O Império - As teias que o Império teceu 178 A Milay e o Afonso com uma carta Régia para serem acomodados numa das Repúblicas de Coimbra, criadas no século XIV, pelo Rei D. Dinis, para albergarem estudantes da Universidade de Coimbra, com a finalidade de reduzirem os encargos financeiros dos estudantes, evoluíram para espaços comunitários, promovendo valores de solidariedade, autonomia e democracia Em são Salvador do Congo a dupla Francelina e o Tobias continuavam a cativar multidões o despique entre os dois davas sinais de ter acabado, dando origem a uma grande amizade, que acabaria por se apaixonarem contribuindo, ainda mais, para que todos os ouvissem com muita atenção, esperando descortinar se o enlace estaria para breve O amor é fogo, é dor, é alegria, é magia, é não dar por o tempo passar, é não acordar do encantamento, é vento, é preguiça, é correr parado à procura do passado.
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O Império
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O Império - As teias que o Império teceu 177 A época das sementeiras estava de volta, ambas as cooperativas estavam mobilizadas para o trabalho árduo de deitar à terra as sementes, que se transformariam em pão, para muitas bocas saciar Os agricultores estavam determinados a tudo fazerem para conseguirem produzir mais e melhor, no sentido de afastar o fantasma da fome, que tanto os preocupava por nunca conseguirem matar a fome às numerosas famílias, devido à grande quantidade de filhos A Milay e o Afonso, depois de passarem mais de seis meses a descobrirem todos os recantos da capital do Império e de a conhecerem de lés-a-lés, conseguiram, finalmente, um transporte para a cidade dos estudantes O Conde de Conimbriga, que se tinha deslocado a Lisboa, para participar na festa de aniversário do Rei, quando soube da situação dos dois jovens vindos de Luanda, ofereceu-lhes boleia na sua carruagem, para que chegassem a Coimbra, e iniciarem os seu...