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Mostrando postagens de dezembro, 2015

O último de 2015

Feliz ano novo Mais feliz para o povo Que seja um tempo novo Com menos desigualdades Com mais oportunidades Que consiga deixar saudades Que bom que seria, se trouxesse paz! Mas, todos temos de ser mais eficazes Na escolha das prioridades Porque o Mundo não está para grandes festividades Quando tantos enfrentam tantas dificuldades Desesperados, com os filhos nos braços, enfrentam todos perigos, desafiando o desconhecido Como é bom ter um lar acolhedor e seguro! Não ter de fugir do louco e ensurdecedor barulho da guerra Não ter de deixar o berço Não ter sido abandonado e votado ao desprezo. Bom ano de 2016, para todos.

Bom ano novo

Feliz ano novo Mais feliz para o povo Que seja um tempo novo Com menos desigualdades Com mais oportunidades Que consiga deixar saudades Que bom que seria, se trouxesse paz! Mas, todos temos de ser mais eficazes Na escolha das prioridades Porque o Mundo não está para grandes festividades Quando tantos enfrentam tantas dificuldades Desesperados, com os filhos nos braços, enfrentam todos perigos, desafiando o desconhecido Como é bom ter um lar acolhedor e seguro! Não ter de fugir do louco e ensurdecedor barulho da guerra Não ter de deixar o berço Não ter sido abandonado e votado ao desprezo. Bom ano de 2016, para todos.

Pedro e Ines

“ Estavas , linda Inês, posta em sossego,    De teus anos colhendo doce fruito,    Naquele engano da alma, ledo e cego,    Que a fortuna não deixa durar muito,    Nos saudosos campos do Mondego,    De teus fermosos olhos nunca enxuito, Aos montes insinando e as ervinhas O nome que no peito escrito tinhas.”   ( Lusíadas, estrofe120,   canto III

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“ No mar, tanta tormenta e tanto dano, Tantas vezes a morte apercebida! Na terra, tanta guerra, tanto engano, Tanta necessidade avorrecida! Onde pode acolher-se hum fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o Céu sereno, Contra hum bicho da terra tão pequeno? “ (Os Lusíadas, de Luís de Camões, fim do primeiro canto

Luis Vaz de Camoes

“Mas quem pode livrar-se, porventura Dos laços que amor arma brandamente Entre as rosas e a neve humana pura, O ouro e o alabasto transparente? Quem, de hua peregrina fermosura, De hum vulto de Medusa propriamente, Que o coração converte que tem preso, Em pedra, não, mas em desejo aceso”?   (penúltima estrofe do canto III)

Bom 2016

Boas Festas     Quem me dera fazer um poema brilhante Criar uma estrela cintilante Que nos protegesse de tanto ladrão Governante Num Mundo tão belo e tão inconstante.     B om Ano Novo   José Silva Costa  

O nosso jardim

Os cinquenta anos, que já passamos, lado a lado Evaporaram-se, como fogo ateado Pelos teus olhos fiquei enfeitiçado Nunca mais me consegui libertar Só me sinto bem, ao teu lado. As três lindas flores, que nos deste: duas rosas e um cravo São o nosso legado. O qual, por sua vez, já nos deu mais cinco lindas flores: quatro rosas e um cravo Como está lindo o nosso jardim! E, cada vez, mais perfumado.

Condecorações e prendas

Condecorações e prendas   Mais uma preda de Natal : o Banif Cavaco pede para termos muito cuidado com as palavras, quando se fala do sistema financeiro. Quanto aos atos, nada de cuidados! Como não se pode dizer que o Banco faliu, utiliza-se a palavra resolução, o que quer dizer: dinheiro dos contribuintes para repor o que foi mal administrado ou roubado, para que os depositantes, e muito bem, não fiquem sem o dinheiro, que confiaram a gatunos ou incompetentes. Cavaco continua a desfazer-se das condecorações, premiando, muitos dos que o ajudaram, durante estes trinta anos, a afundar o País : bancarrota , desemprego, pobreza, etc. Há outro que está na calha, para o lugar dele, que também não se importava de receber prendas de Ricardo Salgado!  

Bodas de ouro

Um longo e feliz namoro     Os mais de cinquenta anos, que já passámos, lado a lado Evaporaram-se, como fogo ateado Os filhos e os netos são o resultado Não sabemos quanto tempo mais a festa vai durar O importante é saborear, cada momento, como se fosse o último, sempre a sonhar Porque o vento não repete o seu olhar A magia é não sabermos até quando nos vai embalar Sabemos que um dia nos vamos separar Mas temos, sem tristeza, de a encarar Porque isso, é a Natureza a namorar.     José Silva Costa

A tirania das prendas

Natal Mas que Natal? Dos imigrantes, sem eira nem beira! Dos que se guerreiam, por todo o Mundo! Dos que se viram enredados na teia da exploração! E que por mais, que os embalem, nesta quadra ,com palavras bonitas Como : Boas Festas, não se consegue libertar. Dos que dormem, no cartão, à porta do luxuoso prédio de habitação! Dos que sempre trabalharam na construção! Fazendo boa mansão Mas nunca conseguiram mais que um barracão! Do consumismo irracional! Das luzinhas a acender e apagar! Para mais fácil, os desprevenidos, enganar. O Natal só faz sentido se for para reunir a família! Numa confraternização, sem competição Sem a tirania dos presentes para todos Que muitos não têm condições, para comprar Porque todos estão a contar, até o gato e o cão O Natal é uma quadra, para as crianças, de magia e ilusão Uma boa oportunidade, para lhes ensinar Que o Pai Natal não pode todos os pedidos satisfazer Porque todos tem de contemplar Por isso, é preciso saber partilhar.     José Silva Costa     ...

O Natal

Para a tirania dos números Para o vazio do virtual Para a aridez do actual Não pendure na árvore Prendas compradas com o vil metal Encha-a com o calor do amor E viva todo o ano como no Natal.  

Natal

Natal Não gastem tantos euros em luzinhas de Natal, que me ofuscam a vista Não consigo deixar de ver, pais desesperados a atirarem crianças contra o arame farpado Não consigo esquecer as palavras que gritam, para os policias e militares Cidades destruídas, países apagados, bombas , soldados, atentados Campos de refugiados, todos, tão mal tratados! Não insistam em esconder o que todos estamos a ver Fome, guerras, miséria, desespero E continuam, com luzinhas, a querer, nos entreter.    

As desigualdades

Porque humilhas o teu irmão? Em vez de lhe dares a mão Porque o metes no gueto, longe da mansão? Porque lhe roubas as matérias-primas Com falsas promessas de cooperação? Para viveres no luxo e na vaidade! Uma vida infernal Vives numa ansia constante de só acumular Se nada vais levar! Não te afogues em coisas de que não vais precisar Estamos aqui de passagem Não viemos para ficar! Temos é de deixar isto em condições para que possa haver quem nos leve Ao último lugar.