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Mostrando postagens de abril, 2016

Alentejo

Maio Maio, mês de todas as flores e de todos os horrores Das ceifeiras e das papoilas Trigueiras ceifeiras, de rosto tapado, para se protegerem dos beijos do sol, das papoilas e das espigas A ceifa parecia uma orquestra bem afinada, um espetáculo inesquecível Um movimento com o céu parado: mãos, canudos e foices num movimento sincronizado Formavam um harmonioso bailado, com as espigas a dançarem no ar abafado Que tem por fim segar o trigo e coloca-lo no restolho, confortado À espera de ir para a eira, para ser debulhado. Ninguém mais verá a planície florida de moças e moços, papoilas e espigas douradas Não. Não verão mais o mar de trigais, ondulando, pontuado, aqui e além, por papoilas vermelhas Não. O Alentejo não será mais o celeiro de Portugal Um sacrifício a que foi condenado Mesmo que a terra gemesse e já nada desse Gentes e terra foram condenadas, por não se submeterem A uma ditadura odiada. Foste libertado em Abril, mas floriste em Maio Acabou a adiafa, gratificação que simboliz...

Maio

Maio Maio, mês de todas as flores e de todos os horrores Das ceifeiras e das papoilas Trigueiras ceifeiras, de rosto tapado, para se protegerem dos beijos do sol, das papoilas e das espigas A ceifa parecia uma orquestra bem afinada, um espetáculo inesquecível Um movimento com o céu parado: mãos, canudos e foices num movimento sincronizado Formavam um harmonioso bailado, com as espigas a dançarem no ar abafado Que tem por fim segar o trigo e coloca-lo no restolho, confortado À espera de ir para a eira, para ser debulhado. Ninguém mais verá a planície florida de moças e moços, papoilas e espigas douradas Não. Não verão mais o mar de trigais, ondulando, pontuado, aqui e além, por papoilas vermelhas Não. O Alentejo não será mais o celeiro de Portugal Um sacrifício a que foi condenado Mesmo que a terra gemesse e já nada desse Gentes e terra foram condenadas, por não se submeterem A uma ditadura odiada. Foste libertado em Abril, mas floriste em Maio Acabou a adiafa, gratificação que simboliz...

Quantos mil milhões

Dia Mundial do trabalhador Um dia de luta, morte e dor Depositámos demasiadas esperanças no nosso Continente Depois de muitas guerras sangrentas, acreditámos que poderia ser diferente! Mas, infelizmente, passado menos de um século, tudo está efervescente A tecnologia é que é independente A Síria, a Líbia e o Iraque são um inferno Não há monumentos, nem casas, nem ruas As cidades estão mortas, desfeitas e nuas De onde todos fogem à procura do céu: a Europa Mas, esta está a voltar, outra vez, ao nazismo Esqueceram a igualdade, a solidariedade, a fraternidade! Só pensam no individualismo Os trabalhadores estão, outra vez,confrontados com o desemprego e o autoritarismo Passaram de trabalhadores a colaboradores Não têm horário de trabalho, têm de estar sempre disponíveis! Os patrões exigem-lhes, cada vez mais sacrifícios Não querem assumir as responsabilidades sociais Não querem pagar impostos, levam o dinheiro para os paraísos fiscais (quantos mil milhões?) A obtenção ou a perda do emprego...

Fundações

Dia Mundial do trabalhador: um dia de morte e dor Os séculos vão passando, envelhecendo, e nada de novo, entre o trabalho e capital O capital só pensa em acumular O trabalho está, cada vez, mais mal Todas as engenharias financeiras são permitidas, para nos enganar Colocam os milhões no Panamá, para não pagar impostos Dos milhões roubados Dão um por cento aos criados Depois, são condecorados! Nascem fundações, que grandes comilões! São todos comendadores Pagar impostos, é que não, senhores Doutores! E, se alguns têm de pagar Vão o entregar a outros países Mesmo que seja contra as regras Como aconteceu na Bélgica Onde estão a jugar os denunciantes Se era tudo legal, por que razão era confidencial? Agora, é na Holanda, que os impostos estão em saldo É para lá que vão os impostos do nosso trabalho Digam lá, se há Continente mais solidário Ou Pingo mais Doce! O que seria de nós, se não fossem os comendadores?     José Silva Costa

Quem é que não descontou o suficiente?

Dia Mundial do trabalhador: um dia de morte e dor Os séculos vão passando, envelhecendo, e nada de novo, entre o trabalho e capital O capital só pensa em acumular O trabalho está, cada vez, mais mal Todas as engenharias financeiras são permitidas, para nos amolecer Colocam os milhões no Panamá, para esquecer Quem é que vive acima das suas possibilidades? Ao trabalho cortaram o ordenado e a pensão Supostamente, por te comido a parte do patrão Vejam bem, quanto custa, honradamente, ganhar o pão!

25 de Abril de 2016

Vinte e cinco de Abril de 2016 Este ano vais florir Sob a bandeira de um Governo de Esquerda Mais sensível aos dramas socias, do que aos financeiros Gente Lusa, agarrai com pujança! Esta grande mudança Mostrando, que com trabalho e muito tino Podeis, de novo, espantar o Mundo Porque, quem fez uma revolução Com cravos vermelhos e beijos Tem sabedoria para afirmar: Não é fechando a fronteira Que se acaba com a asneira Ninguém pediu para nascer aqui ou acolá! Trabalhemos com afinco Homens e mulheres Lado a lado Para construirmos Um Mundo melhor Mais feliz! Sem ódios nem preconceitos Estamos todos, à Natureza, sujeitos “ Fazer bem, sem olhar a quem” Deve ser a nossa Bandeira.   José Silva Costa  

Liberdade

Vinte e cinco de Abril de 2016 Este ano vais florir Sob a bandeira de um Governo de Esquerda Mais sensível aos dramas socias, do que aos financeiros Gente Lusa, agarrai com pujança! Esta grande mudança Mostrando, que com trabalho e muito tino Podeis, de novo, espantar o Mundo Porque, quem fez uma revolução Com cravos vermelhos e beijos Tem sabedoria para afirmar: Não é fechando a fronteira Que se acaba com a asneira Ninguém pediu para nascer aqui ou acolá! Trabalhemos com afinco Homens e mulheres Lado a lado Para construirmos Um Mundo melhor Mais feliz! Sem ódios nem preconceitos Estamos todos, à Natureza, sujeitos “ Fazer bem, sem olhar a quem” Deve ser a nossa Bandeira.   José Silva Costa  

Refugiados

Migrantes   Senhores governantes Dos países Europeus Estão a ver, como o vosso acordo com a Turquia Está a matar mais refugiados! Quantos, mais milhões, terão de morrer Para vos fazer compreender Que o fecho das fronteiras nada vai resolver? Porque é mais penoso, na origem, morrer Do que enfrentarem o mar. Não tenham medo de tomar decisões Mesmo que percam eleições! Mandem, o mediterrâneo, cercar De arame-farpado Para ninguém passar. José Silva Costa

Arame-farpado

  Migrantes   Senhores governantes Dos países Europeus Estão a ver, como o vosso acordo com a Turquia Está a matar mais refugiados! Quantos, mais milhões, terão de morrer Para vos fazer compreender Que o fecho das fronteiras nada vai resolver? Porque é mis penoso, na origem, morrer Do que enfrentarem o mar. Não tenham medo de tomar decisões Mesmo que percam eleições! Mandem, o mediterrâneo, cercar De arame-farpado Para ninguém passar. José Silva Costa

Catarina

Catarina Eufémia O dia parecia de calma, com o mercúrio a passar o quarenta graus centígrados Mas, de repente tornou-se num inesquecível dia de terror As espigas já estavam douradas, segá-las era uma oportunidade para enganar a fome Porque com trabalho sazonal: monda e ceifa, a fome era endémica. Querias, para os teus filhos, pão Querias, ao patrão, expor a tua razão Com a força de quem tem filhos para criar E, para melhor a aflição demonstrar Decidiu, nos braços, o terceiro filho, levar Quem poderia adivinhar, o que os podia esperar? Quando, com a realidade não conseguimos conviver É às armas, que os fracos costumam recorrer Não é isso que, no Mediterrâneo, estamos a fazer? Com a convicção de que te iam entender Porque, certamente, não quereriam ver Os teus filhos, à fome, morrer! Enfrentaste o tenente da GNR, que não teve pejo em te abater! Com três tiros: um por cada filho ! Uma crueldade exemplar! Para que mais ninguém tivesse a ousadia de falar Cego, pelo poder, nem viu o que esta...

Papéis

Os Comendadores   Papéis do Panamá Onde é que os não há? Famosas regras da concorrência Com tantos buracos negros Não há decência! Comendadores, muito generosos É no que dá Comendadores, donos de fundações E de outros alçapões Para esconderem os milhões.

Comendadores

Os Comendadores   Papéis do Panamá Onde é que os não há? Famosas regras da concorrência Com tantos buracos negros Não há decência! Comendadores, muito generosos É no que dá Comendadores, donos de fundações E de outros alçapões Para esconderem os milhões.

As criançaso futuro

Do Oriente para o Ocidente Da China para Espanha Adotada Flor delicada Ao vento atirada Que triste sina! Suportaste a violência De saberes que te queriam matar De teres uma mãe assassina Ainda tiveste tempo De, os professores, avisar Mas, o teu pai Que te ia sempre buscar Deixou andar Ou acelerou a intenção De te matar Dizem, devido a uma herança Mas, ninguém mata, por isto ou aquilo Só mata quem é assassino Foi breve o teu destino Porque te cruzaste Com uma, com um, ou com dois assassinos.   José Silva Costa

Comendadores

Comendadores   Os papéis do Panamá já revelaram os nomes de, pelo menos, cinco comendadores relacionados com os famosos papéis. É uma das condições para a obtenção da distinta distinção?

Amigos, amigos, negócios à parte

Ajuste direto   Por que razão não acabam, de vez, com o ajuste direto? Porque é uma maneira de favorecerem os amigos e, em certos casos, até os inimigos: dá para todos. Tal como as leis para prevenir a corrupção, que, muito trabalho dá a polícias, advogados e juízes. De, quando em vez muito badaladas, mas que nunca conseguiram ser aprovadas! Quem faz e aprova leis, ia-se incriminar?    

Ajuste direto

Por que razão não acabam, de vez, com o ajuste direto? Porque é uma maneira de favorecerem os amigos e, em certos casos, até os inimigos: dá para todos. Tal como as leis para prevenir a corrupção, que, muito trabalho dá a polícias, advogados e juízes. De, quando em vez muito badaladas, mas que nunca conseguiram ser aprovadas! Quem faz e aprova leis, ia-se incriminar?  

Mais tachos

Todos querem ser Presidentes. Toda a Esquerda quer mais cargos públicos. Mais Freguesias, mais Concelhos, quem sabe, até Regiões, porque o País é de grandes dimensões! O que todos querem é poleiro, serem Presidentes, para terem cadeiras diferentes. Ninguém os vê empenharem-se em reorganizar o Território, no sentido de uma maior harmonia, esbatendo as desigualdades entre o litoral e o interior. Não! Porque isso não é para o Senhor Doutor: dá trabalho e dor. Pelo contrário, querem dividir o País em cotadas, para que cada um possa ter a sua. Há maior ambição, para o Português, do que ser Presidente, seja do que for?

Mais cargos públicos

Todos querem ser Presidentes. Toda a Esquerda quer mais cargos públicos. Mais Freguesias, mais Concelhos, quem sabe, até Regiões, porque o País é de grandes dimensões! O que todos querem é poleiro, serem Presidentes, para terem cadeiras diferentes. Ninguém os vê empenharem-se em reorganizar o Território, no sentido de uma maior harmonia, esbatendo as desigualdades entre o litoral e o interior. Não! Porque isso não é para o Senhor Doutor: dá trabalho e dor. Pelo contrário, querem dividir o País em cotadas, para que cada um possa ter a sua. Há maior ambição, para o Português, do que ser Presidente, seja do que for?       José Silva Costa

Lisboa

Lisboa, não te chegues perto dos cais O rio não tem mais sorrisos nem ais E tu sabes que ficas e vais. Vais para onde os turistas te levarem Por terra, ar ou mar Com o teu espreguiçar e amanhecer Com as tuas flores, odores e tudo mais. No futuro vão ser sempre mais As flores a querem subir aos cais De onde os séculos partiram Para não voltarem mais Perderam para sempre os teus cais Aventuraram-se demais Empurrados pelo brilho dos teus sais Na esperança de voltarem A receber mais flores Sempre com mais cores.       José Silva Costa

Lisboa

Lisboa, não te chegues perto do cais O rio não tem mais sorrisos nem ais E tu sabes que ficas e vais. Vais para onde os turistas te levarem Por terra, ar ou mar Com o teu espreguiçar e amanhecer Com as tuas flores, odores e tudo mais. No futuro vão ser sempre mais As flores a querem subir aos cais De onde os séculos partiram Para não voltarem mais Perderam para sempre os teus cais Aventuraram-se demais Empurrados pelo brilho dos teus sais Na esperança de voltarem A receber mais flores Sempre com mais cores.  

Os papéis do Panamá

Andam todos aos papéis Sempre com a ganancia de acumularem mais papel Mesmo que sintam um sabor a fel Por contribuírem para um triste Mundo Por levarem vidas ao fundo. Estão todos ansiosos, por notícias do Panamá Mas, os jornais têm os seus canais Primeiro os que têm menos exposição mediática Para o fim ficam os políticos Para funcionarem como cabeças de cartaz Para que não tenham paz.  

A acumulação

Andam todos aos papéis Sempre com a ganancia de acumularem mais papel Mesmo que sintam um sabor a fel Por contribuírem para um triste Mundo Por levarem vidas ao fundo. Estão todos ansiosos, por notícias do Panamá Mas, os jornais têm os seus canais Primeiro os que têm menos exposição mediática Para o fim ficam os políticos Para funcionarem como cabeças de cartaz Para que não tenham paz.  

Custe o que custar

Custe o que custar   Custe o que custar, ao desemprego temos de nos habituar, porque temos muitos políticos para alimentar Custe o que custar, sem emprego, sem subsídio, temos de nos habituar a viver do ar Custe o que custar, o Panamá, temos de engordar Como é bom e importante ter poder, para aos bolsos dos outros o ir buscar

Islândia

O vulcão         O jovem século XXI está-nos a tramar No Outono de 2008, brindou-nos com a crise Na Primavera de 2010, conspurcou-nos o ar O vulcão islandês não nos deixa voar A Islândia foi a primeira a afundar A Europa não a quis ajudar Porque ela não lhe quer, a dívida, pagar Para se vingar, mandou o vulcão espirrar Os aviões em terra vão ficar Vejam como o TGV vinha a calhar A Grécia já esta a boiar Portugal para lá está a caminhar Que mais, este jovem, nos estará a preparar?       José Silva Costa

Lisboa

Lisboa, para onde vais? Não te chegues perto do cais O rio não tem mais sorrisos nem ais Não sabes se ficas se vais! O Mundo atrais Com flores, odores, e que mais? Com o teu espreguiçar e amanhecer, no cais No futuro vão ser sempre mais As flores a querem subir ao cais De onde os séculos partiram Para não voltarem mais Perderam para sempre os teus cais Aventuraram-se demais Empurrados pelo brilho dos teus sais Na esperança de voltarem A receber mais flores Sempre, sempre mais amores.