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Mostrando postagens de janeiro, 2021

Vidas (6)

Continuação  (6) A ceifa foi um dos mais duros trabalhos na planície alentejana, onde os rapazes gostavam de medir forças. O pai, do José, costumava contar que uma vez fez parte de um rancho de ceifeiros, todos com pouco mais de vinte anos. Um belo dia começaram a ceifar ao despique, tentando saber quem eram os mais fortes. Todos os ceifeiros cortavam o mesmo número de regos, começavam ao mesmo tempo, ninguém queria ficar para trás, a solução era fazer o trabalho de qualquer maneira, deixavam metade das espigas no restolho. O patrão, ao ver aquilo, chamou os criados para apanharem as espigas que eles deixavam para trás. No fim do dia, o patrão disse-lhes que se continuassem com o despique ficavam sem trabalho. Mas não foi isso que os demoveu, porque sabiam que ele precisava deles, o que acabou com o despique foi nenhum ter cedido. Quando a ceifa terminava, realizava-se a adiafa, que constava de uma refeição para assinalar o evento   A Escola ficou apenas um ano letivo no Monte do Lobat...

Vidas (5)

Continuação (5) Abriram a porta da casa de entrada, a mãe chamou-os para irem ver a menina, ainda não tinha nome, ficaram encantados e fizeram-lhe uma festinha na cara No dia seguinte a professora perguntou-lhe por que razão tinha faltado à Escola, ele respondeu: “ nasceu a minha mana” Francisco, como de costume, ajustou uma empreitada para fazerem a ceifa, da seara, dum vizinho. O ajuste era uma negociação em que discutiam em quantos dias a seara era ceifada Fechado o contrato, os ceifeiros podiam até fazer o trabalho em muito menos dias, desde que o trabalho ficasse bem feito No início da ceifa, a família mudava-se para o local da ceifa, onde passavam as vinte e quaro horas, com exceção do José, enquanto não entrasse em férias de verão Alice, quinze dias após o parto, ceifava dias inteiros, ao lado do marido, por vezes, sob uma temperatura de quarenta graus centígrados Chapéu na cabeça, lenço a tapar o rosto, por causa do pó e do sol, só se lhe viam o nariz e os olhos, cinco canudos ...

Vidas (4)

Continuação   (4)     José agarrou na arreata da burra e meteu-se ao caminho, nunca mais se lembrou do aviso do moleiro Os seus pensamentos estavam embrenhados no que tinha lido na carta do pai. Perguntava a si mesmo quantos quilómetros seriam do seu Monte a Beja, quantos dias teria andado até lá chegar, tudo perguntas que teriam de esperar, e era preciso que tivesse coragem para as fazer Quando deu por conta já o saco tinha caído. Como colocar o saco em cima da burra, se ela era mais alta que ele, e ainda tinha de elevar os quinze quilos! Procurou uma rocha, onde colocou o saco, encostou a burra à rocha, pegou no saco para o pôr em cima dela, mas esta desviou-se: uma, duas, três vezes, só à quarta tentativa é que conseguiu colocar o saco em cima da burra. Estava exausto. Até chegar a casa, foi sempre com atenção, quando o saco ia mais para um lado, lá ia ele endireita-lo A mãe estava preocupada com a demora. Mas assim que chegou explicou-lhe o que se tinha passado. Estava tão cansado ...

Vidas! (3)

Continuação    (3)   No ano em que o filho mais velho fez seis anos, num Monte a dois quilómetros, começou a funcionar um posto escolar Um casal cedeu uma casa, onde funcionava a Escola e vivia a professora O equipamento da sala de aula eram meia dúzia de cadeiras e uma mesa Estávamos em outubro de 1951 Só a quarta professora, das que visitaram o local, aceitou trabalhar naquelas condições!  Eram conhecidas por professoras regentes, só tinham a quarta classe e um pequeno estágio O País estava envergonhado por ter quase cem por cento de analfabetos Com o fim da segunda guerra mundial, o mundo deu um salto tecnológico, Portugal foi confrontado e muito criticado por ter tantos analfabetos Era preciso criar postos escolares, mesmo em casas particulares, como a que funcionava na casa onde ele nasceu Estas professoras não podiam casar sem a autorização do Ministro da educação Dedicavam-se muito à sua profissão Queriam que os seus alunos, quando fossem, às Escolas das professoras oficiais, fa...

Vidas! (2)

Continuação     (2) Francisco tinha cumprido o Serviço Militar, estivera na fronteira do Alentejo, aquando da guerra civil de Espanha. Num dos exercícios, enganaram-se nas coordenadas, quando dispararam o canhão racharam uma oliveira centenária, que o Exército teve de pagar. Tinha comprado, em Évora, um livro de história, para ler nos tempos livres  Como impedido, dum Capitão, tinha estado em Mafra, enquanto o oficial frequentou um curso de metralhadoras pesadas Costumava dizer: “que na tropa, nem bom cavalo, nem bom cavaleiro” Quando saiu da tropa, foi para São Miguel do Pinheiro, para aprender o ofício de ferreiro e ferrador. Sonhava com a possibilidade de abrir uma oficina de ferreiro e ferrador Era o homem dos sete ofícios. Sabia fazer todos os trabalhos do campo: lavrar, semear, tirar a cortiça, limpar as árvores, para além de fazer cestos e cadeiras Trabalhou na construção do aeroporto de Faro, e em estradas. Era um especialista a dinamítar as rochas, por isso era muito requisita...

Vidas!

Vidas!                (1)   Recusou-se a nascer antes do fim da segunda guerra mundial Os pais muito pobres, num tempo em que era tudo racionado e com senhas Tinham-se juntado no outono de 1944 Era o que a maioria, dos casais, fazia Alugaram parte de uma casa, onde também funcionava a Escola Primária e vivia a professora Ele com 29 e ela com 17 anos, há muito que andava de olho nela Muito bonita, com uns longos cabelos até ao fundo das costas Conhecera, porque o pai dela alugara uma casa e uma courela, no monte dele Para onde os irmãos iam com as ovelhas, durante uma temporada E, ela, de vez em quando, ia lá dar-lhes assistência Teve um parto difícil, uma grande hemorragia Um curioso, ainda, por cima, receitou-lhe uma sangria Era assim, naquele tempo, sem médico nem parteira, pelo menos, para os mais pobres Eram as outras mulheres quem lhes acudia O pai dela, com medo de perder a segunda filha e o primeiro neto, levou-os para casa dele Para a mãe e as irmãs tomarem conta deles Não havi...

O concurso

Que Vergonha! Caminhamos por um céu deserto À espera do caminho certo Ninguém quer ninguém por perto Todos dizem que fizeram o correto O peso dos números Esmagou os das teorias da conspiração As variantes estão a causar acidentes em contramão Para o Reino Unido proibiram a aviação Entre os 27, as fronteiras abertas, continuarão Ninguém quer mais desunião O que se pretende é que seja rápida a vacinação Não há mais nada para oferecer nesta ocasião A famosa bazuca ainda não está à mão A presidência portuguesa tenta cavar um alçapão Para esconder a vergonhosa nomeação Mas lá fora já sabem que cá dentro há muita corrupção Todos perguntam por que razão não há responsabilização Acho que é um defeito da Nação Assumir as responsabilidades é à palmatória dar a mão Não ficava bem nesta ocasião Estamos ao comando da Europa, não podemos admitir a mais pequena suspeição Temos de nos bater, com unhas e dentes, até os outros entenderem que nós é que temos razão Tudo limpinho, sem qualquer truque de ma...

Estrela

A luz   Estrela florescente Que me acompanhas, sempre Em qualquer vertente No sorriso da mente Como se fosses um espelho, transparente Um fogo incandescente Que me consome infinitamente És a luz que me alomeia eternamente Nos momentos em que a terra não sente Tu estás, sempre, presente Tu és Norte, és Sul, és Poente Por mim enfrentas toda a gente Tu és fruto, tu és semente Pão, amor ardente Flor, perfume quente Quem ama não mente Juntos construiremos o futuro e o presente Minha estrela florescente. José Silva Costa          

Postigo fechado

Mal dita pandemia Quem diria Que tanta gente mataria Tanta gente desesperada Tanta casa fechada No jardim, no banco, não nos podemos sentar Nem beber café ao postigo Temos de estar em casa fechados Podemos ir à varanda Espreitar a vizinha Ver se está acompanhada A rua está sozinha Nem homem das castanhas Nem o artista de rua Nem o arrumador de automóveis Ela está completamente nua Até as aves estão a penar Não há um resto de bolo Nem pão, nem miolo Está tudo tão limpo Tão desinfetado Mas ninguém tem cuidado Andam sem máscaras Em multidão Para poderem sair à rua Alugam um cão Gabam-se de a todos enganar Menos o vírus Que sem esperarem Os faz pararem Depois, queixam-se da má sorte Nunca dizem que é a cabeça que não tem norte Não acreditam na ciência Só em milagres! José Silva Costa      

À moda antiga

Como antigamente   Sorrir nas esquinas do medo Não te poder beijar tão cedo Quando te conto o segredo! Abrir os braços e apertar-te com um dedo Vamos contar as estrelas para afastar o degredo Amanhã continuamos com este enredo Namorar à distância, cada um no seu prédio Com uma rua a separar-nos, como remédio Só os nossos olhares se podem beijar e abraçar Estes tempos vão passar Depois voltaremos a andar agarradinhos Segredar sozinhos Sem que nos possam acusar Das recomendações não respeitar Vamos, à varanda, continuar a namorar Como antiguamente, sem nos podermos tocar As vizinhas, sempre, as espreitar Para depois irem contar, coscuvilhar Como se elas não tivessem feito o mesmo! Tem sido assim ao longo dos séculos Com mais ou menos liberdade Com mais ou menos igualdade Com mais ou menos roupa Numa ou noutra era mais louca Porque o amor são borboletas a voar Que não nos deixam sossegar Que nos fazem faltar o ar E, do primeiro beijo, nem falar!   José Silva Costa                    

Calor

Sol   Sol, gosto de te ver! As curvas da Terra aquecer É digno de ver O passarinho beijar o malmequer O teu calor O gelo derreter A manhã a crescer À medida que te distancias da linha do horizonte Que amor, que fonte de calor! Que a todos fazes sorrir Por quentinhos se sentir Que pena sumires! Há noite, quando vamos dormir Sou um privilegiado Quando durmo a sexta Tu beijas-me na testa É tão bom! Os teus beijos saborear Contigo namorar Beijar-te e abraçar-te Sem receios, sem medos Que o vírus nos incomode Fico triste quando te despedes Acordo cedo para te ver nascer Para voltarmos ao nosso romance Que, espero, seja duradouro.   José Silva Costa          

Em casa

Confinamento   Novamente a negra paralisante clausura Como planear a vida, se cada dia é uma aventura Cada vez está mais difícil viver em constante rutura Há quase um ano nesta cercadura Sem fim à vista, sem saber quanto mais dura Tanto tormento, tanta agrura Para uma vida de tão curta dura Sem que ninguém nos possa acompanhar à sepultura Só nos resta ter esperança numa, melhoria, futura Que desejamos seja segura Se não morremos do mal, morremos da cura Há demasiado tempo que esta luta perdura Nem todos estão preparados para esta moldura Nem todas as habitações têm condições para tanta desenvoltura Escolheram esta altura Para nos mandarem para a cura.   José Silva Costa                

Fechado

O sonho fechado   No frio da rua, fixas o olhar Rua deserta, onde ninguém anda a caminhar As aves tomaram conta dos espaços Ensaiam novas coreografias Livres, disputam o pouco alimento Neste inverno cinzento Assustadas por não verem movimento O frio entra-nos pelos ossos adentro Preparamos  mais um confinamento O vírus e o frio voltam a fechar o hemisfério norte Para todos, boa sorte! Vamos dispor de mais tempo Que deve ser bem aproveitado Nem que seja para um novo cozinhado Temos de manter um treino aturado Para mantermos a saúde em bom estado Para que quando o sonho for libertado O podermos beijar em qualquer lado Não adianta mal dizer do fado! O melhor é encara-lo com agrado Aceita-lo, é meio caminho andado.   José Silva Costa              

A dupla

Frio   Frio rijo e duro a anunciar o futuro Associaste-te ao vírus para nos roubarem o presente Mas, nós vamos aguentar o teu enregelar Fazendo com que fiquemos mais fortes Para vencermos tudo o que nos queiras enviar Não nos vamos, ao frio, vergar Vamos tudo fazer para que a vossa coligação vos possa matar Com as vacinas, o vírus, vamos enfrentar Com a força da nossa determinação congelaremos o frio Dos lençóis brancos, de cada manhã, faremos um rio 2021, nasceste em confinamento, rude, em desalento! Frio, mortífero, sem mostrares bondade em nenhum momento Estás determinado a fechar-nos em casa, como frades em convento Não vamos perder o alento Quanto voltarmos a ter liberdade, vamos mostrar como virar o vento Criar um novo pensamento Aproveitando todo o nosso conhecimento Para vencer todos os vírus, frio, miséria, fome e sofrimento.   José Silva Costa             

O sonho

O futuro! Depois de ultrapassarmos esta cruz Temos de descobrir uma nova luz Não devemos esperar pelo regresso ao passado Porque ele já estava esgotado Aproveitemos estes tempos de viragem Para começarmos uma nova viagem Com outra carruagem Onde todos caibam Sem as desigualdades, que a todos nos deviam envergonhar Não é mais possível com este sistema caminhar As novas tecnologias continuam por aproveitar A inteligência artificial veio para ficar E, pode muito bem nos ajudar No grande salto com que estamos a sonhar Carros partilhados em vez de comprados Mais produção, com menos horas de trabalho Tempo para ver o filho, acordado O fim do trabalho não renumerado A vida não se compra nem se vende no mercado É para ser vivida com o entusiasmo desejado A utopia faz parte deste apanhado Sem ela não teríamos, ao espaço, chegado Chegou a hora de beneficiarmos do progresso amealhado   José Silva Costa                

Ai o Natal

Fiquem em casa Aproxima-se o Natal Um Natal em casa fechado Por todo o Mundo, o confinamento é recomendado Na Europa fecham-se fronteiras, proíbem-se voos As infeções aumentam por todo o lado Os mortos não param de aumentar Os Governantes estão alarmados Não sabem o que fazer Com receio de perderem votos Não proibiram as deslocações Pedem às famílias para não se reunirem Para abrirem portas e janelas, mesmo que esteja um frio de rachar Para só tirarem as máscaras, para comerem Para ficarem pouco tempo à mesa Ao que isto chega! Para manterem as distâncias Enviam mensagens para os telemóveis Rezam para que tudo corra bem Na passagem de ano, puxão o travão de mão Só espero que não seja tudo em vão Acatem as recomendações  Feliz Natal, para todos!   José Silva Costa      

Amor

Amor   Meu amor Nos teus braços Sinto-me uma flor O nosso amor É perfume A unir-nos Na nossa vontade De continuarmos A colher as flores Perfumadas Do presente, futuro e passado Sempre Lado a lado Ultrapassando obstáculos Festejando vitórias Com beijos e abraços.   José Silva Costa                

Laxismo!

Apanhar   “Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo”   Um erro de engano, um lapso, uma mentirinha, uma imprecisão, um desleixo, que mal tem isso? Num País de Doutores e Engenheiros, quem é que quer ser tratado como o pé rapado: pelo nome! Por isso, os que se julgam acima do comum cidadão, continuaram na vida civil com o posto que tinham tido na tropa. Não é bem o que tiveram, é o que teriam a seguir, mais uma imprecisão que não tem mal nenhum! O Major fulano, o Comandante beltrão ………………….. Se todos os que tivemos na tropa, obrigados ou não, antecedesse-mos ao nosso nome o posto da tropa, este país ficava muito mais colorido: A Major Maria, a Soldado Francisca, o Sargento José, ………………. Acontece que lá fora, na UE , onde, felizmente, estamos integrados, contra os que preferiam que não tivéssemos perdido a soberania, não aplaudem esta nossa vaidade das imprecisões No concurso para Procurador Europeu, a candidata escolhida pelo júri internacional não agradou ao nosso Governo. Assi...

Fado

Carlos do Carmo deixou-nos   O País está de luto Lisboa ficou viúva Perdeu o seu cantor É tão grande a sua dor! Ela era a sua flor Aquele que mais a cantou Que a todos encantou Cada esquina o escutou Lisboa, com ele, dançou! Ruas e vielas, com ele, ficaram mais belas Hoje, ninguém saiu à rua! A cidade ficou nua Lavada em lágrimas, chorou em casa Não se conforma com a perda da sua voz Nos jardins, todas as rosas choram lágrimas perfumadas Nos seus perfumes, as suas canções, ficarão eternizadas Nas ruas, praças, colinas e elevadores serão lembradas Por todos continuarão a ser cantadas Pelas gaivotas, para o mundo, serão levadas Para sempre, ficarão gravadas, nas calçadas!   José Silva Costa              

Bem-Vindo 2021!

Nasceu o ano da esperança!   Esperança na cura da SARS-Cov-2 Esperança num novo rumo para o Mundo Esperança numa nova economia Uma economia verde e digital Uma maior consciencialização dos problemas ambientais O problema do desperdício a mais Esperança de que olhem para os migrantes, que congelam, sem abrigo Porque não querem ou não os conseguem acolher Na Europa, o divórcio, entre a UE e o Reino Unido, depois de quase meio século de casamento Esperança na boa utilização do dinheiro da Bazuca 750 mil milhões para além do orçamento normal Para que os Europeus consigam vencer a crise, que a todos está a afetar Os políticos prometem mais solidariedade Falam no pilar da Segurança Social Para que ninguém fique ao deus dará   Mas, das palavras aos atos que distância vai! Seja com for, este Novo Ano, nasceu cheio de Esperança.   Um Feliz e Próspero Ano Novo com saúde e alegria para todos!   José Silva Costa    

Ficou a nossa Língua!

As Mazelas da Guerra Continuação Fatores O derrube da ditadura deveu-se a vários fatores, um deles, segundo o jornal britânico The Guardian, foi o do Professor Veiga Simão, Ministro da Educação de Marcelo Caetano, ter conseguido fazer passar, no Conselho de Ministro, a lei que permitiu que se fizesse o 2º Ciclo Liceal ( 3º, 4º e 5º anos) por disciplinas em vez da Secção de Letras ou Ciências, para maiores de 18 anos, como alunos externos Naquele tempo havia muitas escolas particulares, por toda a Lisboa Na Escola Académica, só para o sexo masculino, no Largo Conde de Barão, em Lisboa, onde tive três professores extraordinários: de Português, Matemática e Ciências O de Ciências tinha o programa memorizado, e dizia-nos: “ como não têm tempo para estudar, dito-vos o programa” Obrigava-nos a escrever com uma tal rapidez, que nunca mais consegui escrever como deve ser Ainda hoje, tomo notas, e quando vou passar para o computador, deparo-me com palavras que não consigo decifrar A seguir ao 2...