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Mostrando postagens de abril, 2026

O Império

Novas moradas:  https://s ociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/     O Império   -    As teias que o Império teceu 163 A boda prolongou-se por vários dias, todos queriam que nunca acabassem aqueles bons dias, todos cheios de alegria, que a vida fosse, sempre, uma grande festa, simples, mas honesta, sem ódios nem rancores, para amarga, bastam as dores Tudo tem o seu fim, tal como a lua-de-mel dos noivos, que prometia ser eternamente doce, talvez, nem sempre o conseguisse, porque nada ao tempo, sempre resiste, mais tarde ou mais cedo, tudo acaba, até aquela grande festa Mas, a decisão do Rei em permitir que os angolanos pudessem ir estudar, para Coimbra, essa prometia atravessar os séculos e a muitos dar muita alegria Durante meses a turma do Roberto, melhor dizendo, todos os que o seguiam, e eram muitos, viveram, durante muito tempo, numa grande euforia, um sonho tinha-se apoderado deles, Coimbra era a meta, era preciso toda a informação abso...

Cheiro!

Cheiro Já cheira a Primavera Os passarinhos andam aos beijinhos Passam os dias na construção dos ninhos Sempre a namorar, para a canseira suavizar Também eles se queixam do custo das casas Fazer uma casa robusta, dá muita luta Encontrar um lugar seguro, resistente ao vento e a todo o elemento Para além da robustez do lugar, é preciso com outros inimigos contar Quem é que não gosta de uma casinha a ver o mar!  Sem ninguém a incomodar É tão bom ter um bom lar! Uma companheira e ver os filhos a palrear De alegria, por a mãe os amamentar Uma ternura de encantar! Vê-los crescer, fazer o que já fizemos, e esperar que nos deem netos Cheios de graça, ternura, birras, mimos e afetos Tem sido assim ao longo dos séculos Com mais ou menos tecnologia, com mais ou menos guerras Infelizmente, há povos que continuam à espera Que o progresso os empurre para dias melhores Que não envenenem as meninas na sala de aula Para as privarem da educação e lhes roubarem a compreensão Mantê-las na ignorância, porq...

A praia!

A Praia No dourado do sol salgado, vejo o mar ondulado Em cada onda vai o vento penteado As gaivotas andam de lado em lado Incomodadas pela invasão do seu chão sagrado Quando os banhistas ocupam cada quadrado O areal em pouco tempo fica todo ocupado Não há grão de areia destapado As toalhas compõem o atoalhado Namorados bebem o sol molhado Como quem quer fugir a ser espiado A areia tem um aspeto asseado Já ninguém deixa lixo, na areia, enterrado Todos têm cinzeiros para colocarem o cigarro, apagado Como é bom termos um mundo educado! Onde ninguém é mal tratado Já todos sabem, das bandeiras, o significado Até o nadador salvador é escutado e respeitado! Com o mar devemos ter todo o cuidado Ninguém pode, com ele, estar descansado De um momento para o outro pode mostrar-se revoltado Talvez não goste do que lhe fazem, fica zangado Já me pregou um grande susto, ao ponto de pensar que ficava lá sepultado Fui, por ele, com muita força, para o fundo, arrastado Depois, expulsou-me com tanta viol...

Cica fêmea II

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Cica fêmea Há anos que esperávamos que esta sica mostrasse qual  o seu sexo. Em julho de 2025, resolveu mostrar o seu ventre, onde guarda as suas sementes, desde então têm estado a amadurecer, para quando estiverem maduras as  expulsar, na esperança que germinem. Infelizmente, estas não germinarão, porque a sica macho, com quem espero acasale, este ano não lhe apeteceu desenvolver o seu espigão, preferiu descansar, o que mostra que não estão em sintonia Espero que nos próximos anos acertem o passo, para que me deem sementes fecundadas, para as semear, com a quase certeza de que já não as verei adultas: são plantas de crescimento muito lento.  16 de julho de 2025     25/04/2026 Depois de nove meses a embalar as suas preciosas sementes, está quase a libertá-las. Mas não germinarão porque não estão fecundadas.   José Silva Costa              

Cica fêmea 1

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Cica fêmea Há anos que esperávamos que esta cica mostrasse qual  o seu sexo. Em julho de 2025, resolveu mostrar o seu ventre, onde guarda as suas sementes, desde então têm estado a amadurecer, para quando estiverem maduras as  expulsar, na esperança que germinem. Infelizmente, estas não germinarão, porque acica macho, com quem espero acasale, este ano não lhe apeteceu desenvolver o seu espigão, preferiu descansar, o que mostra que não estão em sintonia Espero que nos próximos anos acertem o passo, para que me deem sementes fecundadas, para as semear, com a quase certeza de que já não as verei adultas: são plantas de crescimento muito lento.  16 de julho de 2025

25 de Abril

 O 25 de Abril de 2026 Acabaram-se os anos em que foste festejado sem oposição pública Os do 24 de Abril estão de volta, culpando-te do que fizeste e não fizeste Chegando a dizer que na ditadura é que era tudo bom: Pide, informadores, uma guerra sem fim, censura, “orgulhosamente sós”, como defende o três Salazares E também ainda há, não poucos, que defendem o colonialismo, certamente para continuarem a explorar os colonizados Que boa que era a vida de Lunada e Nova Lisboa, em que havia criados para tudo Os que beneficiaram com a ditadura querem-na de volta, associados aos revoltados que, com razão, não querem a podridão, votam no três Salazares Os Governos, todos eles, não gostam de serem escrutinados, vão inventado leis, para acabarem com a comunicação pública, por não a conseguirem controlar Primeiro tentaram privatiza-la, depois cortar à RTP a publicidade, como o Parlamento não autorizou, deitaram a mão à asfixia, utilizando o seu slogan, muito utilizado, de fazer mais, melhor, com ...

O Império

 O Império   -      As teias que o Império teceu 162   Em terra e no mar, tudo engalanado, para o dia mais aguardado, tudo tinha sido, com todos os pormenores, preparado Também o Comandante da armada da carreira da Índia tinha dado ordens para que em todos os barcos fossem hasteadas as bandeiras, depois de ter aceitado o convite do Governador e dos noivos, para que toda a guarnição participasse na celebração de um dos maiores acontecimentos na cidade Tratava-se da união entre uma menina da cidade e um rapaz do Congo: mais um momento, para reforçar o bom relacionamento e a paz, entre dois povos, que em tempos muito tinham lutado. Mas, felizmente, havia algum tempo que tinham chegado a um bom entendimento Todos os familiares do Asdrubal estavam hospedados no palácio do Governador de Luanda, o que mostrava bem o empenhamento em receber bem os convidados do Congo Luanda orgulhava-se de ser uma cidade cosmopolita e muito acolhedora. Ali, todos eram bem-vindos, queria apagar a memória ...

O divórcio

O divórcio Fregueses! Sexta-feira, 17/01/2025, foi um dia de muita felicidade, para os fregueses Vieram de todo o país, para ocuparem a Assembleia da República Mais de 700, acompanhados pelos futuros candidatos a presidentes das 168 freguesias, todos contentes, alguns de longe, (300 kms) em autocarros, pagos por todos nós Foram 302 divórcios, muito festejados, em Lisboa, por lhes terem roubado a identidade e os cemitérios, foram as respostas dadas, por tanta indignação Até parecia a Revolução da Maria da Fonte, em 1846, por entre outras coisas, a proibição de enterros nas igrejas, como se vê, nada de mexer com os mortos Os novos 168 presidentes vão-nos custar 10 milhões, em salários, por ano, no total, cerca de 30 milhões, por ano, o que é muito pouco, para ver os fregueses satisfeitos Nem sabíamos onde gastar tantos milhões, um vez que os Serviços Públicos estão todos ótimos, se nas freguesias tudo está excelente, só o que faltava era ter mais presidentes de junta, junto dos fregueses...

Nuvens negras

Nuvens negras   Mães sem filhos E sem maridos Gritos escondidos Tudo destruído Terra em fogo Este mundo mete nojo Arruaceiros vomitam nacionalismo Alimentam-se de ódio e gritos Para eles tudo é inimigo Multidões acreditam em aldrabões Comem convoluções E embebedam-se em reuniões Adoram os falcões Que lhes prometem melões Só colhem desilusões Mastigam vinganças ente as nações Arrastam gente, que odeia o outro Só porque é diferente Acreditam em quem só mente Uma negra semente Pode dar cabo da boa gente Que acredita em gente influente Que lhes diz que os outros comem cobras e lagartos Quando são tudo boatos Fazendo com que o ódio lhes tolde os sentidos. José Silva Costa    

O Império

O Império     -     As teias que o Império teceu 161  De regresso a Luanda, os preparativos para o casamento começaram. Toda a cidade estava mobilizada, para o grande acontecimento, nunca se tinha visto uma coisa assim O Governador, para convencer os noivos a aceitarem que a cerimónia fosse no palácio, disse aos noivos, que seria uma grande honra para ele e para a cidade, que fizessem a festa no palácio: um espaço amplo, com um bonito jardim, onde cabiam todos e o lugar mais adequado, para receberem os convidados do Asbrubal, os amigos, que vinham do Congo Quem ficou muito contente foi o pai da noiva, que sempre ambicionou que as festas de casamento das filhas se realizassem no palácio, onde cresceram, quando ele era o Governador Para o Xavier era muito importante fomentar a coesão territorial, numa Colónia tão grande, havia muita dificuldade em explorar o Interior, saber que povos o ocupavam para lá do litoral, desconhecendo tudo o que se escondia, para lá da orla onde as naus po...

Internet!

A Internet Confraternizamos com a sedução Dos variegados  nomes na imaginação Unidos por um amor comum: a poesia. E, na falta de  uma fotografia Os rostos revelam-se no brilho da simpatia Nestes tempos de correria. Ansiosos, debruçamo-nos à janela A contemplar a lua e o sol A iluminarem a noite e o  dia  Embalados pela cor  da magia. Lemos as missivas que o mundo envia Cheias de segredos, mistérios e alegria Que nos incendeiam a fantasia Dos corações presos à tecnologia. Um rato faz o computador andar Põe-nos no Mundo, a navegar Navegamos num  oceano a rodar Em volta de um mundo medonho Com os sonhos nos dedos E os pés acomodados. Por um fio, vemos oceanos e continentes Percorremos o globo em poucos instantes. Abraçamos o Mundo inteiro Na louca sede de tudo calcorrear De todos os frutos saborear Tudo ao alcance de um luminoso olhar Como se tivéssemos na palma da mão A terra o mar o sol a lua a ilusão O  poder a escoar-se por entre a multidão. Neste universal palco virtual Todas as comé...

Amor!

Amor   Ai, meu bem Dos teus rubros lábios Voam rios de versos São melodias, são mel Que bebo ao luar.   Ai, meu amor O teu coração é uma flor. De mãos dadas seguramos a madrugada Sonhamos com a lua encantada.   Ai, minha flor Os teus olhos são pétalas São a minha luz São a chama a iluminar o amor.   Ai, idílico jardim Onde planto sonhos Que embalas nos olhos risonhos Enquanto adormeces o sono. José Silva Costa                

Hungria!

12/04/2026   Hungria Muitos parabéns, para os húngaros, por terem apeado mais um ditador, cavalo de Troia, para rebentar com UE, com o apoio de Putin e de Trump, que tanto se empenharam, para que Òrban fosse reeleito. Os húngaros perceberam que não podiam continuar a apoiar os que são contra a democracia, dizendo-se patriotas, para enganarem os eleitores De derrota em derrota, pode ser que Trump se convença de que não consegue, apesar do seu poderio, eleger, na Europa, os seus amigos ditadores Viva a democracia, viva a U E.   José Silva Costa

Serra de Sintra!

Serra de Sintra                                                                               Reedição. Princesa das Princesas Eterna delicada Natureza A Pena é a tua cintilante coroa Mais abaixo o Castelo dos Mouros De onde partem os teus harmoniosos braços O Atlântico leva-os a todos os espaços A Nascente contemplas Lisboa Das tuas fontes brota a pureza Dos teus seios jorram gotas de cristais de vida Que alimentam a tua beleza No teu colo a graciosa Colares O primeiro dos teus Concelhos No ventre tens o Palácio da Vila As chaminés são os teus brincos Com os pés no Oceano Tens água pelos artelhos Vistos aos espelhos Os sedosos cabelos são rios de areia fina Onde refrescas o corpo, a alma e a estima No Verão do quente clima Nas tuas belas praias. No Farol da Roca penetras o Atlântico Flor perfumada do Ocidente Refugio do Mundo e de toda a gente.        José Silva Costa          

A autoestrada!

 12/12/2001                                                                                                Reedição   A auto-estrada para o Algarve   Aos três brasileiros, dois guineenses e um ucraniano, que faleceram na construção de um viaduto, no concelho de Almodôvar      Já Dezembro era entrado Mais um ano quase acabado Vindos de tão longe, desafiar o fado Na auto-estrada, seu fim foi chegado.   Madrugada negra, no viaduto começado Quatro da manhã, ferro e cimento No escuro, surgiu o desabamento Seis vidas ceifadas, num momento.   Trabalhar, de noite ou de dia Ao vento ou à chuva fria À procura de uma melhoria Numa vida cheia de monotonia.   Viestes do Brasil, da Ucrânia e da Guiné Com muitos projetos e muita fé Procurar, em Portugal, melhor sorte Mas aqui, encontrastes a morte.   A trinta e cinco metros de altura Numa vida muito, muito dura Encontraram a sua sepultura Numa noite muito fria e escura.   A construção da auto-estrada tem de seguir em frente Ainda que esta venha a ser...

O Império

O Império    -     As teias que o Império teceu 160 Acabadas as colheitas, guardados os produtos arrancados da terra, com muito trabalho, dedicação e carinho, como quem cria um filhinho, estava na altura da Francisca e o Asdrubal escolherem a data do casamento, por todos, tão aguardado O pai da noiva, o Manuel, estava florido de felicidade, enfim, tinha chegado a escolha do dia, pelo qual tanto tinha aguardado, desejava que os noivos fossem muito felizes e que ele, por mais alguns anos, a visse Depois do casamento da Francisca, com as seis filhas casadas, para ele, estava cumprida a promessa, que fizera à sua amada esposa, os seus últimos anos de vida, desejava que fossem a ver crescer os netos, poder brincar com eles, sem compromissos, com a liberdade de voltar a ser criança, para melhor os compreender Com o dia, por todos os noivos, muito desejado, mas também muito receado, devido ao salto, para o desconhecido: uma vida a dois, que tanto pode ser o céu, como o inferno, marcado, ...

O Petróleo!

o petróleo                                                                                 Reedição por cheia, em 08.11.14   Sexta-feira, 09/05/2008 ( dia da Europa) Depois de ter atingido os mil euros por barril, o petróleo acabou! Por todo o lado, em todo o mundo, tudo o que se movia com os derivados do petróleo vai parando, à medida que queimam a última gota de combustível, causando grande desespero a todas as pessoas. Depois da tentativa falhada dos biocombustíveis, devido aos motins contra a utilização de alimentos na fabricação de combustíveis, não nos restas outra alternativa que não seja, voltarmos aos transportes de tracção animal. Milhões de automóveis amontoam-se por toda a parte, os aeroportos estão rasos de aviões, e as pessoas não dão descanso aos telemóveis. Durou apenas um século, a invenção que mais contribuiu para a nossa mobilidade individual, dando-nos a possibilidade de quase voarmos. O que fazer com o meu automóvel? Tantos dias e anos de companhia, para uma separa...

Sociedade perfeita!

A Sociedade Perfeita, 11/02/13 Depois da bebedeira da passagem do século, passado o mito de que não passaríamos dois mil, veio a ressaca: a globalidade, a irresponsabilidade, a produtividade, a falsidade e os famosos mercados. De um momento para o outro fomos confrontados com a produtividade, a mobilidade e a inaptidão. De um dia para o outro, depois de cinco, dez ou vinte anos de trabalho, confrontam-nos com a inaptidão, a mobilidade e a produtividade, e atiram-nos com uma, duas, ou a três, para cima. Chegados a casa, dizemos ao cônjuge, filhos e restante família: fui considerado incapaz e calaceiro, por isso não tenho direito à mobilidade, nem à produtividade. De hoje em diante teremos de deixar a casa e viver do ar, porque atingimos o século XXI, o da perfeição, onde todos somos iguais, todos diferentes, e direitos iguais, no papel! Temos o dia do periquito, do gato, do cão, do pai, da mãe, do idoso, da criança, do deficiente, etc., mas esqueceram-se do dia do inapto e do sem-abrig...

A guerra

08/04/2003                                                         Reedição A Guerra em Directo   A Primavera não trouxe flores A guerra só traz horrores As crianças gemem de dores As guerras são tumores.   As bombas nos televisores, As crianças jazem, sem dores. Os hospitais não têm dadores, Os aviões são vampiros voadores.   A câmara de filmar ensanguentada, O operador jaze morto, na estrada. A memória para sempre arrepiada Pela imagem, na televisão, passada.   A mãe beija a filha, que está magoada A criança abre os olhos de assustada É a morte, pelo avião, anunciada, Foi o míssil, disparado, na madrugada.   O sangue corre pela estrada Na guerra a vida não vale nada Só, a morte merece ser louvada A guerra é, sempre, uma via desastrada.          José Silva Costa                

Tempo!

O andamento do tempo O tempo tudo envelhece e destrói Apenas alguns exemplos: A rainha e aristocrata caneta de tinta permanente foi destronada pela esbelta e graciosa esferográfica. Popularizada a partir dos últimos anos, da década de cinquenta, do século XX, depressa se tornou famosa. Tão famosa, que um seu admirador, entrou num estabelecimento comercial, desabotoou o casaco, tirou a sua esferográfica do bolso do casaco e gritou: “ com uma esferográfica já se pode assinar escrituras e cheques, já foi publicado no Diário do Governo” Resistiu até hoje, mas a assinatura digital vai substituí-la, e se a escrita em papel acabar, muito vai chorar! O computador, de quem dependemos, começou por ser uma máquina enorme e tinha de estar num ambiente sofisticado. Os que vi, estavam numa redoma de vidro, para lá entrarmos tínhamos de nos equipar como se fossemos cumprimentar alguém que desconfiassem ter contraído o Ébola. Tornou-se numa máquina incontornável, sem a qual já não podemos passar, e co...

Somho!

Sonho!                                                                        Novas moradas:                                                                         https://s ociedadeperfeita-cheia.blogspot.com/ https://osdesgovernados.blogspot.com/   Sonhava ser poeta Mas, a musa não foi descoberta Assim, lá se foi a meta Deve estar em parte incerta A blogosfera é uma seta Para chegarmos à hora certa Temos de aproveitar a reta Porque o tempo aperta Corrermos como um atleta Ficar, sempre, alerta À mensagem correta Aos bons textos de que a blogosfera está coberta À amizade, nela, tão concreta.   José Silva Costa

Amar!

Amar   Vamos nos beijar, sorrir, dormir A lua derrama, na rua, o seu olhar Lá fora, o sono, de tanto esfregar os olhos, já dorme No silêncio, só se ouve o nosso arfar O resto do mundo já se foi deitar As estrelas insistem em nos iluminar Querem, os nossos corações, incendiar Mas os teus olhos ofuscam o seu cintilar O seu brilho faz-me enlouquecer Há um encantamento quando olham para mim Quero ficar para sempre assim Deitado no aconchego do teu baloiçar Como se estivesse a ser embalado pelo mar Sem calor, nem frio, a sonhar Preso nos teus braços sem me poder soltar Assim, unidos para sempre Até o mundo acordar.   José Silva Costa      

Papoilas!

Papoilas   Papoilas ao vento Chamam o momento Primavera em movimento Com as andorinhas no centro A Primavera beija o vento As bonitas searas dão alento Delas depende o sustento Dentro delas há vidas em andamento Os ninhos das perdizes são um encantamento Em breve, cada fêmea com o seu agrupamento (cerca de 12 filhotes)  Esvoaçam entre as espigas douradas ao relento Parecem papoilas ao vento É a dura luta pelo alimento A Primavera é um grande evento A Natureza faz o desfile pela passadeira adentro Tudo se renova e veste para o abrilhantamento Para o recomeço de um novo ano sem entendimento Do que se está a passar no firmamento Do que sentimos cá dentro.   José Silva Costa    

O Império

O Império   -   As teias que o Império teceu 159 O novo Governador de Angola, o Xavier, tinha ficado encantado com as aulas do Roberto. Assim, sempre que podia, ia assistir às aulas abertas, como as tinha classificado, por não terem um local certo e todos poderem participar, fosse qual fosse a sua idade Isto, para ele, era uma grande inovação, que tinha de ser continuamente acompanhada para poder avaliar o seu resultado. Mas, pela grande adesão ao novo método de ensinar, mais tarde ou mais cedo teria de concluir que era um êxito  Todos os dias, uma multidão seguia-o, não seriam, sempre, os mesmos, mas sentia-se que havia uma grande vontade de aprender a ler e escrever: fosse para mostrar que sabiam fazer o seu nome, que o podiam desenhar num bocado de madeira, como faziam quando esculpiam uma mulher ou um homem Ao longo dos séculos, todos os povos procuraram aprender, saber cada vez mais, porque saber foi e será sempre poder, satisfação, realização, plenitude Saber ler e escrever...