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Mostrando postagens de junho, 2020

Julho!

Mês de Férias   Julho, que sejas bem-vindo! Que tragas um novo brilho A um Verão diferente Para as férias de muita gente Que precisa urgentemente De sair do confinamento do apartamento De manter o afastamento E, a quem tu podes ajudar, com o tempo Mostrando-lhe um outro segmento O de conhecer todo o país Que para além das praias, tem muito mais Tem muitos patrimónios! Um vastíssimo património cultural e monumental Disperso por todo o país Que, infelizmente, muitos nem sabem que existe Que, para todo o saborearmos, muitos anos seriam precisos Este ano é a ocasião de deixarmos as praias sossegadas De partirmos à descoberta do resto do país De mergulharmos nos nossos rios De usufruirmos dos nossos sumptuosos monumentos e jardins De afugentarmos o demasiado calor, no centro duma Catedral ou de qualquer outro monumento De saborearmos a nossa riquíssima gastronomia Por todos tão admirada! Não nos faltariam argumentos Para celebrarmos ao progresso do Interior Para ver se somos capazes de cria...

Festas e Romarias

Santos Populares Meu Santo António, casamenteiro Devido ao Covid-19, este ano, ficaste solteiro Os casamentos de Santo António, não se realizaram Este vírus provocou uma pandemia no mundo inteiro O São João não teve arquinhos nem balões Ficaram em casa, os muitos foliões Ao São Pedro aconteceu-lhe o mesmo Tempos difíceis, em que nemos Santos fazem milagres Por este ano, as festas populares estão encerradas Os festeiros levam o seu trabalho muito a peito, estão tristes e amargurados Por não terem podido, as festas, organizar Todos os anos, muito trabalham, para as suas cidades, vilas, aldeias engalanarem Para os forasteiros encantar As festas e romarias são momentos de encantamento Por isso, é que os séculos não as desfazem Os festeiros não se poupam a trabalhos, para que não se desfaçam Procuram fazer o melhor que sabem, para os seus antepassados honrar Ensaiam a Banda Filarmónica, para na procissão atuar Enfeitam e carregam os andores, para à rua saírem Organizam a quermesse, para fun...

Luz!

A luz interior   Na luz interior, que ilumina o amor Há uma flor e uma beleza para admirar Que me interroga e me põe a pensar Como fazer, para tão linda luz acender! Essa luz, que nem todos têm talento Para a entender e manter acesa Tem uma natural luz, para nos encantar É com ela que todos os dias temos de lidar Não a podemos em nenhum momento deixar apagar Temos de estar sempre atentos para a ativar Não vá o tempo a estragar Por falta de combustível para a animar O que a todo o custo devemos evitar Para que a estrela não deixe de brilhar E, todos os dias, possamos, do seu brilho, beneficiar O amor é delicioso, mas frágil A qualquer momento pode quebrar E é muito difícil de consertar O melhor é dar-lhe toda a atenção Para evitar que haja um apagão Na hora de dar a mão E seguir, sempre, as boas regras da educação Para que ninguém tenha direito a reclamação Mantendo o fogo, sempre, em ebulição Para uma boa relação Onde haja uma boa compreensão José Silva Costa              

A Natureza

Novo Os estranhos tempos Que prendem o vento Que não nos deixam sair do apartamento  Que não permitem o casamento Que acabaram com qualquer evento Que não deixam viver o momento Que obrigam a fechar o estabelecimento Que não deixa apreciar o talento Porque não há espetáculos ao relento Nem visitas ao Parlamento Vivemos no impedimento Só podemos sair para ir trabalhar ou comprar alimento Novamente, temos de ficar em confinamento Por causa do ajuntamento O covid-19 é contra o envelhecimento Os idosos não cabem no internamento Muitos morreram fora do hospital, em sofrimento Houve que escolher quem tinha mais alento! Quão difícil foi o escolhimento Mas é compreensível o entendimento Todos concordam com o fundamento Como nos naufrágios, quando alguns têm de ser empurrados para o afogamento Em Terra, infelizmente, também não há lugar para todos! A ciência bem nos queria eternizar Mas a Natureza não pode colaborar Quando uns chegam, outros têm de abalar Quando o equilíbrio começa a falhar Man...

Verão

Verão   Chegaste pela calada da noite Para que não vissem que não trazias máscara Que sejas bem-vindo Mas quero pedir-te que não sejas demasiado quente Porque andar de máscara dá cabo da gente Sabes que vais ser muito exigente! Obrigas a andar de máscara, com medo que se fique doente Temos de suportar a subida do mercúrio e seguir em frente Podias ser mais condescendente! Não obrigar a, quem vai para a praia com fio dental, a máscara, colocar Torras-nos os miolos, mas não queres que nos vejam a boca Esta situação está a afetar toda a gente! Ajuda-nos, com o teu calor, este vírus, matar Para voltarmos a, todos poder abraçar Tu costumavas ter o condão de juntar multidões Mas este ano é diferente, não nos devemos beijar! Nem se quer nos podemos ajuntar Temos de nos manter afastados Portanto, vais ter de te habituar  Nada de aliciares as pessoas para grandes concentrações Não insistas nas tuas tentações De quereres todos amontoar Seja nas praias, ou noutro qualquer lugar Infelizmente, para...

Máscara

A Máscara   Por detrás da máscara Que nos afasta Há o desejo de um beijo O ensejo de voltar a inalar o teu cheiro Quanto mais tempo vamos ficar cada um para seu lado? Com medo de nos contaminarmos Só os olhos autorizam destapar Porque eles conseguem à distância comunicar Mas vamos ter que nos habituar A, com os olhos outras mensagens, enviar Já que os lábios, que tanto gostar de pintar Para os realçar Não os podes mostrar Ah como gostaria de com isto acabar! Dar mais apreço à liberdade de o rosto mostrar Sem medo de que nos apontem o dedo Ou nos mandem para casa de quarentena Por causa da saúde pública Que temos o dever de preservar Seguindo os conselhos da Direção Gerar de Saúde Há tantas coisas, que só lhes damos valor quando as perdemos.   José Silva Costa          

Adeus

Adeus Primavera!      Adeus Primavera! Até para o ano Que venhas, ainda, mais encantadora Cá ficamos à tua espera Vamos tentar viver mais de acordo com a Natureza Para que venhas, ainda, com mais beleza Sem máscaras, nem tristeza! Nos próximos doze meses, prometemos viver de acordo com os teus desejos Reciclar, reduzir, reutilizar Nos esgotos, óleos alimentares e de carros, não deitar Alimentos e outros produtos não desperdiçar Andar de carro, temos de reaprender a andar Os transportes públicos temos de privilegiar As infraestruturas temos de apoiar As obras de fachada, só para o dinheiro estragar, temos de detestar Temos tanto em que pensar e nos ocupar Doze meses para tanto, não são suficientes! Mas, já é tempo de sabermos escolher entre o trigo e joio De semear sementes para o futuro Neste presente, muito duro! Em que temos de desenhar um mundo melhor Onde todos tenham direito a um lugar seguro Não há tempo a perder Porque todos os dias os filhos nos pedem de comer Infelizmente, há ...

O desgaste

Os anos Foi como um sol que nasceu Olhámo-nos, e em redor tudo estremeceu O sol levantou-se e a manhã amanheceu Abrimos a porta e o dia cresceu Entrámos, foste minha, fui teu Foi o sol que nos enlouqueceu O mundo cedeu! O sol beijou a lua A alegria, os nossos corpos, unia Deram-nos as boas-vindas Ofereceram-nos uma lua-de-mel Continuámos como se só houvesse uma noite incendiada Mas, o desgaste dos anos mostraram-nos que também há dias de fel Valeram-nos os nossos padrinhos: A lua e o sol Mandaram-nos seguir em frente Guiaram-nos até ao presente.   José Silva Costa              

O amor

O amor Foi o teu olhar radioso Esse olhar encantador De uns olhos de flor Que mudam de cor Que me prenderam Para sempre! Acompanhados de um boca de amora Com uns rubros lábios Onde o amor mora E o meu coração chora De alegria! Por poder beijá-los todo o dia Não posso, deles, apartar-me Prendeste-me! Com essa magia de encantamento Há muito tempo! De que já não sei bem ao certo quanto Mas, há quase cinquenta e cinco anos, que vivemos sob o mesmo teto Como te agradeço as flores, que nos deste! Que nos deram, ainda, mais flores Para o nosso jardim perfumarem Perfume, que esperamos, perdure pelos séculos Enquanto, vamos, do perfume, desfrutando.   José Silva Costa            

Santos Populares

Arraiais Com um manjerico no regaço Perfumas o ar e o espaço Cheira a Santos populares Não há arquinhos nem balões Gritamos a plenos pulmões Abracem as multidões Com os longos braços virtuais Porque este ano, o vírus não nos deixa tirar as máscaras De boca tapada e braços atados Não há abraços, nem beijos Ficam por cumprir os desejos De a quarentena acabar Porque o covid-19 continua a não nos querer deixar Saltar a fogueira Assar as sardinhas Beber umas pinguinhas À saúde de Lisboa Este ano não marcha nada Nem o cheiro a sardinha assada Que todos podiam saborear Quando não tinham dinheiro Para, as sardinhas, pagar Contentavam-se com o cheiro E o movimento dos marchantes, na Avenida Lisboa está apagada! Acabou-se a barulheira Podemos, o sono, sossegar Não há turistas, nas esquinas, a mijar Nem marujos a gritar Por as portas estarem  a fechar Ficámos enclausurados no lei-of e no teletrabalho Quando acabar, vamos para o desemprego Porque o mar de rosas não vai aguentar Tanta gente a mamar...

Vírus e vandalismo

Junho de 2020 Seis meses de pandemia, provocada pelo covid-19 O Mundo já estava conturbado Mas, agora, está irreconhecível Ficou tudo parado Felizmente ou infelizmente, nem todos, ainda, se aperceberam da catástrofe O constante anúncio de despedimentos tira-me o sono Tal com aconteceu em 2008 Em que a ganância, que alimentou as pirâmides, na ilusão de alguns, de que todos podiam enriquecer facilmente, levou o Mundo à falência Desta vez foi um vírus que, ao provocar a morte, o medo, o desespero, nos levou ente-queridos, abraços, beijos, convívios, empregos, empresas, a vida O que devemos fazer para sair deste confinamento? Ninguém sabe, porque tudo isto é novo Mas uma coisa é certa, temos de respeitar a Natureza Temos de tentar reduzir a pobreza A tendência será reduzir o desperdício O que vai fazer com que tenham de converter algumas empresas Com esta pandemia, a alimentação ganhou outra atenção A agricultura mais destaque e dimensão É na terra e no mar que, o que comemos, nasce Se tod...

Dia de Portugal

Dia de Portugal   Um povo sonhador e aventureiro Que não cabe no sei canteiro Tem, sempre, de andar a deambular, pelo mundo inteiro Perdeu o império, mas não ficou prisioneiro Virou-se para o seu Continente, mas continua insatisfeito A terra não o satisfaz por inteiro No mar, nessa estrada sem fim, é pioneiro Tem um mar imenso, mas contínua sem bússola nem roteiro Quando não há borrasca, corta as amarras e segue lampeiro Tem muito por onde navegar, mas não consegue encontrar o rumo Nesta pandemia fez das tripas coração, surpreendeu o Mundo Diz que é desta que vai aproveitar a sua terra e o seu mar Fazendo com que o retângulo fique equilibrado Criando condições para que todo o país seja ocupado Não vá o barco tombar, fazendo com que tudo vá ao lado É preciso acabar com os guetos à volta das grandes cidades No teletrabalho, podemos estar em qualquer lado Não podemos é estar abandonado! Um país tão pequeno e tão desequilibrado Fruto de ser, por incapazes, governado O que, infelizmente, te...

A magia da lua

  Lua Cheia! Não encendeis a minha candeia Há noite, depois da ceia A tua magia aumenta a fantasia Não durmo como dormiria A tua luz os olhos fere! Uma energia, que os impede de se fecharem Sei que interferes nas ondas do mar Como me impedes de, os meus sonhos, navegar Tenho de esperar que te deites Para poder, enfim, descansar Lua de quatro fases e de outras tantas faces Ao longo dos séculos, quantos encantaste? Quem amaste! Misteriosa, bela, encantadora Todos te têm cantado Inspiradora de almas noturnas Que não obedecem à noite Que não adormecem Que se portam como se o sol nunca se pusesse. José Silva Costa

O futuro!

Quanto pior, melhor! A democracia é o melhor sistema político Porque quem está no poder, tem que fazer com que os eleitores não o substitua Os partidos da oposição desejam que quem está a governar falhe Para poderem, mais facilmente, ganhar as eleições Como seria diferente se os eleitores se interessassem mais pelos assuntos da governação! Como estamos numa encruzilhada, sem saber o que fazer, nem o que nos espera Como estamos na espectativa de receber, da U.E., uma boa maquia, por causa da pandemia Graças a um conjunto de coincidências: a saída do Reino Unido, a pandemia, a contestação dos extremistas, tanto de esquerda, como de direita, termos, pela primeira vez, uma mulher, na Presidência da Comissão, a Senhora Merkel não se recandidatar a Chanceler, e pretender ficar para a posterioridade como uma grande mulher O Primeiro-ministro achou por bem pedir ajuda ao Engenheiro Costa e Silva, para o ajudar a melhor gastar os milhões É certo que o fez à socapa, quando o devia ter publicitad...

As mais belas flores

Dia Mundial da Criança   A criança, tão mal tratada! Mesmo quando o mundo avança O elo mais fraco do triângulo Flor tenra e delicada Por vezes, apanhada no turbilhão da vingança Usada como arma de arremesso, pelos progenitores Quando não estão à altura de assumirem a suas dores Vítimas das guerras, nas mãos dos raptores Condenadas a trabalhos forçados Escravas sexuais, sujeitas a todos os horrores Órfãos, deambulando, pelo mundo, à procura de alimento e lugar seguro Felizes das que calham com progenitores, que todos os dias lhes dão carinho Como quem rega uma semente, que com o tempo se torna numa flor florescente Haja mais respeito por aqueles, que amamentam ao peito! Não enjeitem a nobre missão de criar uma criança, com todas as mãos Infelizmente, nem todos têm condições para escolherem, quando querem ter filhos Mas, uma vez gerados, todos temos o dever de lhes prestarmos todos os cuidados No primeiro dia Mundial da Criança, desta nova era, ajudemos as crianças, na dura aprendizagem,...