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Mostrando postagens de fevereiro, 2008

Cheias

Cheias   Na triste madrugada Zibia e Sara levadas pela enxurrada Na estrada inundada Corria uma ribeira murada Sem leito, nem margens Só lhe restava a estrada A ribeira corria magoada No aperto, apertada, galgou a estrada As irmãs estavam excitadas No primeiro dia não podiam chegar atrasadas Pagaram com as suas vidas A ganância, a corrupção, a desenfreada construção Autorizada nos leitos dos rios Quem responde por sucessivas calamidades? Deixaram cinco órfãos Que triste sorte A chuva trouxe a morte Mais uma vez, e outra, e outra Não temos emenda Continuamos a votar em corruptos Para presidentes de Câmara, e não só.   José Silva Costa