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Nascimento

  Vida   Hoje, o Mundo tem mais encanto A vida sorriu em pranto Uma flor acendeu a magia Nasceu um inesquecível    dia   Hoje, a Terra tem mais luz Uma estrela iluminou o dia Com raios de harmonia Acordou tudo o que dormia   Hoje, o Sol tem mais alegria O sonho acordou a luz do dia Enquanto a Lua, no céu, dormia Uma rosa, na terra, nascia   Hoje, a vida tem mais alegria O teu perfume invadiu o dia Os olhos choraram de alegria Que encantadora melodia     Hoje, a Lua tem mais magia Deu à luz    um diferente dia Num pranto de alegria Uma nova vida sorria   Hoje, o Vento tem mais    furor Nas asas traz perfume de dor Nos lábios    a mais bela flor Nos olhos lágrimas de amor     José Silva Costa    r
  Vidas!     Translúcido pôr-do-sol no interior de um mar ofegante Num rasgo, num sopro, num último esforço tudo toma forma espacial Com flamínia a soprar o fogo verde da origem De asas no centro do vento A sina inscrita nas linhas da minha mão Na curvatura fértil do colo materno da terra onde No frenesim das horas que engolem os dias Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis No vazio imperfeito das suas rotações Sondamos os astros Não ouvimos o rio na margem da corrente Onde gizamos as linhas do destino do sono Quando o luar trespassa a nudez dos ossos Sem vermos de onde sopra o vento azul   As palavras são as veias dos sentidos Onde arderás na combustão dos tempos Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos Por todo o lado Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades Nas palavras incendidas No deserto mar No fundo dos remorsos Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas Jovens mã...

A candeia!

A candeia!                                            Candeia que vai à frente alumia duas vezes Nem sempre apanhamos a carruagem na devida altura Quase sempre corremos atrás do prejuízo Governar não é só gerir o presente, é também planear, antecipar Muito se protestou e barafustou por termos a eletricidade muito cara Por termos de subsidiar as energias renováveis , nas quais, em boa hora, apostámos Hoje, estamos bem posicionados, para produzirmos energia limpa, para o nosso consumo Sem precisarmos de queimar, seja o que for, que por muito limpo, liberta gases Sempre fui e serei contra a energia nuclear que, por muito barata que seja, para além do perigo da radioatividade , não sabemos o que fazer aos resíduos Tudo o que é barato sai caro! Temos de continuar a ...

As cores!

  As cores   As cores Pintam as   flores Que bonitas cores! Vestem as árvores No outono Antes de perderem as folhas Para atapetarem as alamedas São as cores dos amores Quentes e brilhantes São as preferidas dos amantes Nas noites radiantes Quando se cruzam nos horizontes Dos beijos sonantes Que os unem aos sonhos das cores Quando dormem como flores Na cama perfumada da lua-de-mel .   José Silva Costa      

2008

  2008 : O último   Lentamente, vamos deixando as nuvens, em breve aterraremos. Este foi o último ano em que pudemos sonhar. Não é mais possível acreditar nos sonhos, que nos impingiam. Ter uma casa de sonho, carro de alta gama, férias na mais bela cama. Até aqui era só apresentar o cartão de crédito , e tudo se conseguia. Mas acabado o Verão, soprou o tufão, e o castelo de areia desmoronou-se. Bancos falidos , fábricas de automóveis fechadas , e o trânsito reduzido nas estradas. Vivíamos” naquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito.” Era um sufoco, telefonemas de todos os Bancos, cheques, cartões de crédito, milhares de Euros, era só gastar, pois o magro ordenado não dava para tudo pagar. Mas para atamancar, pagava-se um crédito com outro, até esgotarmos todos os cartões com que nos tinham encharcado. Agora, vêem-nos dizer que devemos dois anos de ordenados, não são eles os culpados? Entretiveram-se a criar produtos, virtuais, cad...

"O Estado do Mundo"

  Minha adorada língua portuguesa, Contigo expresso-me com nobreza. Abraço o Mundo inteiro, com a certeza, De seres falada, nos cinco Continentes, com clareza.     “ O Estado do Mundo ”     O mundo tão conturbado e abatido, Com tanto medo, das novas pestes de que está envolvido. Com o ar muito poluído , por causa de um desenvolvimento sem sentido. As crianças, esfomeadas , procuram abrigo, Não sabem ler, nem escrever, e, ignoram o perigo. O Mundo, sempre, do mesmo tamanho, cada vez, é em menos tempo percorrido. Mas a fome e o analfabetismo , nem por isso, têm diminuído. Os ricos, cada vez mais ricos, desperdiçam o que aos pobres falta.   Ai, quanto eu gostava que fosses diferente Que houvesse saúde pão trabalho para toda a gente Que todos tivessem casa família e a alegria De verem uma planície florida De papoilas vermelhas e espigas douradas em Maio De rios de águas límpidas onde me debruçava E a sede matava n...

Lisboa!

  Lisboa ,   Cidade da Madragoa    De g ente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real , o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar O...