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Mostrando postagens de janeiro, 2008

O Mundo

O Mundo, visto de longe, parece um poema a embeber os olhares. Cabe todo nas nossas mãos, bem como o azul suave da doce tranquilidade. Mas ao abri-las arrepiamo-nos, por vermos como o maquilham, para nos entreter, enquanto utilizam, todo o saber, para o adoecer. Brotam chispas, dos olhos dos homens, As lágrimas rasgam rios nos rostos, Que queimam até a frescura das fontes. Nas paisagens, que antes eram luxuriantes, Agora o medo é todo preto, Os homens abandonam o corpo corrosivo. As almas, envoltas em nuvens de fumo, sobem ao paraíso, Deixam, em terra, mensagens digitalizadas à massa cinzenta globalizada Perguntando à razão, o que leva mentes doentes, a incendiarem as florestas. Num mundo com o sol da cor da fome, Barcos com veias nas velas, sem mares por navegar, não chegam a largar. A terra, com as entranhas a arderem, procura a todo o custo proteger O ventre, onde guarda os grãos de amor, prontos a florir. Há um rumor de vida, parecem humanos, no seu aspecto são índios, sem tecto Qu...