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Mostrando postagens de novembro, 2018

Comendadores

Comendadores Comendadores, pessoas de muitos valores Muitas vezes acumulados à custa dos que não têm a ambição de serem comendadores Enquanto os comentadores vivem em bons palácios Os que lhos constroem vivem a enganar a fome Aqueles que nasceram com a arte de ganharem muito dinheiro Espezinhando os outros, querem ser admirados, como se fossem deuses A vaidade e a ambição não têm, por ninguém, contemplação Joe Berardo, que em África, fez jus a “em terra de cegos, quem vê é rei” Conseguiu uma fortuna, deixou África, e veio, para o seu país, pavonear-se Criou um Museu de Arte Moderna, e teve a arte de alugá-lo ao Estado Ambicionava ser dono de um Banco Viu, na compra do Banco Comercial Português, um futuro estrelado Não tendo dinheiro para alcançar o sonho Recorreu ao dinheiro do Estado À Caixa Geral de Depósitos, pediu, muito dinheiro, emprestado Para comprar as ações do BCP Mas a ambição desmesurada deu para o torto O valor das ações deu um grande trambolhão E, o comendador deixou-nos ...

Fretes

Fretes 25/11/1975 O ano do início da consolidação da democracia Por que até aí, ninguém sabia para onde é que a revolução pendia Quarenta e três anos depois Os nossos votos não passam de um a cortina de fumo, para elegermos os representantes do grande capital Criaram a CRESAP, que nos custa milhões, com a função de escolher os melhores, para a Administração Pública Mas, quem manda são os donos disto tudo No último congresso do PS, Catroga exigiu a substituição do Secretário de Estado das energias Que estava a fazer um bom trabalho para os contribuintes e péssimo para a EDP Costa aproveitou a confusão de Tancos, que nunca saberemos se houve roubo ou não Para uma remodelação governamental, incluindo a substituição do Secretário de Estado, pela EDP, indesejado Há sempre uma empresa Galamba, pronta para todos os fretes Assim, como há sempre, profissionais ou amadores, para furar greves A EDP está repleta de administradores inválidos da política: Catroga, Cardona ……. Que, na CGD, fez um tra...

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

Doméstica, Violência O que se passará? Para matarmos as nossas companheiras Deixando os filhos ao deus dará! Somos animais racionais? É que os outros não matam as companheiras Nem deixam os filhos ao deus dará! O que é que connosco se passará Para matarmos, a quem dizemos, amar? Aquela que escolhemos para nossa companheira Aquela, que escolhemos para mãe dos nossos filhos Aquela a quem dissemos que queriamos, nos bons e maus momentos Não pensamos no sofrimento que causamos Matamos as nossas mulheres! Com que direito matamos? Se a vida não nos pertence! Devemos, a todas, respeito.   José Silva Costa  

Balanço

Balanço Com quase meio século de democracia O país, este estado, não merecia Apesar de todas as grandes empresas mundiais quererem, aqui, centros de excelência, construir Continuamos com mais de dois milhões de pobres, enterrado em corrupção e desigualdades Morremos nas estradas, em derrocadas, em incêndios, por falta de infraestruturas Estamos na cauda da Europa, de onde não conseguimos descolar Ainda temos cento e vinte e tal por cento de dívida pública, para pagar E, já os espanhóis nos estão a empurrar, para um feito exemplar Não nos bastavam os nossos heróis! Organizar a três, um mundial de futebol, Portugal, Espanha, Marrocos Até que, enfim, aí está uma estratégia dos estadistas europeus Para acabar com o desespero, a pobreza, a emigração do continente africano Assim, os africanos já não precisarão de se atirar ao mar, para nos virem cumprimentar Não temos emenda, o que gostamos é de obras de fachada, às quais batemos palmas Não temos problemas em nos endividarmos, seja o Estado,...

Presente de Natal

Prendas de Natal Prendas de Natal, sem o vil metal Este ano dê tempo, amor, amizade, coisas com valor Visite uma amiga/o na cadeia, num lar, num hospital Há situações em que dois dedos de conversa têm muito amor As prendas que não se vendem nos supermercados deixam-nos esperançados Que o mundo continua, de pessoas, povoado Que ainda não estamos, pelos robots, ameaçados Que, apesar de não termos tempo para nada, ainda nos conseguimos das redes digitais, nos, desligar Por poucos minutos que sejam, vai ser um presente diferente Lembre-se que nada substitui um abraço, um beijo, um olhar, um sorriso Ganhe um dia, uma manhã, uma tarde ou uma noite com os filhos, netos, sobrinhos, afilhados Acompanhando-os num evento escolhido, por eles Eles vão preferir, a enterra-los em brinquedos Hoje, muitos miúdos reclamam mais tempo com os progenitores E, nós, muitas vezes, não nos apercebemos dessas dores Pensando que podemos comprar o tempo, que lhes devemos Comprando-lhes tudo o que querem Uma alegri...

Simplicidade

Meu amor És a mais bela flor O teu perfume faz furor Na pureza dos teus sentidos Vive a beleza Essa bondade, que a todos dás Sem nada pedires em troca A felicidade de veres os outros felizes Faz com que não te canses Que, em tudo o que tocas Haja magia Viver assim é um a alegria Partilhas os bons e maus momentos Com quem te faz companhia Até um ano! Parece um só dia. José Silva Costa  

Obsessão

Obsessão Muito se tem falado em obsessão Por causa do orçamento da Nação Há quem ache que não Mas, para mim não deveria haver défice As despesas deveriam ser iguais à receita Porque mesmo com a obsessão Os défices não baixam dos três por cento Num ano foi o BPN, nos outros foram o BES e a CGD Mas, os populismos, tanto de esquerda como de direita, não se preocupam com os défices Prometem o céu e a terra, quando se trata de eleições Quando, todos, deveriam era fazer leis para baixar a corrupção, o défice e a dívida Porque a corrupção é um cancro, o défice e a dívida custam-nos muitos milhões, em juros Que poderiam ser muito melhor utilizados na saúde, na justiça, na educação Mas, os partidos de esquerda continuam muito preocupados com a obsessão do défice zero Quanto a uma dívida de cento e vinte tal por cento, nem uma palavra Em tempos falavam muito em não pagá-la! Estamos a pagar muito menos pelo serviço da nossa dívida Não sei se é por causa da obsessão, se por os agiotas dos fundos d...

Verão

Verão de São Martinho Continuem a negar, que o tempo está a mudar Aí está o São Martinho para vos contrariar Em vez daquele radioso Verão, com que nos costuma brindar Mandou, desta vez, chover até nos alagar Para ver se, o óbvio, continuamos a negar Assim, como vamos o São Martinho comemorar! O assador das castanhas está-se, sempre, a apagar O vinho novo não teve frio para fermentar A água-pé de tanta água ficou deslavada A jeropiga, sem castanhas, não sabe a nada Como foi bom ficar no aconchego do lar! A ver a chuva a, tudo, lavar Matar a sede à terra, sedenta, por tantos meses à espera de se saciar Ver os rios, cheios de alegria, a correrem para o mar. José Silva Costa        

O sonho

Futuro Tu, que nasceste fora de um muro Não dás valor à liberdade! Ver as maiores barbaridades e não poder dizer nada Só respirar no intervalo do assobiar das balas Todos agarrados ao medo Sem saber o que é um emprego Ninguém aguenta o desespero Por muito que custe, decidem fugir Agarram nos filhos e metem os pés ao caminho Sem saber o que vai acontecer, qual o rumo No infinito da noite, os filhos querem saber Qual a razão de deixarem as suas casas Quando voltam a ver os amigos e brinquedos Quem é que lhes consegue responder! Se o futuro está no escuro A terra onde nasceram, não os quer!   José Silva Costa            

Presentes

Natal A magia do Natal Não são só as crianças que se agitam, nesta época Também os adultos se adaptam à magia do Natal Mudando o relacionamento para com que se cruzam, no dia-a-dia Desejando a todos, um feliz Natal e um bom Ano Novo Há harmonia no ar que se respira! É pena que não pratiquemos este relacionamento, todo o ano Dando atenção a quem nos rodeia, com um sorriso nos lábios e uma palavra de fraternidade Em vez dos palavrões a saltarem, por todo o lado, no trânsito, acelerado Mas é das crianças este tempo, de Natal, antecipado Tentando sensibilizar os familiares a investirem nas prendas, que nomearam, para presentes deste Natal Um treino a pensar numa futura ida a uma Web Summit Imitando o que fazem os inventores com os investidores Da América, nos últimos tempos, com maus ventos Chegou-nos um bom presente Mais de cem mulheres, de todas as cores, credos e orientações sexuais, foram eleitas nas eleições intercalares Uma das eleitas para a Câmara dos Representantes, de origem afri...

Outono

Outono Lá fora, frio, vento, chuva, neve, frio Cá dentro, o calor da lareira, o cheiro da batata-doce assada As castanhas a queimarem a mão, o perfume rubro de uma romã Nozes, figos secos, pinhões, um mar de sensações Os cheiros do Outono. Cada estação do ano tem os seus cheiros! No aconchego do lar, já cheira a consoada O Natal está aí, não demora nada!   José Silva Costa

Primeira Decada

05/11/2008 Dez anos Uma linda flor A nossa quarta Princesa Uma lacrau Tão especial Uma flor Tão sensível Um amor Primeira decada Desejamos-te muitas e boas Cheias de sonhos, flores e coisas boas.   José Silva Costa  

Século XXI

Século XXI Dormimos descansados Ao lado dos esfomeados Dos que morreram de fome Dos que deixaram tuto para trás Quando na realidade não deixaram nada A única coisa que tinham Eram balas a zumbirem-lhes aos ouvidos Agarraram-nos filhos e partiram Na esperança de encontrarem segurança e pão Mas, os que têm o poder na mão Votam naqueles que lhes dizem não Que num dia dizem que vão mandar os soldados atirar No outro dia a opinião pública fá-los recuar Nunca se sabe com o que se pode contar Morrer, por morrer, vale mais enfrentá-los Tudo, menos ver os filhos, de fome, morrer (Iémen) Como podemos, na humanidade, crer! Para onde quer que nos viremos Só vemos mães e pais com os filhos nos braços Sem saber o que fazer Desesperados, atiram-se ao mar, aos rios, ao arame farpado Mas, ainda há que durma descansado!   José Silva Costa