Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2016

A candidata de Merkel & Cª

  ONU   A eleição do Secretário- Geral das Nações Unidas Pela primeira vez, eleito, seria, por voto secreto Mas, pelos vistos, a inovação correu mal Nas votações até agora efetuadas, não conseguiu chegar à frente, a indigitada Assim, vai haver outra candidata, que já terá os cinco votos necessários Em quase duzentas nações, só cinco é que contam, o resto é para enfeitar a jarra Comissários, Secretários-gerais, Presidentes da C.E, ONU,FMI, respetivamente Só são eleitos se estiverem na disposição de fazerem o que lhes pedirem: paus mandados, com raras exceções As Nações Unidas não têm força, para impedir seja o que for Assim, cada um mata onde e quando quiser: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, etc. Deitam a baixo aviões comerciais, matam centenas de pessoas, nada lhes acontece Com grande lata dizem que são acidentes colaterais Mal dos que cruzam os seus quintais Este ensaio de democracia, na eleição do Secretário-geral da ONU Se tivesse corrido bem, daria pano para mangas: todos a enalt...

ONU

ONU   A eleição do Secretário- Geral das Nações Unidas Pela primeira vez, eleito, seria, por voto secreto Mas, pelos vistos, a inovação correu mal Nas votações até agora efetuadas, não conseguiu chegar à frente, a indigitada Assim, vai haver outra candidata, que já terá os cinco votos necessários Em quase duzentas nações, só cinco é que contam, o resto é para enfeitar a jarra Comissários, Secretários-gerais, Presidentes da C.E, ONU,FMI, respetivamente Só são eleitos se estiverem na disposição de fazerem o que lhes pedirem: paus mandados, com raras exceções As Nações Unidas não têm força, para impedir seja o que for Assim, cada um mata onde e quando quiser: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, etc. Deitam a baixo aviões comerciais, matam centenas de pessoas, nada lhes acontece Com grande lata dizem que são acidentes colaterais Mal dos que cruzam os seus quintais Este ensaio de democracia, na eleição do Secretário-geral da ONU Se tivesse corrido bem, daria pano para mangas: todos a enaltec...

Lava-lhe os joelhos

Lisboa   Lisboa está, cada vez, mais encantadora Do búnquer do século passado Para a mulher sofisticada à procura de namorado Não deixava o Tejo ver-lhe os artelhos Agora lava-lhe os joelhos O Marquês é que não tem sorte Por mais túneis que construam Não se livra do fumo dos escapes dos automóveis Oito e oitenta: um mar de gente Lisboa internacionalizou-se de tal maneira Que o difícil e ouvir falar português Quem, nela aterre desprevenido Pode pensar que o avião foi desviado Que Portugal foi comprado! O que não é errado Já vendeu tudo E continua, cada vez, mais endividado Habituámo-nos ao fiado Todos os dias vamos ao mercado Pedir dinheiro emprestado.   José Silva Costa    

Habitámo-nos ao fiado

Lisboa   Lisboa está, cada vez, mais encantadora Do búnquer do século passado Para a mulher sofisticada à procura de namorado Não deixava o Tejo ver-lhe os artelhos Agora lava-lhe os joelhos O Marquês é que não tem sorte Por mais túneis que construam Não se livra do fumo dos escapes dos automóveis Oito e oitenta: um mar de gente Lisboa internacionalizou-se de tal maneira Que o difícil e ouvir falar português Quem, nela aterre desprevenido Pode pensar que o avião foi desviado Que Portugal foi comprado! O que não é errado Já vendeu tudo E continua, cada vez, mais endividado Habituámo-nos ao fiado Todos os dias vamos ao mercado Pedir dinheiro emprestado.   José Silva Costa    

Nunca lhes faltou dinheiro

As mulheres do engenheiro   Às mulheres do engenheiro Nunca lhes faltou dinheiro As obras do parque escolar Foram uma festa E muito recreio Com candeeiros de ouro De muita aresta Como é natural, a construção foi o principal: Free-portes, TGV, aeroportos, autoestradas, barragens e sortes Inaugurações com dezenas de autocarros, para mostrar, as ótimas construções Foram de tal maneira os safanões Que o País ficou na bancarrota: fome, miséria e morte Para comemorar Nada melhor, que em Paris, filosofar Vai, agora, às mulheres explicar Porque bem precisam, para a casa governar A fórmula milagrosa e mágica Que, em Paris, aprendeu De, o dinheiro, inventar.       José Silva Costa    

As mulheres do engenheiro

As mulheres do engenheiro   Às mulheres do engenheiro Nunca lhes faltou dinheiro As obras do parque escolar Foram uma festa E muito recreio Com candeeiros de ouro De muita aresta Como é natural, a construção foi o principal: Free-portes, TGV, aeroportos, autoestradas, barragens e sortes Inaugurações com dezenas de autocarros, para mostrar, as ótimas construções Foram de tal maneira os safanões Que o País ficou na bancarrota: fome, miséria e morte Para comemorar Nada melhor, que em Paris, filosofar Vai, agora, às mulheres explicar Porque bem precisam, para a casa governar A fórmula milagrosa e mágica Que, em Paris, aprendeu De, o dinheiro, inventar.      

São pergaminho os lábios

Sete Motivos Do Corpo   VII   Já quando pouco dista o escuro Averno Da vida, atarda-se ela em passos lentos. Se declina o moral p`ra entrar no Eterno, Seguir não pode o êxito dos tempos. Mais sobe o espírito mais lhe pesam membros. Cresce o saber: são pergaminho os lábios; Somem-se os olhos p`ra só ver por dentro. Escutai-os, ó moços: são os sábios.   Curvam-se as costas para ler os fados Que no seio da terra Gaia dita, E de juízos em anos apurados As rugas são na pele a douta escrita. Gasta-se a carne nos túrbidos trabalhos Que a alma aumentam e envelhecidas Soam veladas as vozes como oráculos? Moços, beijai as cãs! São as Sibilas.     Natália Correia

Halo de fêmea húmida e quente

Sete Motivos Do Corpo VI Quando em halo de fêmea húmida e quente São intimas ao fogo as ancas sábias, Está o corpo maduro no seu tempo Aromático de rosas esmagas.   São as Circes: fogueiras reclinadas Como panteras em nuvens de magnólias; Coxas versadas em abrir às lavas Do desejo confins de lassas glórias.   Do amor, lúcida e plena anatomia; Magníficas mulheres com flor e fruto; Corpos de vagarosa fantasia Que a febre afunda em estrelas de veludo.   Num esplendor de poentes envolvidas, Sentadas têm pálpebras de violetas; Mas erguem-se abrasadas; e despidas São um verão a sair de meias pretas.   Capelinhas que lendas insinuam, De segredos os olhos lhes sombreiam. Dos ombros pendem-lhes mantos de volúpias. São fábulas que os moços estonteiam.   E aos seus leitos de prata e tílias altas Ébrios de lua sobrem os mancebos Elas enterram-se nuas como espadas Nas suas virilhas e armam-nos cavaleiros.   Ó sazonada carne que circula De asas, abismos e suados cumes O mistério do ovo, dando sombra...

O regresso as aulas

O regresso as aulas   Milhares de Cravos e Rosas esvoaçam nas asas do saber Estão avidas de tudo saber e de tudo compreender Atropelam-se nos corredores, cheios de pensadores Com um olhar oval trespassam a terra e veem todo o Universo Discutem e interrogam-se , por que razão todos os dias, um novo dia é ultrapassado? Procuram a solução, no saber condensado, em satélites armazenado Todos os dias, por foguetões, para o espaço, lançado. Não vale a pena prendermo-nos ao passado Nunca foi tão fácil, o acesso ao saber, em todo o lado Graças as potentes máquinas de tudo prever Como é determinante saber ler e escrever! Exercitam o cérebro e as pontas dos dedos Imprimindo velocidade aos motores de busca Que farão rodar a grande Bola Onde todos correm à procura de um lugar agradável e seguro Para colocarem os ovos do futuro Ovos de todas as cores, credos, religiões e regiões Num choque frontal de civilizações Só amando todos os corações Todos podem aspirar a ser iguais e felizes O que, na Nature...

Mimosas de carne aérea

Sete Motivos Do Corpo V Mocinhas gráceis, fungíveis Mimosas de carne aérea Que pela erecção dos centauros Trepais como doida hera! Por ardentes urdiduras De Afrodite que abonais Passais como queimaduras E tudo em fogo deixais.   Ofegar de onda retida Na ocupação epidérmica De serdes a exactidão Florida da primavera, Todas de luz invadidas, Sois, porém, as irreais Bonecas de sol sumidas No fulgor com que alumbrais.   Lá do fundo dos desejos Chegais macias e quentes Com violas nos cabelos Nas ancas, quartos crescentes; Nas pernas, esguios confeitos Na frescura, o vermelhão De uma alvorada que rompe Em seios de requeijão.   Enleais, mas se enleadas, Ó volúveis, ó felinas! Saltais fazendo tinir Risadas de turmalinas; E com as asas do segredo Que vos faz misteriosas - Pois sendo divinas, sois Do breve povo das rosas -, Adejais de beijo em beijo Já que para gerar assombros Vicejam as folhas verdes Que vos farfalham nos ombros.   Ó doçaria que em línguas Acres sois torrões de mel, Quando idon...

O quarto

Sete Motivos Do Corpo IV   Vede o estádio em transe: é a oferta À formosura em seu virtuoso sólio. Como um espelho corre para o sol o atleta Recomeçando a geração de Apolo.   Corpo garrido de seiva desabrida Caudaloso a crescer no âmbar rijo De carne indómita; músculo da vida Na hora juvenil do seu prodígio.   No alor do prélio, tropel de anjos pedestres Corre o ouro suado dos efebos; Vai por cima do tempo e retrocede A purpura sem fim de areais gregos.   Estreme, a beleza o jogo faz sagrado E voam discos de clarões acesos Por estátuas que giram. O estádio Fica suspenso no limiar dos deuses.   ( Natália Correia)        

Sete Motivos do Corpo

III Sete Motivos do Corpo   Com a paixão desconcerta o pensamento E ama. É física a profundidade. Inspira Vénus o desejo ardente Para nos mover à última ansiedade.   Num ser unívoco o amor enleia Os corpos nus. Na área da magia Rompe a brancura; e cresce, ao tempo alheia, A onda do prazer, causa da vida.   Segura do infinito a carne aberta Atrai o sangue que corre para a verdade Procurando na jóia mais secreta Do corpo a inicial da eternidade.   Um sol em agonia a carne gera E vai o espasmo ao mais fundo da alma Buscar o grito casto que se enterra Na terra fêmea e faz cair a máscara.   Langues e lívidas esfolham-se então nos corpos Estrelas caídas do trono da loucura. O sangue enrosca-se e faz sair dos poros Um fumo de almas que mastigam nuvens.   ( Natália Correia)        

Prepara o banho

Sete Motivos Do Corpo II Com a essência das flores mais coniventes Na formosura, prepara o banho, Lídia. Os anos murcham e só no corpo sentes Quente e fagueira a passagem da vida. Não digas, céptica, que a carne é vã e passa Desfeita em sombra, o negro rio. O Orco Perséfone raptou rendido à graça. Talvez no além precises do teu corpo.   Estima-o; e à beleza mais demora Darão os fados na vida passageira. Tépida a água, rescenda a musgo e a rosa. De Paros seja o mármore da banheira.   Nua e rosada imerge na carícia Emoliente da água perfumada, E as folhas lassas dos membros espreguiça Como uma humanizada flor aquática.   Não te esqueças porém de no amavio Da água verter um brando óleo de malvas Que te aveluda as coxas e mais brilho Te dá ao polimento das espáduas.   E saindo do banho como a deusa Sai, das macias ondas, nacarada, Ergue-te para o amor, estátua de seda Toda coberta com pérolas de água.   Por fim veste a camisa mais picante; Com pó de ouro empoa o teu cabelo. E vai para a al...

Natália Correia

Sete Motivos Do Corpo I Não te importe, ó mortal, depois de morto Desaparecer na curva do caminho. Aqui és corpo; e injuriar o corpo É pisar a sombra do divino. Lúcida a carne, num fugaz milagre, É de eternos assuntos a medida: De ar, água, terra e fogo sumidade, Lugar de amor onde se ganha a vida.   Se concorrerem na alma embuste e danos, O corpo em qualquer língua é verdadeiro. P`ra que ao além não fie a Parca enganos, Retrata-nos a morte em corpo inteiro. Vem das estrelas o sangue que nos guia E em amorosa perfeição na carne Está toda a eternidade resumida. Corpo! Sombra de deus. Simples verdade.   (Natália Correia)        

O casamento

O casamento É o único momento Em que dois corações juram Perante outros corações Amar-se e respeitar-se Nos bons e maus momentos.  Se o sim For um aceitação Verdadeira e sentida Isso guia-los-a Para o resto da vida.   José Silva Costa    

Avó deu à luz o neto

Os sinais dos tempos Veio na imprensa Um francês e um brasileiro conheceram-se em França, e apaixonaram-se Queriam ter um filho Quando procuravam uma barriga de aluguer, no Brasil, porque em França não é permitido A mãe do brasileiro ofereceu o ventre, para que o filho e o marido pudessem ser pais Quitéria Albuquerque foi inseminada com um óvulo de uma desconhecida e o sémen do   filho e do genro Que dizem não quererem saber qual é o verdadeiro pai Quatro, para darem origem ao Erza, quando seriam precisos só três, e dois é o natural! Que dizer, desta compreensão e cooperação? Quitéria tornou-se avó, porque deu à luz o neto.    

Nascia-se em casa

Antigamente   Faz hoje setenta e um anos, que Alice, na altura uma jovem de dezoito anos, deu à luz o seu primeiro filho. O parto correu mal, a jovem mãe perdeu muito sangue, sem médico, nem parteira, recorreram a um curioso, que, para agravar as coisas, receitou uma sangria. Bebé e mãe estiveram por um dia, mas lá se conseguiram equilibrar. Tivera mais quatro filhos, todos sem assistência especializada, apenas com a experiência de uma ou outra vizinha. Quando nasceu a terceira, o marido tinha saído cedo para o trabalho, ao sentir as dores de parto, disse ao filho de seis anos, que não podia ir à escola, que fosse, com o irmão, de quatro, chamar a vizinha, e que ficassem a brincar com a sua filha. Quando voltaram, já lá tinham uma menina, como foi chamada, durante alguns dias, até lhe escolhermos o nome. No dia seguinte a professora perguntou-lhe: Por que não vieste ontem? Ao que respondeu: porque nasceu a minha irmã.     José Silva Costa

Antigamente

Antigamente   Há setenta e um anos, que Alice, na altura uma jovem de dezoito anos, deu à luz o seu primeiro filho. O parto correu mal, a jovem mãe perdeu muito sangue, sem médico, nem parteira, recorreram a um curioso, que, para agravar as coisas, receitou uma sangria. Bebé e mãe estiveram por um dia, mas lá se conseguiram equilibrar. Tivera mais quatro filhos, todos sem assistência especializada, apenas com a experiência de uma ou outra vizinha. Quando nasceu a terceira, o marido tinha saído cedo para o trabalho, ao sentir as dores de parto, disse ao filho de seis anos, que não podia ir à escola, que fosse, com o irmão, de quatro, chamar a vizinha, e que ficassem a brincar com a sua filha. Quando voltaram, já lá tinham uma menina, como foi chamada, durante alguns dias, até lhe escolhermos o nome. No dia seguinte a professora perguntou-lhe: Por que não vieste ontem? Ao que respondeu: porque nasceu a minha irmã.     José Silva Costa

Cinco mães

Imagem
                  t-main-featured-1 Cinco mães de crianças assassinadas há 12 anos detidas por protesto contra Putin

A prisão de cinco das mães

Sexta-feira negra, na escola de Beslan, na república da Ossétia do Norte, no sul da Rússia, onde um comando terrorista tchetcheno mantinha centenas de reféns desde o dia 01/09/2004. O Sol raiou O dia amanheceu A alegria floriu As crianças sorriam Festejavam o início das aulas Com a participação de: Avós, pais, irmãos e professores Era a recepção às frágeis flores. De repente escureceu A euforia morreu As flores murcharam Os sicários sequestraram a alegria Porque ela os ofendia Como sanguinários matadores Cobardes atiradores E até as mulheres Que os acompanhavam Não tinham espirito maternal Fizeram àqueles inocentes Todo o mal Mataram tenras esperanças De alegres crianças Fuzilaram também Mães, filhos, avós e netos Deitaram abaixo os tectos Três dias de inferno. Mortos de fome e sede Sujeitaram-se a urina beber Era muito cedo para morrer. Nas horas aflitas Todas as palavras lhes foram ditas Nenhuma lhes amoleceu o que não tinham : coração Eram feitos de ódio.                            ...