Janeiro!
Janeiro Dias inteiros Soalheiros Noites geladas Árvores prateadas Vento e rajadas Frio e nortadas Mãos gretadas Velhotas curvadas Das luas passadas Beijadas, amadas Ruas deitadas Casas assombradas Há muito abandonadas As terras não são semeadas Outrora todas ocupadas Vidas apagadas Sombras sonhadas Luas desenhadas Memórias arrumadas Fontes magoadas Águas branqueadas Esperanças molhadas Telhas desalinhadas Estrelas afiadas Lágrimas salgadas Vidas adiadas Bocas escancaradas Desesperadas. José Silva Costa