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Mostrando postagens de outubro, 2022

Adeus Outubro

Adeus Outubro Adeus até para o ano Foste mais um mês quentinho Muito diferente do que era antigamente O Governo deu dinheiro a quase toda a gente Só não deu a quem mais precisa: a quem não tem conta bancária Não são só algumas empresas que têm tido lucros extraordinários Com tanta inflação, o Governo também recebe impostos extraordinários Têm sido montantes de tal ordem, que não sabe o que lhes fazer Deu meia pensão a toda a gente, com algumas exceções, não há regra sem exceção! Ao contrário do que fez para a atribuição da prenda dos 125€, que estabeleceu um limite Aos reformados deu tudo a todos, metade da pensão para quem tem uma pensão de 100.000 ou 100 € Igual para todos, para manter as desigualdades! Os pobres já estão habituados a viver com muito pouco Os ricos podem fazer mais uns cruzeiros à volta do mundo Como, ainda, sobrou muito dinheiro resolveu alagar o prémio de 125 €, aos portadores de vistos gold, Os que não têm IBAN é que não sabem quando receberão O Secretário de Esta...

A sedutora

Lisboa! A sedutora   (1) Na dura e incerta vida do campo, onde nunca se sabe com que contar, aquando das colheitas, mas tendo como certo o duro trabalho das sementeiras, os jovens sem perspetivas de uma vida diferente da dos seus pais e avós, à medida que foram tendo acesso à escola, à vida militar, procuraram, na sedutora Lisboa, uma vida melhor Todos ambicionavam um emprego com um ordenado certo, sabendo com o que contar ao fim do mês Foi o princípio do despovoamento do interior que, até hoje, ninguém conseguiu inverter Quando, de férias, voltavam às suas terras, bem vestidos, contando só casos de sucesso, escondendo as duras vidas, que muitos passaram, antes de conseguirem um emprego, fazia com que os que continuavam nos duros trabalhos dos campos, de sol a sol a guardarem o gado, ao frio e à chuva, quisessem também ir para Lisboa Rapazes e raparigas desdobravam-se em contatos com quem conheciam e sabiam que estava em Lisboa, na tentativa de conseguirem que lhes arranjassem um empre...

Chuva e sol

Chuva e Sol   Chegou a chuva, nunca foi tão bem-vinda Bem precisávamos de sol na eira, chuva no nabal e muito vento Tudo para a produção de eletricidade, cujo preço está pela hora da morte Mas tudo com peso e medida, para não provocarem nem prejuízos materiais nem perdas de vidas Estamos desejosos de voltar a ver as barragens cheias, com todas as suas valências em atividade A chuva é uma grande riqueza, que cai do céu, sem que a precisemos pagar A que não for retida, o seu destino é o mar Cada vez gastamos mais água, cada vez que abrimos a torneira são litros que desaparecem Quando não tínhamos água canalizada, e a íamos buscar às fontes ou aos poços, não a desperdiçávamos Dava muito trabalho carregá-la, um trabalho diário e muito duro, quase sempre, a cargo das crianças e das mulheres Um líquido muito precioso, que temos de valorizar, porque se está a tornar muito escassa Quando chove, dizemos que está mau tempo Quando alteraremos este comportamento? A não ser que não queiramos chuva ...

Castanhas!

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Castanhas! Um fruto muito apreciado, mal cheira a outono ou as temperaturas baixam, todos o querem voltar a saborear Todos os anos, as primeiras castanhas comercializadas são castanhas velhas, não sei por que razão, mas suponho que intermediários ou produtores, quando o preço baixa e não lhes agrada, as enterram ou congelam, para no ano seguinte as apresentarem como novidade É difícil distinguir se são velhas ou não, parecem ter menos brilho, na dúvida, mesmo os que já foram enganados muitos anos, compram e, mais uma vez, mais de metade vai para o lixo Este ano rondam o 5 € o Kg, o que quer dizer que ficam a mais de 10 €, para além da revolta de ter sido enganada/o Não consigo entender o que leva todas as cadeias de distribuição a colaborarem nesta aldrabice Será que o negócio é muito rentável? Se fosse obrigatório, como é com o preço, mencionarem a origem e o ano, tudo ficaria mais claro Espero que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) investigue este negócio e propon...

Sintra!

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Sintra   A bela e encantadora Sintra, romântica e moura, eterna namorada do Monte da Lua À noite dorme nua, de dia veste-se de turistas de todo o mundo Sala de visitas de Portugal, tens um encanto sem igual Plebeia, saloia, aristocrática, rainha, ninho de namorados Se os teus recantos e fontes falassem, tinham tanto para contar Tantos beijos e abraços, juras de amor eterno, por entre o nevoeiro Saloias, saloios, princesas, príncipes, rainhas, reis, amantes Todos se beijaram e abraçaram, no teu chão sagrado, com a bênção da lua O mundo inunda a rua, todos admiram o teu romantismo, beleza, brilho Residência de verão da Coroa Portuguesa, devido ao teu fresco clima Musa de escritores e poetas, por todos, cantada e admirada Vives envolta em neblina, para te protegeres da inveja, devido à tua beleza Com o Atlântico a teus pés, sonhas banhares-te nas suas praias naturais Passas o dia a contemplá-lo, do alto dos teus palácios e castelo Vendo passar os enormes paquetes, onde sonhas um dia embar...

O século das luzes!

O século das luzes! O século XXI tem tanto de mau como de bom Ainda com pouco mais de um quinto de vida Já nos presenteou com tudo o que há de mau Por outro lado, tem sido um século de pedidos de perdão O que prova o reconhecimento das atrocidades cometidas São várias as instituições, consideradas acima qualquer suspeita, que se viram obrigadas a pedir perdão Tudo tem sido questionado, tudo tem sido posto em causa, não há nada, nem ninguém que seja poupado Séculos de prepotência e escuridão fizeram o vulcão explodir Foi como se fossemos mudos e, de um século para o outro, tivéssemos conseguido falar Soltaram-se as línguas, e nunca mais pararam as denúncias de abusos Este é o século das mulheres!? Depois de séculos de injustiças, neste, conseguiram a reparação de algumas, adquirindo alguns direitos e voz Mesmo nas ditaduras mais duras, as mulheres estão em luta Já não se calam, e estão a pagar, com a vida, o mais alto preço, que se paga pela Liberdade O mundo livre está a apoia-las, com...

Lisboa!

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Lisboa! Sete colinas para calcorrear Subir ao alto de Santa Catarina para o teu encanto apreciar Olhos de moura encantada, em cada esquina, em cada fachada Compridos cabelos a cobrirem as colinas, até ao Tejo Boca de romã perfumada, a beijar anoite e a madrugada Seios de mármore, cinzelados, de bicos afiados, encanto de namorados Cintura de varina, fina, como uma boneca, que duas mãos aperta Pernas torneadas, como colinas bronzeadas, como as das alfacinhas Lisboa, menina, varina, bailarina no Parque Mayer Quem te viu crescer, para as avenidas novas, para o pico do Areeiro Não imaginava que serias invadida por tanto turista estrangeiro Perdeste a tua identidade, agora és uma outra cidade Acabaram as varinas, a mulher da faca rica, o homem do ferro velho e o ardina Tornaste-te mais fina, são só camones, nómadas informáticos, expulsaste os pobres És cosmopolita, poliglota, de ti, todo o mundo gosta Viraste barriga de aluguer, és toda alojamento-local Já ninguém dorme, os aviões estão semp...

A ementa!

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A ementa para o outono!   Com a chegada do outono, a nossa vida mudou Tivemos de alterar o vestuário e o calçado Vamos deixar de ir à praia quando este verão de São Martinho acabar Com menos horas de sol, chuva e frio, muita coisa tem de mudar E, na alimentação, como nos vamos comportar? Vamos continuar com a mesma ementa Ou, vamos olhar para a Natureza, e aproveitar o que nos dá Ela sabe o que devemos comer, para a saúde manter Temos é de saber, a ementa que nos preparou Para os dias frios e chuvosos, que nos convidam para o aconchego do lar Preparou-nos uma ementa de criar água na boca Frutos e legumes que não podemos deixar de saborear : Castanhas, nozes, avelãs, frutos secos, amêndoas, dióspiros, romãs, batata-doce Cogumelos, abóbora, peras, marmelos, maçãs, Laranjas ……… Um bom outono, com uma alimentação saudável.   José Silva Costa      

Bem-vindo, Outubro!

Bem-vindo, Outono!   Como são bonitas as tuas cores! Quentes, para nos aquecerem o olhar São as cores das árvores A despedirem-se dos nossos olhares Vão despir-se, vão mudar de visual Vão passar, o inverno, despidas Para, na primavera, nos surpreenderem Com as suas cores garridas, todas floridas A deslumbrarem-nos, todos os dias Como só a Natureza o sabe fazer Para nosso inteiro prazer Fazendo-nos, as tristezas, esquecer Mostrar, que o mundo está sempre a mudar Que se está, sempre, a renovar Que haverá, sempre, um novo dia A irradiar alegria, seja noite ou dia Por muito que o dia nasça triste Há, sempre, o sorriso de uma criança a crescer E, o choro de outra a nascer Para que o mundo não pare de correr A renovação possa acontecer E, possamos, com alegria, viver.   José Silva Costa