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Mostrando postagens de novembro, 2014

Interesses vitalícios

Interesses vitalícios Todos os partidos portugueses, quando se trata de votar privilégios para os políticos, se entendem. Quando toca a dinheiro, não há divergências que os separem! As pensões vitalícias, segundo um estudo feito em janeiro de 2011 por Rui Pedro Antunes, custavam ao país 3,5 milhões. Era apenas um pouco mais do que o que ganhavam 22.311 ( vinte e dois mil trezentos e onze) pensionistas que auferiam a pensão mínima. Como é que 383 políticos recebem mais, só em pensões vitalícias, do que 22.311 pensionistas? Não é por terem descontado mais que os pensionistas, por que se há pensionista que não descontaram, estes políticos , para estas vitalícias pensões, nada descontaram! Como é que muitos podem viver com tão pouco, e poucos com tanto? Depois de terem sido reabilitadas para o orçamento de 2015, tiveram de ser retiradas por ser ano d eleições, coisa que PS e PSD se tinham esquecido. Mas o Bloco de Esquerda porque não tem senadores, lembrou-lhes o pecado que estavam a comet...

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A corrupção Corrupção! Jamais O caldeirão da corrupção está em ebulição, reforçaram-no com varas, mas se elas se partirem, lá se vai a nossa reputação, perderemos a trigésima segunda posição, passaremos para a cauda do pelotão. Enquanto os políticos se banqueteiam com o orçamento, os pobres vasculham o lixo à procura de pão. Os autarcas continuam alegremente a gastar o último tostão na natalícia iluminação, para acenderem a ilusão. O BPN tinha uma óptima gestão, só emprestava com garantias na mão, é por isso que teremos de lhe dar tanto milhão. Portugal tornou-se num pântano sem solução. José Silva Costa

Natal

O Natal Para a tirania dos números Para o vazio do virtual Para a aridez do atual Para quem não vê o desigual Para quem leva o ano a fazer mal Para quem só se lembra dos outros no Natal Não dê prendas de vil metal Ofereça a todos, por igual A força da sua solidariedade O amor e a fraternidade Mas todos os dias! Porque todos os dias são iguais Nem menos, nem mais Porque todos nos sentimos animais Nem menos, nem mais Temos, é de ser racionais! José Silva Costa

cigarros eletrónicos

Cigarros eletrónicos Contra o que dizem a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a senhora deputada Isabel Moreira não só defende os cigarros eletrónicos, como sejam uma maravilha, mas, ainda se insurge contra o imposto sobre este excelente produto, para a saúde pública! Por ser uma pessoa com responsabilidades e visibilidade deveria ter mais cuidado quando emite as suas opiniões, pelo menos , que não fossem contra a comunidade cientifica.

A Sociedade Perfeita

A Sociedade Perfeita Rodízio, 11/02/13 Depois da bebedeira da passagem do século, passado o mito de que não passaríamos dois mil, veio a ressaca: a globalidade, a irresponsabilidade, a produtividade, a falsidade e os famosos mercados. De um momento para o outro fomos confrontados com a produtividade, a mobilidade e a inaptidão. De um dia para o outro, depois de cinco, dez ou vinte anos de trabalho, confrontam-nos com a inaptidão, a mobilidade e a produtividade, e atiram-nos com uma, duas, ou a três par cima. Chegados a casa, dizemos ao cônjuge, filhos e restante família: fui considerado incapaz e calaceiro, por isso não tenho direito à mobilidade, nem à produtividade. De hoje em diante teremos de deixar a casa e viver do ar, porque atingimos o século XXI, o da perfeição, onde todos somos iguais, todos diferentes, e direitos iguais, no papel! Temos o dia do periquito, do gato, do cão, do pai, da mãe, do idoso, da criança, do deficiente, etc., mas esqueceram-se do dia do inapto e do sem-...

Eduardo

Eduardo Prado Coelho A notícia caiu Em pleno Verão No mês das férias As nuvens desfizeram-se em lágrimas Por te perdermos No Verão da idade A morte não foi de férias O Mundo tremeu Não amanheceu No Verão choveu O encontro não aconteceu O Sol toldou-se As nossas Primaveras cruzaram-se Naquele sábado Em que nos convidaste No Diário de Lisboa Para um comício Na casa da imprensa ( ali ao Camões) A tua irreverência Poderia- nos ter custado muito caro Porque a Pide não gostava Das nossas irreverências Nos anos sessenta. Estávamos preparados para tudo Os convidados espanhóis Podem nos ter ajudado A que os homens da António Maria Cardoso Não nos tenham incomodado. José Silva Costa

o petróleo

Sexta-feira, 09/05/2008 ( dia da Europa) Depois de ter atingido os mil euros por barril, o petróleo acabou! Por todo o lado, em todo o mundo, tudo o que se movia com os derivados do petróleo vai parando, à medida que queimam a última gota de combustível, causando grande desespero a todas as pessoas. Depois da tentativa falhada dos biocombustíveis, devido aos motins contra a utilização de alimentos na fabricação de combustíveis, não nos restas outra alternativa que não seja, voltarmos aos transportes de tracção animal. Milhões de automóveis amontoam-se por toda a parte, os aeroportos estão rasos de aviões, e as pessoas não dão descanso aos telemóveis. Durou apenas um século, a invenção que mais contribuiu para a nossa mobilidade individual, dando-nos a possibilidade de quase voarmos. O que fazer com o meu automóvel? Tantos dias e anos de companhia, para uma separação abrupta e definitiva. Milhões de pessoas não se conformam com esta situação, recusando-se a saírem das suas viaturas, arr...

o andamento do tempo

O andamento do tempo O tempo tudo envelhece e destrói Apenas alguns exemplos: A rainha e aristocrata caneta de tinta permanente foi destronada pela esbelta e graciosa esferográfica. Popularizada a partir dos últimos anos, da década de cinquenta, do século XX, depressa se tornou famosa. Tão famosa, que um seu admirador, entrou num estabelecimento comercial, desabotoou o casaco, tirou a sua esferográfica do bolso do casaco e gritou: “ com uma esferográfica já se pode assinar escrituras e cheques, já foi publicado no Diário do Governo” Resistiu até hoje, mas a assinatura digital vai substituí-la, e se a escrita em papel acabar, muito vai chorar! O computador, de quem dependemos, começou por ser uma máquina enorme e tinha de estar num ambiente sofisticado. Os que vi, estavam numa redoma de vidro, para lá entrarmos tínhamos de nos equipar como se fossemos cumprimentar alguém que desconfiassem ter contraído o Ébola. Tornou-se numa máquina incontornável, sem a qual já não podemos passar, e co...

Vendem

Vendem-se Meninas Sírias Rodízio, 30/12/13 Por que razão gastam milhões a festejarem as passagens de ano? Brindam aos atentados no Iraque, no Afeganistão, na Rússia, ou em m qualquer outro local ? Festejam a venda de meninas sírias, de doze, catorze ou quinze anos, a velhos de sessenta, setenta ou oitenta anos, que poderiam ser seus avós? As quais encaram o sacrifício como um desígnio de Deus, porque os pais e os irmãos precisam dos quatro mil euros. Quem é que condena estes pais que, num campo de refugiados, desesperados, só lhes resta a virgindade das crianças? Condenem, antes, os abutres jordanos, sauditas, ou de qualquer outra nacionalidade, que se aproveitam da aflição dos que se viram no meio de um guerra civil, sustentada por russos e americanos, por causa do petróleo, como fizeram em Angola, e em tantos outros países, para abusarem de crianças, por uns dias ou meses, porque o fim é satisfazerem os ímpetos sexuais de animais irracionais, aproveitando para as maltratarem, uma vez...

o último Continente

29/05/2014 A negra e tórrida África Por ódios e guerras, atravessada Em chamas e raptos, lançada Ninguém consegue viver sem pão e esperança Com a vida, sempre, na ponta da lança Todo o Continente foge e avança Em direção ao condomínio fechado Que está em perigo, mesmo estando, por água, guardado E em Mellila, colónia espanhola, por arame farpado É mais que tempo de fazer qualquer coisa, com agrado Já chega de assistir a tantas mortes e olhar para o lado Como se as vidas dos outros não tivesse o mesmo valor Das dos que vivem no Continente desejado! Oxalá a Primavera Árabe traga sementes de progresso, igualdade, fraternidade Que podem levar muitos anos a germinar Mas, quando há uma mudança Quase sempre renasce a esperança. José Silva Costa