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Mostrando postagens de outubro, 2017

O que faço?

As minorias!   No país dos três efes Quem não gosta de dois Está, muito, tramado Só aprovo o fado Fátima e futebol são um tratado De cujos méritos científicos e artísticos Não partilho Por isso fico isolado Não faço parte da multidão Que vai ao estádio Malhar no adversário Viver momentos de glória Ou ficar amarrotado Sem sensibilidade Para, no futebol, ver arte Fico de parte Tento um refúgio Ligo a televisão Mas, é em vão Dois canais da televisão pública Em simultâneo a transmitirem futebol Ou a comentarem futebol Ou a mostrarem, todos, os golos Da s jornadas europeias (às terças, quartas e quintas) Dos campeonatos nacionais, de vários países (às segundas, sábados e domingos) São precisos dois canais em simultâneo? Não caberão, todos, num! Talvez não, porque é para todo o mundo O tempo em televisão é sempre escaço Para a cultura! O futebol tem, todo, o espaço O que faço? Desligo a televisão.   José Silva Costa                  

Que fazer?

Sem nada!     Quente e triste outubro, vais acabar! Mas, antes tiveste de deixar tanta gente de luto Tanta gente, a quem levaste tudo! Tantos sem um lugar, seguro! Com o pão de cada dia no escuro Como vão enfrentar o futuro? Sem trabalho, sem casa, sem nada Ficaram sem animais, sem vegetação Mas, com um punhado de cinza, na mão Todas as culturas e canseiras de séculos, desapareceram Como podemos, tamanha tragédia, compreender? Sentimo-nos envergonhados por o que deixámos acontecer Morrer uma pessoa, já era demais! Mas, deixar morrer cento e dez! Deveria fazer-nos pensar, revoltar, não dormir, mais Quem está no aconchego do seu lar Não consegue imaginar O que é, sem nada, ficar Trabalhar noite e dia, sem um dia de férias, tirar Porque quem tem animais, para guardar, não os pode abandonar Nem que lhes queira dar férias, não o pode fazer! Há coisas, que não conseguem entender Que pessoas há, que trabalham 365 dias por ano, e de 4 em 4 anos,366! Não, não merecíamos tanta pobreza, tanta des...

Censurados!

A Hibernação   No domingo, 15 de outubro de 2017, o país ardeu O lume, tudo, comeu Quase meia centena morreu Já em junho, sessenta e quatro tinham morrido O país já tinha ardido O Parlamento tinha reunido Com o vento de junho acordaram da hibernação Fizeram a lei do ordenamento Cansados de não fazerem nada, no Parlamento Apanharam um esgotamento Foram dois meses ver o vento Mas tiveram de fazer um prolongamento Para em setembro andarem no esclarecimento Quem ficou sem eira nem beira Ao sol e ao vento teve de esperar Que os Governantes voltassem a acordar Em meados de outubro voltou o vento Ardeu, toda, a zona centro O Governo, do Presidente, levou um apertamento No sábado, 21/10/2017, o Governo lançou milhões ao ar Vamos ver quem os vai apanhar! Até que enfim, que conseguiu acordar! Mas, foi preciso muito vento soprar! Muitos matar, tudo queimar.   José Silva Costa      

A hibernação

A Hibernação   No domingo, 15 de outubro de 2017, o país ardeu O lume, tudo, comeu Quase meia centena morreu Já em junho, sessenta e quatro tinham morrido O país já tinha ardido O Parlamento tinha reunido Com o vento de junho acordaram da hibernação Fizeram a lei do ordenamento Cansados de não fazerem nada, no Parlamento Apanharam um esgotamento Foram dois meses ver o vento Mas tiveram de fazer um prolongamento Para em setembro andarem no esclarecimento Quem ficou sem eira nem beira Ao sol e ao vento teve de esperar Que os Governantes voltassem a acordar Em meados de outubro voltou o vento Ardeu, toda, a zona centro O Governo, do Presidente, levou um apertamento No sábado, 21/10/2017, o Governo lançou milhões ao ar Vamos ver quem os vai apanhar! Até que enfim, que conseguiu acordar! Mas, foi preciso muito vento soprar! Muitos matar, tudo queimar!   José Silva Costa      

O Clima......

António Galopim de Carvalho INCÊNDIOS FLORESTAIS, O CLIMA NÃO EXPLICA TUDO. Publicado em 17/10/2017 por AICL lusofonias.net António Galopim de Carvalho 6 hrs · INCÊNDIOS FLORESTAIS, O CLIMA NÃO EXPLICA TUDO. Eu, António Marcos Galopim de Carvalho, com 86 anos de idade, professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, nas Faculdades de Ciências e de Letras, ex director do Museu Nacional de História Natural (durante 20 anos), doutorado pelas Universidades de Paris e de Lisboa, autor de cerca de 300 títulos, entre artigos científicos, de divulgação e de opinião, de centenas de “posts” em Blogues e no Facebook, de 20 livros dirigidos aos ensinos secundário e superior e à divulgação científica e de 6 de ficção. Colaborador, sempre a título gracioso (e borla, como diz o povo), com dezenas de escolas, autarquias (de todas as cores políticas) e universidades, de todo o país, jornais e televisões. Isto tudo, ao estilo de quem está a “puxar pelos galões” (que todos os que me conhecem e ...

52 Anos (continuação)

Cinquenta e dois anos interrompidos, por uma guerra estúpida Todas as guerras foram e serão estúpidas Não tive hipóteses de fugir, numa tive de participar Mas, a minha arma nunca ninguém a viu ou ouviu disparar Ainda que a minha especialidade tenha sido atirador de Cavalaria Meteram-me num barco, poucos dias antes do homem, à lua, chegar Para que não visse “esse grande passo para o homem, um pequeno passo para a humanidade” Ia fazer vinte e quatro anos! Rasgaram-me o coração, fazendo-me abandonar as minhas rosas Dois anos que me pareceram cem! Após um ano, não aguentei mais, vim de férias, vê-las Mas, o paludismo quis-me internar, no Hospital Militar Quarenta graus de febre fizeram-me delirar A médica não sabia como o curar Pedi-lhe para me receitar um a injeção de resoquina Que foi muito difícil de encontrar Que me permitiu, com elas, o mês, passar Mas, o pior foi ter de, à guerra, regressar A minha filha, com vinte meses, quando se despedia, dizia: “ até logo” Naquele momento pensei,...

Indignação!

Indignação!   Por que razão, todos os jornalistas, fazem a mesma pergunta à Ministra? Por preguiça aguda Vão ver as nomeações para a Proteção Civil, e toda a Administração Pública Consultem, como foram escolhidos e o seu perfil Saibam que, para a Proteção Civil, não precisam de ter ouvido falar de incêndios Têm é de ter um canudo, mesmo que seja com 99% de créditos: ser licenciado Mas, depois de averiguados, muitos não têm qualquer licenciatura Têm, apenas, o cartão partidário Evocam, sempre, a confiança política Será que todo o funcionamento da Administração Pública depende da confiança política? Desde o diretor ao contínuo! Deixem de saneamentos políticos, todos os partidos, confirmem ou nomeiem pessoas competentes Muitas vezes são dispensados os que, ao longo dos anos, receberam formação, para os cargos Para colocarem incompetentes, só porque são amigos! Este ano aconteceu, o que chamam de tempestade perfeita: Uma Proteção Civil sem capacidade nem perfil Revejam as imagens de Pedróg...

Se o ridículo matasse .....

Se o ridículo matasse ….   Não sou corrupto Não falei com ninguém Não dei ordens a ninguém Não mandei em ninguém Não prejudiquei ninguém Não fui ao Banco Não fomos de férias, juntos Não fomos, à missa, os dois Não fomos, os dois, ao supermercado Não me encontrei com ele Não fomos, ao restaurante, almoçar Não faço parte do seu núcleo duro de amigos Não falei com ele Alias, falámos uma vez! Quando ele foi lá ao Palácio Para alinhavarmos umas coisinhas Ele é que era, muitas vezes, chamado ao Ministério das Finanças e ao Banco de Portugal, para dar a sua opinião Em vez de me andarem a investigar Poderiam ter perguntado Tinha esclarecido tudo! Escusavam de andar a maçar, tudo e todos E, até governos estrangeiros! Mas, quem é que acredita, que tenho esses milhões? Se, até tenho três empréstimos! Quanto ao gostarmos mais de notas do que transferências Vem do tempo em que eramos crianças Gostávamos muito de jogar o monopólio Admirávamos aqueles montinhos de notas Se bem que não fossem tão boni...

A Cabeça e o coração

Cabeça e coração   A Catalunha contínua em suspenso É uma grande indefinição, sem consenso Seria melhor que tivesse havido bom senso É uma pena que tenham chegado a um momento, tão tenso Mas, por vezes, só uma brecha, para um grande penso! Pode levar as pessoas a voltarem a procurar um avanço Ouvirem todos, para que digam o que querem A fim de encontrarem descanso Oxalá este ensaio para a independência Não tenha sido, só violência Venha a ter alguma, útil, consequência Começarem a pensar no que devem fazer Caso os políticos se entendam para, um referendo, fazer Não ao gato e ao rato, mas como deve ser! Para de uma vez por todas; a maioria diga o que quer Por que o mais importante é, em paz, viver Para isso, não podem usar os pés! Têm de escolher com a cabeça e não com o coração Já viram que cortar o cordão tem muita implicação Não é só agitar bandeiras e dizer que a Catalunha é uma nação É preciso que haja comunhão Que a maioria dê a mão Que, da comunidade internacional, obtenha bênção...

Outono

Outono 08/10/17 Continuam os dias, radiosos, de sol As praias não foram de férias! Muita gente continua a procurá-las Para se refrescar das temperaturas Acima do normal, para esta época Também, os incêndios, voltaram em força O centro do país mudou de cor O verde deu lugar ao preto Todos estamos de luto! Quem olhar com atenção Verá que não há brilho na vegetação A que escapou aos incendiários Está morta de sede, tão triste! Fugiu do longo e interminável inferno do fogo Mas, à falta de água, não resiste O sol insiste em brilhar Enquanto a chuva prolongou as férias Esquecendo-se de que a sua ausência está a provocar misérias Que aconteceria se todos decidíssemos prolongar, indefinidamente, as férias? Não o devemos, nem o podemos fazer! Dependemos uns dos outros Como seria, ainda melhor, esta nossa casa universal! Se nos respeitássemos uns aos outros Se não provocássemos acidentes evitáveis Que, tanto sofrimento e morte, provocam A Natureza tenta cumprir a sua parte: O sol, apesar de esta...

Licenciaturas!

Licenciaturas, mestrados, doutoramentos, e tudo o que se queira! Com créditos e equivalências, são todos especialistas em todas as ciências Será preciso entrar nas Universidades, para se dizer que tem uma licenciatura? Tanta corrupção, tanta aldrabice, que as televisões têm, para desvendar Viva o bom jornalismo de investigação, para ajudar a limpar a nação O programa sexta à noite, já ajudou, uns quantos, a pedirem a demissão Estavam muito bem agarrados aos tachos, mas não resistiram à divulgação dos factos Por que razão é que não há políticos verticais? Estudaram todos pelos mesmos manuais, nas juventudes partidárias! Quando conseguem ao poder ascender, tratam de colocar, os seus, em todos os cargos Nem que para isso tenham de, novas regras, estabelecer. Depois, é só, os boys, colocar, mesmo que não tenham qualquer grau académico Porque ninguém quer saber, se é verdade ou não, o que declaram saber Mesmo quando os pareceres são contrários, dizendo que os candidatos não têm as habilitaç...