O Império

O Império    -     As teias que o Império teceu

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Acabadas as colheitas, guardados os produtos arrancados da terra, com muito trabalho, dedicação e carinho, como quem cria um filhinho, estava na altura da Francisca e o Asdrubal escolherem a data do casamento, por todos, tão aguardado

O pai da noiva, o Manuel, estava florido de felicidade, enfim, tinha chegado a escolha do dia, pelo qual tanto tinha aguardado, desejava que os noivos fossem muito felizes e que ele, por mais alguns anos, a visse

Depois do casamento da Francisca, com as seis filhas casadas, para ele, estava cumprida a promessa, que fizera à sua amada esposa, os seus últimos anos de vida, desejava que fossem a ver crescer os netos, poder brincar com eles, sem compromissos, com a liberdade de voltar a ser criança, para melhor os compreender

Com o dia, por todos os noivos, muito desejado, mas também muito receado, devido ao salto, para o desconhecido: uma vida a dois, que tanto pode ser o céu, como o inferno, marcado, os noivos preparavam-se para a grande caminhada, a fim de anunciarem, à família do Asdrubal, a data do seu casamento e convidá-la para a grande festa do seu anelar

Foi uma dura caminhada, mas muito reconfortante, por, enfim, poderem revelar a mensagem, que floria os seus corações e perfumava os seus lábios, fazendo com que os seus corpos mostrassem toda a alegria de quem se ama

Para a família mais próxima: os pais, irmãs e irmãos do Asdrubal, não foi uma surpresa, porque na última visita, já tinham dito que quando se voltassem a ver, seria para revelarem o dia do seu casamento, mas para as tias, tios, primas e primos foi uma grande surpresa, fazendo com que todos ficassem muito contentes, prevendo que seriam um casal muito feliz

Todos aceitaram o convite, para estarem presentes no que seria um inesquecível dia, não só para os noivos, mas para todos os que participassem no que se esperava fosse a maior festa vista em Luanda

Os noivos ficaram uns dias, junto dos familiares do Asdrubal, disfrutando dos doces tempos, que antecedem a azáfama dos últimos dias dos solteiros, passados a preparar aquele que, para eles são dias de despedida de uma vida, que dificilmente será repetida, é uma separação, são os noivos, que desta vez cortam o cordão umbilical, deixando a casa dos pais, indo para a casa deles, para iniciarem uma nova vida, criarem uma nova família.

Filho és, pai serás, e então compreenderás as decisões de quem tem o dever e a obrigação da dura missão de educar.

Continua

 

Comentários

  1. boa tarde, Amigo José
    isto é que é adiar a boa nova ao limite
    os dias estão cheios de sorrisos, isso é óptimo!
    estive a sorrir o tempo todo enquanto lia este capítulo. obrigada!
    beijinhos e feliz final de semana

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    1. Boa noite, Amiga Ana
      Tem de ser uma festa em grande, toda a cidade tem de participar neste inesquecível evento.
      Bom fim-de-semana.
      Beijinhos

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  2. Só depois de ser pai é que o filho percebe o pai-avô.

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    1. Sem dúvida, só quando somos pais é que compreendemos os nossos pais.

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