Pedro e Ines

“ Estavas , linda Inês, posta em sossego,


   De teus anos colhendo doce fruito,


   Naquele engano da alma, ledo e cego,


   Que a fortuna não deixa durar muito,


   Nos saudosos campos do Mondego,


   De teus fermosos olhos nunca enxuito,


Aos montes insinando e as ervinhas


O nome que no peito escrito tinhas.”


 


( Lusíadas, estrofe120,   canto III

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