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Mostrando postagens de fevereiro, 2019

Ilusões

Ano de eleições Vender ilusões Traz perturbações Toda a gente quer melhores condições Mas, os cofres estão vazios e sem tostões Em ano e eleições Os Governantes costumam ceder a todas as tentações Nesta legislatura houve muitas promoções Acreditaram que a bolsa não tinha cordões Quem manda nas finanças tem outras ambições Ganhar barras de ouro, apertando bem os cordões E, o veículo utilizado são as cativações Fazendo brilhar, Portugal, entre as nações Há muitas contradições Um tenta enganar a todos, para ganhar as eleições Mas, o outro utiliza todos os travões Até Outubro estão garantidas as emoções Todos exigem que este seja o ano de todas as resoluções Haja, ou não provisões! O futuro é incerto e pode não comtemplar ambições Sejamos razoáveis e privilegiemos as uniões A liberdade mobiliza multidões.   José Silva Costa                        

Os meus vizinhos!

A Natureza A um mês da Primavera Os meus vizinhos andam numa roda-viva Ainda o sol está ensonado, e nem, os olhos, tem esfregado Já, elas e eles, andam numa correria e cantoria Andam a escolher os parceiros e as parceiras Tanto elas como eles tentam encontrar a parceira ou o parceiro ideal A Natureza não espera! Apesar e andar um pouco perturbada, ainda tem alguns ciclos definidos Assim, à medida que o inverno dá sinais de abrandar e a primavera preste a chegar, os meus vizinhos não param de se agitar Aproxima-se o ciclo de reprodução O acasalamento tem o seu tempo e encantamento Matinais melodias, despiques e correrias Eles procuram os pontos mais altos Para melhor difundirem as mensagens Acasalados, segue-se a construção dos ninhos Fecundação dos ovos, pô-los, chocá-los Está, um novo ciclo de vida, iniciado Perdizes e perdigões são os meus vizinhos foliões.   José Silva Costa        

Salários

Salários   O salário mínimo dos funcionários públicos subiu para 635 euros, mais 35 que o salário mínimo nacional. Por que razão não há um único salário mínimo? Não seria mais lógico que o salário mínimo nacional fosse de 635 para todos: público e privado! Os funcionários públicos têm de ter este suplemento, por não puderem ser despedidos, puderem ter tolerâncias de ponto, faltar dez dias sem justificação, um subsistema de saúde Quase meio século de democracia, cada casta continua com direito ao seu quintal ou quinta, conforme a categoria social No tempo da ditadura os rurais tinham as Casas do Povo, os outros, as Caixas de Previdência Em 1963 foi criada a ADSE para os funcionários públicos, à custa de todos os contribuintes Os que não tiverem direito à ADSE, têm de ir dormir para a porta dos Centros se Saúde, para conseguirem uma consulta, que pode demorar meses ou anos Só no início deste século, os funcionários públicos começaram a descontar para o seu subsistema de saúde, mas só em ...

O paraíso

O Paraíso No alto de Alter Lá no cimo Bem pertinho do céu Onde as estrelas têm encantamento E a lua tem mais magia Existe um, franciscano, convento Onde amar é saborear o vento O antigo e o presente Um paraíso para toda a gente.   José Silva Costa

O amor

Dia dos namorados Dia de todos os encantados Com aquela, ou aquele que escolheram para partilhar o coração Para os bons e maus momentos Um dia para comemorar o melhor que temos: o amor Uma flor para dar a todos, e em qualquer momento A todas e todos sem exceção A palavra de toda a atenção A palavra que todos trazem na mão e nos lábios Um aperto de mão, ou um beijo Um cumprimento universal De admiração, de boas-vindas, de fraternidade Uma manifestação de apreço Mas, quando todo o corpo participa nessa manifestação Pode ser sinal de que poderá ter sido encontrada, a metade que lhe faltava.   José Silva Costa              

Namorados

Namorados Vale a pena viver Todos os dias acordar a ler Nos teus olhos a convicção De que és a mais bela estrela do amanhecer Todas as manhãs Os teus rubros lábios de romã Selam nos meus os votos de um bom dia Com a alegria de ao entardecer Nos voltarmos a ver Para mais uma noite, que não voltaremos a esquecer Dia, após dia, é este o nosso sorriso A dizer-nos que a vida pode ser um paraíso Se conseguirmos manter esse inebriante perfume Que há tantos anos nos une! Lembras-te? Foi na estufa-fria Naquele lugar de tanto romantismo Que festejámos, juntos, o meu aniversário Porque querias que as aves, as plantas e os lagos Também disfrutassem da nossa magia Do sussurrar das nossas promessas e beijos No calor, suave e doce, do fim do verão De mãos dadas, bem apertadas A prometermos um ao outro Que já mais seriam separadas Cinquenta e três primaveras estão namoradas. José Silva Costa                

Enfermeiros

O CARTEL DOS ENFERMEIROS_ __ ___O que tem sido apresentado à opinião pública como uma greve  decretada pelos sindicatos de enfermeiros pode ter outras leituras. Os  profissionais de enfermagem tanto podem ser vistos como assalariados  ou como empresários.___ ___É que alguns (muitos? poucos?) são assalariados no serviço público  e simultaneamente são empresários no privado, uns a título individual,  outros como patrões de empresas prestadoras de serviços, outros ainda  são assalariados no público e no privado.___ ___Assalariados no público e no privado, assalariados no público e  patrões no privado, empresários de sociedades anónimas e a título  individual, no entanto todos se apresentam perante a opinião pública  acolhidos debaixo do manto protector e facilitador de obtenção de  reconhecimento público de “sindicatos” e todos invocam as leis do  trabalho para justificarem ao “patrão” Estado as suas reivindicações  de trabalhadores, de explorados pelo capital! Já quanto ao sector  privad...

Lágrimas

Lágrimas   Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez ……. Só uma, já era demais! Mataste três gerações! Tenras, verdes, de todas as idades Mataste como qualquer algoz Nasceste sem qualquer pontinha de dó Sem respeito pela vida Que todos nós temos o dever de tudo fazer, para a preservar Até mesmo o que matou a mulher e a cunhada, e se tentou suicidar Um helicóptero foi disponibilizado, para o tentar salvar Parece que está tudo louco Até o tempo parece outro As lágrimas cobrem-me o rosto Estou desapontado com o que vejo e ouço Todos os esforços têm sido em vão Nada, nem ninguém consegue, qualquer coisa, fazer Para, com tamanha mortandade, acabar Não sei o que mais possa dizer Para pedir que não matem os filhos, as mulheres, os maridos, ninguém!   José Silva Costa              

Infinito silêncio

Infinito silêncio Num dia de sol cinzento Que o vento acordou Manhã dentro À sua frente, tudo levou A lama, o vento, embrulhou Ninguém se salvou O céu estalou O sol não voltou E tudo acabou.   José Silva Costa        

No reino maravilhoso do futebol

No maravilhoso reino do futebol No princípio do século XXI Depois do susto do mundo acabar Os Governantes, tal como hoje, só queriam era festejar Encheram o Estádio do Jamor de pessoas, a gritar Deslumbrados com a conquista de, o euro 2004, realizar Mandaram, todas as bandeiras, desfraldar Os mais famosos arquitetos foram mandados, os estádios, desenhar Nada de orçamentos, apontamentos ou outros constrangimentos Era preciso mostrar ao Mundo, onde é o reino do futebol Dez estádios novos foram mandados fazer Sem quaisquer critérios de localização, acolhedores em dias de nevão, onde houvesse população, qual os custos de manutenção Os doentes da bola ficaram todos contentes De norte a sul todos foram contemplados Alguns, com poucos jogos realizados, parecem ter os dias contados Quase vinte anos depois, continuamos a pagá-los Algumas Câmaras têm-se visto em palpos de aranha A Câmara Municipal de Braga viu penhoradas as suas contas bancárias Porque ainda deve 3,8 milhões à construtora do est...