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Mostrando postagens de novembro, 2007

A Bela Várzea de Colares

Várzea de Colares,suave e doce paraíso, na terra Síntese da mais bela serra A tua ribeira tinha a mais límpida e perfumada água Era bordejada por frondosos pomares.   A tonalidade das árvores, ao longo do ano À medida que se iam despindo e vestindo Era um encanto para os olhos, Uma melodia para os sentidos.   Não verei mais a ponte antiga do Rodízio Nem o peixe, por debaixo dela, a saltar, a respirar, a viver Tudo o que neste curso de água vivia, está a morrer   Já não vi os rodízios fazerem as mós moerem o trigo Nem as lavadeiras, dentro do teu leito, com água até o umbigo   O betão, a pouco e pouco, vai matando a tua ribeira   Será este o preço a pagar Por hoje me sentar Defronte de um computador E ver o Mundo, por um fio?   José Silva Costa    

A Serra de Sintra

Rodízio Domingo, 11/11/2007   Serra de Sintra   Princesa das Princesas Eterna delicada Natureza A Pena é a tua cintilante coroa Mais abaixo o Castelo dos Mouros De onde partem os teus harmoniosos braços O Atlântico leva-os a todos os espaços A Nascente contemplas Lisboa Das tuas fontes brota a pureza Dos teus seios jorram gotas de cristais de vida Que alimentam a tua beleza No teu colo a graciosa Colares O primeiro dos teus Concelhos No ventre tens o Palácio da Vila As chaminés são os teus brincos Com os pés no Oceano Tens água pelos artelhos Vistos aos espelhos Os sedosos cabelos são rios de areia fina Onde refrescas o corpo, a alma e a estima No Verão do quente clima Nas tuas belas praias. No Farol da Roca penetras o Atlântico Flor perfumada do Ocidente Refugio do Mundo e de toda a gente.        José Silva Costa        

Sintra

SINTRA   Um sorriso para os olhos Paraíso na Terra esculpido Com princesas no sentido E namorados a segredar ao ouvido Os rumores das frescas fontes Levados pelo mourejar das águas Que beijam as pontes E sonham com mares nos horizontes Pintados por juras dos amantes Deitados em lençóis de lua cheia Que a romântica cama estreia E a bela serra incendeia Na Regaleira ,Monserrate ou Capuchos.   Enfeitada com Colares Nos colos de quem a passeia Sintra é uma sereia No bronze das suas praias Onde as beldades se despem de vaidades Na nudez das novidades Contam com o brilho do sol Para se guindarem a estrelas Das construções na areia Onde o mar não consente mulher feia.   José Silva Costa