Balela
Barbárie Aperta a mão ao teu irmão Não mates o teu irmão Tu e ele têm coração As guerras são horrores em contramão Nenhuma terá razão Só matam, não dão pão As vitórias são uma ilusão Não sejas carne para canhão Dá a mão ao teu irmão Quem vos manda para a guerra não entra nela O heroísmo é uma balela O mundo morre por causa dela A bala vai e vem Mata o homem, a mulher e a criança, também Tanta destruição de tanta habitação Tanto suor em vão O trabalho e o sonho de uma vida Tanta canseira, num segundo destruída Por seres mais forte, não espezinhes o teu vizinho Porque podes ficar sozinho Sem teres quem te dê a mão Numa dura e triste ocasião A vida é mais importante que toda a raiva arrefecida E que todo o ódio acumulado, extravasado, pelo tempo adiado Nada justifica a brutalidade das invasões Nem retaliações, para matar as populações. José Silva Costa