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Mostrando postagens de fevereiro, 2022

As guerras!

Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas  (do poema o fulgor da Língua/ o Estado do Mundo)   As guerras Nas guerras não há coração, nem razão Matam, indiscriminadamente, por impulsão A culpa é de quem construiu o canhão Disparam, como se fosse para o ar, contra o irmão Mais tarde, com todos os horrores, terão de conviver Mas, por muito que chorem, não haverá perdão Porque tinham de pensar, antes de, utilizar, a mão Os gritos dos filhos, agarrados às mães, nunca mais o deixarão Acompanhá-los-ão, para onde quer que vão Foi brutal e triste a sua missão Matar, nunca será de louvar! Tudo devemos fazer para o evitar Quem consegue suportar e ver? A separação: crianças a gritarem, agarrados aos pais e às mães Mas, os pais têm de ficar, para matar ou morrer As mães seguirão, à procurar de quem lhes dê uma mão de um lugar em paz, onde os possam criar Onde, quem encontrarão, com coração, que as ajude a suportar a dor da separação? Como suportar a humilhação dos ditadores ...

A guerra!

A guerra   Voltaram os canhões A paz não passou de ilusões Porque há povos que se julgam campeões Não conseguem viver em paz com as outras nações Têm outras pretensões Sonham com as suas antigas possessões Não compreendem os que sonham com, livres, nações Sem ditaduras, nem pressões Como é que gostam tanto de ditadores? Se nos seus governos não há liberdade, nem flores As ditaduras alimentam-se de horrores Enquanto as democracias se alimentam de valores Como é que pessoas avisadas e educadas se deixam enganar Por políticos cheios de rancores? Quando deviam lutar por governos sufragados pelos eleitores Mas, infelizmente, há povos que não conseguem, pelas suas cabeças, pensar Assim, colocam todas as decisões nas mãos de um ditador Se não sabem saborear a Liberdade e a Paz Então, não sabem o que é viver!   José Silva Costa            

23 meses!

23 Meses!   Vinte e três meses depois O vírus parece querer abrandar Oxalá, esteja mesmo de abalada Tanta gente infetada! Tanta gente, em casa, fechada Para não propagar a doença, malvada Que conseguiu “fechar” o Mundo Matar os velhos e o entrudo Tanta roca sem fuso Fazendo com que tudo ficasse tão confuso Alguns negam, das vacinas, o uso Não pensam na comunidade Só lhes interessa a sua liberdade Não querem saber se os hospitais dão vasão À quantidade de contaminados Muito menos querem saber de cuidados Dizem que não querem ser enganados Porque os efeitos das vacinas não foram testados Não querem, como cobaias, serem usados Fazem manifestações contra as restrições Bloqueiam cidades com camiões Todos os pretextos são utilizados para manifestações Não conseguem negar a quantidade de mortos: uns milhões! Foram dois anos terríveis Inesquecíveis Máscaras e testes Álcool gel Para desinfetar as mãos Quarentenas, isolamentos Recolher obrigatório Meses de internamentos Hospitais lotados Ensino ...

Emigrantes!

No paraíso!     A pressa que deu em vagar A tomada de posse, do Governo, a patinar A tomada de posse dos novos deputados à espera dos emigrantes que queiram, novamente, votar Neste país, é esperar de tudo! Acordos de cavalheiros para as leis violarem Oitenta por cento dos votos do círculo da Europa para o lixo Isto não é nenhum conflito É o habitual, mesmo que haja quem ache esquisito Foi um grito no infinito De alguém muito aflito Que julga que este país é um palito Sem rei, nem roque O que é preciso é sorte Que nunca se perca o norte Há sempre quem encontre o lote E quem faça o porte De defender o desnorte Dizendo bem da má morte De um perfume bem forte Capaz de embebedar a consorte Para que esteja, sempre, de acordo Mesmo que o país marque passo Porque os mandantes se portam como miúdos Todos os disparates são normalidades Nunca há responsabilidades Mais mês, mais ano, tanto faz Melhorar, para quê? Se mostraram estarem felizes e contentes Para quê, serem exigentes? Se as promessas f...

Inverno!

Um inverno diferente Sem chuva, para um vão contentamento De muita gente, que não o entende Este inverno que mente Que em vez de chuva, nos dá sol Que nos quer conquistar pelo brilho do anzol Que nos quer matar à sede E que quer, que lhe agradecemos, por nos dar sol E há tanta gente a morder o anzol A agradecer o bonito e belo sol Como se não precisássemos de comer e beber Mas, é tão agradável o teu sol Sol de inverno! Que este ano nos levará ao inferno Sem água! Pessoas, animais e plantas não resistirão Com trigo sem grão, não haverá pão! Haver fome, ou não! Está na tua mão, meu inverno mandrião Não te deixes envaidecer Por aqueles que acham que podes ser só sol e amor Tu tens de fazer chover, nevar, e a todos enregelar Não és Estação para flores, perfumes, coisas fofinhas, sem dores Deixa isso, para a tua amante: a Primavera De ti esperamos rigor, noites quentes à lareira O cheiro da flor de laranjeira Não puder passar a ribeira Ficar no outro lado a ver a água baixar À espera de pod...

Namorar!

Dia dos namorados Fizeram de ti um dia de consumismo Mas, felizmente, namorei no tempo Em que as prendas que trocávamos Eram os beijos que dávamos Era o perfume que inebriava os sentidos Que me acompanhava até nos voltarmos a encontrar As cartas e as poucas fotografias hipnotizavam-me Continham o teu perfume, o teu olhar, o teu sorriso Como era bom adormecer com elas, como se estivesses a meu lado Tirando alguns arrufes, por causa dos ciúmes Foi um namoro de um amor platónico Durante quatro longos anos Que nunca mais tinham fim Até chegarmos aos vinte anos Quando decidimos casar e os nossos pais nos autorizaram Mesmo assim não nos livrámos de ouvir Que eramos duas crianças Crianças ou não, vamos a caminho dos 57 anos de casados   Namorar é viver no ar É dormir nas nuvens e sonhar.   José Silva Costa  

Incompetência!

Votação!   Oitenta por cento dos votos de emigrantes do círculo da Europa foram anulados Mais uma vergonha, sem castigo! Ninguém pergunta como é que isto foi possível! Quem foram os responsáveis? Explicaram aos eleitores, que tinham de enviar uma cópia do documento de identificação? Fiados no acordo de cavalheiros, juntaram os votos válidos com os nulos, na convicção de que todos seriam validados Uma grande trabalhada, como é habitual em Portugal Uma eleitora, que vive na Austrália, disse que teria de percorrer 900 km, para votar! À boa maneira portuguesa, os partidos, antes das eleições, acordaram validar todos os votos, passando por cima do cumprimento da lei São os mesmos que fazem e fiscalizam as leis! São os mesmos que partilham os códigos para picarem o ponto, na Assembleia da República Como se costuma dizer, o PSD “roeu a corda”, sem se saber porquê Teria sido para obter mais umas décimas, e com isso subir a subvenção estatal de financiamento dos partidos políticos? Quase meio-s...

Pais(10)

Pais (10)    Ficaram, ainda, mais motivados para estudarem, esperavam que os pais se orgulhassem deles, queriam fazer o que lhes fosse possível, para ajudar os mais desfavorecidos Ela escolheu ser professora e ele a advocacia. Foram, sempre, bons alunos Assim, que acabaram a formação, criaram um colégio destinado a meninas e meninos, cujos pais não tinham possibilidades de custear o total dos estudos Pagavam de acordo com as suas possibilidades, e os que não pudessem pagar, não pagavam nada Conseguiram ajudar muitas crianças, a obter uma formação, que lhes permitiu conseguirem empregos, com melhores ordenados Mas a grande crise, de 2008, fez com que o seu estabelecimento de educação não resistisse, tiveram de o fechar, com grande pena deles, e procurar outro meio de subsistência Já tinham constituído família, ambos já tinham filhos, foram tempos muito difíceis, valeu-lhes o apoio dos pais, que estavam muito orgulhosos do que tinham feito, e muito felizes por já terem netos As consecuti...

Um documento histórico

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Casamento de professoras

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Pais (9)

País (9) Depois de ouvirem, com toda a atenção, os pais, tanto a Inês, como o Pedro perguntaram-lhes o que se podia fazer, para inverter a situação Os pais disseram-lhes que pouco se podia fazer, porque os portugueses, para além de serem aventureiros, procuravam fazer fortuna fácil, viver de expedientes, não se importando de entregarem as suas poupanças a quem lhes prometesse melhor taxa de juro, sem quererem saber como o dinheiro era aplicado, para render o dobro do que era normal, convivem bem com as desigualdades, a corrupção, a cunha, não tendo brio no cumprimento das suas obrigações, vangloriando-se de não pagarem os impostos Mas, se queriam fazer alguma coisa para inverter a situação, primeiro tinham de dar o exemplo, não fazendo nada que, moralmente, fosse condenável Depois, tinham de se aplicar nos estudos, para poderem colocar os seus conhecimentos ao serviço do desenvolvimento do país, com a condição de que beneficiasse os mais desfavorecidos Chamaram-lhes, mais uma vez, a at...

Armas de destrucción massiva

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Castigó a su Pueblo No consigue reparar el huevo Que quebró sin consentimiento.   Uma tradução, do meu texto, pelo mexicano, Everardo Torres.   José Silva Costa

Guerra do Iraque

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A seca em 2022

A seca (2022)   Fevereiro quente traz o diabo no ventre Fevereiro sem chuva não germina a semente A Natureza toda se sente Sem água, toda fica doente Sem água, morre a semente Não há vida, não há gente Não há chuva, não há vida A chuva, que tanta gente detesta Faço-lhe uma festa Venha chuva, com conta e medida Não quero que morra a vida! Se continuar esta seca Na Primavera não haverá festa As flores não desabrocharão E os animais morrerão À fome! Não há nada para a sua alimentação A chuva não é agradável, não! Mas é indispensável à vida Temos de aprender a usar a água Não podemos continuar a desperdiça-la.   José Silva Costa    

A seca

12/02/2005   A seca O dia é de primavera A noite de Inverno A chuva não aparece Tudo, com o frio, esmorece Não há erva, nem trigo As pessoas e os animais Sob o mesmo castigo! Que a água falte no verão Já o Alentejo está habituado Mas em pleno inverno É arder no inferno. Os ovinos e bovinos Com os focinhos Varrem os campos Acariciam o chão Tudo em vão Morrem de fome Naquela que era a melhor estação. Os Montes outrora, caiados, Estavam repletos de gente Agora, todos, desboroados. Nem a liberdade! Com os seus progressos: Estradas, água, luz Conseguiu evitar a debandada  Porque chegou atrasada. As modestas habitações Completamente desventradas Com as partes íntimas Em exposição: Ao vento, ao sol, à lua Num silêncio estarrecedor Ouvem-se as almas reclamar, Porque a iluminação pública Passa a noite a incomodar Quem, em vida, só tinha o luar! Que tristeza observar As velhas pedras a chorar Por não terem quem agasalhar: Nem mulher, nem homem Nem cão, nem gato, nem pardal. Assusta, o barulho da...

Sociedade Perfeita!

A Sociedade Perfeita, 11/02/13 Depois da bebedeira da passagem do século, passado o mito de que não passaríamos dois mil, veio a ressaca: a globalidade, a irresponsabilidade, a produtividade, a falsidade e os famosos mercados. De um momento para o outro fomos confrontados com a produtividade, a mobilidade e a inaptidão. De um dia para o outro, depois de cinco, dez ou vinte anos de trabalho, confrontam-nos com a inaptidão, a mobilidade e a produtividade, e atiram-nos com uma, duas, ou a três par cima. Chegados a casa, dizemos ao cônjuge, filhos e restante família: fui considerado incapaz e calaceiro, por isso não tenho direito à mobilidade, nem à produtividade. De hoje em diante teremos de deixar a casa e viver do ar, porque atingimos o século XXI, o da perfeição, onde todos somos iguais, todos diferentes, e direitos iguais, no papel! Temos o dia do periquito, do gato, do cão, do pai, da mãe, do idoso, da criança, do deficiente, etc., mas esqueceram-se do dia do inapto e do sem-abrigo. ...

O Fulgor da Língua e o estado do mundo

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Pais (8)

Pais (8) A todos prometeram que voltariam em breve, com mais tempo, talvez nas férias do Natal, ou nas férias grandes, no verão A Ana, o Francisco e os filhos ficaram muito felizes, por terem encontrado a família que ainda não conheciam Os tios e os primos também ficaram contentes por verem os sobrinhos e os primos muito felizes com os pais adotivos A Inês e o Pedro não compreendiam a razão por que os primos não andavam na escola, como eles Os pais explicaram-lhes que muitas crianças, cujos pais não tinham possibilidades para que continuassem a estudar, só faziam os estudos obrigatórios, que eram a quarta classe Na terra dos avós adotivos, já tinham reparado que a vida no campo era muito diferente da da cidade Mas como eles já não tinham animais para tratarem, apenas tinham umas hortaliças nas hortas, e eles passavam a maior parte do tempo a brincar com os amigos, que viviam no estrangeiro, nunca se tinham apercebido da real dureza da vida no campo Na terra dos pais biológicos, em cont...