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Mostrando postagens de julho, 2020

Concursos!

“ Quem se mete com o PS., leva”   No concurso internacional, uma procuradora ficou em primeiro lugar Para na União Europeia ocupar um lugar Na Procuradoria Europeia Mas, o Governo indicou o que ficou em segundo lugar Dizendo que no concurso nacional a procuradora ficou em último lugar Que raio de concursos, onde há tantas disparidades de avaliação! Ela liderou a investigação ao Ministério da Administração Interna Ele trabalhou com a Ministra da Justiça Podemos receber rios de dinheiro Mas se não tivermos uma Administração Pública eficiente e independente Não servirá para nada Nem conseguiremos aprovar os projetos, para recebermos o dinheiro Quanto mais executá-los Enquanto os Governantes não forem capazes de olharem para as qualificações, em vez dos cartões, não teremos uma Administração Pública eficiente e insubmissa Capaz de resistir às mudanças de Governo Bem servir o cidadão, sem medo de demissão     José Silva Costa                    

Todos os anos!

Incêndios!   Todos os anos, o martírio! O mesmo sufoco sem dormir As sirenes dos Bombeiros a ferirem-me os ouvidos As chamas a progredirem nos ecrãs das televisões As populações afogueadas, com receio de perderem as casas Sem pensarem nas suas vidas Ninguém quer perder a casa, antes de perder a vida Mãos assassinas a acenderem fósforos Mulheres e homens, apertados nas suas fardas, a correrem para o perigo Sem hesitarem, sem pensarem nas suas vidas Todos os anos, tantas vidas perdidas Tantas árvores ardidas O trabalho de uma vida queimado, num fósforo! Como é que vamos acabar com este triste fado! Todos os anos o mesmo estado Tanto quilómetro queimado Tanto avião fretado E muito fogo ateado O país mobilizado! Mas basta um churrasco mal pensado Ou um frango mal assado Para queimar vidas e três Concelhos Temos de ser mais cautelosos O melhor é mesmo acabar com os fósforos Ou metê-los num cofre No cofre da nossa cabeça Com um cadeado a dizer: não acender Porque este país já não tem mais na...

Vinte, vinte

O ano 20,20   No serpentear da mente Vamos de mão dada sempre em frente Colhendo os doces frutos, que nos abraçam no poente Com os olhos postos no sol florescente Desejando continuar a apanhar o sorriso quente À espera de uma noite incendiada e transparente Que não tenha fim, nem futuro, nem presente Mesmo cansados, temos esperança de continuar eternamente Nas estrelas que ardem dentro de nós, em lume ardente Os sonhos vamos tecendo, todos dias, novamente Como se tivéssemos conseguido parar o tempo, para a gente Com o fio curvo de um ar diferente Aumentámos a luz vermelha da lente Esse fogo que nos ajuda a suportar, estranhamente Este tempo que achamos que está doente Que enfrentamos de máscara, fugindo de quem encontramos pela frente Como se todos tivessem peste e língua de serpente Não queremos beijos, nem abraços, nem dizemos bom dia, não vão as palavras partirem-nos algum dente A pouco-e-pouco vamo-nos esquecendo, como era antigamente.   José Silva Costa                            

Prémio!

Prémio!   Greta Thunberg venceu a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade Muitos parabéns admiro-te por conseguires arrastares multidões, para uma causa muito importante Muitos criticam-te, dizendo que estás ao serviço destes, daqueles, dos outros Não me interessa, espero que continues a sensibilizar, principalmente os mais jovens, para os problemas ambientais Esta pandemia já nos fez prescindir de muitas coisas, obrigando-nos a seguir por outros caminhos Portanto, não há inevitáveis, tudo depende do que formos capazes de fazer com inteligência, determinação, responsabilidade Christine Lagarde terá dito, como presidente do Banco Central Europeu, que disponibilizaria dinheiro para a inovação, porque não queria que os lindos olhos dos seus netos a questionassem sobre o que fez para preservar o seu futuro Também eu, que muito cedo fui alertado para os problemas ambientais, quando almoçava na Sociedade Portuguesa de Naturologia , em Lisboa, e mais tarde na Unimave., uma coop...

Casa Alheia

 Hoje, estou em casa alheia SardinhaSemlata Caldeirada Com  Todos ...   Passem por lá, petisquem uma Sardinha A Caldeirada Com Todos é mesmo para todos! Feliz fim-de-semana para todos!    

Dinheiro!

Dinheiro a qualquer custo!   O dinheiro não tem cor, nem cheiro É de esquerda, do centro e da ditadura Para o obter, alguns, não olham a meios Para eles não há linhas vermelhas Todos servem para aliados O que interessa é continuar no poder Conseguir aliados, sejam de que cor for Os princípios ficam para as ocasiões Para quando há eleições Depois de conseguirem o poleiro Todos servem para as coligações Porque o poder é difícil de obter Há que a todo o custo o manter Tentar, os colegas, convencer A desbloquearem o dinheiro Que tanta falta nos faz Sem contra partidas, seria uma maravilha Para conseguir, à esquerda, negociar O Orçamento Geral do Estado para 2021 Mas, quem paga quer ter uma palavra a dizer Porque o dinheiro pode perder-se E nunca chegar a encontrar o destino É por isso, que todos os dias temos de ir ao mercado Pedir dinheiro emprestado Que muito, a dívida, tem aumentado Mas, é preciso andar muito desesperado Para ir beijar a mão de Viktor Orban Que tão desprezado tem estado...

Números!

O Sol     Chegou o calor, para aquecer os corações Vamos aproveitar este Verão Que, por ser diferente, não é menos atraente Vamos aproveitar as férias e viver o presente Não podemos abraçar toda a gente! Vamos manter o distanciamento Para ajudar quem não pode ir de férias Por estar na linha da frente A combater o vírus ou os incêndios Merece todo o nosso reconhecimento Pelo, desumano, esforço Que será menos penoso Se todos colaborarmos Fazendo com que o Verão seja menos trabalhoso Esta dolorosa situação Tem de ser combatida com solidariedade Quer estejamos no campo ou na cidade Sejamos jovens ou de mais idade Para que todos sintam que contam Não para um número! Mas para uma família A Família Portuguesa.     José Silva Costa              

Em tempo de pandemia!

Julho 2020       Um Verão quente no Interior, mas fresco no Litoral Ocidental Com a pandemia, sempre, a ameaçar Embebecidos, contemplamos a Lua Neste Verão não há barulho, na rua Há um doce silêncio, que nem parece Verão Antes de adormecer, nas ondas dos teus cabelos, deito o meu olhar Respirar o teu perfume, faz-me sonhar Sozinhos, como no início! Com os anos passados e os filhos criados Temos a ilusão que voltámos aos tempos de namorados Mas, o espelho desmente tudo o que tínhamos arquitetado Os corpos, os rostos, os cabelos estão desfigurados Como é que podemos ser os mesmos, dos vinte anos! Depois de tantos, passados Acho que foram as nossas netas e neto, que guardaram os nossos rostos, dos vinte anos Para os mostrarem aos nossos bisnetos, que nos vão ver como se fossemos, sempre, jovens Enquanto vão vendo os seus pais a envelhecer Como é bom, assim, ver o entardecer! E, ao teu lado, adormecer.     José Silva Costa    

O futuro!

Que futuro! No calor do Verão, cozes o pão Tens a vida em suspensão Sem saberes o que vai acontecer Se a empresa vai ou não fechar Ninguém sabe com o que contar Esta pandemia veio-nos desafiar E, tu continuas determinada A aproveitá-la para uma nova caminhada Não ficaste três meses confinada Para que tudo fique na mesma: sem nada A mesma tristeza, a mesma pobreza, a mesma incerteza Queres aproveitar para o Mundo mudar Dizes que alguém tem de começar, não podemos mais esperar! Não queres mais correrias sem sentido, para um trabalho vazio Queres fazer qualquer coisa que seja útil, em que te sintas realizada No futuro, não queres continuar a fazer coisas que não servem para nada Quando há tanta falta de coisas indispensáveis, para toda a gente Queres correr atrás de um sonho! Então, tens de o fazer agora, enquanto as pernas correm Para o, poderes agarrar Porque com os anos as pernas começam a pedir para descansar E, os sonhos vão morrendo devagar.   José Silva Costa                

Reavaliação!

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Em vez de censurar, não seria melhor debater o assunto!   RTP contestada por incluir “Baile dos Pretos” na corrida às 7 Maravilhas da Cultura Popular Por   ZAP  - 4 Julho, 2020 Corpo de Deus-Festas da Cidade e do Concelho de Penafiel / Facebook O “baile dos pretos” nas festas do Corpo de Deus de Penafiel em Março de 2013. Um grupo de deputados do PS pede explicações à ministra da Cultura e contesta a RTP por causa de uma das candidaturas finalistas ao programa “Sete Maravilhas da Cultura Popular” que vai começar a ser exibido no canal público a partir do próximo dia 6 de Julho. Em causa está o “baile dos pretos” que representa Penafiel.   O “baile dos pretos” é um momento performativo que faz parte da actuação “Baile do Corpo de Deus – Cavalhada”, representativa de Penafiel. Os participantes neste momento dançam com o rosto pintado de preto e ao som dos seguintes versos: “O Preto é o rei dos matos Imperador de macacos Não posso levar avante Pretinho andar de sapatos Trabalhai pretos ca...

Distanciamento!

Vidas!     Translúcido pôr-do-sol no interior de um mar ofegante Num rasgo, num sopro, num último esforço tudo toma forma espacial Com flamínia a soprar o fogo verde da origem De asas no centro do vento A sina inscrita nas linhas da minha mão Na curvatura fértil do colo materno da terra onde No frenesim das horas que engolem os dias Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis No vazio imperfeito das suas rotações Sondamos os astros Não ouvimos o rio na margem da corrente Onde gizamos as linhas do destino do sono Quando o luar trespassa a nudez dos ossos Sem vermos de onde sopra o vento azul  As palavras são as veias dos sentidos Onde arderás na combustão dos tempos Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos Por todo o lado Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades Nas palavras incendidas No deserto mar No fundo dos remorsos Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas E bebem a aurora ...