As guerras!
Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas (do poema o fulgor da Língua/ o Estado do Mundo) As guerras Nas guerras não há coração, nem razão Matam, indiscriminadamente, por impulsão A culpa é de quem construiu o canhão Disparam, como se fosse para o ar, contra o irmão Mais tarde, com todos os horrores, terão de conviver Mas, por muito que chorem, não haverá perdão Porque tinham de pensar, antes de, utilizar, a mão Os gritos dos filhos, agarrados às mães, nunca mais o deixarão Acompanhá-los-ão, para onde quer que vão Foi brutal e triste a sua missão Matar, nunca será de louvar! Tudo devemos fazer para o evitar Quem consegue suportar e ver? A separação: crianças a gritarem, agarrados aos pais e às mães Mas, os pais têm de ficar, para matar ou morrer As mães seguirão, à procurar de quem lhes dê uma mão de um lugar em paz, onde os possam criar Onde, quem encontrarão, com coração, que as ajude a suportar a dor da separação? Como suportar a humilhação dos ditadores ...