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Mostrando postagens de janeiro, 2020

A Europa

Divórcio Nunca esta palava teve tanta utilização Hoje é regra, era exceção Um casamento de quase meio século Hoje formalizarão a separação Como em todos os divórcios Os filhos são os grandes prejudicados Mas, hoje ninguém quer ser solidário À mais pequena dificuldade Cada um vai para seu lado Não importa o contratado O individualismo é ativado Cada um no seu quintal instalado E a cooperação, que tanto tem dado! Fica no adiado Porque o egoísmo foi privilegiado Quando a solidariedade é o apreciado Tudo vai ser prejudicado Porque alguém foi enganado Prometeram-lhe a glória do passado Mas, o império está esgotado Ninguém quer voltar a ser colonizado Mas, o Governo da CE. não pode continuar, no seu Palácio, instalado Tem de descer ao povoado Tem de ouvir os povos Não podem continuar na redoma de vidro Com todas as suas mordomias Enquanto os povos perdem regalias.   José Silva Costa           

Ilusão!

Tanta loucura Para uma noite dura Para uma calamidade sem idade Num golpe de vento Que leva o tempo Ninguém te ajuda Porque não há levedura Tudo foi gasto em embelezamento Para enganar o coração No calor de meia dúzia de minutos de engano Colocaste toda a esperança de um ano Agora, fechas as portas e os portões Das escolas em degradação Choras, nos corredores dos hospitais A sua lotação Esbracejas contra o Tribunal de Contas Por não autorizar a compra de medicamentos Porque os Hospitais estão endividados As famílias e o Estado, também Vamos, lá continuar a atirar os euros ao ar São tão fáceis de gastar! E, os Governos gostam tanto de nos agradar Desde de não seja preciso pensar Nem fazer coisas que sejam para durar As infraestruturas podem muito bem esperar.   José Silva Costa          

A noite!

Fim do Ano Na solidão No meio da multidão Procuras uma ilusão Um beijo, um abraço No calor da noite Um olhar, um voto de feliz ano Nas lágrimas do fogo-de-artifício Limpas as tuas Tanta gente nas ruas Mas, tu sentes-te nua Nem o calor do champanhe Te aquece Quando o novo ano chegar Quando tudo acabar Vais para casa sonhar Quando acordares Da bebedeira coletiva Vais chocar contra a dura realidade Os muitos milhões gastos na passagem do ano Não te vão ajudar a afastar a solidão Tudo volta a anterior tristeza Mais mortos devido à violência doméstica Mais mortos nas estradas Mais mortos nas guerras Mais intolerância Mais desigualdades Menos fraternidade E, tu recordas Os votos de feliz ano José Silva Costa                

Frio!

Frio! No vazio do frio A lua sorriu Unimos os nossos corpos Galgamos os sótãos Acasalámos os sonhos Aquecemos o futuro Na ilusão de uma lareira Sentados numa cadeira Dormimos a noite inteira Como se estivéssemos nas asas do vento Tudo tão calmo, reconfortante, suave Os nossos corpos estavam leves como penas Rodopiamos no espaço como se fossemos pássaros Foi um sonho, só podia ser! Para acordarmos ao entardecer Antes da noite cair Abraçados, sempre a sorrir Como se séculos tivessem passado Beijamo-nos, e o encanto ficou acordado.   José Silva Costa  

Finalmente!

 Finalmente! Feliz Ano Novo   Estas três palavras brilharam, nas Bocas de todo o Mundo, nos últimos e primeiros dias dos anos de 2019 e 2020, mas deviam brilhar todo o ano, Agradeço a todos o carinho e a preocupação pela minha ausência, a todos, muito obrigado Mais de um mês privado do vosso convívio, foi um duro castigo, que o meu computador me impôs, por não o ter reformado em Agosto Nessa altura, o ecrã começou a dar sinais de cansaço, aparecendo com uns risco horizontais, impedindo-me de o visualizar por inteiro Levei-o a um técnico, que lhe colocou outro ecrã, obrigando-o a continuar a trabalhar Mas foi sol de pouca dura, passados pouco mais de quatro meses, pelo Natal, rejeitou o novo companheiro Logo numa altura em que máquinas e pessoas não devem ficar doentes, porque fábricas e hospitais fecham para as férias de Natal e Ano Novo Como estava dentro da garantia, o técnico quis obriga-lo a aceitar outro ecrã o que não consegui Mandou vir outro ecrã, o qual também recusou O técnic...