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Mostrando postagens de abril, 2017

Cães e crianças

Cães e crianças     Numa reportagem televisiva, feita no local onde uma menina, de quatro anos, foi mordida, os moradores, da zona, disseram que todos iam para ali passear os cães e que o cão nunca tinha mordido em ninguém. Parece, que o problema não foi o cão não ter tela, nem açaime, mas a criança ter corrido! Os pais devem acabar com o velho hábito de irem para os jardins brincar com os filhos, para evitar, que os mesmos fiquem marcados para o resto da vida, ou, ainda pior, a percam. Os jardins foram transformados em casas de banho, para cães, cujos donos não apanham os dejetos, achando que estão a prestar um grande serviço à comunidade, adobando-os.     José Silva Costa

Os velhos partidos

Os velhos partidos   Terão os velhos partidos, os dias contados? Depois do que aconteceu na Grécia, Itália, Espanha, e, no domingo passado, para as eleições presidenciais francesas, em que um dos candidatos que passou à segunda volta, não teve máquina partidária a apoia-lo. Estarão os eleitores fartos de promessas não cumpridas? Os velhos partidos meteram os ideais na gaveta, deixaram-se capturar pelo grande capital, pela corrupção, e descuraram a regulação, deixando que a globalização ditasse as regras, criando uma crise, que levou bancos e estados à falência. Como, na CE, os bancos não podem falir, para não descredibilizar o sistema bancário, o que fez com que os portugueses já tenham pago vinte e um mil milhões de euros, de prejuízos dos bancos, os que mais pagaram, para os bancos, na CE. São mais vinte e um mil milhões de euros a somar à nossa enormíssima dívida pública. Ao invés do que aconteceu em 1910, em que a ética republicana não permitia, que os seus defensores se sentassem ...

Abril

Em Abril, vinte cinco continuará a florir É bom que assim seja, para que ninguém se esqueça Que essa é uma data, que se deseja lembrada Por muitos e muitos séculos Para além de representar a data da libertação do povo português Contribuiu, também, para o fim do nosso império colonial Dando lugar ao nascimento de seis novos países E ainda fez com que outros se tornassem mais humanos Que os cravos rubros nunca murchem, e em Abril continuem a florir Foi a primavera mais bela que vi: um país, inteiro, a sorrir Num primeiro de Maio inesquecível Nunca, como nesse dia, todos estiveram, numa festa, lado a lado Infelizmente, foi sol de pouca dura: são muitos os interesses divergentes O que fizemos, tendo em conta a nossa pequena dimensão Não há, no Mundo, comparação Impusemos o nosso império, nos cinco continentes, durante séculos Para quem não está de acordo com a descolonização Quero que pensem nos que sofreram a violência da colonização Não houve descolonizações exemplares, porque isso exigi...

Eleições

Eleições 2017   Anos de eleições, que maravilha! Há mais consumo, gastam-se mais uns milhões Em publicidade, almoços e jantares Um maior convívio, com bandeirinhas e beijinhos Surgem, sempre, novas ideias e propostas Há quem proponha que se desagrupem as Freguesias Que se criem mais umas, bem como Concelhos Regiões, para se criarem mais lugares para os “aparelhos” Ficariam satisfeitos, com uns cinco mil Conselhos Umas cinquenta mil Freguesias E umas cinquenta Regiões? O nosso país não é muito grande! Mas bem fatiado, dá muitas e boas Regiões Para albergarem todas as ilusões: Saída do Euro, políticas patrióticas Soberania, fronteiras fechadas Senhores do nosso destino, para não termos de prestar contas A quem vos paga, os bons ordenados, na corte de Bruxelas Para podermos gastar à vontade, sem olhar para o défice Como se não tivéssemos de andar, todos os dias, a pedir milhões Porque não conseguimos produzir o suficiente, para as nossas ambições Tudo, maravilhas, que ninguém nos explica,...

Eleições

Eleições   Anos de eleições, que maravilha! Há mais consumo, gastam-se mais uns milhões Em publicidade, almoços e jantares Um maior convívio, com bandeirinhas e beijinhos Surgem, sempre, novas ideias e propostas Há quem proponha que se desagrupem as Freguesias Que se criem mais umas, bem como Concelhos Regiões, para se criarem mais lugares para os “aparelhos” Ficariam satisfeitos, com uns cinco mil Conselhos Umas cinquenta mil Freguesias E umas cinquenta Regiões? O nosso país não é muito grande! Mas bem fatiado, dá muitas e boas Regiões Para albergarem todas as ilusões: Saída do Euro, políticas patrióticas Soberania, fronteiras fechadas Senhores do nosso destino, para não termos de prestar contas A quem vos paga, os bons ordenados, na corte de Bruxelas Para podermos gastar à vontade, sem olhar para o défice Como se não tivéssemos de andar, todos os dias, a pedir milhões Porque não conseguimos produzir o suficiente, para as nossas ambições Tudo, maravilhas, que ninguém nos explica, como...

Educação!

Férias de finalistas   O que é que se passa, para que jovens portugueses destruam um hotel? O que é que está a falhar na educação das futuras mulheres e futuros homens deste país? O que podemos esperar destes jovens, como mulheres e homens? Violência, mais violência, só violência, seja no futebol, nas praxes, nas viagens de finalistas Temos de nos interrogar e analisar o que está a acontecer com os valores, que estamos a ensinar aos nossos jovens Estarão os pais a dar os melhores exemplos? Pais, governantes e professores têm de tentar dar resposta a estas perguntas, por que o pior que podem fazer é fingirem que está tudo bem O que está a acontecer envergonha-nos a todos.   José Silva Costa  

Desigualdades

Desigualdades   Em Portugal, o fosso entre ricos e pobres, cada vez é maior Meia dúzia de agiotas empobrecem todo o país Merceeiros e corticeiro tomaram conta do dinheiro São comendadores por terem muitos escravos, a quem obrigam Que trabalhem, dia e noite, por um salário de miséria O mais baixo da zona euro! Com as suas catedrais de consumo, sempre cheias Iludem os fiéis, fazendo-os pagar os seus supostos atos de benfeitores Com maratonas, para tudo e para nada Com o 760…: a última galinha dos ovos de oiro Não custa nada fazer a chamada Nem se vê para onde vai o dinheiro! Utilizam o futebol como ópio Com uns cêntimos de desconto nos bilhetes, para verem os jogos da seleção Os adeptos ficam todos contentes e esquecem-se da exploração O corticeiro, como não tem concorrência, compra ao preço que quer O produtor não a pode comer, bem pode, de fome, enquanto por melhor preço espera, morrer Os comendadores, para além de agiotas são muito patriotas Nem se quer querem dar trabalho às finanças...