Lisboa
Lisboa, para onde vais?
Não te chegues perto do cais
O rio não tem mais sorrisos nem ais
Não sabes se ficas se vais!
O Mundo atrais
Com flores, odores, e que mais?
Com o teu espreguiçar e amanhecer, no cais
No futuro vão ser sempre mais
As flores a querem subir ao cais
De onde os séculos partiram
Para não voltarem mais
Perderam para sempre os teus cais
Aventuraram-se demais
Empurrados pelo brilho dos teus sais
Na esperança de voltarem
A receber mais flores
Sempre, sempre mais amores.
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