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Mostrando postagens de setembro, 2019

O Cosmos

O ambiente Se não lutarmos pelos nossos sonhos, quando somos jovens, quando o faremos? Quem é que, na juventude, não teve ilusões de que tinha uma missão a cumprir? Enquanto não estamos enquadrados é que podemos desafiar o Munto Podemos manifestar-nos, desafiar as autoridades, até arriscar a vida Porque, quando voltamos para casa, temos mesa assegurada, pelos nossos pais Que, mesmo que o não digam, ficam sempre um pouco orgulhosos da nossa irreverência Não foram os professores da Universidade de Coimbra, que em 1969 romperam com o amem à ditadura, aquando da visita do Presidente da República, Américo Tomás, mas os estudantes! Não foram os Generais, que fizeram o 25 de abril, foram os Capitães Quando o Mundo pula e avança, são, quase sempre, os jovens, que forçam a mudança Diogo Quintela, dos gatos fedorentos, escreveu um texto enorme, a dizer cobras e lagartos da Greta Thunberg e de todos os que a seguem, como se a rapariga estivesse a lançar bombas atómicas, como as que os americanos ...

O nascimento de uma escola!

Nascimento de uma escola Estávamos em outubro de 1951. No monte do Lobato, alguém ofereceu uma casa, para ali nascer uma escola. Três ou quatro professoras foram ver o local, mas só a última aceitou criar uma escola, numa casa particular: quatro paredes, algumas cadeiras, uma ou duas mesas, nada mais! A professora era uma jovem muito determinada e apostada em tirar as crianças dos trabalhos no campo, para que aprendessem a ler e escrever. Eram pouco mais de meia dúzia, de várias idades!  Poucos pais tinham a perceção de que mandar os filhos à escola era o melhor para o seu futuro. Eles não tinham ido à escola e conseguiam governar a vida. Portanto, ainda não se tinham apercebido de quanto era importante saber ler e escrever. Passado um ou dois meses, a professora vendo que não apareciam mais alunos, decidiu ir com eles até ao Monte Santana, para informar os pais, de que era obrigatório mandar os filhos à escola. A professora à frente, os alunos atrás dela, por um caminho, que ligava as...

Mais um ano!

Meu amor Ao encanto dos teus olhos não resisti Ao baloiçar do teu corpo me prendi O amor não pode ser explicado Quando menos se espera, está-se apaixonado Tudo muda, tudo sorri Nunca mais te esqueci Desde o dia em que te vi O teu sorriso prendeu-me, para sempre A vida a dois é exigente Mas tem muito de atraente O fruto é a mais bela semente O amor é mais forte que a mente Vira a cabeça a muita gente As estrelas são o penteado O caminho está animado Vamos cumprindo o fado De braço dado Vamos comtemplando o passado Não podemos ver o futuro! Cada ano é mais um obstáculo ultrapassado Agradecemos este tempo beijado Mais um ano está começado.   José Silva Costa          

Indignações!

Indignações Por dá cá aquela palha as redes sociais ficam todas indignadas Mas quando um programa de investigação, da RTP é retirado, fica tudo calado! O programa de investigação da RTP1, premiado, foi retirado Caiu da grelha, foi grelhado, desapareceu, está enterrado O “ Sexta à Noite” da jornalista Fátima Felgueiras, não resistiu Interrompido para férias, foi extinto, porque sexta é dia de azar Mal comparado, aconteceu-lhe o que acontece a muitos trabalhadores Vão de férias, e quando voltam as fábricas fecharam, acabaram Na RTP, paga com o dinheiro dos contribuintes, há programas eternos Mas há outros, sabe se lá porquê, vão para o inferno Não cumprem a ética republicana, incomodam quem manda! Felizmente não há censura, faria se houvesse! Por que raio, é que se metem em política! Falem do futebol, dos passarinhos, das flores, digam só bem dos senhores doutores Deixem a política para os políticos Não queiram saber a razão por que entram pobres e saem milionários O povo não precisa de ...

Despedidas

Despedidas O verão já há alguns dias que se vem despedindo Menos sol, menos calor, ameaças de chuva Acaba o verão, a estação que nos aquece o coração Das férias, dos encontros com os amigos Aquela que faz parar a planície Quando os termómetros ultrapassam os quarenta graus Animais e plantas, no pico do calor, fazem uma pausa Para dormirem uma sesta Acabou-se o tempo de andar ao leu! Enquanto, nós, vamos tendo necessidade de vestir mais peças de roupa! Algumas árvores já se começaram a despir Vão, todas, as folhas deixar cair Para passarem o inverno, nuas Para na primavera se vestirem, de novo Com roupa nova e perfumada Vamos entrar no outono Uma estação associada à reta final da vida Antes do inverno eterno. José Silva Costa                        

Fogo!

Golas de fogo   Aldeias Seguras Golas de fogo Os negócios com o fogo Vão aos bolsos do povo Por isso, é que tudo arde, de novo Todos os anos! A prevenção! Não Senão, lá se vão os negócios Para muitos tão proveitosos Porque os preços, para a Proteção Civil São a dobrar! Os jornalistas falam demais Os jornalistas sabem demais Ai censura! Em certas ocasiões, davas tanto jeito Metias todo o pessoal em respeito Isto de Governar em democracia é uma chatice Andam, sempre, a escrutinar tudo E a denunciar a aldrabice Os incêndios, para muitos, são uma mina Muito melhor, que o negócio da china   José Silva Costa  

A água!

A água A Água! Esse líquido precioso Mais, do que o ouro, valioso A que nunca demos muita importância Por cair do céu com abundância Caía devagar, ritmada, parecendo um bailado Para matar a sede, a todos, suavemente Durante dias, ou meses Agora, caí abruptamente, em horas, o que caía num ano Revoltada, agressiva, mata, destrói tudo o que lhe aparece à frente É uma torrente impetuosa a castigar tudo e todos! Tão necessária e desejada Agora, chega, quase sempre, desesperada Parece que se cansou de ser ignorada Desprezada, mal tratada Tanto animal e planta desesperados com a sua ausência Nos humanos, os mais evoluídos, procuram-na a centenas de metros de profundidade! Os outros rezam para que volte Dela, depende a vida Sem ela, teremos agonia e morte. José Silva Costa            

Joias e coroas

Joias e coroas Amores, ao sabor dos tempos Já chegou a ser paixão Em tempos, pela educação Mas nunca chegaram a casar Foram muitos anos de namoro Que na legislatura, acabada Deu em grande discussão Acabaram com a relação Nova legislatura! Nova joia da coroa: a saúde Mas ao contrário do que o povo diz: “Vão-se os anéis, fiquem os dedos” No caso da saúde, já se foram os anéis e os dedos. Ontem foi o ambiente, hoje é a saúde, amanhã o que será? Uma política ao sabor de relatórios, sondagens, sem qualquer estratégia O que interessa é manter o poder, custe o que custar Para o mês que vem, vamos votar Uma nova Assembleia, escolher De onde sairá um Governo, para nos tornar Num país mais próspero, mas igualitário, menos corrupto Menos burocrático, mais competitivo, menos clientelismo Num país desenvolvido, capaz de fixar os seus valiosos filhos Para com os seus conhecimentos o enriquecerem Não precisando de irem, os outros, enriquecer. José Silva Costa                

Crise

Novembro de 2008 Minha quarta sinfonia Nos teus olhos toda a magia Quatro Primaveras, num Universo sem harmonia Meu hino à alegria Contigo o século XXI marcou a sua entrada A palavra crise é a mais pronunciada Tudo são incertezas, ninguém sabe nada Uma nova ordem tem de ser inventada Do muito fizeram nada A situação é desesperada A incerteza precisa ser ajudada. O teu sorriso é promessa de futuro O teu olhar é o paraíso                   Quando abres essas duas estrelas Toda a humanidade é tocada A Terra toda irradiada E a humanidade hipnotizada Minha flor encantada.     José Silva Costa      

Desenvolvimento sustentável!

Guerra ao plástico! Depois de seis décadas de convívio, vamos começar a despedir-nos, reduzindo a sua presença Nos nossos lares Não fomos capazes de o controlar, o mesmo aconteceu com o nuclear Ambos foram fatores de grande desenvolvimento Com um conseguimos energia barata! Com o outro a criação de tantos produtos, que até criámos a alimentação, dita de plástico Como não conseguimos controlar os resíduos, só nos resta tentar reduzi-los! Como, mesmo com tanto desenvolvimento, não conseguimos acabar com a fome! Então, vamos tentar criar um desenvolvimento, que seja mais sustentável Mas, para isso, é preciso abdicar de muitos dos nossos hábitos! Deixar de, nos últimos vinte anos de vida, viajar por todo o muno, todos os dias Andar mais de transportes públicos, menos de carro particular Não trocar, todos os dias, de telemóvel, de carro, de camisa, de gravata, etc. O que significa produzir menos, dando origem a mais desemprego Portanto, não é fácil dar uma vida digna a todos, sem que haja u...

Um dia inesquecível!

Uma flor Que a ciência Antecipou Ser uma menina A rosa que se está No ventre da mãe A desenvolver Para mais tarde Emergir Fazer o sol e a lua sorrir A mãe e o pai sentir Que têm o mundo Na mão Uma rosa em botão Uma luz eterna Que brilha Na ausência da espera Nos minutos Que uma vida encerra Como se tivesse começado Uma nova era. Nasce uma alegria Que não tem explicação E uma preocupação Que comanda a mão Prende a atenção Acompanha a sombra Sempre Para todo o lado Aperta o coração Só de imaginar Que o ar Pode alertar Para o perigo Que só os pais sentem.                                         José Silva Costa  

A Medicina!

Mãe A realização de um sonho Graças à medicina A prenda mais desejada Para quem temeu Que o sonho, de ser mãe, fosse impossível! Quanta gratidão há? Nesses dois enormes e lindos olhos! Que a todos dão força e encanto Como que a dizerem, consegui! Incentivando, todos, a lutarem pelos seus sonhos Porque a vida é só isso! Uma luta constante, para atingir os sonhos.   José Silva Costa

Mulher

Flor Estrela Polar Num Mundo Lunar És Rosa És Mar.   Espiga de Verão Temperada pelo Sol És flor És pão.   Ave reluzente Num céu atraente És fogo És ventre.                                José Silva Costa