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Mostrando postagens de junho, 2022

Adeus Junho!

Adeus junho, até para o ano!   Junho está a terminar O mês dos Santos Populares está a acabar Foi um mês de muita folia e alegria Como que uma preparação para as férias Estamos todos desejosos de recuperar o tempo perdido Parece que não aprendemos, com a pandemia, o devido Continuamos nas correrias, como se nada tivesse acontecido Para além da pandemia, estamos a sofrer as consequências de uma guerra Continuamos “ naquele ingano d´alma ledo e cego/ Que a fortuna não deixa durar muito…” (1) Não podemos ser só cigarras, também temos de ser formigas O verão passa num ápice O outono e o inverno podem ser frios: um inferno! Temos de nos preparar para os novos tempos A falta de energia pode ser um grande contratempo No verão, ainda, podemos dormir ao relento Mas no inverno o melhor é termos um bom teto O que todos os pobres ambicionam Onde possam, as poucas horas de descanso, passar Como é bom termos uma casa para nos acarinhar! Todos os dias quando chegamos cansados do trabalho, do duro dia...

Flores!

Flores, 2022! As tenras flores Só querem amor Crescer sem, violência, sofrer A quem, alguns continuam a bater Sabendo que não se podem defender Não pediram para nascer Querem ser homem ou mulher Livres, para a vida entender Quão difícil é crescer No meio de tanta violência Não só pela vizinhança Mas, até por quem lhe deve segurança Como é possível tanta vingança! Tanta miséria e tanta ganância A miserável imoralidade De quem é capaz de uma flor matar Por causa de uma dívida de serviços de bruxaria Como é que ainda há quem acredite em bruxas! Como vamos reduzir a violência? Como vamos diminuir a violência doméstica? Hoje, mata-se por dá cá aquela palha Como se a vida não fosse o único bem que temos Por mais comissões de acompanhamento que criem Enquanto a opinião pública tolerar a violência Seja no desporto, no trânsito, por todo o lado A violência não vai diminuir Se a sociedade, contra ela, não se unir O que não pode acontecer é continuar a fingir Que não há violência, que está tudo b...

Sonhos de verão!

Sonhos de verão Sonhamos com as férias, novas paisagens, novas cidades, gentes diferentes Num encontro fraterno de beijos, abraços e apertos de mão Há barcos parados nos cais, à espera que lhes soltem as amarras Sonham com novos horizontes, querem as velas enfunadas pelos ventos Os sonhos de verão são de alegria, de alguma magia, de desejos fugientes Cada um procura lançar, ao mundo, as suas sementes Os dias são grandes, sem espartilhos, quentes, de muito brilho Um sonho, um desejo, um abraço, um beijo podem ser o rastilho Para uma grande mudança, para muitos e bons passos de dança, para renovar a esperança Até para mudar de continente, para seguir em frente, encontrar o amor, para sempre Conhecer gente diferente, atraente, mais sol no poente, uma luz, um caminho com sentido Um grito de liberdade, sem anos nem idade, preservar a alegria da mocidade No verão é tempo de reflexão, de contabilizar o passado e projetar o futuro De ler um livro maduro, ver uma peça de teatro, ver um filme e ...

Dias de sol!

Dias de sol Longos dias de sol e rosas floridas Perfume lilás a rodopiar entre as vidas São os bonitos dias da primavera, nas despedidas Que estão mesmo a chegar ao fim as horas perdidas A ver o sol a nascer, subir e descer até o mar o levar para outras partidas Passaram a correr, com o sol a subir, a lua a dormir, nas nuvens sumidas Não conseguiste, no mundo, sarar as feridas Bem te esforçaste, mas os homens não podem passar sem atrocidades desmedidas Como é que as flores não hão-de-estar tristes, chorosas, sentidas! Tanto perfume derramado, tanto sorriso encantado, para tantas crueldades consentidas Como se destruir, matar, roubar, um vizinho invadir fossem coisas permitidas! Como é que há pessoas e nações que apoiam conturbações, enquanto as outras se sentem ofendidas? Uma primavera dolorosa, não só pela pandemia, mas também por causa de uma nova guerra, ambas incompreendidas Queriam que ficasses alheia ao que te rodeia e às brutais medidas Que o senhor da guerra impôs a todos os po...

A praia!

A Praia No dourado do sol salgado, vejo o mar ondulado Em cada onda vai o vento penteado As gaivotas andam de lado em lado Incomodadas pela invasão do seu chão sagrado Quando os banhistas ocupam cada quadrado O areal em pouco tempo ficou todo ocupado Não há grão de areia destapado As toalhas compõem o atoalhado Namorados bebem o sol molhado Como quem quer fugir a ser espiado A areia tem um aspeto asseado Já ninguém deixa lixo, na areia, enterrado Todos têm cinzeiros para colocarem o cigarro, apagado Como é bom termos um mundo educado! Onde ninguém é mal tratado Já todos sabem, das bandeiras, o significado Até o nadador salvador é escutado e respeitado! Com o mar devemos ter todo o cuidado Ninguém pode, com ele, estar descansado De um momento para o outro pode mostrar-se revoltado Talvez não goste do que lhe fazem, fica zangado Já me pregou um grande susto, ao ponto de pensar que ficava lá sepultado Fui, por ele, com muita força, para o fundo, arrastado Depois, expulsou-me com tanta vio...

Santo António!

Santo António Santo António, Santo casamenteiro Quantos noivos sonham contigo o ano inteiro! E pedem que abençoes as suas vidas por inteiro Enchendo de esmolas o teu mealheiro Confirmando a tua fama de Santo milagreiro Um Santo adorado por quem pisa o terreiro Em noites de marchas populares e folia Quando as madrugadas são curtas e entram pelo dia E, a multidão por muito que esteja cansada não perde a alegria Nos bairros populares dança-se até ser dia O cheiro a sardinhas assadas e a manjericos é esguio Cada marcha mostra o seu poderio Todas querem ficar em primeiro lugar São meses e meses de muito trabalho a fio Tudo se decide na apresentação no pavilhão O desfile na Avenida tem, como maior observador, o rio Que não vota, nem promete nada, é parcial Há pedidos de impugnação em tribunal Mas ninguém leva a mal Todos gostavam de ganhar É duro, todo o ano ensaiar Todos os bairros querem brilhar Sonham beijar o luar E, ao seu Santo padroeiro rezar Para agradecerem o que os tem ajudado a fa...

SAntos Populares!

Santos populares Ruas embebedadas de fumo de sardinhas assadas Manjericos com quadras e promessas de amor eterno Quem quebrar o encantamento vai para o inferno Alcachofras queimadas, para ver se o amor é correspondido (1) Com as ruas apinhadas, os moradores acotovelam-se nas sacadas Ninguém quer perder pitada das ruas engalanadas Os estrangeiros ficam boquiabertos com as desgarradas Participam nos bailaricos, não conseguem ficar indiferentes ao apelo daquelas gentes Entram no ritmo, comem uma sardinha assada, bebem um copo de vinho tinto, e ficam contentes No mês de junho, Lisboa não dorme, seja rico ou pobre, a noite é de folia Até à noite de Santo António, todo o tempo é pouco para ensaiar as marchas Na noite de Santo António as marchas são rainhas, nas outras são as sardinhas Depois de tantos dias a treinar o ritmo, não há quem os pare Vão continuar até ao fim do mês, até o São pedro lhes retirar a chave Não perdem tempo, começam a pensar na marcha do próximo ano As marchas são uma ...

Rosas!

Rosas!   Rosas da Primavera Que o tempo leva Na flor da vida, uma Princesa dessa era Por que o tempo não espera Vai-se com ele o brilho Mas fica a sabedoria De como roda a nossa esfera Dos encantos passados Ficam os rebentos, amados Que darão os frutos Na bonita idade das flores Colhê-los, no embranquecer É a recompensa de tanta dor É a ajuda para um entardecer Acompanhado das rosas do futuro.   José Silva Costa

Guerras!

Guerras! Há quem não tolere guerras Que ache que a Ucrânia devia ter sido entregue ao invasor, sem resistência Teria sido uma boa oportunidade para premiar o invasor Por ser um exemplo no cumprimento das leis que regulam as guerras Tanto assim, que não está em guerra com a Ucrânia É uma operação especial para, a Ucrânia, libertar! A prova provada de que o Putin é incapaz de fazer guerra seja a quem for Gosta mais de anexar os territórios, que a cobiça não o deixa descansar Não gosta de mortes nem de destruição Nos ataques só usa armas de alta precisão Para não atingir habitações nem civis Só tem atingido alvos militares Os soldados russos ainda não mataram crianças, mulheres, nem homens civis, nem violaram nenhuma mulher Não roubaram nenhuma casa, nem enviaram toneladas de material furtado, para a Rússia  A única coisa que Putin quer é criar uma Eurásia de Lisboa a Vladivostok E segundo os seus admiradores não se deve contrariar o senhor Porque ele não gosta de ser contrariado, e diz-s...

Bem-vindo, Junho

Junho   Junho, mês dos Santos Populares Das marchas e dos manjericos Dos arrais e dos petiscos Da sardinha assada e bailaricos Das férias, da praia e namoricos Verão, calor, sabor a sal Um mês de muito sol e alegria Para receber o verão com toda a energia Muita folia e magia nas noites quentes Felizes dias e bons ambientes Para regozijo das gentes Mostrando que as sociedades recreativas estão vivas Que as cidades não estão perdidas As saudades continuam entretidas Ao sabor das correrias das vidas Tão disputadas pelas audienças Tanta concorrência! Não faltam bons eventos O difícil é escolher Um mês que convida ao lazer O muito que os nossos olhos querem ver A impossibilidade de tudo usufruir As férias porvir O cansaço já se está a sentir O descanso demora a sorrir O verão proporciona convívio e encontros Matar as saudades e os amigos abraçar.   José Silva Cos