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Mostrando postagens de janeiro, 2016

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Auschwitz, Polónia   Setenta e um anos depois O mesmo, cortante, frio O mesmo vento vazio As lágrimas em rio   Que as chamas engoliu     O silêncio sufocante das cinzas Não nos dão sossego Os olhos dos homens mulheres crianças Varam-nos com a incomoda pergunta O que levou a tamanha loucura? O Mundo, como sempre, Continua conturbado Mas, os gritos dos sobreviventes Trespassa-lhe os ossos da mente Procurando mantê-lo acordado Interrogando-o, abalado Incrédulo, responde: “ nunca mais” Mas, os fornos foram letais.

Vergonha

Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferid as acerca da sustentabilidade das reformas...  VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.  VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.  VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...  VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.  VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.  VERGONHA é que a um Político não se exija a m...

Um rombo de dez milhões

Privilégios   Os nossos dignos representantes no Parlamento Criaram as suas subvenções vitalícias Para, quando se reformarem, de fome, não morrerem! Ao contrário dos que implantaram a República, em 1910 Que achavam indigno comer à mesa do orçamento Vinte e um deputados do PS e nove do PSD Não gostaram dos cortes nos seus magros rendimentos! Queixaram-se ao Tribunal Constitucional Que lhes deu toda a razão! Os ilustres não podem ficar sem pão! Há uma grande distanciação Entre os que criaram a República E os que hoje se servem dela Aos primeiros bastava-lhes a ética Republicana Aos de agora, também se dizem herdeiros dela Mas, sem euros não há gamela Todos dizem defenderem os mais pobres Será por isso que cada vez há mais?  

Privilégios

Privilégios   Os nossos dignos representantes no Parlamento Criaram as suas subvenções vitalícias Para, quando se reformarem, de fome, não morrerem! Ao contrário dos que implantaram a República, em 1910 Que achavam indigno comer à mesa do orçamento Vinte e um deputados do PS e nove do PSD Não gostaram dos cortes nos seus magros rendimentos! Queixaram-se ao Tribunal Constitucional Que lhes deu toda a razão! Os ilustres não podem ficar sem pão! Há uma grande distanciação Entre os que criaram a República E os que hoje se servem dela Aos primeiros bastava-lhes a ética Republicana Aos de agora, também se dizem herdeiros dela Mas, sem euros não há gamela Todos dizem defenderem os mais pobres Será por isso que cada vez há mais?  

Lisboa

Lisboa Lisboa, como pudeste empurrar, para fora, os que te invadiram, a partir dos anos cinquenta? Ou faram eles fartos de viverem em quartos, com direito a servirem-se da cozinha e da casa de banho, que te abandonaram ? Chegaram a viver mais de duas famílias na mesma casa, sem privacidade, sempre a meterem-se na vida uns dos outros. Mas não tinham outro remédio, não tinham rendimentos para pagarem a renda de uma casa. A maioria vivia apenas do ordenado do homem, porque a tradição era as mulheres ocuparem-se da lida da casa e dos filhos. As classes com mais rendimentos, não só podiam pagar a renda de uma casa, como tinham uma, duas ou mais criadas de servir, de acordo com o seu estatuto social. Muitos não resistiram ao fascínio da construção dos dormitórios, que a cidade viu crescerem à sua volta. Que coisa mais atraente: uma casa acabadinha de construir, novinha em folha, com cheiro a tinta fresca, tão diferente das da Capital : velhinhas, e algumas sem casa de banho! A habitação, em ...

É tudo o que tem cada ser

  Ainda mal nasceu o ano, e os homens já mataram duas companheiras! Será que esta chaga não tem cura? Assassino é coisa que ninguém deveria gostar de ser Todos os que matam, na cadeia deveriam morrer Prisão perpétua, para quem, a vida interromper Porque a vida, não é uma coisa qualquer É tudo o que tem cada ser.   

Ainda mal nasceu o ano

Ainda mal nasceu o ano, e os homens já mataram duas companheiras! Será que esta chaga não tem cura? Assassino é coisa que ninguém deveria gostar de ser Todos os que matam, na cadeia deveriam morrer Prisão perpétua, para quem, a vida interromper Porque a vida, não é uma coisa qualquer É tudo o que tem cada ser.   

Reis!

Dia de reis O dia de reis, deste ano de 2016-01-06, parece querer lembrar o que aconteceu com Maria Antonieta! As notícias falam de degolados, mostrando, infelizmente, que com o novo ano, a violência não mudou! Violência de homens sobre as mulheres, violência de pais sobre os filhos Mas, a violência resolve alguma coisa? Uns e outros continuam a pensar que são os donos da vida dos outros Dia de reis violentos e absolutos.

Dia de reis

Dia de reis O dia de reis, deste ano de 2016-01-06, parece querer lembrar o que aconteceu com Maria Antonieta! As notícias falam de degolados, mostrando, infelizmente, que com o novo ano, a violência não mudou! Violência de homens sobre as mulheres, violência de pais sobre os filhos Mas, a violência resolve alguma coisa? Uns e outros continuam a pensar que são os donos da vida dos outros Dia de reis violentos e absolutos.

Velho

Inverno   Chegaste pela calada da noite Todo vestido de branco, a anunciar o Natal Tu, que fechas e abres os anos Vens vestir a humanidade dum sentido fraternal Vais acabar de despir as árvores Fazê-las tremer de frio glacial.   Velho   Velho, pobre, abandonado Que Gama te trouxe da tua quente Índia? Para um temperado Portugal Vives na rua, no banco do jardim Dormes à porta do prédio da avenida Gelado Trabalhaste muito Por um magro ordenado Agora, não tens um telhado!  

Inverno

Inverno   Chegaste pela calada da noite Todo vestido de branco, a anunciar o Natal Tu, que fechas e abres os anos Vens vestir a humanidade dum sentido fraternal Vais acabar de despir as árvores Fazê-las tremer de frio glacial.   Velho   Velho, pobre, abandonado Que Gama te trouxe da tua quente Índia? Para um temperado Portugal Vives na rua, no banco do jardim Dormes à porta do prédio da avenida Gelado Trabalhaste muito Por um magro ordenado Agora, não tens um telhado!