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Mostrando postagens de julho, 2019

Golas de fogo

Golas de fogo   Aldeias Seguras Golas de fogo Os negócios com o fogo Vão aos bolsos do povo Por isso, é que tudo arde, de novo Todos os anos! A prevenção! Não Senão, lá se vão os negócios Para muitos tão proveitosos Porque os preços, para a Proteção Civil São a dobrar! Os jornalistas falam demais Os jornalistas sabem demais Ai censura! Em certas ocasiões, davas tanto jeito Metias todo o pessoal em respeito Isto de Governar em democracia é uma chatice Andam, sempre, a escrutinar tudo E a denunciar a aldrabice Os incêndios, para muitos, são uma mina Muito melhor, que o negócio da china   José Silva Costa      

Topo

A Corrupção Até que, enfim! A corrupção chegou ao topo Numa sondagem, os portugueses mencionaram a corrupção, como segunda preocupação Logo a seguir à saúde! Os políticos estão, sempre, a desvalorizá-la Mas, agora, têm de ir a reboque da opinião pública Na próxima campanha eleitoral, o seu combate vai ser bandeira de todos os partidos Mesmo que seja, só, mais um promessa eleitoral Nos últimos anos, é que alguns se aperceberam da sua dimensão Quando viram, todos os dias, pessoas detidas, para interrogação Os relatórios dos organismos internacionais não se cansam de a divulgar! As pressões do Governo não têm sido suficientes, para os apagar A corrupção, em Portugal, chegou a ser a normalidade! Quem não colaborasse era olhado com desprezo Há outra bandeira inquestionável, nas próximas eleições As alterações climáticas Esta, imposta pelos jovens, que já perceberam que têm de lutar pelo seu futuro Porque os políticos falam, falam, mas nada de ações Presos no seu conforto, têm medo de afront...

Há 50 anos

Há 50 anos   A Lua não nasceu A manhã não amanheceu O Sol desapareceu O país não dormiu Desaguou no Cais da Rocha do Conde de Óbidos O monstro estava atracado Preso com grossas correntes Com receio que fosse ao fundo Com a ira daquela gente Toda vestida de preto Exceto os que iam embarcar Os jovens não se queriam apartar As mães apertavam os filhos, ao peito Como se quisessem, de novo, esconde-los, no ventre! Vinte anos a criá-los, para os perderem, para sempre O monstro rugiu O cais estremeceu O Tejo encolheu O Atlântico embraveceu As mulheres olharam, para o céu Desfaziam-se em lágrimas e gritos Os seus filhos, maridos, irmãos, cunhados, sobrinhos, afilhados; afastaram-se Os militares ocuparam os seus lugares Para começarem a entrar, naquele que, para a morte, os ia levar Não foram suficientes para o abarrotar No dia seguinte aportou ao Funchal, na Ilha da Madeira Também o Arquipélago da Madeira ficava sem a sua maior preciosidade Os seus filhos! Dali em diante, O Vera Cruz, estava e...

As guerras!

As guerras! Tanto Sol e Lua Tanta criança na rua A fome é crua! Nos acampamentos Para refugiados Os amontoados Vivem sem esperança À espera de uma mudança Que lhes permita viver Uma vida normal! Uma prisão de tendas e cordas Sem trabalho, nem escolas A viver de esmolas Anos sem fim! Com a vida interrompida Por uma guerra temida Que os fez fugir! Deixando tudo Levaram o essencial A vida!   José Silva Costa        

2 Países!

2 Países Portugal, apesar de pequeno, está dividido em dois Temos o Litoral e o Interior Um salário mínimo para os funcionários públicos e outro, para os outros Trinta e cinco horas semanais para os funcionários públicos, para os outros, quarenta ou mais ADSE para os funcionários públicos, para os outros o Serviço Nacional de Saúde Os funcionários públicos estão autorizados a faltarem ao trabalho, para irem levar os filhos à escola, e os outros? Uns Académicos propõem ADSE, para todos. Que medida brilhante! Se for implementada, pelo menos, na saúde, acabam-se os dois países! Passamos a ter em todos os Concelhos, mesmo mos que não têm uma loja dos Correios, unidades de saúde dos três principais grupos privados de saúde Para termos opções de escolha, como acontece no Porto e em Lisboa Acabam-se as listas de espera, de meses ou anos, para consultas e cirurgias Nunca mais precisamos de ir dormir para as portas dos Centros de Saúde Teremos acesso a todas as especialidades, com múltiplas esc...

O momento!

Na silhueta de quem traz a salvação Oiço o barulho do clarão Os lábios aceleram o bater do coração Os olhos trocam mensagens de emoção O sol e a lua já sabem a nossa reação Vamos de encontro à sedução Os corpos parecem um vulcão Ardem como estrelas, sem solução Amanhã consertamos o coração Porque sem ele não há continuação A vida pode esperar por outra estação Nós é que não podemos perder a ocasião De viver o amor desta paixão Que arde como estrelas, sem solução! José Silva Costa    

A vida!

A Capitão Os fomentadores de ódios Nunca saberão O que é a satisfação De salvar um coração! Com a tua determinação Mostras-te que a vida está acima de tudo Que a razão é mais forte que tudo Com a tua prisão elevaram-te acima do anonimato Que o condomínio fechado não é a solução Para responder aos que procuram solidariedade O Mundo precisa de boa vontade Para, um equilíbrio, encontrar Entre ricos e pobres, entre homens e mulheres Sabemos que ninguém gosta de perder poder Por isso é que vedam, à mulher, o saber Talibans, Boko Haram, Daesh A Europa é o farol Duas mulheres indigitadas, para a Governação Que tenham muito êxito Para que sirvam de exemplo, ao resto do Mundo Que só será mais justo, quando houver equilíbrio entre os sexos.   José Silva Costa