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Mostrando postagens de dezembro, 2021

Bem-Vindo 2022!

2022!     Vais chegar formoso Vamos-te receber com alegria Na esperança de um novo dia Para quebrar a vida vazia Destes dois anos de pandemia Acreditamos que tragas a magia De uma nova sabedoria Para continuarmos a enfrentar o dia-a-dia Com a esperança de quem acredita Que a vida é bela e que vale a pena lutar por ela  Há mais uma esperança amarela! A variante Ómicron parece não ser tão letal Os cientistas já dizem que o SARS-CoV-2 se tornou numa doença sazonal Do menos o mal, terá sido um presente de Natal? Acredito tanto em ti, meu Ano Novo! Acho que vais ser muito amigo do povo Só espero que não me desiludas Em ti, estou muito esperançado Oxalá não esteja enganado!       José Silva Costa

O ano da vacinação

O ano da Vacinação   Mais um ano a terminar Foi o ano das vacinas e dos testes Testes que não foram suficientes Para quem quis viajar, no Natal Mais de 7.000 voos cancelados Por falta de trabalhadores por estarem infetados ou em quarentena A variante Ómicron quer “fechar” o Mundo, de novo Todos de máscara, no contraste Para enfrentar este desastre Que o ano de 2022 seja de engenho e arte Para acabar com este disparate De andarmos a fugir uns dos outros Como se fossemos loucos Não podemos mostrar os rostos! Que 2022 seja o ano da recuperação Depois de tanta vacinação! É tempo de libertação Depois de tanta privação Vamos viver o futuro com outra atenção Não vamos voltar a pensar que temos o Mundo na mão Somos um grão insignificante, num Mundo gigante  Num ano foram vacinados oito milhões e seiscentos mil portugueses Mas, há quem não aceite o recado Não quer ser vacinado Acredito que daqui para a frente A evolução da pandemia vai ser diferente Não morrerá tanta gente. José Silva Costa  

O dia seguinte

Passou o Natal Amanhã, já ninguém se lembrará De desejar um Feliz Natal De colher uma flor para beijar De pronunciar o verbo amar A correria vai-nos obrigar a nem para o outro olhar A competição, não perder o lugar, a ambição Não nos permitem ao outro dar a mão para se levantar Para o ano, vamo-nos, novamente, do Natal, lembrar Ah! Como a publicidade gosta do Natal E de todos os momentos que massajam o coração O consumismo, sempre, à mão Para alegrar o Natal de toda a população Ao menos, todos têm, um dia no ano Para se esquecerem da solidão Para se esquecerem dos filhos e dos netos Que lhes levou a emigração Sempre tão lembrados, pela Nação Quando mandam, para os Bancos, as suas economias Para ajudarem a pagar os juros da dívida Que não é para pagar, mas para gerir Uma dívida, que já faz parte do nosso sorrir Ano após ano, tantos milhões, tantas promessas Mas, os milhões de pobres não diminui Mas, para o ano é que é! Vamo-nos ver livres do vírus Vamos ficar mais ricos Vamos ser mais s...

A estrela

A estrela Uma estrela, à Terra, desceu Para nos trazer a esperança O Mundo recua e avança Mas, em Dezembro tudo para, para o Menino adorar O Natal consegue fazer florir os corações O Mundo abraça-se e beija-se, há felicitações! Nós, ainda-por-cima, no primeiro mês do ano, temos eleições Por todo o país, os políticos desdobram-se em felicitações São prendas e mais prendas para todas as idades Por todo o lado, em todos os locais, vilas e cidades Não fora o maldito vírus, que só nos faz maldades Neste fim de ano podíamos bater mais uns recordes De dinheiro queimado em fogo-de-artifício De festas de fim-de-ano De muito ajuntamento humano Neste fim-de-ano os Governantes não se importavam de pagar champanhe a toda a gente Mas, a pandemia não o permite Há quem fique muito triste Os Partidos Políticos preveem gastar mais de sete milhões de euros, na campanha eleitoral Continuam a brincar às eleições, é raro cumprirem as legislaturas Não custa nada, o povo é que paga Eleições todos os anos para...

As palavras

As palavras   As palavras andam de boca em boca, à procura do amor São muitas, umas mais doces outras mais azedas Umas mais novas, outras mais velhas As mais novas saltitam entre as mais velhas Numa sinfonia de sons e cores Na esperança de entrarem, num livro, num jornal, num telejornal Na boca de um autor, de um comediante, de um locutor Os poetas e os escritores penteiam-lhes os longos cabelos Fazem-lhes bonitas tranças e colocam-lhes flores, nos cabelos Mas, não contentes, cortam-lhes o cabelo e fazem-lhes permanentes Pintam-lhes as sobrancelhas, os olhos e a boca, uma rotina louca Mas, mesmo depois de tantas transformações, ainda não estão ao seu sabor Beijam-nas na testa, na face, na boca, nos seios Depois de tantos devaneios Procuram que transmitam: amor, alegria, esperança, calor Mas também, ódio, raiva, desilusão, ingratidão, dor Todas querem estar na ribalta, no escaparate Não as conseguem utilizar todas! Algumas, por mais voltas que lhes deem, não as conseguem fazer rimar Mas...

Lua!

 Encantamento! Hoje, vestiste a mais bela camisa de dormir Ao teu encanto ninguém consegue resistir Mal apareceste, já te vieste despedir! Hoje, as nuvens não conseguiram ofuscar o teu sorrir Há três noites que não me deixas dormir Por mais que queira fechar os olhos O teu brilho consegue-os abrir Fico triste por te ver partir Mas, viver assim, não ia conseguir! O meu corpo não ia resistir Passar as noites a ver-te florir E, todo eu, a arder, na varanda E, tu a prenderes-me, como fosses minha ama Há milhões de anos com a mesma fama! De todos encantares, seja dentro ou fora da cama. José Silva Costa

Renovação

Renovação   Renovei o Cartão de Cidadão, sem sair de casa Sessenta dias antes de terminar a validade, enviaram-me uma SMS, dizendo que me iam enviar uma carta, onde constariam os códigos, que se devem guardar durante a validade do cartão A importância a pagar e os dados para o pagamento, no Multibanco Poucos dias depois do pagamento, o Carteiro entregou-me o novo Cartão, tendo, apenas, de lhe dizer o número do Cartão, que tem uma duração o dobro do outro: 10 anos As novas tecnologias ao serviço das pessoas: evitei fazer 25 Km, cada deslocação à sede de Concelho, poupei tempo, dinheiro e, ainda, contribui para uma menor pegada ecológica Assim, não precisamos de nos preocupar com a validade do Cartão de Cidadão, porque seremos avisados com sessenta dias de antecedência Também já tratei da renovação, Online, das nossas cartas de condução: minha e da minha mulher Cada vez mais, os Serviços públicos têm de se desburocratizar, substituindo o papel pelo digital E, para os cerca de dois milhõe...

Prendas

Prendas!   O natal é um época de amor e fraternidade Todos desejamos uns aos outros: bom Natal, bom ano novo Mas, a pouco-e-pouco, devido aos excessos, tornou-se num tempo de muita angústia A publicidade criou-nos, desnecessários, consumos Muitas pessoas não têm possibilidades de acompanhar este consumismo A troca de prendas tornou-se obrigatória Sem que ninguém tenha coragem de dizer que o espírito natalício não é esse Infelizmente, já há muitos anos, assisti ao desespero de uma Senhora Que não conseguia conciliar o número da lista de prendas com o dinheiro disponível Passámos quase uma hora, no comboio, lado a lado, e eu não consegui ficar indiferente ao seu sofrimento Muitas vezes, para atulharmos as casas de coisas inúteis, para acumularem pó  Como é que se passou de oito a oitenta? Antigamente não havia, ou eu não tinha conhecimento desta loucura de “enterrarem” as crianças em prendas Não têm espaço, nem tempo para respirarem, não dão valor ao que lhes é oferecido Estamos a dar-lh...

Sonhar!

Sonho!   Sonhava ser poeta Mas, a musa não foi descoberta Assim, lá se foi a meta Deve estar em parte incerta A blogosfera é uma seta Para chegarmos à hora certa Temos de aproveitar a reta Porque o tempo aperta Corrermos como um atleta Ficar, sempre, alerta À mensagem correta Aos bons textos de que a blogosfera está coberta À amizade, nela, tão concreta.   José Silva Costa

Doce lar

Os desafios da abelha Doce lar, no teu aconchego sonho, beijo e leio É o lugar, que mais desejo para com, a família e amigos, confraternizar.

O futuro é hoje (13)

O futuro é hoje! (13)   Promessas de prendas   Este ano, para além das prendas dos amigos e familiares, temos as promessas de prendas dos políticos Para o branqueamento, da negra realidade, da corrupção em Portugal, que teve o pior registo da década, tendo descido três lugares, desde  2012, que oscilava entre os 63 e 62 pontos, caiu para a última posição da década, está agora abaixo dos 66 pontos, que é o valor médio da Europa, choveram promessas de prendas A 9 de Dezembro, dia Internacional Contra a Corrupção, foram feitas muitas promessas: Cerca de uma centena de novos inspetores, para a Polícia Judiciária, já concluíram a sua formação Em 10/01/2022, iniciar-se-á mais um curso para formação de mais 100 inspetores para a Polícia Judiciária Em finais de 2022, mais um curso de formação para 70 inspetores Como não há fome que não dê e fartura, no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) há 21 milhões (inscritos) para investimento nas tecnologias de comunicação e informação da Polícia ...

Vacinas!

Vacinas! Ser mãe e pai na pandemia Todos os dias bombardeados com opiniões contraditórias Têm de decidir se vacinam ou não as suas crianças O que não acontecia antes da pandemia Se bem que alguns já vinham contestando as vacinas Animados por as doenças terem sido erradicadas Graças às vacinas que foram sendo implementadas Esquecendo-se que, se chegámos a esquecermo-nos Das doenças tão temidas pelos nossos antepassados Isso tinha sido devido às vacinas, que foram sendo produzidas Lembro-me da primeira vez que fui vacinado Tinha sete ou oito anos, foi com um aparo Cujas marcas ficaram para o resto da vida Foram à escola e vacinaram todos, sem contestação Daí para cá tenho sido vacinado, sem hesitação O meu Boletim Individual de Saúde é de 1964 Do Ministério da Saúde e Assistência – Direcção-Geral de Saúde Ano em que fui vacinado pela segunda vez, porque era obrigatório Ter a vacinação em dia Para fazer exames Liceais, como, ainda, hoje acontece Onde constam as vacinas inoculadas: Vacinaç...

Contos de Natal

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Contos de Natal Que bonito postal! A Olga Cardoso pintou Para alegrar o Natal Com os Contos que vão ficar De autores que passam horas a navegar Comentando os posts uns dos outros Juntos, num livro! Para sempre, a lembrar o Natal Que tem o condão de o Mundo juntar Para o nascimento do menino, celebrar.   José Silva Costa          

o futuro é hoje (12)!

O futuro é Hoje  (12)   Trazes a luz, o calor, a amizade A tua estrela é que nos guia Não ligues a este Natal de fantasia Onde só se apela ao consumismo Dizem os políticos, que este tem de ser colorido Muito alegre, animado e concorrido Há eleições, ninguém pode estar distraído! Todos se aprimoraram nas prendas de Natal Neste Natal, todos têm direito a bombons Seja com o ivaucher dos combustíveis Ou seja com qualquer outro presente Que os políticos bem têm puxado pela mente Para descobrirem a melhor maneira de encantar a gente Não faltam iniciativas, ainda que toldadas pelas condições restritivas Todas as Câmaras querem ver felizes os seus munícipes Não poupando esforços na criação de distrações É pena que gostemos mais de gastar os euros em coisas fúteis, do que estruturais Gastamos milhões em fogo-de-artifício, que seriam melhor empregues em escolas, esgotos, estradas, hospitais Mas, do que gostamos mesmo é de bonitas fotografias, nas redes sociais Das férias, das viagens, de preferê...

A vida pode espear!

A vida pode esperar!   É Natal, os sinos estão-nos a chamar Já nasceu o Deus Menino, vamos vê-lo Todos os anos nos vem visitar É tempo de, com todos, festejar Já nasceu o Deus Menino para nos salvar Vamos todos, o Deus Menino, beijar É tempo de paz, de alegria e harmonia Vamos todos fazer com que nasça um novo dia Onde todos caibamos, sem muros, nem murros Temos de ser solidários com aqueles que estão desesperados Ninguém consegue, toda a vida viver sem um futuro ter Quando perdemos a esperança, já morremos Não podemos continuar a empurrar os nossos irmãos para a morte Já basta a falta de sorte: nascer no meio das bombas, no desnorte Nascer e morrer em campos de refugiados Sem nunca saber o que é viver em paz, ter um país, emprego, pão Nascer e viver no meio da confusão, à espera que lhes deem a mão Que um dia encontrem uma nação, onde possam ganhar o pão Como é bom, ter um lugar, onde em paz, a vida possa passar Sem o egoísmo de querer tudo e de todo o mundo querer percorrer Enquanto ...

O futuro é hoje (11)

 O futuro é hoje (11)   A idade da reforma poderá baixar para os 66 anos Uma boa notícia, não fosse a causa, a diminuição da esperança de vida Que o covid-19 veio provocar Maldito vírus que não nos quer largar O Ministro, passageiro, finalmente, caiu do poleiro Há muito que o deveria ter largado Mas, a oportunidade, ainda, não tinha chegado A poucos dias da campanha eleitoral É preciso convencer os eleitores de que tudo vai mudar Para melhor! Porque para pior já basta assim O capitão já os tinha avisado Quem se portasse mal, não tinha o contrato renovado Dois em uma, dos dois não fica nenhum Porque é preciso agilizar o novo Governo Um Governo menos numeroso, se possível melhor O adversário é poderoso: uma grande surpresa Já o tinham dado como morto, mas ressuscitou Até o Presidente recebeu, em audiência, o seu sucessor Para acertarem as agulhas e escolherem o calendário Mas, a ressurreição a tudo veio pôr um travão Como o homem parece ter sete foles! O adversário ficou um pouco em conf...

Hoje!

Em tempo de pandemia   Tempos incertos De medos certos Queremos garantias Mas quem as poderá dar! Se todos estamos a aprender Com este novo vírus, a viver Exigem-se vacinas eficazes Como se tivesse passado tempo para isso Questiona-se tudo E, os istas ( negacionistas, anarquistas) destroem o que podem Como se isso ajudasse alguém! Se não acreditarmos nos cientistas Vamos acreditar em quem! Andamos nisto há quase dois anos E, infelizmente, sem fim à vista Há quem ache, que disto não se deve falar Como se se não falar ajudasse a acabar Temos é de enfrentar a realidade Os Governantes temem os ajuntamentos no  Natal e ano novo Mas não quiseram evitar um ato eleitoral Porque só pensam nas suas ambições Quanto ao Natal, com ninguém me vou juntar Primeiro quero a saúde preservar Para no futuro, o poder comemorar Natal poderia ser todos os dias Se nós quiséssemos! José Silva Costa