dias, de cesta na mão, lá vamos aos mercados, pedir mais pão Vamos ver até quando os especuladores nos vão alimentar a ilusão Habituámo-nos ao fiado, vamos, por muitos anos, pagar a diversão Há quem diga que a dívida não é para pagar, mas para gerir Mesmo que assim seja, o melhor é não sorrir Porque os juros estão-nos a consumir Não temos dinheiro para investir O que faz com que, a educação, a saúde, a habitação, os transportes estejam a regredir Porque nós, o que melhor sabemos fazer, é pedir!            

Iluminações

Iluminações Nesta época de Natal Para a nossa amizade demonstrar Não era preciso, tantos recursos queimar Por todo o país, quanto se vai gastar? Em iluminações, fogo-de-artifício e outras vaidades Só na Madeira, milhão e meio para iluminações Num país que conta e reconta os tostões! Apliquem o pouco dinheiro que temos nas escolas, na saúde, nas cadeias, onde se queixam que passam fome, e nos monumentos que estão a cair Mil anos de história têm de ser preservados Em parte, é graças a eles, que somos tão visitados Com tanta fome por todo a lado! É crime queimar, o que a muitos, pode animar.          

Quando os que exigem não cumprem .....!

A Novela A Novela da Caixa Geral de Depósitos     Senhores administradores, entregam ou não as declarações? O país está parado, à espera da vossa decisão Com tantos comissários políticos disponíveis, ansiosos, desejosos por abocanharem o erário Vão escolher gente alheia a essa teia! Ainda, por cima, com alguns, com provas dadas: Vara e Cª., gestores de alta precisão! Que nos vão obrigar a pagar cinco mil milhões, ou mais! Dinheiro que entregaram a amigos, comendadores e empreendedores Para comprarem ações do BCP, onde pretendiam mudar a administração O imobiliário também foi bem comtemplado Como as garantias foram as ações, que valiam milhões, e hoje não valem nada Ninguém, os quere obrigar a pagar o que devem Somos nós os eternos fiadores, como temos sido, de todos os outros Bancos. Por que razão não os vão buscar outra vez? Já conhecem os cantos à casa, e como complemento, ao baixo vencimento, até aceitam robalos Acabou a batalha do Orçamento, até que surja outro contratempo vão entr...

Mértola

Mértola Mértola, princesa do Guadiana Debruçada na varanda: a Praça Municipal, um local privilegiado para admirar o rio E ver a outra banda a banhar-se na bela e luxuriante praia fluvial Feita de arame de cobre, da mina de São Domingos Orgulha-se dos diversos povos, que a esculpiram Tornando-a numa vila museu Ali se pode ler e aprender O curso de milhões de anos de história Foi muito importante o seu porto fluvial Por onde passou muita mercadoria e tanto cereal! Na sua antiga mesquita podemos observar as marcas dos séculos Das diversas religiões, que nunca deram as mãos Como são diferentes, as muitas comunhões! Hoje, devido à sua beleza e ao seu passado Atrai gente de todo o lado Interessada em, o seu rico espólio, conseguir decifrar Dando-lhe muito prazer, ver e compreender Os vários milénios, decalcados em segredo Num espaço tão especial: um presépio da natureza! Onde, em cada dia, cada civilização foi pintando o seu quadro Todos expostos, lado a lado, num museu universal Para o Alen...

A Novela

A Novela da Caixa Geral de Depósitos     Senhores administradores, entregam ou não as declarações? O país está parado, à espera da vossa decisão Com tantos comissários políticos disponíveis, ansiosos, desejosos por abocanharem o erário Vão escolher gente alheia a essa teia! Ainda, por cima, com alguns, com provas dadas: Vara e Cª., gestores de alta precisão! Que nos vão obrigar a pagar cinco mil milhões, ou mais! Dinheiro que entregaram a amigos, comendadores e empreendedores Para comprarem ações do BCP, onde pretendiam mudar a administração O imobiliário também foi bem comtemplado Como as garantias foram as ações, que valiam milhões, e hoje não valem nada Ninguém, os quere obrigar a pagar o que devem Somos nós os eternos fiadores, como temos sido, de todos os outros Bancos. Por que razão não os vão buscar outra vez? Já conhecem os cantos à casa, e como complemento, ao baixo vencimento, até aceitam robalos Acabou a batalha do Orçamento, até que surja outro contratempo vão entreter-se a...

Tempestade

A tempestade     Este ano, já lançou dois avisos sobre as tempestades, que se vão sucedendo Primeiro, foi a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia Segundo, a eleição deTrump Para o ano veremos o que se passará em França e na Alemanha Para os que estão espantados , basta lembrar o seguinte: Desde 2008, que muita gente, em quase tudo o Mundo, tem sofrido , por causa da irresponsabilidade de muitos gestores, que na ansia de muito ganharem, arriscaram o dinheiro de muitos depositantes dos bancos, na roleta das ações e no imobiliário. E o que fizeram os políticos? Continuaram a apoiar os gestores e os banqueiros, exigindo aos mais fracos o pagamento dos desmandos dos donos do Mundo Afundaram países, obrigando-os a contraírem empréstimos para que os bancos dos países mais ricos não fossem à falência, não pagando, pelas suas asneiras Ao mesmo tempo que exigiram um endividamento incompatível com o atual crescimento Exigiram também, que baixassem o défice, para ver se conseguiriam pagar o ...

Carta de condução

Instituto da Mobilidade e dos Transportes     Onde ainda não chegou o “simplex”   Imensas filas alegram a madrugada lisboeta Muitos, as cartas de condução vão levantar, que os CTT devolveram, porque o carteiro estava com pressa de ir para casa ou para outro lado. Fazendo com que o meio caminho andado se tornasse no meio caminho ao lado Quando poderia ter recebido a carta, no aconchego do lar, tive de ir para a capital pernoitar Tudo em prol do desenvolvimento e da produtividade, numa vergonhosa burocracia e incompetência Não há “simplex” que lhe consiga quebrar a resistência Mudaram-lhe o nome e competência, mas nada adiantou, nem sei se piorou Um país cheio de startups , com um IMT a carvão, se funcionasse é que era admiração Não há neste país, ninguém com engenho e arte, que seja capaz de acabar com este desastre? Levantei-me bem cedo, já sei o que a casa gasta, porque já lá tinha passado, há anos, um dia inteiro, para apenas dizer, que já tinha, a um sucateiro, um carro velho, entre...

Serra da Estrela

Serra da Estrela   Perto das estrelas Alta, bela, formosa, luxuriante Áspera, dura, fresca e fria Sinos, rebanhos, balidos Sol, neve, nevoeiro, frio Luar, estrelas, brilho Pastores, cães, lobos Mãe de rios e frios Do Fundão à Torre Patamares com as suas variedades Queijos, frutas, com a cereja no topo Cidades, vales e rios Na sua Universidade Jovens: todos, estrelas Bebem conhecimentos Para brilharem Nos diversos céus Um brilho fascinante Para quem a visita Mas, não tanto, para quem a habita Nos pomares, seios perfumados Nos olhos, límpidos, lagos No Cabeço da Velha, cabelos brancos, curvados Para o macio brilho frio da neve A aconchegadora lareira A fumegar acima da mais alta telha Espelho frio no inverno Quente no Estio Uma das mais belas Serras de Portugal.