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Mostrando postagens de agosto, 2021

Setembro

Setembro   És um mês doce e sereno O primeiro que vi Como gosto de ti! Do suave recomeço Dos que estiveram de férias E, o começo do novo ano Escolar Vai levar-nos para o Outono Onde as árvores recuperam o sono E, só, acordam na Primavera Depois de um longo tempo de espera Para que tudo volte a florir E o mundo, um dia, possa sorrir Sem fome nem guerras Causa de tantas mortes, desesperas Na procura de um lugar seguro Onde haja futuro E não haja ninguém a construir um muro Com medo de um abraço puro De quem perdeu tudo E quer continuar a ver o amanhecer Sem tiros, sem bombas, sem fanáticos Que não respeitam ninguém, nem a vida Querem um pouco de comida Um abraço para sarar a ferida Para poderem continuar a sonhar.   José Silva Costa      

A moda

A moda Estamo-nos a despedir do mar As aulas vão começar Mais um verão a terminar Vem aí o doce setembro, para saborear Podemos, até continuar a ver o mar Mas, as idas à praia vão acabar Os dias mais pequenos não nos permitem navegar O material de praia temos de arrumar Mais um ano à espera que as férias não se esqueçam de chegar Não se pode passar a vida só a trabalhar Porque o vento pode acabar E, nós podemos ter pena de não o ter visto passar O tempo não para, nem para descansar Esse é que passa a vida, sempre, a trabalhar Nós, por vezes, bem queríamos que descansasse Mas, ainda bem que não nos obedece Senão, podíamos estica-lo de mais Assim, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos passam sem que possamos interferir Tudo o que podemos fazer é aproveitá-lo o melhor que soubermos e pudermos Vamos, novamente, a correr para o inverno! É um grande privilégio estar constantemente a mudar de visual Cada dia, cada estação veste-se de maneira diferente E, isso interfere com a nossa ...

Monte da Lua

Monte da Lua   Monte da lua, a mais bela serra A mais romântica, a mais verde A mais bonita, a mais monumental A princesa do Atlântico, um sítio romântico Desço as tuas encostas, por entre árvores frondosas Centenárias, testemunhas de séculos De tantos namorados, de tantos beijos roubados Nas muitas fontes enamoradas pela lua Que, ao longo dos séculos, já saciaram Tanta sede de amor de água fresca Em cada recanto um encanto e beleza Na delicadeza dos teus monumentos Lá do alto, ao Atlântico, tanto encanto O Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional da Pena O Santuário da Peninha, o Parque e Palácio de Monserrate, O Convento dos Capuchos, a casa da Condessa de Cadaval Homenageada com a atribuição do seu nome ao Centro Cultural Olga Cadaval Chego a Colares, com os seus chalés A dizer-nos que já foi sede de Concelho Que o seu nome se deve ao facto da Rainha ter deixado cair os colares ao rio Na Praia das Maçãs, na esplanada do restaurante “flor da praia”, José Malhoa pintou o quadro “ Praia ...

Os jardins

Os jardins Nas avenidas das árvores Passeias a beleza da Natureza Admiras toda a sua beleza Cada canteiro, cada árvore, uma certeza Que o perfume tudo embeleza Que harmonia, sem tristeza! As árvores, os pássaros, as flores, na sua dureza De uma vida parada na incerteza Sem saberem se vai chover, se vai nevar, se vão viver na pobreza Cada visitante tem no seu olhar uma delicadeza Para cada cravo, para cada rosa uma fineza Os idosos procuram os bancos, para descansarem da moleza Onde tentam voltar a ser crianças e espantarem a tristeza Enquanto as crianças, nas suas brincadeiras, exibem a esperteza Os jardins são ponto de encontro de todos os encontros São as casas dos pombos, dos namorados, dos abandonados São palcos de alegria, de tristeza, de beleza e de ventos agitados O que lhes vale é serem, pelos jardineiros, tão bem tratados Os seus perfumes e flores são, por todos, muito admirados São pelas plantas, pelos pássaros, crianças, mulheres e homens muito estimados Os jardins, públicos...

Abraço

Hoje, estou na casa da Daniela Barreira, em https//danielabarreira.blogs.pt Agradeço o honroso convite da Menina dos Abraços, e peço que não se esqueçam de passar pelo seu blog, um blog de abraços. Um abraço para todos e uma boa semana.

Os dias

Os dias O sol a declinar Os dias a encurtar O agosto a voar As férias a passar Mais um ano a trabalhar Para ver o agosto a chegar Para os amigos encontrar E, o mar, visitar E a todos cumprimentar Dias devagar Sem hora para chegar Ver as flores a namorar Sobre um sol de rachar É agosto para recordar É o sonho, ano após ano Ninguém vai ao engano Cada um é soberano De se vacinar ou não Não exijam garantias Porque ninguém as pode dar Se quiserem esperar Dez ou vinte anos Saber-se-ão os resultados Da vacinação Por agora, ou se arrisca ou não Para vacinarem a minha família Utilizaram todas as marcas autorizadas: 4 Há quem não se queira vacinar E, nós temos de respeitar. José Silva Costa

Juventude

Juventude   Verdes anos Primaveras floridas Perfume de jovens vidas Os olhos são avenidas Por onde passam as cantigas Ponto de encontro dos namorados Nos dias perfumados Com minutos cronometrados Porque os beijos são apertados Os dias não estão parados Mal nascem, já estão acabados São tão curtos para os namorados Que têm de lidar com eles com todos os cuidados Para não quebrarem o encanto dos amados Nos mal-entendidos apressados Que tropeçam na pressa do tempo De quem julga ter respostas Para todas as questões Como se o mundo fosse simples E não tivesse ambições Cheias de contradições. José Silva Costa            

A calma

A calma Ruas perfumadas, flores caiadas No calor da cal branca das casas O sol fica nas entradas Enquanto os habitantes Dormem a sexta acalorada Na hora da sexta o sol queima o ar Ninguém o consegue respirar Os 45 graus centígrados queimam as cordas vocais Os postigos, de castigo, ficam fechados Até a calma passar Só mais tarde voltam aos poiais  Para porem as notícias em dia Não há jornais nem telefonia São os vendedores ambulantes, que as trazem Frescas ou atrasadas, são com atenção escutadas Todas as populações gostam de estar informadas Na lonjura das estradas as notícias ficavam desgastadas Mas, para quem não as conhecia, estavam, sempre, em dia Nos tempos em que o mundo dormia Não se vivia na agonia de ver desgraças todo o dia As de mais longe nem se sabia Tudo, a outra velocidade, corria  Não, por todos, se sofria Como, hoje, acontece.   José Silva Costa                        

Chuva!

Chuva de estrelas!   Do céu caíam lágrimas Na noite estrelada Os teus olhos eram rosas perfumadas Na noite iluminada, tu eras a estrela Nos teus rubros lábios rolavam cerejas Atraentes, deliciosas, desejadas Quanto mais as beijava Mais crescia o desejo Que encantadores beijos! Na frescura da ardente boca A saciarem o fogo da Lua-cheia Mas, quanto mais te beijava Com mais fome ficava Nada conseguia apagar aquele calor Nem a noite fria, nem a água que, no rio, corria Foi a noite mais curta! Quando o sol nasceu Ainda da tua boca Água doce corria Por que razão é que não há Chuva de estrelas, todos os dias? Para dormirmos nos beijos um do outro Até o sol nos acordar Para começarmos, de novo, a namorar E passar o dia no doce teu olhar Até a lua nos voltar a abraçar. José Silva Costa  

O vírus!

O vírus Menos de dois anos foi o suficiente Para termos medo de toda a gente Já entranhámos o distanciamento Mal vemos alguém vir na nossa direção Afastamo-nos, mudamos de direção Não queremos estranhos por perto Como gostávamos de viver no deserto! Como este vírus nos mudou! O Mundo inteiro alterou A esta pandemia ninguém escapou Não sabemos quando é que isto acaba Continuamos à espera da última vaga Que uma boa notícia nos traga A boa nova de que já não há ameaça Que o mundo é uma graça Quando um amigo nos abraça. José Silva Costa              

Férias 2021!

Férias 2021 Na era da internet Com o simplex Com as vacas voadoras E, algumas tiradas bacocas O Governo oferece aos portugueses Novos locais para passarem o agosto As ojas do cidadão e os registos civis Com o sol arredado das praias Nada melhor que passar os dias Nas filas para obter o cartão de cidadão Três meses de espera, por marcação Quem conseguir que lhe atendam o telefone! As entregas do cartão de cidadão Também tem sido uma via-sacra Alguns carteiros, como não têm tempo Nem sequer tocam à campainha Deixam o aviso, para irem levantá-lo À estação dos Correios Que fica na sede de Concelho Estes são os ótimos Serviços Públicos, que temos! José Silva Costa        

Naufrágio

Naufrágio   Altos pinheiros, o vento a assobiar, no imenso mar O farol, constantemente a avisar, para o barco não naufragar O luminoso polícia sinaleiro Compreendido pelo Mundo inteiro Com a borrasca a varrer todo o mar Um barco, ao largo, está com receio de não aguentar Os marinheiros rezam para que acabe a tempestade Tão marcados pelos anos, pela idade Os mais novos, sem experiência de tempestades, não conseguem esconder a ansiedade Um mar tão amoroso, de repente torna-se tão revoltoso Parecendo não querer ninguém no seu dorso Erguendo-se, impetuoso, como que a cuspir fogo Mais uma furiosa vaga, quase que afunda o barco Agarram-se uns aos outros, para tentarem afugentar o medo Mas uma, ainda mais furiosa, atira com o barco contra as rochas Não era o cais que queriam, do mal-o-menos Apressaram-se a abandonar o barco Atiraram-se para cima das rochas e subiram a escarpa ingreme Escura como breu, mas no alto havia uma povoação iluminada A placa com a identificação da povoação fez bater o...

O clima

 Clima   Campos verdejantes, sementes radiantes Flores perfumadas por toda a cumeada Refúgio de tanta bicharada Habitat de mamíferos, répteis, aves Um paraíso em perigo Todos estão preocupados Com o que está a acontecer noutros lados Os meteorologistas já estão assustados Já sabem o que aí vem Muito calor, incêndios, medos Se tudo arder, o paraíso vai desaparecer Ninguém vai ter de que comer Nem onde fazer os ninhos Vão ficar sem os vizinhos Se conseguirem sobreviver! Ninguém sabe o que está a acontecer Como nos vamos erguer? Se não há quem saiba o que fazer O melhor será tentarmos entender a Natureza Ou, ainda, melhor respeitá-la.   José Silva Costa        

A feira!

A feira!   Árvores frondosas, na bonita serra Rochas descalças, à sombra A ouvirem o sussurrar da ribeira O vento a assobia na eira À espera do dia da feira Onde descansam do duro trabalho do campo E compram os sonhos de um ano Todos os anos, o mesmo entusiasmo Feirantes ensonados no amanhecer da madrugada A tenda à espera dos sorrisos dos fregueses Cansados do pó da estrada Com os fatos domingueiros, engomados Rostos afogueados para a festa anual O prémio de um duro ano de trabalho Um bailarico ao som do acordeão Para dançar com o namorado Mais um ciclo, das culturas, acabado. José Silva Costa          

Os jogos olímpicos

Os jogos olímpicos de 2020   04/08/2021   Estão quase a terminar Depois de um ano a adiar Estiveram para não se realizar Mas, há boas decisões Esta foi uma delas Mostrou ao vírus que não nos vergou Vamos lutar até nos abandonar Foi um pôr e tirar máscaras As imagens ficarão, para o testemunhar Acalmou os corações Os atletas puderam brilhar Depois de um ano de espera Soltaram as emoções Abraçaram-se as nações Tantos sacrifícios, tantos trabalhos Para uns segundos de ilusões Que encantam multidões Foi uma bonita trégua, nas guerras Mas os ditadores não aderiram Continuaram a matar os seus concidadãos Nem o espírito dos jogos olímpicos os humanizaram Preferem morrer, a deixarem o poder A chama olímpica vai continuara a arder Em Paris, em 2024.   José Silva Costa    

Ilusão!

Ilusão!   Neste verão, dá-me a mão Vamos aproveitar esta ilusão De que a pandemia já passou Quando a liberdade ainda não chegou Mas viver é isso mesmo, aproveitar o presente Não se deixar abater por o que virá a acontecer Enquanto a vida o quiser, vamos aproveitar o entardecer Porque a vida é a mais bela fantasia, que nos aconteceu Não se pode perder um segundo, quanto mais um dia! Vamos para a folia, porque amanhã já será outro dia E, este não se repetirá, porque se acontecesse, seria uma avaria Para espanto, já bastam as alterações climáticas Que a todos surpreendem, todos os dias Até os que contra elas sempre argumentaram, já pararam Não conseguem explicar os fenómenos, que nos estão amatar São fogos, são chuvas, tudo está a desabar Os degelos polares, os incêndios, as cheias, que levam tudo à frente Nunca ninguém antes pensou que, parar para pensar, era tão urgente Antes que a nossa arrogância acabe com toda a gente. José Silva Costa             

Agosto!

Bem-vindo agosto Ainda temos de tapar o rosto Continuas a ser o mês de gosto Para as férias dos portugueses Já temos alguma liberdade Quem mais a reclama é a mocidade Que só pensa na felicidade No que a pandemia fez à intimidade Mas, o medo habita a cidade Temos de manter o distanciamento Para não voltarmos ao confinamento Para manter aberto o estabelecimento A única esperança é a vacinação Mas, há quem diga não! Acho que não têm razão É tão difícil assegurar o pão O despedimento é a primeira escolha do patrão Quando o que vende já não tem aceitação O empregado é o primeiro a perder o pão Para a má distribuição não há vacina nem solução. José Silva Costa