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Mostrando postagens de abril, 2018

Tudo o que nos torne dignos...

Primeiro de Maio   Primeiro de Maio, dia Mundial do trabalhador Um dia por ano! Para homenagear quem faz as casas, os carros, o foguetão Para quem cria, quem cuida, quem anima a multidão Para quem semeia, colhe e varre o chão Tantas profissões, todas tão importantes! Mas, só algumas são reconhecidas, pelo cidadão Porque umas são consideradas nobres e outras não Mas, não serão todas importantes, para uma boa organização? Umas são condecoradas e outras não Um faz o colchão, o outro é cirurgião Um é governante, o outro é feirante Trabalhador, quanto mais duro e sujo é o teu trabalho, menos és aplaudido! Todas essas diferenças não fazem sentido Tudo o que nos torne dignos é um bem produzido Ao menos, num dia, sejamos unidos! Para todos, um bom dia, um bom ano.   José Silva Costa            

Abril

Naquela radiosa madrugada Um punhado de militares Cansados de remar contra a maré Numa batalha, em três frentes, perdida Contra povos, que queriam, como eles, a liberdade! Tentam, mais uma vez, pôr fim à ditadura Depois de tantas tentativas frustradas Eis, que uma consegue os seus fins! Vinte e cinco de Abril de 1974 Vai colocar um ponto final Ao império ancestral De cinco séculos de existência Espalhado pelas cinco partes do mundo Pondo fim à ilusão do pequeno e pobre país De que poderia manter, eternamente, o seu grande império! Foi um parto muito difícil O nascimento de seis novos países Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique e Timor-Leste E, ainda, a entrega, pacifica, de Macau, à China No dia 19 de Dezembro de 1999, depois de 442 anos sob a nossa administração Fim de mais um século, fim do último grande império! Passadas quase duas décadas, continuamos pobres Mas demos um salto de gigante, nestes 44 anos de liberdade Falta convencer os Governantes, de qu...

Cravos

Cravos vermelhos floriram Nos tapa-chamas das espingardas Desmoronaram uma ditadura Por medo e mortes sustentada Por todo o Mundo condenada Em todos os Continentes odiada No Tarrafal personificada Mas, Abril prometeu a todo o Império Cravos vermelhos fazer distribuir Em nenhum outro momento Houve tão grande grito de liberdade Propagado pelo vento Foi doloroso o desmoronamento Tantos séculos desfeitos num momento Com tantos laços atados pelo sangrento Com a força das armas como cimento As mesmas armas, que libertaram um grito de entendimento Num muito, muito tardio momento Em que esteve por um fio o êxito do movimento Um só disparo poderia ter tornado Um glorioso dia num banho sangrento Para todos os que contribuíram para que visse a liberdade O meu maior agradecimento.   José Silva Costa            

Prémio indesejado

Prémio indesejado   Portugal foi premiado Com um prémio indesejado Por autorizar, petróleo, prospetar Em terra, nas praias, no mar Para os turistas bronzear Ninguém vai querer, noutras praias, banhar Sol, mar e areias com petróleo, para untar Quem é que quer, o perfume do petróleo, perder? Praias suficientes, não vamos ter Onde as pessoas, o petróleo, possam beber A maravilha, que Portugal tem, para lhes oferecer Nos mares fomos pioneiros Na prospeção de petróleo, derradeiros!       José Silva Costa

Vida digna

World Movement of Christian Workers Mouvement Mondial des Travailleurs Chrétiens Movimiento Mundial de Trabajadores Cristianos WeltbewegungChristlicherArbeitnehmer       1 de Maio de 2018 Dia da classe trabalhadora! Uma TERRA, um TETO, um TRABALHO, VIDA DIGNA para a CLASSE TRABALHADORA   Avança no mundo o projecto de morte, protagonizado pelo sistema capitalista, sob o comando da rentabilidade e da especulação, que proporciona, ano após de ano, uma brutal concentração da riqueza nas mãos de poucos, o que corresponde actualmente a 82% de todo o PIB para 1% da população. No entanto, ainda não satisfeita com uma tal concentração de riqueza, a elite burguesa do planeta continua a atacar a classe trabalhadora retirando-lhe direitos, adquiridos ao longo do tempo e através de muitas lutas, sofrimentos e derramamento de sangue. Este ataque produz-se não só com mudanças legislativas, mas também com o fomento da precaridade do trabalho e despedimentos em massa, o que faz aumentar o exérci...

Avós

Que delícia !   Definição de Avô - Redacção premiada criança de 8 anos  Nada fica por dizer... Redacção de uma menina de 8 anos, publicada no Jornal do Cartaxo, em Floripa - SC. Um avô é um homem que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. Os avôs não têm nada para fazer, a não ser estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas nem nas lagartas. Nunca dizem: Some daqui!, Vai dormir!, Agora não!, Vai pro quarto pensar! Normalmente são gordos, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos. Sabem sempre o que a gente quer. Só eles sabem como ninguém a comida que a gente quer comer. Os avôs usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes. Os avôs não precisam ir ao cabeleireiro, pois são carecas ou estão sempre com os cabelos arrumadinhos. Quando nos contam histórias nunca pulam partes e não se importam de contar a mesma história várias vezes. Os avôs são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós. Não são tão ...

O paraíso

O paraíso   Quem ouvir os nossos Governantes fica com a sensação de que vivemos num paraíso! Somos campeões de tudo e de nada: da simpatia, da gastronomia, do sol e da lua Todos nos querem conhecer, visitar, fotografar, admirar e comprar As boas empresas já foram todas, agora vai o imobiliário, e nós todos contentes Sempre de sorrisos, bons modos, um povo sorridente, a mostrar os dentes Mas, quando chegar o reverso da medalha, vamos amargar a lua-de-mel, como sempre As seguradoras e os bancos, tudo em mãos estrangeiras, vão aproveitar a boa onda, para venderem o imobiliário, que têm em Lisboa Os inquilinos, alguns com idade bem avançada, não sabem o que fazer aos últimos dias de vida O problema da habitação em Lisboa, não é de ontem, nem de hoje, tem séculos Rendas congeladas, pelos senhorios recusadas, eram na Caixa Geral De Depósitos depositadas Rendas descongeladas, aumentos incompatíveis, inquilinos despejados Nenhum Governo conseguiu, ainda, os tais equilíbrios desejados Um remend...

Aniversário

À mais bonita e perfumada flor da Primavera   Mais uma Primavera   No brilho do teu olhar Está o encanto de tudo o que queres saber: falar, cantar, dançar, encantar Tens o perfume da pérola que veio do mar Estas férias foram um sonho que procuramos, a sete chaves, guardar Porque à medida que vais crescendo, é menos o tempo que tens para, com os avós, passar Os netos são as flores mais bonitas e perfumadas que existem! Para, as canseiras da vida, atenuar Que felicidade ver, a nossa mocidade, para eles, passar Sabendo que está em vós o nosso continuar Todos os anos, os nossos e os vossos anos, contamos Na esperança de que cantemos e contemos muitos   Muitos parabéns, com os votos de muitos e bons anos.     José Silva Costa

O centenário

O centenário   Num século, duas guerras mundiais! O Portugal Republicano, ao contrário da ditadura, não faltou à chamada O Salazar preferiu o orgulhosamente só Lutar contra o nazismo, ao lado da França, foi a fraternidade da esperança O Estado Novo prendeu-nos de mãos e pés A PIDE (polícia internacional de defesa do estado) era o GPS Mas nem com todos os ferrolhos conseguiu fechar as fronteiras A guerra colonial veio, tudo, alterar Aqueles que tiveram a sorte de voltar Ninguém, os conseguiu aqui segurar Melhores condições de vida, tiveram de procurar Foram para França, a salto Cada vez que nos calham políticos, que se julgam salvadores da Pátria Lá temos de saltar a fronteira Hoje já não precisamos de ir a salto, porque, felizmente, não há fronteiras O Retângulo é demasiado pequeno para tantas roubalheiras Portanto, só nos resta deixar a família e os amigos Tentar minimizar as suas asneiras Guerras, invasões, migrações serão os destinos dos povos Enquanto não forem capazes de fazer mel...

Inovação

Inovação     A entrega da declaração do IRS deixou de ser um papão Hoje, no aconchego das nossas casas e em poucos minutos, está entregue a declaração Concordo que tenha acabado a entrega em papel, porque muita gente tem horror à inovação Só lá vai com a obrigação! E, não é por termos, ainda, muitas pessoas, que não conseguem lidar com a internet, que vamos parar a evolução As Juntas de Freguesia devem ter a obrigação de as ajudar, poupando-lhes tempo e dinheiro, nas deslocações às Repartições de Finanças Já ninguém se lembra das enormes filas à porta das Repartições de Finanças, nos últimos dias, que, para se entregar a declaração, tínhamos de ir para la dormir, ou perdíamos um ou mais dias O que me entristece, é a pouca visibilidade, destas inovações, na vida das pessoas, que lhes deviam permitir mais rendimentos e mais tempo, para a família, para a vida, para o entretenimento A última vez que me desloquei a uma Repartição de Finanças para entregar a declaração de IRS foi em 2000, da...