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O Império

  O Império     -      As teias que o Império teceu 174 A Leopoldina continuava a acalentar o sonho de um dia ver, em Luanda, um hospital, até lá todos os dias marcava presença no posto médico, para ajudar quem a procurava Sentia que não valorizamos o suficiente a nossa saúde, não nos preocupamos em mantê-la, praticamos barbaridades contra ela, só lhe damos o devido valor se passarmos dias, meses ou anos, presos a uma cama de hospital, para a recuperar Tentar prevenir as doenças deveria ser a nossa maior preocupação, mas em vez disso, tomamos quantidades de fármacos, para tentar lidar com as doenças, sabendo que fazem bem a uma coisa e prejudicam outras A Milay e o Afonso passavam os dias a descobrirem Lisboa, para eles tudo era novidade, todos dias calcorreavam as colinas, na tentativa de reterem tudo o que os seus olhos viam Não lhes passava despercebido o frenesim do negócio das especiarias, que fazia com que o Tejo estivesse engala...

O Império

  O   Império    -     As teias que o Império teceu 173 O Brasil deixou de ser uma colónia em  16 de dezembro de 1815 , quando foi elevado à condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa elevação formalizou a igualdade do Brasil com Portugal e marcou o fim do status colonial.  ( da net) A Milay e Afonso ficaram encantados com a festa, que a Coroa organizou em honra deles, o que fez com que ficassem com uma ideia do seu funcionamento: muito luxo, muita opulência, bailes e muito divertimento   O Rei queria que aqueles jovens conhecessem bem a capital do Império, para isso mandou chamar um dos seus criados, ordenou-lhe que, enquanto aqueles jovens não fossem para Coimbra, todos os dias os levasse a conhecerem um pouco de ...

O Império

  O Império     -     As teias que o Império teceu 171 Finalmente, chegara o tempo das colheitas, um pequeno tempo, em que se podia encher a barriga, a ilusão de fartura, pouco durava, porque era preciso contar com os longos meses, até à próxima colheita Nas cooperativas, tanto em Luanda como em São Salvador do Congo, vivia-se na espectativa do que se colheria, não se sabia o que a terra escondia, o que se apanharia, quantas sementes a safra daria O que vivia do que consegue arrancar da terra, dificilmente conseguiria o que necessitava, a não ser que fosse uma terra muito generosa.   Continua O Império      -       As   teias que o Império teceu 172 As colheitas foram muito boas, tanto a do milho, da batata-doce, como a dos amendoins, a da mandioca é que foi mais fraca Em ambas as cooperativas todos estavam muito contentes, era uma grande felicidade ver aquelas quantidades de al...

Lei laboral!

“ Pensar em grande”   Estão criadas as condições para pensarem em grande Outra coisa não se esperaria da defensora dos patrões Assim, podemos pensar em grande: o ordenado mínino de 5.000 € Com a aprovação da lei laboral tudo é possível A produtividade vai de tal maneira aumentar, que a pobreza vai acabar O troca-tintas vendeu-se por um prato de lentilhas: mais 3 dias de férias, que podem muito bem ser absorvidos pelo banco de horas Não são os direitos dos trabalhadores, que o movem! Talvez uma revisão constitucional ou outros arranjinhos Aguardemos pelos próximos capítulos, desta telenovela, que já está em cena há um ano.   José Silva Costa  

O Império

No próximo mês, estas teias serão publicadas em: https://s ociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/     O Império     -       As teias que o Império teceu 170 O mar tem os seus segredos e tempos, que os marinheiros portugueses bem conheciam. Por terem iniciado a viagem de regresso, com atraso, devido às reparações a que as caravelas tiveram de ser sujeitas, enquanto estiveram a ser carregadas, em Goa, fez com que enfrentassem grandes tempestades, no Golfo da Guiné Mesmo não estando previsto aportarem às ilhas de Cabo Verde, o comandante da armada ordenou que todos os navios se dirigissem para a ilha de Santiago, para o porto da cidade da Praia, um porto seguro e muito importante, no apoio à navegação entre vários continentes Tiveram de esperar que as tempestades passassem, foram muitos dias, em Lisboa, já se desesperava por não se saber o que estava a acontecer. Nada podiam fazer, só lhes restava esperar. Para além das tempestades, também a pirataria era um inimigo terrível As naus...

Filhos!

  A guarda dos filhos Quando a realidade é mais rápida que as mentalidades! Quanto tempo, ainda, será necessário para nos adaptarmos, ao novo fenómeno, que se chama divórcio? Infelizmente, ainda, há poucos pais que se entendam quanto à guarda dos filhos, travando grandes batalhas campais, para que um não veja a criança. Como é que um pai ou uma mãe, que querem o melhor para os seus filhos, não querem que ambos estejam, em separado, ou juntos, dentro do possível, com os progenitores? Que culpa têm as crianças, que tenham deixado de se entender? Que não se queiram ver? Que até existam razões para que isso possa acontecer? As crianças são quem não têm nenhuma culpa, mas são as que mais sofrem, porque é muito traumatizante verem os pais desavindos. Para crescerem felizes, e um dia poderem transmitir isso a outros, necessitam dos cuidados e carinhos dos dois. Mas, do que não precisam nada, é que lhes estejam , sempre, a infernizar o juízo, dizendo mal do outro progenitor, em que não há ...

O Império

Para o mês que vem, estas teias serão publicadas em: https://s ociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/   O Império     -       As teias que o Império teceu 169   Luanda desaguou no cais, todos se queriam despedir da Milay e do Afonso, os pais dos dois jovens, lavados em lágrimas, conversavam com o comandante das caravelas, pedindo-lhe proteção para os seus filhos, que tanto lhes custava perdê-los de vista, ele tentava garantir-lhes de que tudo correria bem Mas, nestas circunstâncias, não existem palavras que consigam tranquilizar os pais, nem mesmo os que já tinham percorrido aquelas andanças, como era o caso do Roberto e da Marina Sabiam bem como era a Metrópole, um suplício para ir de Lisboa para Coimbra, ou qualquer outro ponto do país, mesmo que tivesse melhorado qualquer coisa, em tão poucos anos, não seria nada de mais, ao longo dos muitos séculos vai-se arrastando, como eles, sem grandes progressos, como que esmagado pelos descobrimentos, altura em que mandou no mundo Agarr...