A Pragem
A paragem O Mundo parou, para pensar Há qualquer coisa de muito estranho, no ar Este ano veio-nos acordar Do nosso individualismo sonolento Da nossa ambição desmesurada De tanta coisa, ao longo dos anos, acumulada De um frenesim de vida enviesada Quisemos ir além da estrada Montámos uma pirâmide desequilibrada De cima comandada Por quem só sabe duas palavras: mais lucro É bom que admitam, que este modelo acabou Foi um sonho, que não resultou Foi a nossa inconsciência e arrogância, que o matou Vamos, certamente, aprender a lição Vamos tentar reparar a avaria Mas não pensem voltar a uma harmonia, que não existia Temos, com humildade, de compreender Que fazemos parte de um todo O Cosmos! Que não o podemos sacrificar em nosso proveito Fomos longe demais Quando a paralisação acabar Vamos recomeçar, mas de um outro patamar Pondo em prática, o muito, que esta paralisação nos veio ensinar Aproveitando a informática, para outros voos dar Para não mais, os recursos desperdiçar. José Silva Cost...