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Mostrando postagens de setembro, 2018

Aniversário

Aniversário   É do futuro que nos alimentamos Com o qual, todos os dias, sonhamos Mas, à medida que, os anos, contamos Do futuro nos aproximamos. Comemorámos mais um aniversário do nosso casamento Uma semana para saborear o momento Foi um inesquecível momento Como reza o tempo.   José Silva Costa

O amor

Meu Amor   Meu amor, os anos têm muito calor És a mais linda flor O teu perfume é encantador Os anos não apagam o seu ardor Viajamos nas asas do amor Com os nossos sonhos sem cor À procura do paraíso em flor Onde possamos colher a nossa flor Continuaremos com o nosso encantamento Até que se apague o tempo Na doçura dos braços do vento Onde, todos estes anos, temos estado Neste longo caminho, lada a lado Continuamos a nossa caminhada Acompanhados pelo sol, na nossa morada Minha eterna namorada. José Silva Costa      

A nossa caminhada

O tempo Empurrados pelo tempo Caminhamos de mãos dadas Por estradas com portas fechadas À espera de encontrarmos as nossas almofadas Para, enfim, descansarmos de tantas esperanças afogadas De demasiadas promessas, sempre, adiadas e goradas Cansados, exaustos das caminhadas, à procura das portas anunciadas Mas, que teimam em continuar, cada vez, mais serradas Deitemo-nos ao luar, sem leira nem beira, nas nossas almofadas imaginadas Agarrados ao amor, que nos uniu, nos dias e horas desesperadas Quando acordarmos subiremos com as nossas asas todas as escadas Para ficarmos bem juntinhos, lá bem no alto, nos braços das nuvens estreladas.   José Silva Costa

Viva a música

Viva a música Loulé inaugurou uma academia de música Com uma cajadada matou dois coelhos: recuperou um palacete, para instalá-la A única a sul do Tejo! Ficaria, ainda, mais contente se tivesse sido em Beja ou Évora O interior esquecido, que todos têm perto dos lábios, mas longe do coração Depois do betão, das rotundas, das autoestradas, a valorização: cultura Não sou dos que dizem mal do betão, das rotundas, das autoestradas Infelizmente, temos muitas pessoas a viverem em barracas As rotundas são a melhor solução, para fazer fluir o trânsito, nos cruzamentos e entroncamentos As autoestradas encurtaram as distâncias Mas, revolta-me, que não tenhamos pré-escolar para todas as crianças Quando o pré-escolar deveria ter sido a primeira prioridade Mas, nós damos mais valor às festas da cidade Isso do ensino, poderá ou não ver-se algum resultado, monetário, ao fim de 20 ou 30 anos! Muitos parabéns aos Louletanos. José Silva Costa            

As casas do futuro

  As casas do futuro Não é só o clima que está a mudar O constante aumento da temperatura está-nos a afetar Neste setembro quente, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa A receção aos caloiros foi feita em ambiente diferente Em traje de roupa interior, o que está de acordo com o curso! Na arquitetura, para além da fachada, o mais importante são os interiores Na perspetiva de mais ondas de calor e de mais duração As futuras arquitetas e arquitetos tiraram a roupa, que os estava a afoguear Despiram-se de preconceitos e de vaidades, confraternizando quase nus É para o natural que estamos a caminhar No futuro, as casas serão mais personalizadas O cliente irá, ao ateliê, mostrar o perfil, para que arquitetas e arquitetos lhes desenhem a habitação Tudo será à medida do freguês, porque o espaço é, cada vez, mais reduzido Se não tivessem inventado os trapos Ainda hoje andaríamos todos nus Sem que ninguém achasse estranho Ninguém perderia tempo a observar e a comparar o tamanho N...

Bebo o vento

Adivinho um novo tempo Quando bebo o vento Uma grande transformação está em andamento Já há muito tempo Mas, o século XXI deu-lhe um grande andamento Quando bebo o vento Vejo muita gente muito revoltada por dentro Que calou muitos segredos durante muito tempo Mas, o século XXI deu-lhe um grande alento Abriu-lhe a boca, e ela disse tudo o que tinha lá dentro Aqueles que, no exercício de altos cargos, os outros humilharam Estão, todos os dias, a ser denunciados Houve, como que, o destapar de uma panela de pressão Rebentaram escândalos, como nunca ninguém tinha visto, até então Os acusados não conseguem calar a multidão Da Igreja ao cinema, da televisão à diversão Chovem pedidos de demissão, resignação, perdão Mas, nada disso cala a multidão Foram muitos anos de humilhação. José Silva Costa

As recordações!

O crime organizado O negócio dos incêndios tem vindo a aumentar Mostrando que está bem organizado Conta com muito apoio, que julgávamos insuspeito De nada serviram as limpezas, as campanhas publicitárias As ameaças exercidas Quem é que está a fazer desta tragédia, um bom modo de vida? Querem muito sol e vento, queimam a Norte, a Sul e ao Centro Depois da trágica incompetência do ano passado Agora, tentam salvar vidas Quanto ao resto permanece o lema - “deixa arder, que o meu pai é bombeiro” Este ano, para além dos pinheiros e eucaliptos, arderam também azinheiras e sobreiras Que, se calhar, não dão tanto dinheiro As sobreiras, que levam meio século a crescer, têm feito, com que Portugal Na produção de cortiça, seja o primeiro Mas, tendo a sorte de ver a vida poupada, não quer dizer que não sinta A morte das casas, dos animais e das árvores, que os avós e os pais plantaram Morreram azinheiras e sobreiras centenárias, com fogo, por mão de criminosos, ateado Já não é só o incendiário, mas...

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora   Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem O que é uma coisa boa! Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores Custeada pelo Orçamento Geral do Estado Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes! Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.   José Silva Costa            

Untitled

Cabecinha pensadora   Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem O que é uma coisa boa! Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores Custeada pelo Orçamento Geral do Estado Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes! Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.   José Silva Costa            

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora   Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem O que é uma coisa boa! Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores Custeada pelo Orçamento Geral do Estado Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes! Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.   José Silva Costa  

Como geril o sol?

O tempo   Um tema que dá para entabular conversa com qualquer pessoa, em qualquer momento Nunca ninguém está contente com o tempo Ou porque faz sol, ou porque chove, ou porque está vento Conversa para matar o tempo! Porque não consegue alterar o tempo Uma vez que não conseguimos influenciar o tempo Vamos escolher entre o horário de verão e o de inverno Na ilusão de que vamos alterar o nascer e o por do sol Quem expressou a opinião quer o horário de verão Mas eu não (quero os dois) Já vivi essa experiência um ano e não gostei Tive de me deitar às vinte e duas horas, ainda, com sol E levantar-me às seis estremunhado Esta discussão já vem do passado Como nasci no campo, onde não havia fábricas nem escritórios As pessoas viviam do que conseguiam arrancar da terra Falavam muito da hora solar e da hora oficial Quando tinham de tratar de assuntos burocráticos tinha de se sujeitar à hora oficial Mas, nos trabalhos do campo mandava a hora solar Se optarem pelo horário de verão Vamos ter o sol a...

Terra queimada

Setembro   Setembro, o meu mês, o mais suave e doce Um mês de transição, entre o verão e o outono O mês das vindimas e da colheita das frutas Começaste quente, para alegrar muita gente Mas tivemos, logo, o reverso da medalha Mal as temperaturas sobem, os incêndios voltam Quem é que está interessado em reduzir o País, a cinzas? De Norte a Sul não escapa nada Tudo serve de espada Para quem não tem coragem de aparecer no campo de batalha Semeiam o terror, com a mão tapada Oxalá, chova e lhes lave os rancores Antes que lhes curem as dores.         José Silva Costa