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Mostrando postagens de julho, 2026

O Império

O Império    -    As teias que o Império teceu 176 Em Luanda, os pais da Milay e do Afonso continuavam, todos os dias, a ter muitas saudades dos seus rebentos, mas já sabiam e estavam preparados, para ficarem sem notícias por meses ou por anos. Também os pais da Leopoldina e do Roberto tinham passado o mesmo, já sabiam que tinham de ter esperança de que os seus estavam bem Está-nos na massa do sangue, desde que nos aventurámos utilizar o mar, para saber o que estava para lá do mar, que nos habituámos a esperar meses sem fim, por notícias dos que embarcavam, cujo maior desejo era que ao ponto de partida voltassem Com ambições maiores que o retângulo onde nascemos, só nos restou emigrar para onde as notícias diziam que poderíamos enriquecer. Quando descobriram ouro em Minas Gerais, no Brasil, foi para aí que muitos homens do Norte embarcaram, deixaram mulher e filhos e aventuraram-se na procura de fortuna fácil Alguns conseguiram-na e voltaram para mandarem c...

O Império

  O Império       -          As teias que o Império teceu 175 A dupla Francelina e Tobias continuavam a encantar multidões, a simplicidade, carinho e a vontade de todos ajudar, fazia com que fossem o par mais conhecido da cidade A vontade de saber, sabendo que isso poderia mudar as suas vidas, fazia com que passassem tempo sem fim a ouvi-los, esquecendo-se dos seus afazeres Sempre foi assim, todos gostamos de saber mais, inventar, construir, melhorar, e é isso que tem feito com que o conhecimento aumente e nunca esteja completo, mesmo que alguns tenham receio de serem ultrapassados pelas máquinas, ninguém parará o avanço das tecnologias, porque seria como querer parar o vento com as mãos    Ao longo dos séculos, os que sabiam ler, quase sempre, tiveram poder, e as religiões têm-no aproveitado para influenciar e expandir as suas doutrinas, com a criação de colégios e universidades, e em Portugal, an...

O Império

  O Império     -      As teias que o Império teceu 174 A Leopoldina continuava a acalentar o sonho de um dia ver, em Luanda, um hospital, até lá todos os dias marcava presença no posto médico, para ajudar quem a procurava Sentia que não valorizamos o suficiente a nossa saúde, não nos preocupamos em mantê-la, praticamos barbaridades contra ela, só lhe damos o devido valor se passarmos dias, meses ou anos, presos a uma cama de hospital, para a recuperar Tentar prevenir as doenças deveria ser a nossa maior preocupação, mas em vez disso, tomamos quantidades de fármacos, para tentar lidar com as doenças, sabendo que fazem bem a uma coisa e prejudicam outras A Milay e o Afonso passavam os dias a descobrirem Lisboa, para eles tudo era novidade, todos dias calcorreavam as colinas, na tentativa de reterem tudo o que os seus olhos viam Não lhes passava despercebido o frenesim do negócio das especiarias, que fazia com que o Tejo estivesse engala...

O Império

  O   Império    -     As teias que o Império teceu 173 O Brasil deixou de ser uma colónia em  16 de dezembro de 1815 , quando foi elevado à condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Essa elevação formalizou a igualdade do Brasil com Portugal e marcou o fim do status colonial.  ( da net) A Milay e Afonso ficaram encantados com a festa, que a Coroa organizou em honra deles, o que fez com que ficassem com uma ideia do seu funcionamento: muito luxo, muita opulência, bailes e muito divertimento   O Rei queria que aqueles jovens conhecessem bem a capital do Império, para isso mandou chamar um dos seus criados, ordenou-lhe que, enquanto aqueles jovens não fossem para Coimbra, todos os dias os levasse a conhecerem um pouco de ...

O Império

  O Império     -     As teias que o Império teceu 171 Finalmente, chegara o tempo das colheitas, um pequeno tempo, em que se podia encher a barriga, a ilusão de fartura, pouco durava, porque era preciso contar com os longos meses, até à próxima colheita Nas cooperativas, tanto em Luanda como em São Salvador do Congo, vivia-se na espectativa do que se colheria, não se sabia o que a terra escondia, o que se apanharia, quantas sementes a safra daria O que vivia do que consegue arrancar da terra, dificilmente conseguiria o que necessitava, a não ser que fosse uma terra muito generosa.   Continua O Império      -       As   teias que o Império teceu 172 As colheitas foram muito boas, tanto a do milho, da batata-doce, como a dos amendoins, a da mandioca é que foi mais fraca Em ambas as cooperativas todos estavam muito contentes, era uma grande felicidade ver aquelas quantidades de al...