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Mostrando postagens de março, 2021

Abril!

Abril   Mês das papoilas, da Páscoa e da Liberdade Primeiro de Abril, dia das mentiras Uma tradição sem idade Chegaste numa noite de vento, poeiras, chuva, tempestade Este ano, numa quinta-feira Santa, há uma eternidade Há quem esteja há um ano sem liberdade Para não ser contaminado, nem contaminar a sociedade À espera de dias de verdade Porque há um ano que perderam a mocidade Estamos todos com medo da realidade Porque o futuro está muito escuro E, o nosso comportamento, como vai ser, no futuro? Depois de tanto tempo atrás do muro Não voltaremos, de um dia para o outro Com o mesmo à vontade tocar no outro Faremos a mudança, num sopro!   Uma Páscoa feliz para todos.   José Silva Costa                  

Lua Cheia

Lua cheia   Lua cheia descarada Incendiaste a madrugada Com o teu feitiço de namorada Os corpos vibraram com a tua chegada Como se fosses a mais bela amada No brilho da fachada, projetaste a rua animada De corpos em combustão desenfreada Como não aconteceu em nenhuma outra madrugada Foi neste fim de Março Foi nesta primavera aprisionada Que aceleraste a passada Na noite mais perfumada Nesta primavera confinada Viajemos na volúpia da madrugada.     José Silva Costa  

Amor & guerra (6)

Amor & guerra (6) A Bárbara escolhera o nome para a bebé, antes do parto. Mesmo sem ter a certeza, acreditava que era uma menina, e que se chamaria Sara. Infelizmente, não tinha com quem opinar sobre o nome da filha. Sem avós maternos, sem saber onde estava o pai e os avós paternos, estavam, as duas, entregues à sua sorte Estava confiante que, mais tarde ou mais cedo, encontraria um companheiro para a ajudar a criar a filha. Com tantos militares a passarem pelo seu estabelecimento, quando a sua vila fosse contemplada com uma companhia, o que só aconteceria quando os militares deixassem de andar, numa correria de um lado para o outro, como quem anda a apagar fogos, é que teriam direito a essa regalia. Então, um militar, por ela, se encantaria Entretanto, o Carlos já tinha tido oportunidade de responder à namorada, dizendo-lhe que estava de acordo que o menino se chamasse Miguel A Miquelina ficou muito feliz por o Carlos concordar com ela, fazendo com que os avós maternos, também, te...

Esperança

Esperança   No amargo da monotonia Passamos o longo dia Nesta Páscoa Concelhia Vamos saudá-la com alegria Porque vai ser inédita Esta data de confraternização Em que celebramos a ressurreição Não é fácil esta separação Mas, é necessária para a salvação Dizem os Governantes da Nação! Vamos ter mais tempo para a confraternização No núcleo da mesma habitação Não haverá reunião Fica a intenção Tudo adiado para quando houver autorização Nessa altura faremos a confissão Mostraremos a nossa gratidão Por termos conseguido ultrapassar esta situação Dando beijos, abraços e apertos de mão Valorizando cada segundo, cada minuto, cada dia Que conseguimos ganhar à pandemia Mantendo a saúde e alegria Na esperança de um novo e melhor dia. José Silva Costa      

Amor & guerra (5)

Amor & guerra (5) A Companhia do Carlos já tinha sofrido várias emboscadas, acionado muitas minas: um inferno! Alguns mortos, muitos feridos, mas o Carlos saiu ileso. Entretanto, a Miquelina já tinha tido o menino. Correu tudo bem, foi assistida pela mãe e uma vizinha. Assim que pôde, a Miquelina escreveu para o namorado, informando-o do nascimento do filho, dizendo-lhe que era parecido com ele, pedindo-lhe para dizer que nome é que gostava de pôr ao filho, e assim que tivesse uma fotografia, enviar-lha-ia   A Barbara estava muito preocupa com o parto. Não havia médico, nem enfermeira, nem parteira. Não sabia a quem pedir ajuda, mas as empregadas sossegaram-na, dizendo que já tinha assistido algumas parturientes O Carlos, quando recebeu a notícia de que era pai de um menino, deu pulos de contente, fazendo com que os camaradas pensassem que não estava bem, não cabia em si de contente Mas, como há sempre quem não goste de ver ninguém feliz, um deles perguntou-lhe se tinha a certeza q...

O fato!

Mais um fato à medida!   A telenovela das barragens, há muito que dura Mais uma lei alterada para haver justiça O Berloque é que demonstrou o que se passou Mas os visados foram fazendo de conta de que não era com eles Até que outros se atiraram ao osso Como o ditado diz: “uns comem os figos, outros rebenta-lhes a boca” Quando o Governo se viu apertado Chutou para o lado A Autoridade Tributária e a Procuradoria levaram com os estilhaços Tanto tempo em banho-maria! Quem diria que, ao Presidente, chegaria Agora, é só esperar pelos próximos capítulos.   José Silva Costa          

Amor & guerra (4)

Amor & guerra (4) O tempo voava, já se tinham passado nove meses, a Miquelina já tinha terminado o tempo, estava à espera do bebé a qualquer momento. Enquanto o Carlos achava que o tempo não passava, aqueles nove meses pareceram-lhe dois anos Carlos não deixava de pensar no bebé, que ia nascer e no que queria para ele, e se fosse um rapaz, não queria que fosse para a guerra, porque nunca tinha imaginado, que se pudessem cometer tantas barbaridades: pessoas decapitadas, cabeças e braços pelos ares, devido às granadas, pessoas atropeladas nas picadas, emboscadas, helicópteros equipados com canhões, contrariando as convenções internacionais, horrores indiscritíveis! Começava a estar indeciso na preferência do sexo do bebé, ainda bem que não dependia dele, a Natureza que decidisse. Só pedia que se fosse menino, não fosse para a guerra. O que viesse era bem-vindo   A Barbara, à medida que o fim da gravidez se aproximava, mais sentia a falta dos seus pais. Gostava de ver a sua felicidade...

Poesia

A MULHER Ó Mulher! Como és fraca e como és forte! Como sabes ser doce e desgraçada! Como sabes fingir quando em teu peito A tua alma se estorce amargurada! Quantas morrem saudosa duma imagem. Adorada que amaram doidamente! Quantas e quantas almas endoidecem Enquanto a boca rir alegremente! Quanta paixão e amor às vezes têm Sem nunca o confessarem a ninguém Doce alma de dor e sofrimento! Paixão que faria a felicidade. Dum rei; amor de sonho e de saudade, Que se esvai e que foge num lamento! Florbela Espanca

Primavera!

Dia mundial da poesia   Todos os anos, na mesma data, todos anseiam a tua chegada Sempre bonita, vestida de flores, lindos odores, perfumada Jovem, radiosa, formosa, airosa, amorosa, deslumbrada O ar aguarda, impaciente, parado, emocionado, a tua amada Tu és, para todos, a mais esbelta, a mais graciosa, a mais bela namorada Todas as aves ensaiam, noite e dia, a sua melodia, para te ser cantada E, em tua honra, todos os anos, uma nova euforia é dançada Dando início ao acasalamento, à construção dos ninhos, uma tarefa delicada Dela depende, a escolha que vai fazer, aquela que se pretende tenha ficado encantada  Campos verdejantes floridos, melodias que encantam os sentidos Verdes perfumados sons coloridos e fugidios Árvores floridas nas ruas nuas, esguias Onde o sol conta os dias e as horas No desespero de voltar a ver as crianças atrás de um bola Já não há pedintes a pedir esmola Ninguém vai à rua, ninguém vai lá fora O milagre da vacina demora Muitos idosos acabaram por se ir embora Qu...

Amor & guerra (3)

  Amor & guerra (3)   Na Metrópole, os embarques sucediam-se. Salazar tinha dito: “ Para Angola, rapidamente e em força. Angola é nossa” Foi criado o Movimento Nacional Feminino, que fez apelos, para que à entrada das salas de cinemas e teatros fossem colocados recipientes, para os espetadores doarem cigarros, para os militares, na frente de batalha, para que as raparigas aceitassem ser madrinhas de guerra, e geriu os aerogramas militares   Miquelina, finalmente, recebeu notícias do Carlos, que a informava ter ficado muito contente por vir a ser pai, desejando que tudo estivesse bem com ela e com o bebé. Quando regressasse casariam Ficou tão feliz, que até os pais notaram a felicidade estampada no rosto da filha. Nunca lhes revelará a razão por que andava tão triste. Eles respeitavam a sua independência, nunca a questionando sobre quaisquer problemas, e muito menos entre ela e o Carlos. Só se preocupavam em ajudá-la em tudo o que pudessem. Queriam tudo do melhor, para a filha e par...

Chegou!

A Primavera   Bem-vinda!   A mais bonita flor chegou Nas asas do vento, nos braços da madrugada Há muito tempo esperada Flor encantada, toda perfumada A natureza vestiu-se de flores perfumadas Para festejar a tua chegada As aves entoaram as suas melodias Vens alegrar-nos os dias  Princesa das flores e  dos amores Quantos de nós, com a tua chegada Esqueceu as suas dores! A Natureza vestiu-se de amor Para te abraçar, à chegada Tu és a mais encantadora namorada Tu és a mais bonita Estação Tu és cor, alegria, emoção Tu dás, ao Sol, a mão. José Silva Costa            

Amor & guerra (2)

Amor & guerra (2) Barbara tentou superar a partida do militar, que a tinha trazido de volta à vida. O negócio começava a compor-se, tinha necessidade de alguém que a ajudasse, uma vez que a barriga crescia e ficava redondinha. Contratou uma empregada, que se tornaria o seu braço direito Os militares continuavam a chegar a Angola, e a subi-la em direção ao Norte. Ficavam, sempre, alguns dias na Vila da Barbara, por se tratar dum local estratégico, onde aproveitavam para definirem a estratégia e para onde seguir, porque a mobilidade dos guerrilheiros fazia com que tivessem, constantemente, de mudar de estratégia e rumo O estabelecimento da Barbara, por ser o único na vila, era muito visitado, não só pelos residentes, mas também pelos militares, que tentavam entabular conversa e seduzi-la com promessas, que ela já conhecia. Mas ela só pensava no seu Carlos, o pai do bebé que crescia dentro dela   O Carlos, quando chegou a Lunada, escreveu para a namorada, informando-a do SPM, para pod...

Há 60 anos!

Amor & guerra   Há sessenta anos, a UPA (União dos povos de Angola) iniciou a luta armada no norte de Angola em 15/3/1961 Um casal, que vivia com a filha, foi assassinado. A Bárbara, sua filha, escondeu-se num abrigo, que havia na cave do estabelecimento, onde guardavam o dinheiro e as mercadorias de muito valor O pai tinha construído aquele lugar secreto, a pensar na hipótese de um dia terem de o utilizar Estava equipado e preparado, para passarem lá um mês ou mais. Tinha aposentos e uma despensa guarnecida, para os três viverem por algum tempo A Barbara só saiu de lá quando viu, pelo óculo, bem disfarçado, os militares portugueses, que a incentivaram a abrir o estabelecimento, fazendo com que a vila voltasse a alguma normalidade O comandante da companhia, vendo o estado dela, destacou uma secção, para a ajudar e proteger, para ver se ganhava confiança Um militar apaixonou-se por ela, e ela por ele. Começaram a namorar, ele era o seu confidente e psicólogo, fazendo com que ela vol...

O Amor!

O amor (2021)   Ardes no fogo da ilusão Numa constante combustão O amor é fogo que arde no coração Ninguém lhe resiste! Não. É mais forte que um vulcão É mais forte a sua erupção Não expele pedras nem lavas Expele lágrimas sagadas Que saram todas as feridas Pelas erupções, provocadas Queimas e curas tudo! Aceleras ou atrasas o futuro Fazes rodopiar o Entrudo Não tens cura! Podes até ser uma saudável doença Provocar uma vida intensa Festejamos a tua presença Respeitamos a tua sentença Podemos morrer, quando és doença Mas tu és a mais bonita esperança Aquele que nos abraça e dança Quando, dentro de nós, avança.   José Silva Costa            

Vidas (19)

Vidas Continuação (19) O anterior regime tentou esconder as tragédias, que aconteceram, principalmente nos anos sessenta do século XX. Uma grande tragédia foi o desabamento de uma das Coberturas da Gare da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, na linha férrea de Cascais, que aconteceu a 28 de Maio de 1963, no dia do trigésimo sétimo aniversário do golpe de Estado de 1926, que deu origem ao regime do Estado Novo. O Governo negou ter sido um atentado, tendo retirado, ao construtor, o alvará de obras Públicas, por defeito na construção, fazendo com que a firma tenha falido cinco dias depois. Mas, ficou a dúvida, se não teria sido um atentado. Decorria o funeral do Escritor Aquilino Ribeiro. Esta tragédia causou 49 mortos e 61 feridos No ano letivo seguinte, o José continuou a estudar na Escola Académica. Voltou a inscrever-se, para fazer exame como aluno externo, no mesmo Liceu, mas foi transferido para o Liceu Camões, que era considerado um dos mais exigentes. Ficou aprovado, já podia ir...

Vidas! (19)

Vidas! Continuação (19) O anterior regime tentou esconder as tragédias, que aconteceram, principalmente nos anos sessenta do século XX. Uma grande tragédia foi o desabamento de uma das Coberturas da Gare da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, na linha férrea de Cascais, que aconteceu a 28 de Maio de 1963, no dia do trigésimo sétimo aniversário do golpe de Estado de 1926, que deu origem ao regime do Estado Novo. O Governo negou ter sido um atentado, tendo retirado, ao construtor, o alvará de obras Públicas, por defeito na construção, fazendo com que a firma tenha falido cinco dias depois. Mas, ficou a dúvida, se não teria sido um atentado. Decorria o funeral do Escritor Aquilino Ribeiro. Esta tragédia causou 49 mortos e 61 feridos No ano letivo seguinte, o José continuou a estudar na Escola Académica. Voltou a inscrever-se, para fazer exame como aluno externo, no mesmo Liceu, mas foi transferido para o Liceu Camões, que era considerado um dos mais exigentes. Ficou aprovado, já podia i...

11 de Março!

11/11/2021   11 de Março de 1975 Mais um dia negro da nossa História Infelizmente, a nossa História não tem só dias radiosos Um dia em que uma parte do País foi preso ou teve de fugir A velha história de sempre: pobres contra ricos, ricos contra pobres É da condição humana, só pensamos em acumular riqueza Não vemos que a fome causa muita tristeza Passados 46 anos estamos de novo, desta vez, todos ”presos” Devido a um inimigo invisível Outra vez o problema entre ricos e pobres Cabe ao Governo distribuir a riqueza produzida Não vamos deixar morrer, à fome, quem tudo perdeu? Esta é uma crise diferente Esperam-se medidas diferentes, para a enfrentar Cabe a todos colaborar Aqueles que nada perderam, não podem assobiar para o ar Pessoas e países ricos, não podem continuar a explorar os pobres Temos de compreender que todos somos de carne e osso Todos temos as mesmas necessidades básicas Por isso, não se compreende que uns tenham rendimentos 100,500,1.000 vezes mais Não queremos igualdades, p...

Perfume!

O perfume da vida   Os olhos são flores, onde acariciamos o amor Nos nossos olhares navegam todos os mares São eles que amortecem as tempestades Não envelhecem, são jovens em todas as idades! Os peitos são jeitos de embalar Os lábios são o mar, onde gosto de navegar Os cabelos são fios de ouro, onde os meus dedos se gostam de aninhar Todo o teu corpo é um sonho, onde perco o olhar  Com os nossos beijos queimamos os sentidos As tuas palavras são melodias, para os meus ouvidos No respirar dos sonhos, deitamos o futuro Juntos, escalámos todos os muros Nos longos anos duros Que a idade nos premiou, com descanso Com o perfume de rosas e cravos Com os olhos rasos de alegria Regamos os nossos perfumados canteiros Que felicidade! Ver nos últimos anos da idade Continuarem a crescer os frutos das sementes Que plantámos na mocidade.   José Silva Costa            

Mulher!

Dia Internacional da Mulher (2021)   Mulheres, flores, amores, delicados perfumes Mães, amores, flores, delicados furores Companheiras, canseiras, delicadas amantes Parceiras fora e dentro de casa São flores São amores São tudo! São ar São fogo São perfume São raio de luz! São mulheres São mães São futuro São tudo! São quem gera a vida São quem dá colo São quem muda a era São braços em esfera São lábios à espera de alguém São tudo o que mais ninguém é! São o sonho invisível da luz São o pão, o sal e a cruz São tudo o que, na Terra, reluz. José  Siva Costa        

Vidas (18)

Vidas (18)   Continuação       Mas, neste caso, o príncipe exagerou, dizendo que tinha mundos e fundos, e a princesa, em vez de desconfiar de tanta fartura, acreditou que aquele tesouro estava guardado para ela Confrontada com a realidade, não desanimou, abraçou a sua sorte, pautando a sua vida pelo trabalho e dignidade. Tiveram duas Princesas. No primeiro Carnaval, de casada, desafiou o José, para se mascararem, e por um dia afastarem as tristezas e agruras da vida, comemorando o dia com fantasia e alegria, trocando as roupas: ela vestiu-se de homem e ele de mulher Quando o patrão casou, o José teve de deixar de dormir no local de trabalho, porque, para além do quarto de casal, só havia outro, muito pequeno, para onde foi dormir o irmão dele Valeu-lhe o sótão existente no cimo do prédio, onde já dormia o cunhado, da prima dele, que trabalhava numa oficina auto, para aprender a profissão de mecânico. Tinha uma janela para as traseiras, só se viam os telhados, o vão da janela era o únic...

Adeus!

Fevereiro/Março   Um sol radioso Aqueceste o corpo Mas não iluminaste o rosto Não pudemos ver o sol-posto Um mês e outro Doze, um ano! Adeus, até para o ano.   Vais chegar Sejas bem-vindo Não vamos festejar Já basta lembrar Que foste tu a começar E, nós com a esperança Que quando regressasses Já te pudéssemos ir esperar Contigo ir passear, correr, namorar Mas não! Continuamos, às casas, atados Para bem de todos, escondemos o rosto Não estranhes, não te beijar Fica para quando isto passar Não te sintas abandonado Sabes que temos de ter cuidado Sorte a tua, por serem só 31 dias Ninguém sabe quando é que as ruas deixarão de estar nuas Estão tão tristes, por não saberem o que se passa! Cada vez que um par de sapatos as beijam Choram de alegria Mas a rua continua fria!. José Silva Costa            

Vidas (17)

Vidas Continuação (17)   Aproveitou um dia em que foi levar as compras à freguesa, que morava no Largo de Camões. Telefonou-lhe duma cabine telefónica, para lhe dizer que aceitava as condições, e combinaram que começaria a trabalhar mo início do mês seguinte Estava com pena de deixar aquela família, com quem conviveu quatro anos, e daquele trabalho, que muito gostava, com exceção do horário de trabalho. Mas, não podia perder a oportunidade de ter um trabalho, que lhe permitisse continuar estudar Tinha receio do salto para o desconhecido. Seria um trabalho diferente, com menos contacto com os clientes, ainda que o futuro patrão lhe tenha dito que iria entregar os tapetes aos stands e também depositar os cheques nos Bancos. E, como seria a aprendizagem para fazer os tapetes? Não sabia como dizer ao patrão que se ia embora, como seria a sua reação. Assim, foi pensando no que diria. Quando entrou no estabelecimento, só conseguiu dizer, que no fim do mês se ia embora O patrão, apanhado de s...