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Mostrando postagens de outubro, 2019

Velocidade!

A viúva negra A viúva negra, como, pelo Bandarra, foi batizada Está por todo o lado, onde passam os carros Autoestrada, estrada, e até na rua, cansada Sempre à espreita de quem, o código, não respeita Não escolhe entre géneros nem idades! Mas não gosta de ser desafiada Aplica uma pena pesada E, há muito quem goste de a desafiar Jovens irreverentes, pouco prudentes, irresponsáveis Mas, também, pessoas de todas as idades Que gostam de beber, de acelerar, comunicar Como conduzir não exige atenção e concentração! Aproveitam para, as mensagens, enviar Falar ao telefone e ver o facebook Como a viúva negra é insaciável Pagam caro o deslumbramento Com a própria vida, ou ficam com ela, presa por um fio Como se as estradas não se tivessem transformado em granadas Os carros não atingissem velocidades escusadas E, as pessoas não gostassem de sair disparadas.   Hoje, comemora-se o quinquagésimo ano do email Por favor, nunca envie nem leia emails, enquanto conduz.   José Silva Costa            

25ª. Hora!

Mais uma hora! Graças à mudança da hora Com o sol a deitar-se, cada vez, mais cedo E, a levantar-se, cada vez mais, tarde Obrigando-nos a alterar a rotina Por muito que gostássemos de ter mais horas de dia Nada podemos fazer, para que o sol nos possa atender Felizmente, temos luzes, para acender Senão, lá teríamos de nos deitar com o escurecer Hoje, podemos, as vinte e quatro horas, ter Para fazer o que quiser É por isso que alguns estão a adoecer Porque o corpo precisa de descanso Para fazer a manutenção Sem a qual a máquina fica sem solução Passamos demasiado tempo agarrados aos écrans São tantas as ofertas! Que é difícil fazer, o tempo, esticar Hoje, temos mais uma hora Para pormos a escrita em dia É só um dia! Bem-vinda hora de inverno Para pormos o sono em dia Neste único dia, em cada ano Mas que vamos pagar Quando a hora de verão, chegar. José Silva Costa                                

Horror!

A quem morreu por sonhar   A vida, pelo sonho   O sonho comanda a vida Sonham com a liberdade Respirar em liberdade Trabalhar em liberdade Escolher em liberdade Viver em liberdade Dormir em liberdade Estudar em liberdade Fugir da arbitrariedade Ter personalidade Fugir da pena de morte Fugir da prisão perpétua Deixar de ser, só, mais um Poder sonhar voar Poder decidir Poder ir à lua Poder dormir, livremente, na rua Para tudo isto fazer Só uma coisa pode acontecer Fugir! E, há sempre, alguém que queira ajudar Que nos proponha, num camião, viajar A melhor maneira de, num país livre, entrar Quando não temos autorização, para lá estar Mas, esqueceram-se de, o frigorífico, desligar Todos os sonhos ficaram por realizar Quantos sonhos acabaram por matar! Mas, os sonhos nunca vão acabar.   José Silva Costa                      

A legislatura!

Os Governantes   Um país para ser bem governado tem de ter muito político, bem sentado Muito, muito secretário de estado Quem é que não gosta de ter, na família, um secretário de estado! Ou, até, bem instalado, em Lisboa ou Estrasburgo, um deputado Ter um familiar ministro, é muito mais complicado: são só 20! O que nos vale são os gabinetes, dos ministros e dos secretários de estado Gabinete! Quando falamos de gabinete pensamos em sala pequena Mas, os dos governantes devem ser muito grandes Para conseguirem acomodar tanta gente Malabaristas, eletricistas, massagistas, esteticistas, propagandistas Para além de muitas mais, onde nunca falta o chefe de gabinete Que é quem recebe as reivindicações, das mãos, dos representantes das manifestações E, quando as coisas não correm bem, obrigam a remodelações Lá sobem os secretários a ministros Este é um ritual mais que visto Mesmo com tanto esforço, para, todos, contemplar Há sempre quem fique sem lugar Ó pobre país, que não consegues a todos ag...

Pequena, gente!

O ambiente!   Que mundo tão controverso Uns dizem sim, outros, o avesso Ninguém se entende neste universo Estamos, ou não seguros debaixo deste teto! Uns dizem que sim, outros dizem que não Não gosto de ouvir, nem ver, as pessoas dizerem Que têm de ficar em casa, porque o ar está irrespirável Por isso, fico muito confuso Quando aparecem os sábios que sabem tudo Que isto de preocupação com o ambiente É coisa de miúdos e de pouca gente Para eles, é uma moda, somente Mas, eu que trabalhei numa avenida, onde tinha dificuldade em respirar Acredito que têm de tirar os carros das grandes cidades Para bem da saúde de toda a gente É tão bom levar o popó, para dentro do emprego Mas muito melhor é fazer um pouco de exercício Mesmo que os sábios tenham razão Quando dizem que o fumo perfuma os pulmões É sempre bom aquecer os ossos, para que não enferrujem Mesmo que seja só para reduzir o desperdício! Já valeu a pena, lutar por um ambiente melhor.   José Silva Costa              

Regiões!

Egoísmos Na tarde vazia Enterras a alegria O lusco-fusco não te entende Foste à procura do brilho da lua Ninguém, passava na rua A cidade era toda tua Estava completamente nua Depois de tantos gritos de rebelião De tanto lutarem pela independência Uns foram para as prisões, outros para os hospitais A maioria foi para casa, chorar a batalha Quem queria um poleiro Criou-lhes tantas ilusões Prometeu-lhes milhões “ Vamos ser independentes, vamos voltar a ser grandes, vamos voltar a ter o controlo” Só ódio e egoísmos em todos estes chavões Por que razão não pregam pela paz e solidariedade! Não está o Mundo todo interligado! Querem voltar aos tempos das muralhas e dos castelos com torres de menagem! Não somos cidadãos do mundo! Tão depressa, estamos num Continente, como no outro ao lado Querem mais liberdade! Por cá, também, estão empolgados com a solidariedade Por enquanto só querem Regiões A solução milagrosa que resolveria todos os problemas Todos poderíamos escolher os hospitais que quis...

Os ditadores

As duas mil e uma Nações!   Neste outono seco Animais e plantas, sedentos Só sopram maus ventos As guerras e os seus movimentos Consomem todos os momentos Toldam o brilho dos pensamentos Morrem sem alimentos As balas furam os monumentos Os muros correm lentos As crianças espantam os bombardeamentos Os ditadores discursam nos Parlamentos Exaltam os patriotismos bafientos Os omófagos aplaudem os seus sentimentos Quem é que compreende estes tentos! O hospital foi o alvo do bombardeamento Ninguém ficou lá dentro! Os egoísmos dos unilateralismos, dos independentismos Basta um louco para incendiar um povo É pena que não adiram, com a mesma emoção, às bandeiras da igualdade, fraternidade, solidariedade Cada quintal com a sua bandeira e a sua fanfarra Quem é que não quer ser Presidente, seja do que for! Não fomentem mais guerras E, se se abraçassem, sem olhar a cores, seja onde for! José Silva Costa          

Perdão!

Perdão e restruturação Um perdão de 70 cêntimos, por cada euro emprestado! Falam em restruturação, para criarem a confusão O que se trata, é de um perdão de 95 milhões! Feito por dois Bancos, um dos quais, comtemplado com muitos milhões dos contribuintes! Mesmo assim, dá-se ao luxo de perdoar milhões, ao SCP. O FCP. Já veio reclamar, por o SCP. estar a ser beneficiado Tudo é perdoado, tudo é dado ao futebol! Porque, “ os Grandes Adeptos” são figuras ilustres da Nação Presidentes da República, Primeiros-Ministros, Presidentes de Câmara, Deputados Alguns Clubes de Futebol têm recebido, não só dinheiro, como terrenos Municipais O fanatismo, pelo futebol, é tão grande, que, mesmo pessoas, bem formadas, inteligentes e íntegras, quando se trata de beneficiarem os seus Clubes, não olham a meios para atingirem os fins! Ninguém tem o direito de utilizar o dinheiro dos contribuintes, para financiar o futebol, onde se praticam escandalosos ordenados, para dirigentes e futebolistas! Para creches, ...

O casamento!

O dia seguinte A geringonça acabou. A experiência, nesta legislatura, não vai continuar Desta vez, o entendimento é mais difícil O inimigo comum, saiu derrotado Portanto, não é preciso empenhamento para o, da governação, afastar Os pequenos partidos, não se querem à governação, amarrar Sobra o Bloco de Esquerda que se conseguiu aguentar A coligação CDU está a agonizar Não é por ter estado, à governação, amarrada! Já vinha de trás e vai continuar O BE, o seu lugar, está a ocupar E, os outros, pequenos partidos, estão a ajudar Vamos ver, se Costa e Catarina vão casar Parece que o dote, vai fazer com que não se consigam ajustar Como não há inimigo comum, faz com que a união esteja em perigo Não há cimento que cole a divisão Provocada, pela última votação Na outra legislatura houve papel assinado Desta vez, está tudo, muito mais, extremado É bom não haver maioria absoluta Para não cairmos no quero, posso e mando Mas, também seria bom haver uma solução governativa Senão, pode acontecer, com...

Cabelo ao vento

O teu cabelo   No teu passo acelerado, sigo o teu cabelo, ao vento, encantado Vendes alegria ao sol, com o teu harmonioso penteado Transbordas de juventude, com o teu ar empertigado A formosura da juventude faz-te brilhar em todo lado Como gostava que fizesses de mim, o teu amado! Dormiria nos teus rubros lábios, deitado O meu coração não me cabe no peito, está apertado O amor tem qualquer coisa de loucura, é o estado Em que fica quem, um dia, descobre a sua, ou seu amado Um não sei quê de nervoso miudinho envergonhado Que luta como se fosse um rio estrangulado Que não vê mais nada, mesmo que, por muitos, esteja cercado O amor é a maior loucura em puro estado Espero que te tenhas apercebido do meu estado E que em breve me mandes um recado Para que não morra, porque, para ti,tenha olhado Sem saber que iria ficar neste estado Melhor seria, que os meus olhos não te tivessem encontrado Que naquele momento não te tivessem focado Mas, os olhos, andam sempre, por todo o lado Sem se apercebere...

As cores!

  As cores do outono   Não percas as cores do outono São suaves, chamam o sono São lindas, as cores do outono Não te percas no sono Aproveita para veres as cores do outono Não espantes o sono Admira as cores do outono Não sejas mono Acorda, chegou o outono! A semente germina no outono Quando a terra acorda do sono Para grande alegria do dono Que não quer que a seara lhe tire o sono Que quer que seja um bom outono Para que a colheita seja um bom abono Que lhe permita ter bom sono A fome tem ruim dono A abastança permite bom sono Agarra as cores do outono Deita-te nelas, e tem um bom sono!   José Silva Costa        

As Mães!

As Mães! Tanta gente preocupada com a falta de nascimentos! Mas, ninguém preocupado com a falta de creches! Hoje, ao contrário do que aconteceu noutros séculos Quase todas as mulheres para além de trabalharem em casa, tem necessidade de ter um, ou mais empregos E, ainda, por cima, algumas ficam, sozinhas, com os filhos nos braços Porque são quase sempre elas que ficam com a guarda dor filhos, quando o casal se desentende Não tendo nenhum familiar a quem os deixar, uma ama ou creche, têm de procurar Como o Estado não assegura creches, para todos, ao privado têm de recorrer Na Amadora, às portas de Lisboa, mais uma creche, ilegal, foi fechada As mães disseram que sabiam que a creche era ilegal, mas não têm alternativa A creche funcionava das 5 às 23 horas! Há senhoras que começam a trabalhar muito cedo, principalmente nas limpezas! Uma das mães disse que tinha de ter dois empregos, para poder sobreviver! Este é o drama de um país pobre, que sonha ser rico Que desbarata o dinheiro em cois...