Postagens

Mostrando postagens de junho, 2018

OIM

Migrantes Os vinte e sete países da União Europeia estão cada vez mais desunidos sobre os refugiados Às 4h35 da madrugada de 29/06/2018 chegaram a um acordo, que mais parece um desacordo Com o que todos estão de acordo é continuarem a passar férias baratas, nos países dos migrantes, que querem entrar na Europa Com o que todos estão de acordo, e ninguém se indigna é com a continuação da exploração de mão-de-obra barata, nas fábricas de confeções, que produzem produtos de marca, de que tanto gostam os europeus, não se importando que sejam manufaturados por crianças, sem quaisquer condições, numa exploração desumana A Europa, através das suas colónias, explorou muita gente dos outros Continentes Mais tarde ou mais cedo teremos de pagar a pesadíssima fatura de todos os séculos de exploração Os novos defensores de muros, na Europa, não têm qualquer visão, tem saudades das guerras, e para isso estão a utilizar os refugiados Querem acabar com a União Europeia, associando-se a Putin e Tramp, q...

Evolução

Evolução   Finalmente, na Arábia Saudita, as mulheres têm permissão de condução! Ainda lhes falta muito, para um total emancipação Continuam a depender de um tutor masculino Não têm liberdade na escolha do vestuário Estão dependentes de autorização para o casamento, abrir conta bancária Falar livremente com o sexo oposto! As novas tecnologias e a globalização deram um empurrão Podemos ver diretamente, as mulheres sauditas, a expressarem a sensação De experimentarem a condução, e com o brilho das estrelas, mostrarem Quão grande foi a satisfação de darem liberdade à imaginação Para elas, foi mais que as mil e uma noites: foi uma noite inesquecível A liberdade de poderem voar sozinhas, ao volante de automóvel Sem o habitual condutor e o respetivo controlo Foi um sonho, tão grande como o de Colombo, colocar de pé um ovo Os séculos vão rodando e a humanidade vai-se aperfeiçoando Até o futebol, este ano, contribuiu para a grande alegria das iranianas! Graças ao apuramento da seleção do Irão,...

O envelhecimento!

Verão   Verão: calor, mais horas de sol, praia, mar Férias, amigos, descompressão, amar Viagens, convívio, matar saudades, sonhar Reencontros, festivais, namoros, folia Uma estação de muita acalmia Com a natureza numa grande bonomia Com as noites a fazerem de dia Com os relógios, também, a fazerem férias A redimirem-se dos onze meses, que nos atormentam Não nos deixando acabar o sono Sempre a lembrarem-nos que as vinte e quatro horas diárias Não chegam para nada, a não ser para nos cansarem São elas que nos envelhecem! Sempre a pressionarem-nos, não nos deixando fazer o que gostamos Sempre a lembrarem-nos que temos compromissos Que temos e devemos ser pontuais Porque quem nos espera não pode esperar mais.   José Silva Costa        

O sonho americano!

Que interessa!   Que interessa que os professores façam greve às notas, aos exames, ou às aulas! Se temos futebol vinte quatro horas, por dia Que interessa que os políticos tenham escolhido esta altura, para falarem de demografia, natalidade, défice demográfico! Se ninguém os houve, porque estão todos sentados em frente aos televisores, a chorarem ou a rirem, de boca aberta, à espera que uma bola lhes acerte Que interessa falar de natalidade! Se não dão, aos que podem fazer filhos, as condições, para os criarem Por que razão culpam a eutanásia de matar os velhinhos? Se este ano, nos primeiros dias, o frio congelou cinco ou seis mil, por dia, para sempre Que interessa aos mais de dois milhões de pobres, que lhes deem oportunidade de se empanturrarem de futebol, se eles não têm TV. Sport O que deveria ter sido feito, não foi, porque os políticos não têm coragem de o fazer Terem decretado, em Janeiro, que este ano, todos os portugueses tinham de passar férias de quinze de Junho a quinze d...

17 e 15

Os incêndios   O dia dezassete de Junho e quinze de Outubro de 2017, não deviam ter existido A Natureza, passado um ano, vai dando sinais de recuperar Os rouxinóis voltaram a ouvir-se cantar O verde, aqui e além vai rompendo, querendo o negro tapar Mas, os humanos não conseguem recuperar Há muito desanimo, muita tristeza, por apagar Como recuperar a perda de um filho? Diz um pai Para muitos sobreviventes, já nada conta Tudo acabou com as labaredas, que tudo comeram Nada, depois de tantas perdas, faz sentido Apenas esperam que o tempo faça o seu trabalho Em todos aqueles rostos há demasiada dor As imagens mostram-nos o horror Por mais,que todos as queiram esquecer Elas teimam em permanecer.   José Silva Costa 

Natalidade

Junho No sorriso do teu amor Santos Populares em andor Faz com que todas as terras Tenham um padroeiro As marchas são do povo, inteiro Todas querem ficar em primeiro Numa festa que mexe com a localidade Todos os Bairros querem publicidade Contam com o encanto da sua mocidade Numa promessa de vitalidade Em que todos gostam de se enganar Sabendo que não há natalidade Que consiga suportar a terceira idade Que não para de aumentar Enquanto, nos nascimentos, não param de poupar Assim, não conseguiremos, os dez milhões, aumentar Veremos, cada ano, a população, a baixar A não ser, que o Santo António, nos consiga ajudar Com os casamentos em série Que há cinquenta anos foram seis dezenas E, este ano não chegaram a duas dezenas Só nos resta uma esperança Que os migrantes mudem de ideias Queiram no nosso país, ficar Para nos ajudarem a crescer.   José Silva Costa      

O que o berço dá, só a tumba o tira!

Carta do Infante D. Pedro a D. Duarte [1426] Enviada de Bruges Resumo feito por Robert Ricard e constante do seu estudo «L'Infant D. Pedro de Portugal et "O Livro da Virtuosa Bemfeitoria"», in Bulletin des Études Portugais, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11). «O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo. Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas. É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência. É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspecção,...

Lisboa!

Festas de Lisboa   Lisboa, quem te viu e quem te vê! Antigamente: desconfiada, amordaçada, num vestido de chita, enfiada Cantando o fado, com uma canastra de peixe, à cabeça, carregada Com muitos negócios de vão de escada Passavas os dias, calada, com medo da piada, atribuída ao símbolo da cidade: dois corvos num barco “se pias, embarcas” Só os pregões quebravam a monotonia de uma cidade, vazia --- O homem do ferro velho: “quem tem trapos, garrafas ou jornais, para vender”? --- A varina: “é carapau e sardinha, vivinha da costa” --- A mulher da fava-rica; “ fava-rica, quem quer almoçar”? --- O ardina : “Século, Diário de Notícias” Um compadre meu, apanhou um comboio, com destino à estação de Sul e Sueste, cuja viagem de comboio terminava no Barreiro, sendo o resto do percurso feito de barco, para ir depositar o dinheiro da cortiça. Mal saiu do comboio, apareceu o ardina a apregoar: Século, Diário de Notícias, Século, Diário de Notícias O meu conterrâneo percebeu, cerca o da cortiça; vol...

10 de Junho

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugal, um retângulo, na ocidental praia Um retângulo muito pequeno, para tanto sonho O que nos vale é o muito mar, que não tem limites! Temos muito por onde nos espraiar, todo o Mundo para abraçar Somos um povo de navegadores, sonhadores e muitos amores Um povo incapaz de se deixar aprisionar, numa pequena porção de terra, com tanto mar Para além desta imensidão de água há outros povos, que queremos tanto conhecer Não, nunca ficaremos a comtemplar, este vai e vem de ondas a desafiar-nos! Cavalgá-las-emos sempre, para vermos, o que do outro lado, nos chama Primeiro, para cartografar tudo o que se encontrava para lá do mar Depois, para nos libertarmos e darmos asas a todas as nossas ambições Uma vontade insaciável de conhecermos todos os povos, todas as nações Uma gente diferente, capaz de amar e abraçar, toda a gente Que por mar, terra e ar se espalhou e continua a espalhar por onde houver espaço para sonhar E, se a iniciativa não for noss...

O tempo!

O tempo   O tempo! Nunca consegue a unanimidade, no contento Uns querem chuva, outros sol, e, outros vento Uns querem-no radioso e, outros cinzento Vai-se o sol, vem a chuva e o vento Temos tido uma Primavera fresca, alguma chuva e vento Para acabar falta pouco mais, que um momento Ai o tempo! Como é que poderia agradar a todos? Só se chovesse no nabal e fizesse sol na eira, ao mesmo tempo O tempo, é motivo de conversa a todo o momento Em breve chegara o Verão, para mais um julgamento Uns querem-no bem quente, outros, ameno.   José Silva Costa          

Os nossos impostos!

Futebol e Impostos   O futebol nunca foi adepto dos impostos Os impostos não têm adeptos A não ser os que vivem deles! A indústria do futebol está cada vez mais florescente Por todo o lado estão a espalhar a semente Não sei o que vai na cabeça da gente Não há êxito na carreira do futebolista, sem agente O futebol tem florescido à custa dos impostos de toda a gente Com políticos que desbaratam o nosso dinheiro com essa gente Mas, não têm dinheiro para pagar a professores, médicos e enfermeiros Os futebolistas, para os políticos, são os primeiros Utilizados para anestesiarem trabalhadores, soldados e marinheiros É uma doença a que poucos conseguem resistir É com ele, que a violência está a progredir Bancos falidos, com os nossos impostos, mantidos Perdoam lhe, e a dirigentes desportivos, muitos milhões Enquanto, que para o cidadão comum não há perdões Se, ainda que por motivos alheios à sua vontade, não pagar as prestações Será penhorado e despejado, tendo de ir com a família, para debai...

O que dá prestígio é ter filhos

Dia Internacional da Criança   O que dá prestígio é ter filhos No Reino da Dinamarca, onde as pessoas estão uns pontos à frente, ter filhos é prestigiante Não é ter uma mansão de um milhão de euros, ou um carro de quinhentos mil euros, que a sociedade reconhece, mas fazer-se acompanhar dos filhos Até as diretoras ou diretores de empresas não marcam reuniões ou entrevistas, para dias e horas a que tenham de ir buscar os filhos à escola, ou levá-los a qualquer outro lado As crianças desde muito cedo que são chamadas a colaborarem nas tarefas domésticas Aos onze ou doze anos começam a aprender a cozinhar para, uma ou mais vezes por semana, proporcionarem um miminho aos pais, fazendo-lhes o jantar Muitas crianças acabam por se sentir orgulhosas do desempenho dessas tarefas Na República Portuguesa, poucas crianças se aproximam dos tachos, podem queimar-se ÀS nossas crianças só pedimos que estudem, porque achamos que não conseguem fazer outras tarefas Depois, assistimos a tristes figuras, co...