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Mostrando postagens de agosto, 2020

Setembro

Olá, Setembro Bem-vindo Como te estou grato e contente Por me teres expulsado dum ventre Para uma grande aventura, até ao presente Viver é  uma grande experiência Que requer a ajuda de muita gente De uma mãe sempre presente Que passa por dores, que só ela sente Para ela, o mais importante, é proteger a sua semente Dar vidas à vida é o melhor presente Querido setembro foste o primeiro a abraçar-me Foste o primeiro a levar-me a ver o sol e o luar Como poderia deixar de estar grato, depois de tanta simpatia Nunca te esqueço, em cada ano, em cada dia Gosto muito da tua bonomia Festejamos juntos, dois dias! O que vim ao mudo O que casei com uma flor para celebrarmos o amor Para adorarmos a lua e beijarmo-nos na rua Abraçados, vencemos o passado Continuamos, no futuro, esperançados.   José Silva Costa                      

Adeus

Adeus, agosto Vais partir! Que seja bem-vindo, quem vêm a seguir O mais belo e doce mês Oh! Não fosse o meu Quando, depois das férias, tudo começa Mesmo que o sol arrefeça Será sempre, no teu suave embalo Que chegaremos ao outono E, assim suavemente, vamos caminhado para o fim do ano Cada vez menos horas de sol Gosto tanto deste caminhar Como é o anoitecer e o amanhecer Uns meses a subir e outros a descer É com alegria que vejo a chuva, nos vidros, bater É a vida a nascer Em cada gota de água, que a semente vai amolecer Há a esperança de uma nova vida Começa a descida até ao Natal Para o mundo confraternizar Outro ano começa a rodar Assim sucessivamente Até a meta chegar.   José Silva Costa          

Ditaduras!

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Turquia: morre advogada há 238 dias em greve de fome para exigir julgamento justo A morte de uma advogada em greve de fome num hospital de Istambul está a provocar uma onda de indignação entre políticos, activistas, artistas e jornalistas turcos.       Foto Ebru Timtik, numa foto divulgada pela sua sociedade de advogados  ÇHD Ebru Timtik, presa desde Setembro de 2018 e condenada em Março do ano passado a mais de 13 anos de prisão por pertencer a uma “organização terrorista”, teria em breve o seu caso revisto pelo Supremo Tribunal da Turquia. Morreu um dia depois de várias organizações avisarem que a sua vida estava “por horas, não dias”.      

Untitled

Mazelas da guerra Continuação A falta de Oficiais Subalternos   O Capitão já tinha mais de trinta anos, e cumprido o Serviço Militar, como Alferes. Foi outra vez chamado, graduado no posto de Capitão, para comandar a Companhia Com quase dez anos de guerra, o país estava exaurido, tanto de recursos financeiros, como humanos A falta de Alferes era de tal maneira que, no fim da minha recruta, nos pediram, por votação secreta, que indicássemos três nomes de camaradas, que considerássemos aptos para transitarem para o curso de Oficiais Milicianos Para completar a Companhia faltavam dez ou doze elementos, um deles o Furriel de Transmissões, porque o que era para ir connosco teve, poucos dias antes de partirmos, um acidente de carro. Num belo dia, o nosso Capitão recebeu uma mensagem, dizendo que os elementos em falta tinham chegado ao Batalhão, para os irem buscar Ficou tão contente, que começou a pensar na receção, que lhes iria proporcionar Decidiu que se iria apresentar como condutor velh...

A semente

A semente   Nas asas do teu sonho, deito o meu olhar Juntos estamos mais perto de voar Nos teus braços sinto-me como no mar No vai e vem das tuas ondas, quero-me deitar Não deixes o nosso barco naufragar Enquanto saboreio este instante, que quero perpetuar Não podemos deixar que os nossos sonhos se afoguem no ar Juntos vamos lutar para os concretizar Nas nossas mãos temos o futuro e o presente A esperança que há no teu olhar não o desmente Juntos vamos fecundar uma semente Que nos vai fazer sorrir diariamente Vamos passar a viver em função da sua alegria Vai-nos ocupar noite e dia Tudo, na esperança de que um dia sorria E, depois de muitos meses, calada, a ouvir, para aprender a falar Acorde, solte a língua e diga: Mãe! Pai! Palavras de apenas três letras que, de alegria, nos fazem chorar Sentindo-nos compensados de todas as canseiras, de todas as noites mal dormidas É uma sensação que só conseguimos sentir, quando somos pais.   José Silva Costa      

Vencer!

Vencer   Não nos vamos precipitar Este vírus vamos matar Voltaremos, o Mundo, a enfrentar A esperança está a aumentar Temos é de nos respeitar Andar de máscara, fica-nos a matar Vamos mas é, este medo desatar O que ele quer é nos amedrontar Não admitimos que nos queira suplantar Vamos enfrentá-lo, sem medo Mas com respeito Porque é perigoso, este sujeito! Está a querer tomar conta do mundo inteiro Como se fosse um gajo porreiro Vamos é dar luta ao matreiro.   José Silva Costa        

Redes!

As redes sociais   Tantas vezes elogiadas Tantas vilipendiadas São as mais belas estradas Por todo o mundo atravessadas Onde todas as pessoas estão sentadas A percorre-las, animadas Por um fio ou satélite, guiadas Quando bem utilizadas Tantas amizades encontradas Tantas mensagens divulgadas Tantas distâncias encurtadas Tantas perguntas respondidas Tantas oportunidades aproveitadas Tantas ajudas pedidas Muitas são atendidas.   Uma jovem portuguesa, a viver no Reino Unido, fez um pedido nas redes sociais Quer estudar matemática numa, Universidade, boa Mas não tem meios, para o sonho concretizar Conseguiu tocar alguns corações, entre eles, o da cantora Tayllor Swift Que lhe doou 26.000,00 € Se conseguir concretizar o sonho E todos os que a ajudaram souberem Vai ser um momento de muita felicidade, para todos.   José Silva Costa      

O passado

   O passado   Agosto, o tão desejado, tão esperado! Que neste ano diferente, está tão desmaiado Em que não houve encontros, em que tudo tem de ser feito com cuidado Procuro-te com a alegria do passado Mas não te encontro, quem encontro está desconfiado Os abraços e os beijos, a alegria e os festejos, foi tudo adiado Tudo tão mascarado e suspirando pelo tempo em que ninguém andava mascarado Que nunca terá sido tão recordado Estás quase acabado Mas, ninguém parece muito preocupado Suponho que vais ser lembrado, dizendo que nunca devias ter acordado É triste não ser amado Mais triste é não ter agradado Ser, por alguns, odiado Por teres um encontro encantado, estragado Meu rico Agosto, sem o brilho imaginado Sonhas com o tempo em que tudo andava agarrado Tens de te habituar ao separado A um cumprimento acotovelado Sem contato, sem cheiro, muito afastado.   José  Silva Costa                

A chegada

Mazelas da guerra   Continuação   A chegada   Chegados ao porto de Lunada, entrámos num comboio que nos levou para o Grafanil, onde se localizava o quartel que nos acolheu até seguirmos para a nossa base Depressa percebemos porque nos tinham dado uma rede mosquiteiro, os insetos pareciam enxames à nossa volta No dia seguinte fui aos Correios, para me inteirar de como funcionava o Serviço Postal Militar (SPM) , que consistia na atribuição de um número, no nosso caso, à nossa Companhia, por se tratar duma Companhia independente, o que quer dizer que não fazíamos parte de nenhum Batalhão. Bastava aos Correios saberem para que localidade tinham de enviar o SPM da Unidade com o número que lhe tinha sido atribuído O Correio era muito importante para o moral das tropas, sem correio ficávamos nervosos, preocupados, desmoralizados Tão importante que criaram o aerograma militar, um impresso carta, grátis, tanto o impresso como os portes Ao fim de poucos dias seguimos para o nosso destino: Norte ...

A noite

Amar   Vamos nos beijar, sorrir, dormir A lua derrama, na rua, o seu olhar Lá fora, o sono, de tanto esfregar os olhos, já dorme No silêncio, só se ouve o nosso arfar O resto do mundo já se foi deitar As estrelas insistem em nos iluminar Querem, os nossos corações, incendiar Mas os teus olhos ofuscam o seu cintilar O seu brilho faz-me enlouquecer Há um encantamento quando olham para mim Quero ficar para sempre assim Deitado no aconchego do teu baloiçar Como se estivesse a ser embalado pelo mar Sem calor nem frio, a sonhar Preso nos teus braços sem me poder soltar Assim, unidos para sempre Até o mundo acordar.   José Silva Costa                

Petições

Deixem-nos trabalhar! Dizem Rui Rio e António Costa Rio diz, se quere uma petição arranjem 15.000 assinaturas Costa contrapõe, isso é dar um passo maior que a perna Passar de 4.000 para 15.000 Vamos fazer um desconto, cobramos só 10.000 Marcelo não aceitou Disse que isso era dar um sinal errado Queixarem-se da abstenção E, depois dificultarem a participação do cidadão Ao menos deixem-lhe a ilusão De que contamos com a sua opinião Já acabaram com a ida do Governo à Assembleia da República Não querem dar explicações sobre a governação Sobre os problemas da Europa, nem uma palavra Logo agora, que estamos a 4 meses de a Presidir Temos de fingir Que não queremos que só utilizem as mãos para fazem cruzes, nas eleições Neste momento, nem futebol lhes podemos dar! É bom que tenham a perceção de que, é transparente, a Governação Que foi com a sua apreciação Que irão pagar a faturação Da enorme receção Desde que seja bem embrulhada em palavras cor-de-rosa Não será tão dolorosa.   José Silva Cost...

A revolução

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou! As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução! De facto, há cerca de 3 ou 4 meses devido ao COVID-19, começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos! Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma das c...

Mazelas

As mazelas da guerra Fui desafiado, pela amiga Alice Alfazema, para partilhar, o que chamo de  mazelas da guerra Ainda que seja muito penoso, mesmo depois de meio século, das mazelas da guerra falar! Vou tentar, convosco partilhar, as peripécias, de que, ainda, me consiga recordar. As mazelas da guerra será uma rubrica, que vou tentar publicar à sexta-feira                                                                  A Partida   Portugal desaguou em Lisboa, no cais da Rocha de Conde de Óbidos, o sol não raiou, a lua perdeu o brilho e a beleza, tudo estava coberto de tristeza O monstro dormiu no cais, ao contrário dos de mais, que não dormiram em nenhum lado, tudo ficou acordado, à espera da partida, do último abraço, do último beijo, do último ai Pais, mães, esposas, irmãs, namoradas, tias, tios, amigas, amigos, unidos no último adeus, para alguns, com a certeza e na incerteza de quem eram os que, nunca mais, voltariam aos cais As mães apertavam os filhos, como que querendo escondê...

O medo

O medo Agosto radioso Com sol curioso Um mês amoroso Com um luar formoso Para os amantes, fervoroso Mês de férias, saudoso Quebra a monotonia do idoso Convidando-o a sair, caloroso Para espantar o fantasma odioso De que as pernas não gostam de terreno montanhoso O que elas querem é que ele não seja medroso Basta que seja cauteloso Que não as arraste para um repouso Que se pode tornar muito doloroso Nada de ser manhoso Que aceite a crítica e elogio, orgulhoso Mesmo que isso não o torne famoso O contrário é que seria espantoso.   José Silva Costa        

Perfume de verão

 As flores     Como uma rosa perfumada É a minha namorada Os cabelos são uma brisa arejada No meu corpo derramada Os olhos são dois botões de rosa encantada A boca, uma romã escarchada Onde a minha fica atracada As suas mãos são como uma guitarra Que, quando dedilhada Produz uma melodia Que me incendeia todo o dia.   José Silva Costa          

O futuro

A vida   Na curvatura do ventre Germina a semente Que vai dar luz ao futuro e ao presente Para o mundo seguir em frente Avançar e ser transparente Em qualquer vertente Um sonho de toda a gente Ser inteligente Mudar os nossos hábitos é urgente Com uma solução convergente Com um empenhamento permanente Cada um com a sua mente No prossuposto de que ninguém mente De que todos fazem o suficiente De que ninguém engana o cliente De que ninguém é demente De que ninguém, ao bem comum, é indiferente Cada um diz o que sente Mesmo que esteja ausente Deste mundo, que é um continente  Para o qual trabalha arduamente Para além do humanamente.     José Silva Costa      

As Mulheres

As Mulheres! As mulheres estão a assumir cargos muito importantes, o que é natural, por estarem em maioria, e nalguns países serem mais qualificadas Três mulheres ocupam, atualmente, cargos importantes, que podem ajudar o Mundo, nos difíceis tempos que nos esperam  Kristalina Gueorguieva, Presidente do Fundo Mundial Internacional, Christine Lagarde,    Presidente  do Banco Central Europeu  e  Ursula Von der Leyen,  Presidente da Comissão Europeia. Parecem estar de acordo quanto às políticas a seguir, para que o Mundo tente evitar uma catástrofe, quase certa Defendem uma mudança no setor da energia, substituindo a energia de origem fóssil e nuclear por energia renovável Também querem um forte reforço no digital, o que pode vir a ser muito útil, em tempo de pandemia, para que a sociedade não pare e se possa cumprir o afastamento físico Acho que já ninguém dúvida que as alterações climáticas vieram para ficar, causando grandes catástrofes em muitos pontos do globo O que fará com que tenha...

As crianças!

Colónias de férias   Onde estão as crianças, que enchiam as praias? Esvoaçando como as gaivotas Este ano sinto falta dos seus sorrisos, do seu barulho Do momento tão esperado Quando os banheiros autorizavam a sua entrada no mar Pareciam um cardume a saltitar Sempre muito atentos, não fosse alguma perder o ar Na areia, não se cansavam de brincar Era uma alegria vê-las a construírem os castelos dos sonhos Para elas não havia impossíveis Tudo era realizável Até nos dias em que não se via o sol As correrias aqueciam e davam asas à liberdade Eram umas férias de verdade Que marcam, para sempre, a idade Por onde andarão, este ano, as gaivotas que me faziam lembrar a mocidade! Este vírus cortou-lhes as asas, não podem voar em bandos Era ver os autocarros, uns atrás do outros, a despejarem flores na praia Eram salpicos de perfume e sorrisos para todos.   José Silva  Costa                

Agosto!

Agosto!   Este ano ficaste sem rosto Ninguém te veio visitar Não levantam os aviões Nem os barcos podem navegar Que mal-estar! Cada um fechado no seu lugar Sem ter contatos Nem querer contatar Não vá a peste, o contaminar Não há abraços, nem beijos Nem sorrisos, nem desejos Está tudo parado e triste Sem festejos, nem romarias Que estranhos dias! Mesmo com todos os condicionamentos Não deixas de ser o preferido Mais que não seja Pelo descanso, o sol, o mar e a areia       José Silva Costa