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Mostrando postagens de junho, 2017

Não vale tudo!

Não vale tudo!   Lá, por, em breve, termos eleições, não vale tudo! Senhor provedor da Santa Casa da Misericórdia Tenha comiseração pela desgraça alheia Já chega de fogo, um provedor não incendeia! Não martirize mais a sua aldeia Desmesurada ambição deveria dar cadeia Um pio, a mentira, não semeia! Senhores provedores políticos tenham misericórdia DE quem tudo perdeu E, o que se salvou, nas vossas bocas ardeu.     José Silva Costa        

Verão

Verão   Chegou o verão Nunca é demais a atenção A água também pode ser caixão O mar é o comilão Os rios, as barragens e as piscinas dão uma mão Não se pode, nem por um segundo Deixar as crianças saírem da nossa visão E na condução! Vale mais parar para descansar Do que seguir em contramão Para todos, boas férias, neste Verão.   José Silva Costa

Vidas queimadas

Vidas queimadas     Custa! Mas tem de ser Temos, quanto antes, de descontinuar os campos de gás Colocando toneiras de segurança, de tantos em tantos quilómetros Não prevenir, é pura asneira Continuaremos a ver, o monstro de boca infernal e enorme língua A salivar, a saborear tudo o que encontrar E, nós a vê-lo, mesmo ali à nossa frente, a tirar-nos, como se fossem nossos filhos Todos os sonhos, trabalho de gerações, de sol a sol e serões A casa, o carro, o pomar…. Nem sequer, para trás, podemos olhar! Temos de tentar esquecer, correr e fugir Porque ele quer-nos engolir Não! Não há outra maneira Não há mulheres, nem homens, nem máquinas, nem engenharias, nem helicópteros, nem aviões, nem água, que o consigam conter Temos de o matar, à fome, retirando-lhe o comer. De olhos rasos de água, quem é que consegue dormir? A todos os que perderam familiares e amigos, os meus pêsames.   José Silva Costa    

Santos Populares

Os Santos Populares   Portugal deveria, em junho, encerrar Para os Santos populares comemorar Lisboa fecha a cidade para marchar O Porto fecha o aerporto para, os balões, lançar O resto do país não tem direito a ser feliz? Não gastamos tudo em copos e gajas! Guardamos uns cêntimos para comprar martelinhos Para dar na cabeça dos vizinhos.   José Silva Costa  

Santos Populares

Santos Populares     Portugal, em Junho, deveria encerrar Para, os Santos Populares, comemorar Lisboa fecha a cidade para marchar O Porto fecha o aeroporto para, os balões, lançar O resto do país não tem direito a ser fzliz? Não gastamos tudo em copos e gajas! Guardamos uns cêntimos para comprar martelinhos Aproveitamos para bater nas cabeças dos vizinhos.   José Silva Costa

O cheiro do lixo bancário

O lixo Bancário   Não se brinca com as empresas cotadas Todos podem brincar com os contribuintes, que tudo pagam Pagam a incompetência e o roubo Já pagamos vinte e tal mil milhões de euros para os bancos Mas, vamos pagar outro tanto, para o crédito mal parado Enquanto noutros países admitiram que os bancos tinham problemas e tinham de ser resolvidos Por cá, empenharam-se em negar a evidência Presidente da República, Governador do Banco de Portugal e os Presidentes dos bancos afirmaram, que os nossos bancos eram sólidos, não tinham sido contaminados pela bolha do imobiliário, etc. Os outros países, com a autorização do Banco Central Europeu, criaram os chamados veículos, onde carregaram o lixo, que tanto os incomodava Nós, agora, queiramos fazer o mesmo, mas chegamos atrasados Solução expedita, à portuguesa! Emissão de uma garantia do Estado, para varrer o lixo dos bancos, cujo cheiro incomoda, penalizando os juros do dinheiro, que pedem Assim, o crédito incobrável, de todos os bancos, ...

Conta e Tempo

CONTA E TEMPO Deus pede estrita conta de meu tempo. E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta. Mas, como dar, sem tempo, tanta conta, Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? Para dar minha conta feita a tempo, O tempo me foi dado, e não fiz conta. Não quis, sobrando tempo, fazer conta. Hoje, quero fazer conta, e não há tempo. Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, Não gasteis vosso tempo em passatempo. Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta! Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo, Quando o tempo chegar, de prestar conta, Chorarão, como eu, o não ter tempo...   Escrito no século XVII, pelo Frade Franciscano António das Chagas (António Fonseca Soares) , um alentejano da Vidigueira, que veio a falecer em Torres Vedras.          

Matar dois coelhos com uma cajadada

O Presidente da República bem queria, aos portugueses, poupar um dia Sondou os Partidos, no sentido de as próximas eleições legislativas e europeias se realizarem no mesmo dia Mas, todos os Partidos se mostraram contrários ao que ele queria Estarão os Partidos convencidos, que os portugueses não conseguem fazer duas cruzes, no mesmo dia?! Matar dois coelhos com uma cajadada? Não. Obrigado, disseram-lhe, eles As campanhas eleitorais são como que romarias: festas, almoços, jantares com beijinhos e abraços Ora, reduzir a metade toda esta euforia, todo este convívio, toda esta animação era um desperdício! Até porque, cada vez, são mais raras as antecipações de eleições, o que faz com que só tenhamos estes festejos de quatro em quatro anos Com a geringonça nasceu a esperança de que voltasse-mos aos tempos de eleições, todos os anos, mas, por enquanto, o tripé contínua de pé E que fazer ao dinheiro, que se pouparia? Ninguém foi capaz de responder a essa questão. Assim, o melhor é não querer ...

Viver com 300€!

Viver com 300 €!   Numa época em que todos queremos superar grandes desafios Calcorrear serras, montes, rios, quilómetros a fio, nos baldios Voltar a saborear o cheiro da natureza, comer plantas silvestres Sem saber se são comestíveis ou venenosas Se são tão vistosas, à que provar se, também, são gostosas! O que interessa é fotografar e publicar no face book Impressionar os milhões de seguidores, contabilizar likes, com amores Para, a rotina, alterar Um desafio, que implica outras dores, mas sem flores Senhores presidentes de tudo e de nada Senhores representantes da manada Senhores solteiros, que tenham ou não namorada Senhoras e senhores Ilustres convidados Caros leitores Proponho que façam o seguinte desafio: Viver com 300 €, por mês! Vão ver, o desafio que é ver, mas não comer! Ir às compras e não comprar Passar o tempo, os preços, a comparar Andar, todos os dias, os cêntimos, a contar Tentar, o mês, encurtar Tentar, os filhos, encantar Chorar, depois de, os filhos, deitar.   José ...