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Mostrando postagens de abril, 2021

Amor & Guerra (18)

Amor & guerra (18) A Bárbara e o Firmino decidiram vender e o estabelecimento e irem os três para Luanda O desejo da Bárbara era que, depois, seguissem para a Metrópole, onde achava que estavam mais seguros O Firmino tentava convencê-la a ficar em Lunda, onde ele tinha a família. Argumentando que o clima da Europa era muito diferente, as temperaturas têm grandes amplitudes térmicas, o sol não nasce, todos os dias, às 6 horas e não se põe, todos os dias, às 18 horas, como acontece em Angola, e além disso não poderia ter tantos criados, a não ser que tivesse uma grande fortuna   A Miquelina, no dia seguinte, quando foi visitar o Carlos, acompanhada do Miguel, tinha boas notícias, para o futuro deles. Achou-o muito melhor, mais alegre, entusiasmado, com uma grande vontade de viver, e disse-lhe que gostava muito de o ver assim! Ele respondeu-lhe que desde que os tinha visto, tinha uma nova alma, que tudo faria para que fossem muito felizes, que ela não imaginava a força que lhe tinham ...

Lua!

A despedida   Hoje, vestiste a mais bela camisa de dormir Ao teu encanto ninguém consegue resistir Mal apareceste, já te vieste despedir! Hoje, as nuvens não conseguiram ofuscar o teu sorrir Há três noites que não me deixas dormir Por mais que queira fechar os olhos O teu brilho consegue os abrir Fico triste por te ver partir Mas, viver assim, não ia conseguir! O meu corpo não ia resistir Passar as noites a ver-te florir E, todo eu, a arder, na varanda E, tu a prenderes-me, como fosses minha ama Há milhões de anos com a mesma fama! De todos encantares, seja dentro ou fora da cama.   José Silva Costa      

Amor & guerra (17)

Amor & guerra (17) O Firmino e a Bárbara decidiram viver juntos, não ambicionavam casar-se, queriam ser felizes e para isso não precisavam de papéis assinados Tinham, era de tomar decisões sobre o seu futuro. O Firmino confessou-lhe que gostava de ter um filho ou uma filha dela. A Bárbara disse-lhe que também gostava de ter um bebé dele Queriam vender a loja, quanto antes, porque a guerra não atava nem desatava. Quem é que sabia quando e como seria o seu fim? Sempre com o rádio ligado, um meio de informação, que leva o som a todo o lado, para estar bem informada e ligada ao mundo Sabia que mais tarde ou mais cedo, Portugal tinha de dar a independência às suas colónias Disse ao Firmino que tinham de vender a loja e ir para a Europa, para a Metrópole, antes que a situação piorasse ainda mais, que tivessem de fugir à pressa. Queria evitar que a filha passasse por esse trauma O Firmino queria evitar, a todo o custo, que saíssem de Angola. Tinha ali nascido, sempre ali tinha vivido, nun...

"Super Lua"

"Super Lua" Na encantadora madrugada No céu brilhava uma "super lua" ensonada Porque as nuvens, com inveja, toldaram-lhe o brilho Colocaram-lhe um véu no rosto Mesmo assim, parecia um luar de Agosto Foi um enorme gosto Ver-te assim, nesse encanto esplendoroso Que este ano, só nos proporcionas duas vezes!  Com o habitual visual, nos outros dez meses Vais-me acompanhar todas as madrugadas Iluminar estas insónias, desgraçadas Que não me deixam sossegar O peso dos anos, o sono querem espantar Enquanto não conseguem com ele acabar Mas, tenho o privilégio de todas as noites te beijar!   José Silva Costa                

Amor & guerra (16)

Amor & guerra (16) Quando chegaram a Santa Apolónia, em Lisboa, apanharam um táxi, e foram os quatro para o hospital, para, finalmente, verem como estava o Carlos Assim que chegaram ao hospital, a Mequilina pediu ao plantão para falar com o enfermeiro Disse-lhe que eram as visitas do soldado número 500, Carlos. Era a primeira visita, e que vinham acompanhados do filho, que ele ainda não conhecia, se poderia arranjar um sítio onde o pudessem ver, porque o menino não podia entrar na enfermaria Foram encaminhados para uma salínha, onde esperaram pelo Carlos Pouco depois trouxeram o Carlos, um maqueiro empurrava a cadeira de rodas A mãe agarrou-se a ele, a chorar, a aperta-lo como se quisesse pegar-lhe ao colo Ficaram minutos agarrados, sem dizerem palavra, até que ela lhe perguntou por que é que não andava, e ele respondeu-lhe que tinha sido ferido na perna esquerda A seguir o pai abraçou-o e beijou-o, trocaram poucas palavras. Por último a Mequilina colocou-lhe o filho no colo, ficar...

Untitled

25, de Abril Madrugada determinada, há muito sonhada, que mudou o Mundo Povos oprimidos, depois de cinco séculos, assumiram os seus destinos Mas, não há parto, que não seja doloroso, só suavizado pela alegria de um novo ser  Cortar o cordão umbilical, velho de séculos, foi matar muito jovem, foi muita carne para canhão Foram treze anos de guerra, de atrocidades sem nome, por pura insanidade Cortar um cordão umbilical com catanas, granadas, balas, minas, e no céu, para além dos aviões, helicópteros com canhões Mães sem filhos, mulheres sem maridos, namoradas sem namorados, pais sem filhos, filhos sem pais Quão difícil é criar e educar uma criança, fará uma nação! Mas, há sonhadores, que acham, que depois do sangrento parto, ainda podíamos impor as nossas leis Pura ilusão, depois de armas na mão, ninguém aceitaria essa decisão Os que beneficiaram da opressão achavam-se no direito de saírem da contenda, sem nenhum beliscão   De um lado e doutro pagámos muito cara a separação, que era inev...

25, de Abril de 2021

25, de Abril de 2021 No quadragésimo sétimo aniversário do 25, de Abril de 1974, mais um cravo vai florir Um sonho que, como todos os sonhos, se vai desvanecendo com o acumular dos anos Um século depois, os mesmos erros, como que a caminhar ao encontro de um novo salvador da pátria Como se alguém nos pudesse salvar! A nossa salvação está na nossa união, na força da nossa imaginação, no nosso trabalho, honesto, na alavanca da Educação, que é a maior riqueza de qualquer Nação Depois de 47 anos continuamos com as mesmas desigualdades, com milhões de pobres, sem ilusões, a verem os políticos a mamarem na teta do Orçamento, como dantes, a enriquecerem  Com os nossos representantes, na Assembleia da República, a declararem moradas falsas, para receberem mais uns cobres Todos os dias, os charlatões nos vendem ilusões de milhões Mas, infelizmente, todos os dias tropeço em pessoas a viverem em papelões Todos os dias há notícias de muitas, muitas corrupções Algumas praticadas por os que enchem a...

Primavera!

Primavera Acordo com o chilrear da passarada Fervilha o amor na madrugada saudada As aves levantam-se cedo, nesta temporada Com os ninhos construídos, é tempo de galar a namorada Para que os ovos sejam as sementes da nova ninhada Os campos são jardins floridos, com os ninhos na fachada Há um perfume intenso, à espera do sol, que brilha à sua chegada É o esplendor do nascimento de mais uma madrugada A Natureza está linda, chora e ri, está bem regada! Muito gosta de estar bem lavada! Depois da longa noite de Inverno ensonada Na fria espera de que o sol vá subindo até aquecer a terra, amada Um tempo parado, corpos hibernados, uma vida desesperada Que só muda com o calor da manhã anunciada É por isso, que a Primavera é tão adorada É de todas as estações a mais beijada Alegre, sorridente, airosa, bonita perfumada.   José Silva Costa                        

Amor & guerra (15)

Amor & guerra (15) A Bárbara estava desesperada, já receava que tivesse acontecido com o Firmino, o mesmo que aconteceu com o Carlos, que não voltasse a vê-lo! Seria preciso tanto tempo para ir, a Luanda, dizer aos pais, que tinha encontrado a mulher com quem sempre sonhara e queria viver! Por momentos esqueceu as nuvens negras que a afligiam, pegou na sua linda Sara e beijou-a como se fosse a primeira vez que a via, como se nunca tivesse reparado que era linda!   Aproximava-se o dia de poderem visitar o Carlos, pais, namorada e filho tiveram de apanhar o comboio, de véspera Os pais apanharam a camioneta para Braga, onde entraram no comboio, para Santa Apolónia, em Lisboa A namorada e o filho também entraram em Braga, e foram para a mesma carruagem, onde já estavam os pais do Carlos Mal o comboio iniciou a marcha começaram as conversas entre os quatro. O Miguel, muito falador, nada envergonhado, começou a falar com a avó, sem que nenhum soubesse que se tratava de familiares Depois ...

Amor & guerra (14)

Amor & Guerra (14) A Bárbara desesperava, porque o Firmino nunca mais voltava, nem dava notícias. Estava habituada às dificuldades das comunicações e da mobilidade. Mas já tinha passado mais de um mês! O irmão do Firmino não quis ficar com o trabalho do irmão. A família ficou surpreendida, nunca tinham visto uma coisa assim. Como é que ele trocava um negócio centenário, que já vinha dos seus bisavós, para se juntar a uma rapariga, que já tinha uma filha! Até a mãe o interpelou, perguntando o que é que tinha acontecido, para estar assim apaixonado, uma vez que já tinha tido tantas namoradas e nunca se tinha apaixonado Disse à mãe, que desta vez tinha encontrado a sua alma gémea, tinham nascido um para o outro, que a Bárbara era uma mulher muito bonita, inteligente, muito à frente do seu tempo O pai, vendo que não conseguia convencer o filho a continuar com o negócio da família, teve de arranjar um empregado, que assumisse as funções do filho Finalmente, o Carlos ia ter visitas. Quan...

Amor & guerra (13)

Amor & Guerra (13)   A Bárbara recebeu a visita de um Caixeiro-viajante, que lhe queria vender diversos produtos, entre eles: serviços de chá e de café, de porcelana chinesa Produtos que se vendiam muito bem, porque os militares gostavam de os comprar, para oferecerem às mães, mulheres e namoradas Ficou admirada como é que ele tinha passado naquela estrada perigosa, sujeito a acionar minas ou cair em emboscadas Ele informou-a de que num troço, já não havia perigo de estar minada ou de acontecerem emboscadas, no outro, foi integrado numa coluna civil de abastecimento, com proteção militar Agora, tinha de esperar que a coluna, por ali voltasse a passar, para regressar a Luanda Assim, tinham muito tempo para conversar, se não se importasse, todos os dias a iria visitar A Bárbara disse-lhe que tinha muito prazer em falar com ele, sobre os problemas de Angola e do Mundo, em geral Quando a Miquelina regressou, do Quartel-General, tinha, na caixa do correio, a carta do Carlos, que o corre...

Portas giratórias!

Portas giratórias!   As portas giratórias não são só entre a política e os grupos económicos Também giram entre deputados, juízes, académicos, políticos Como foi muito bem explicado, no programa Sexta às 9, na RTP 1, de Sandra Felgueiras Giram entre a Assembleia da República, as Universidades, onde fazem pareceres São nomeados para o Tribunal Constitucional, Supremo Tribunal de Justiça Entre dois pareceres, não vinculativos, o juiz escolheu o do Tribunal Constitucional Já nem se dão ao trabalho de negarem a corrupção, esgrimem prazos de prescrição Quem é que escolhe a data da acusação? Pobre País, que votas em corruptos, mesmo depois de acusados! Não te queixes das injustiças! Porque não tens perdão.     José Silva Costa            

Campo!

Campo   Vamos pelo campo verdejante Saboreando o perfume andante Colho uma papoila ardente Para oferecer á minha amante Guardo cada instante Bem acomodado na minha mente Como se fosse uma semente O campo está florido, fortemente O sol queima-o, e ele não sente Um campo atapetado de gente Que sorri, mas o calor não sente Corre alegre à sua frente Uma criança com uma papoila florescente Feliz, como se levasse o maior presente Naquelas delicadas mãos estava um mundo efervescente Um futuro colorido levado pelo levante Que Princesa tão fascinante!   José Silva da Costa            

Amor & guerra (12)

Amor & guerra (12)   A amputação, da perna do Carlos, correu bem. Os médicos afiançaram-lhe que com uma prótese ficaria em condições de continuar a governar a vida Possivelmente teria de ir uns meses para o Centro de Reabilitação de Alcoitão, para se adaptar à prótese. A esperança, que os médicos lhe conseguiram incutir, deixaram-no mais tranquilo, com força de vontade capaz de enfrentar todos os obstáculos, certo de que ainda seria muito feliz ao lado da Miquelina e do Miguel Os pais do Carlos foram informados de que o filho tinha sido ferido em combate e estava livre de perigo, no Hospital Militar, em Lisboa Assim que os médicos lhe disseram que ia ficar capaz de governara a vida, já se sentia em condições de escrever à Miquelina. Pediu a um enfermeiro se fazia o favor de lhe arranjar uma carta e uma caneta, para poder informar a namorada do que tinha acontecido O enfermeiro aconselhou-o de como dar a notícia à namorada. Disse-lhe para não lhe dizer, ainda, que lhe tinham amputad...

Papoilas

Papoilas   Papoilas ao vento Chamam o momento Primavera em movimento Com as andorinhas no centro A Primavera beija o vento As bonitas searas dão alento Delas depende o sustento Dentro delas há vidas em andamento Os ninhos das perdizes são um encantamento Em breve, cada fêmea com o seu agrupamento (cerca de 12 filhotes)  Esvoaçam entre as espigas douradas ao relento Parecem papoilas ao vento É a dura luta pelo alimento A Primavera é um grande evento A Natureza faz o desfile pela passadeira adentro Tudo se renova e veste para o abrilhantamento Para o recomeço de um novo ano sem entendimento Do que se está a passar no firmamento Do que sentimos cá dentro.   José Silva Costa    

Amor & guerra (11)

Amor & guerra (11)   Em 1963, o país estava muito atrasado. Só tinha Universidades em Lisboa, Coimbra e Porto O ensino estava dividido em ensino: Liceal, Industrial e Comercial Uma década depois, (1973) as empresas continuavam a não ter, no mercado, trabalhadores com as qualificações de que necessitavam Algumas grandes empresas tinham escolas próprias, para formarem os seus quadros, fora do horário de trabalho, dando preferência aos adolescentes, que contratavam a partir dos doze anos Assim, como também tinham colónias de férias, para os filhos dos seus trabalhadores No litoral Sintrense havia três grandes colónias de férias, para os filhos dos trabalhadores das empresas: Caminhos de Ferro Portugueses, Shell e Companhia União Fabril Tínhamos, como hoje, bons técnicos, mas que não sabiam falar línguas, o que causava problemas às empresas portuguesas, representantes de fabricantes de eletrodomésticos e outros equipamentos, que pediam, aos seus concessionários, técnicos para estagiare...

Sol

Sol Na madrugada perfumada É cada vez mais cedo a tua chegada Todos os dias apareces de cara lavada Vais subindo com a alvorada Distribuindo calor e amor A toda a humanidade Sem exceção nem vaidade Vais iluminando o campo e a cidade A uma grande velocidade Aqueces tudo, até a amizade! Produzes eletricidade Amadureces os frutos e a mocidade Encantas a beleza, sem idade Só as nuvens te impedem de beijares a novidade! Têm ciúmes da tua popularidade Mas, também querem mostrar a sua bondade Fazendo valer a sua utilidade Lavando as nuvens da saudade Tirando-te o véu de vez em quando Deixando passar alguns dos teus radiosos raios Para limparem a má fama De nuvens negras.   José Silva Costa          

Amor & guerra (10)

Amor & guerra (10)   Com as bonitas palavras do Carlos, a Miquelina ficou muito feliz.  Já só sonhava com o dia em que o Carlos saísse da tropa e fossem viver os três Contava os meses, já não faltavam muitos. Em breve abraçaria o Carlos, e ele conheceria o filho A Bárbara tinha posto ponto final aquela expetativa de namoro. Não queria voltar a precipitar-se, já bastava o que tinha acontecido com o Carlos, porque estava fragilizada com o desaparecimento dos pais Mas, ao mesmo tempo estava tão feliz por ter uma filha, linda, único familiar, que esperava fosse uma grande companheira pela vida fora, sangue do seu sangue Que pena não conseguir contatar com o Carlos, apresentar-lhe aquela linda filha, não saber se estava vivo ou morto, a incerteza moei mais que a morte, quem é que inventou a guerra?! Tantos jovens, arrancados às suas famílias e terras, treinados à pressa, sem noção nem consciência do que iam fazer, alguns levados pela fé, de que iam defender a sua Pátria, sujeitos a gran...

Amor & guerra (9)

Amor & Guerra (9)   O Carlos escreveu à Miquilina, dizendo-lhe que tinha ficado encantado com as fotografias, que tinham um filho muito bonito, e que ela estava, cada vez, mais bonita Miquelina ficou radiante por o Carlos estar encantado, não só com o filho, mas também com ela O Januário, finalmente, teve tempo para ir visitar a Bárbara. Há muito que o queria fazer. Mas, o posto médico estava sempre cheio, porque o comandante tinha determinado que fosse dada assistência médica aos civis, uma vez que, na Vila, não havia mais ninguém que prestasse esses cuidados, e a Missão ficava a mais de vinte quilómetros da Vila A Bárbara ficou muito contente com a visita. Aproveitou, mais uma vez, para lhe agradecer tudo o que tinha feito por ela e pela sua filha. Pediu-lhe para transmitir ao comandante o reconhecimento, de toda a população, pela preocupação em minimizar os seus problemas Depois daqueles agradecimentos, ele ganhou coragem para lhe dizer quanto gostava dela, e que a ajudaria a cr...

Silêncio & Movimento

Silêncio e vida No doce silêncio há uma angústia lá dentro Para onde foi o habitual movimento? A Primavera, felizmente, contínua exuberante Com as suas cores e cheiros Mas as ruas continuam sem gente, nem movimento Até o sol e a lua perguntam Para onde foram as pessoas, que vestiam a rua? Tão deserta e nua, parece, para sempre, abandonada Sem cor, sem amor, despida O equilíbrio possível, entre o silêncio e a vida Parecem depender do nosso comportamento É o que nos impõe este momento Temos saudades do movimento Mas, saboreamos o silêncio Queremos, sempre, tudo ao mesmo tempo “Sol na eira, chuva no nabal” O que é que queremos, afinal! Não sabemos. Só estamos bem onde não estamos Dizemos querer defender o ambiente Mas, queremos investimento Mesmo que destrua o ambiente Vamos ter de decidir, o que é que queremos.   José Silva Costa            

Amor & guerra (8)

Amor & Guerra (8)   O Januário sentou-se ao lado do condutor do jeep, como se fosse buscar a mulher e a filha à maternidade A freira não sabia do que se tratava, por isso perguntou-lhe o que desejava, vimos  buscar a Bárbara e a Sara A Bárbara ficou admirada de ter sido ele o escalado para a ir buscar, uma vez que antes do parto se justificava a sua presença, caso houvesse necessidade de intervir, se acontecesse algum problema, mas agora não! O Januário abriu a porta do jeep, pegou na Sara, enquanto a Bárbara entrou e se sentou, deu- lhe os parabéns por ter uma filha muito bonita Durante a viagem trocaram algumas palavras sobre o parto, poucas! O Januário queria pedir-lhe namoro, dizer quanto gostava dela e afiançar-lhe que a ajudaria a criar a linda Sara, como se ela fosse filha dele A Bárbara ficou muito agradada com os modos e as palavras do Januário, ficando com a pulga atrás da orelha, sobre o interesse nela Também o seu coração vibrou, quando o Januário abriu a porta do jeep ...

Amor & guerra (7)

Amor & guerra (7)   A Companhia do Carlos continuava a travar duros combates, na tentativa de conseguir empurrar os guerrilheiros para fora de solo angolano. Mas, não estava a conseguir, porque as forças estavam muito equilibradas. As atrocidades eram muitas, de parte a parte  Miquelina estava muito preocupada, com o Carlos, tinha sonhado que ele tinha sido ferido. Não havia meio de chegarem notícias, o que também não adiantava, porque tudo podia acontecer de um segundo para o outro Já lhe tinha mandado as duas bonitas fotografias, em que estava ela e o Miguel. Estava tão feliz, só gostava de ver a reação, do Carlos, quando recebesse as fotografias    Januário não deixava de pensar na Bárbara, sem saber como teria terminado o parto, ainda não tinha tido oportunidade de passar pelo seu estabelecimento, para saber se as empregadas já sabiam alguma coisa da Bárbara  À Barbara e à bebé valeram-lhes a muita experiencia das freiras. Já tinham dado assistência a muitos partos difíceis, fa...