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Mostrando postagens de junho, 2019

Canícula

Canícula O Mundo acordou a sorrir Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros! Não quer dizer que haja menos perigos Continuam a morrer, por comerem de mais, menos E, a morrer, por comerem de menos, mais As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar! Isso fica para os mares e os rios contarem Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar Tanto grito, choro e pedido de socorro! E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar Estão sujeitos, à prisão, ir parar Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação Dos que acham que não somos todos irmãos Que não temos, todos, direito a casa e pão Por que razão, gostamos tanto da acumulação! Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.   José Silva Costa            

Padrinhos

Padrinhos   A propósito, dos Ditos e Ditados Populares @ IX, que a Miluem, partilha, no Miluem.Blogs.Sapo.pt, lembrei-me de partilhar um, muito ouvido, na minha terra, quando uma pessoa recebe benefícios de outra, de hierarquia superior, na escala das classes sociais, que é: “quem tem padrinhos não morre mouro” Não sei a origem! Mas, suponho que terá a ver com a Reconquista Cristã, fazendo com que alguns árabes procurassem converter-se ao Cristianismo. E. para isso, teriam de ter padrinhos. José Silva Costa

Limpezas!

Todos os dias Todos os dias, a Polícia Judiciária, convida alguns cidadãos A acompanha-la, para serem interrogados, por suspeita de corrupção Que está tão enraizada, que levou o Conselho da Europa A dizer que nós ficámos atrás da Grécia, da Turquia, da Roménia Na implementação das recomendações, para a sua prevenção Num só dia foram vinte e sete! Catorze empresários, muito preocupados, com o estado dos cofres das Finanças A abarrotarem, devido as cativações Inventaram um esquema, nisso nós somos muito bons! Para ajudarem a esvaziar os cofres, não entregando o IVA, cobrado Para que os cofres pudessem ser limpos! Quem é que gosta de dinheiro sujo! As outras treze lembraram-se de se intitularem de enfermeiros e trabalhadores da Segurança Social Deslocavam-se por todo o país, abordando os idosos entregues à sua sorte Dizendo-lhes que iam a mando da Segurança Social e das paróquias Para os ajudarem nas limpezas e toma dos medicamentos Alguns idosos ainda disseram: ” até que em fim! Que algu...

A princesa!

Sintra Sintra, a mais bela princesa do Atlântico O deslumbrante encanto do romântico Com beijos a pairarem por todas as fontes e recantos Na mais bonita e fresca serra, deitada Pelo Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa, rodeada Por todo o Mundo procurada e calcorreada Por todos, muito falada, contemplada, admirada Uma joia intemporal, onde muitos povos já adoraram o luar À tua Serra, os Mouros, chamaram-lhe Monte da Lua Nos chalés, nas ruas, atrás das cameleiras, casais de namorados Faziam juras de amor eterno, no encanto do luar, ouvindo o mar Os teus castelos e palácios estão impregnados de enredos e segredos De rainhas, reis, princesas, príncipes, cortesãos, cavaleiros, concubinas Por todo o lado, respiramos séculos de poder, intrigas e história Aqui, podemos ver, como os monarcas queriam perpetuar a sua glória Quem é que não quer eternizar a sua memória!   José Silva Costa              

Verão

Verão Chegaste cansado Deixas-te o calor noutro lado Vem mais devagar Só daqui a um mês chegará Trouxeste contigo o São João Com arquinho e balão Para um fim-de-semana prolongado Mas não te perdôo, por não teres trazido o calor Para poder ir à praia Estamos, ou não, no Verão! A quente estação Por quem tantos anseiam Com quem sonham durante um ano Para voltarem ao doce descanso A disfrutarem do brilho do campo Tornando a vida num encanto Para suavizar a dura luta do dia-a-dia Que se tornou numa angustiante correria Acelerada ao ritmo da economia! Assim, gastamos a nossa vida Na esperança de um dia Concretizarmos o que deveria ser feito ao longo dos anos E, se esse dia chegar, vamos verificar Que a falta de vigor, já nãos permitirá Fazer o que tanto sonhámos, mas adiámos. José Silva Costa

Granadas!

Civismo Somos um povo um pouco indisciplinado Nem sempre cumprimos as regras Poderíamos ser mais educados Há, até, quem faça chacota dos que tentam cumprir! Gostamos de desafiar as proibições Não respeitamos as recomendações Mesmo que haja passadeiras para peões Atravessamos em qualquer lado, sem precauções Quando acompanhados de crianças Deveríamos dar, sempre, o exemplo Infringimos as regras com o maior descaramento Ultrapassamos os limites de velocidade Seja na autoestrada, seja na cidade Sempre ao telemóvel Lemos as notícias e escrevemos mensagens ao volante Vemos as fotografias no face-book, em andamento Como se não estivéssemos a conduzir uma armam mortífera! As estradas transformaram-se em granadas Prontas a rebentarem a qualquer momento Não temos tempo para nada, estamos sempre atrasados Acelerados, arriscamos numa ultrapassagem, mal medida Chocamos de frente, perdemos a vida, ou tiramo-la a outro Ficamos numa cadeira de rodas, acabam-se todas as pressas! Se não formos rigoroso...

17/06/2017

A tragédia O sol nascera, como em muitos dias de Junho, radioso O dia corria normalmente, até que as chamas envolveram as populações As lavaredas montadas nos ventos fortes, levavam tudo à sua frente O fumo escondeu o sol, o dia tornou-se noite Nunca ninguém tinha visto um a coisa assim! Não deu tempo nem para decidir Ficar, correr, fugir, que fazer! Não havia tempo a perder A quem recorrer, se as comunicações não conseguiam responder! Abandonados à sua sorte, uns correram para a salvação, outros para a morte Rodeados por um inferno de chamas, sem ninguém que lhes desse esperança Alguns meteram-se nos carros para fugirem à morte Mas a estrada era de má sorte Tudo ficou queimado, e o alcatrão bem marcado Sessenta e seis mortos! Duzentos e cinquenta e três feridos! Meio milhar de casas destruídas! Que sejam sempre recordados Que se faça tudo para que tragédias destas não se repitam Sejamos mais programáticos Acreditemos menos na sorte Porque o vento Norte, pode trazer a morte. José Silva...

Junho!

Junho O sol de Junho é diferente Aquece-me a mente Nasce cedo e põe-se tarde Tem cheiro a verdade! Já passou metade O que é bom acaba depressa Bebo-te de manhã à noite Antes que arrefeças Não creio em promessas E, de políticos muito menos Antes das eleições prometem tudo a todos Mais Funcionários Públicos e aumentos Para acomodar as raparigas e rapazes do partido A dívida abaixo dos cem por cento do PIB Prefiro o tempo! Este Junho que nos levará ao Verão Cujo calor amadurece o pão Ver uma planície de trigo ondulante Um rancho de ceifeiras trigueiras A cantarem para espantar o calor Pedirem ao aguadeiro, mais um cocharro de água Porque o calor está insuportável Desejando que a ceifa termine Que chegue o dia da adiafa. José Silva Costa  

Casamentos!

Santo António Santo António, por Lisboa venerado Por Pádua e Lisboa disputado É grande o seu legado Celebrar o Amor, é o seu fado Todos os anos, tão empenhado Em cumprir o apostolado Levar homens e mulheres aos altares, e dizerem: “Aceito casar contigo e estarei, nos bons e maus momentos, ao teu lado” Um dia, sempre, recordado A Sé de Lisboa já não tem memória de quantos rostos, nos dias 13 de Junho, por ela, passaram Para os casamentos de santo António Sempre com promessas de amor, que nem sempre resistiram ao tempo A vida a dois exige muito amor, compreensão, tolerância Mas, a relação entre a mulher e o homem é que dá origem à mais bela flor: a criança José Silva Costa              

Transportes

Nortada Mais umas operações da Judiciária Para ver se põe o país nos carris Porque a ética anda muito infeliz Enquanto a corrupção, nunca foi tão feliz Ai, meu pobre país, que isto não acaba mais! Todos os dias, novos processos, por suspeitas de corrupção Quando é que dão uma alegria, à Nação! Anunciem que controlaram a corrupção Que não há mais nenhum lugar, em nenhuma prisão Não podemos continuar a gastar tudo com a corrupção Temos de, o dinheiro, desviar, para a inovação Para que Portugal venha a ser uma grande Nação Para que não sejamos, apenas, conhecidos pelo futebol De navegadores, passámos a jogadores Precisamos de passar a inovadores. José Silva Costa  

Dia de Portugal

Dia de Portugal Os Portugueses Povo guerreiro e aventureiro Que percorreu o mundo inteiro Durante cinco séculos manteve um grande império “ Camões, grande Camões, igual causa nos fez perder o Tejo” (Bocage) Fomos tantos, os que o perdemos! E muitos, para sempre “ Em perigos e guerras esforçados/ mais do que prometia a força humana” (Camões) Uns foram para além da Trapobana Muitos outros ficaram pela costa Africana Numa luta inglória, contra os ventos da História Quando outros países, colonialista, há muito se tinham apercebido da chegada da hora De dar a independência, aos povos, que há muito, por ela, lutavam A hora, para as nossas colonias, acabou por chegar atrasada Quando a Nação já estava muito estafada Uma revolução, que foi muito acarinhada Permitiu uma gloriosa alvorada Pelo mundo propagada Fazendo com que uma nova era tenha começado Ninguém gosta de viver amordaçado A liberdade é uma flor muito amada Bom dia de Portugal, para todos Seja em que lugar for José Silva Costa    

Sair e entrar

A União Europeia Enquanto um quer sair, outros querem entrar É isso que me faz sonhar Que a Europa, ainda um dia, vai ser um lugar muito melhor Para se viver, trabalhar e namorar O Putin está muito triste e angustiado Por o terem isolado, devido à perseguição aos espiões e à anexação da Crimeia Agora, está à espera que o Reino Unido lhe dê uma boleia Alguns ingleses lutam para saírem da União Europeia Os albaneses lutam para entrarem A Turquia também queria Mas, para isso, teria de dar uma volta de trezentos e sessenta graus Gostava que todos os europeus dessem as mãos Em vez de andarem a tentar quebrar a união Mas, muitos não conseguem cumprir os mínimos Mas, não serão os governos dos ditadores que o conseguirão Tu és, do Mundo, a mais bela princesa De todo o lado, em ti, ambicionam entrar Mas, há quem te queira, ao Mundo, fechar Como se não fosses solidária e universal Onde toda a gente pode viver e trabalhar Mesmo que alguns tenham receio, que o pão. Lhes venham tirar O que deitam p...

O dia D

O Dia D Há 75 anos começava o princípio do fim da segunda guerra mundial Foi um esforço enorme, de uma grande parte do mundo, para combater os alemães É bom que reflitamos sobre o que foi viver, na Europa, durante as duas guerras mundiais! Para que quando formos chamados a decidir, que europa queremos, estarmos preparados Agora que alguns parecem, estar com saudades desses tempos Quando propõem a saída da União Europeia, ou do Euro Como se a construção desta união não tivesse levado muitos anos e não fosse benéfica para todos! Não está acabada, não é a ideal! Mas, é o melhor que conseguimos fazer até hoje Querem voltar a fechar as fronteiras, ao passaporte, à moeda nacional, ao orgulhosamente sós! Hoje, o mundo está interligado: transportes, comércio, telecomunicações, etc. A UE permite-nos viajar, trabalhar, negociar, residir, num qualquer país da união Portanto, não compreendo o fervor dos nacionalismos, dos egoísmos, das separações Ninguém se deixe enganar com as falsas promessas de...

Adeus

Agustina Bessa-Luís   Quis o destino que partisse, enquanto se realiza o maior certame anual, no país, dedicado aos livros e aos seus autores: a feira do de livro de Lisboa Só queria que visse! Na tarde em que partiu, as televisões, que fizeram reportagens sobre a festa no Parque Eduardo VII, só mostraram pessoas carregadas com os seus livros! Não sei se esgotaram! Só sei que mal souberam da sua partida, mandaram ligar as rotativas Para eles, foi ouro sobre azul, o dia escolhido Algumas pessoas não leem livros. Mas compram-nos a metro Fazem parte da decoração das suas casas Dá um ar de intelectualidade, torna-os importantes Os amigos não deixam de os elogiar, pela quantidade e valor das obras expostas Ainda que os livros nunca sejam abertos! Como sabe, muitos, grandes, escritores foram ignorados em vida Mal viram um livro publicado, dos muitos que escreveram Anos ou séculos depois de falecerem, há quem faça muito dinheiro com as suas obras, e não só! Fernando Pessoa é um deles! Hoje, a...

A vingança

A vingança A Internet, de que sou grande admirador Por nos proporcionar contatar com todo mundo Como aconteceu, na participação do maior poema escrito em língua portuguesa O Fulgor da Língua e o estado do Mundo, integrado na programação de Coimbra, Capital Nacional da Cultura Com 1.715 versos, cerca de 25% dos 6.902 recolhidos, escritos por 114 autores Poder ler, comentar, escrever no Sapo Blogs, confraternizando e aprendendo Com tantas amigas e amigos, que certamente, nunca virei a conhecer pessoalmente Com os 113 autores do poema, aconteceu o mesmo: muita interação, debates, à distância Mas, a Internet, infelizmente não tem só coisas boas! Uma rapariga de 27 anos, que namorava com um colega, enviou uns vídeos por Whatsapp, onde aparecia sozinha, a auto satisfazer-se, sem imaginar que esses vídeos viriam a ser a causa da sua morte! Trabalhava numa fábrica de camiões, onde trabalha, também a cunhada Mais tarde casou e teve dois filhos. Agora com quatro anos e nove meses Alguém, por vin...