Postagens

Mostrando postagens de julho, 2022

O trigo!

O trigo! Um cereal muito antigo Originário do Egito Cuja farinha, para além do pão, dá para fazer muita coisa gostosa Não há ninguém que não goste de pão Para muitos, a base da alimentação Os políticos deitam-lhe a mão Como arma de manipulação Os pobres comem o pão que o diabo amassou Mas nem esse, hoje, têm! A guerra quer matar todos à fome Exceto os que estiverem à distância das balas Esses morrem mais depressa Tudo destruído e morto, é o que interessa Antes que a loucura arrefeça E o homem não consiga cumprir a promessa De acabar com a Ucrânia Onde os campos de espigas douradas lhe fazem confusão Não fosse o mundo livre levantar-se contra a sua ambição E, o mundo já estaria na sua mão Fruto da sua operação especial de libertação É por isso que não percebe tanta ingratidão Em vez de lhe agradecerem por tão boa ação Decretaram proibições e sanções Com essas ações estão a atrasar a libertação Como é possível não gostarem de viver sob a sua dura ditadura! Preferem viver em liberdade! Al...

Água!

Água! Mais um quente verão Dizem que, cada vez, serão mais quentes Queixam-se as sementes Que com tão alto calor, não conseguem germinar Queixam-se as pessoas, as árvores, os peixes, que estão a asfixiar Sem água, como é que podem respirar e nadar! Como é que vão fazer, para tanta gente alimentar? Se a água continuar a escassear, vamos ter de nos adaptar A muito menos água gastar e deixar de a desperdiçar Caía do céu, com abundância! Mas, começou a faltar, e se assim continuar Temos de a ir buscar ao mar Vai ficar muito mais cara Que remédio, se o céu deixou de a dar! Cansou-se de ver como a estragávamos Agora, vamos ter de aprender como utilizá-la Não há nada como a Natureza, para nos castigar e ensinar como a respeitar Vamos ter de, a água, poupar E de a valorizar, como se de ouro se tratasse Água é fonte de vida! Não podemos continuar a desperdiçá-la Temos de reutilizá-la, armazená-la, não a deitando toda ao rio Que vai ficando vazio, fazendo com que tudo, o que dele dependia esteja...

Abandono!

Abandono! Chamas venenosas por todas as encostas Aceleradas pelo vento, matam tudo por onde passam As pessoas assistem, indefesas, ao roubo de bens e vidas Rezam, mas as chamas não as ouvem e continuam com as suas investidas As lágrimas sulcam-lhes as faces e inundam as rugas Como se quisessem apagar as chamas Arderam os animais, as plantas, as casas e as camas O trabalho de muitas vidas, em pouco tempo, desaparecido Nos choros sustidos, afogam-se os gritos, para não magoarem os sentidos Corpos abandonados, às dores, vagueiam no fumo espesso dos horrores Um silêncio aterrador inunda os campos ardidos Todos os anos se repetem as tragédias dos incêndios Abandonados e vergados pelos anos não conseguem retomar a vida Se ninguém os ajudar, em breve vão definhar Ninguém aguenta voltar a perder tudo quando se estava a reerguer Os políticos papagueiam, como se soubessem tuto Têm o seu sustento garantido, com o rendimento certo ao fim do mês Saberão quão duro é arrancar, da pouca e pobre terra,...

O calor!

O calor Longos dias de verão Em cada festival uma multidão Fogos e fumo em contramão Com muita, muita destruição No abrasador calor, muita dor As chamas levam todo o labor de uma vida Só restam os sonhos, na terra ardida Com toda a terra ferida! Algumas pessoas recusam, de suas casas, a saída Custa muito, tudo perder, não querem a forçada ida Preferem ficar, pondo em perigo a vida, acreditando na fé De que o pior nunca vai acontecer Deixar o nosso lar, quando já pouco conseguimos andar, é uma grande violência, a evitar! Por muito que digam que é para nosso bem, não há nada como estarmos no nosso aconchego Se possível, devemos procurar ter uma alimentação saudável, para uma velhice de qualidade Tudo está na prevenção, tanto nos fogos, como na nossa saúde Extinguiram a função de guarda-florestal, o resultado está à vista! Façam uma restruturação, no ordenamento do território, com pés e cabeça Dotem-na de meios humanos e financeiros, a tempo inteiro A proteção das florestas tem de ser fei...

Tempo!

Tempo! Estas flores, que te dou, simbolizam o meu amor Têm o perfume dos teus beijos A alegria dos teus olhos As suas pétalas são macias como os teus cabelos Dos teus lábios saem bonitas palavras Que produzem sinfonias emocionais E nos transportam para constelações nunca vistas Meu amor, tu és a mais bonita flor Aquela que escolhi para estar sempre a meu lado O caminho, que já percorremos, alado Com cravos e rosas embalado Vamos caminhando por este céu estrelado Colhendo os doces frutos dos muitos anos vividos É tão bonito ver as nossas flores a crescerem Bonitas e perfumadas que dá tanto gosto ver Outras sementes vão germinar e florescer Todos os dias vão amanhecer Florir, sorrir, caminhar, ver tudo a evoluir Como se a caminhada nunca acabasse A lua e sol querem abraçar-se Para melhor iluminarem o mundo Criar uma nova filosofia Baseada na fraternidade e solidariedade Para que todos vivam em harmonia Seja qual for o credo, a cor, a idade Nestes tempos que exigem verdade e igualdade Em ...

Lisboa!

Lisboa Lisboa, cidade da Madragoa Da gente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real, o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar Onde todos se podem despedir dos barcos que se fazem ao mar A oriente a refin...

A lua-de-mel!

A lua-de-mel!   Sonhos longos planos Mar salgado ondulado Um beco apertado Rio sombrio magoado Luzes acesas sem telhado Frio escorregadio molhado Braços num abraço sufocado Beijos num céu estrelado Mãos a afagar um corpo suado A lua a iluminá-los com cuidado Um sono acordado A sorrir em cada namorado Um grito de alegria queimado O sobrolho da rua arrepiado O sol a subir ao sobrado A prometer ficar para sempre acordado Para que ninguém acorde gelado Uma noite de juras de amor encantado Duas vidas atadas por um lençol esticado O amor no perfume deitado Tudo o resto passou ao lado Como se o mundo já tivesse acabado Nem um ruido incomodado O tempo ficou parado Na areia as gaivotas ensaiavam um bailado Tudo ficou alado Voaram num voo imaginado Aterraram nas nuvens de um dia ensombrado Com um bonito penteado O futuro para sempre enleado. José Silva Costa                     

O grande negócio!

O grande negócio   O grande negócio venceu A pobreza perdeu O dinheiro foi desviado Para financiar a guerra Mais dinheiro para a defesa Menos riqueza para o que é necessário De que não fazem parte as guerras Os mais pobres continuam à espera A guerra é que não pode parar As fábricas de material de guerra é que não podem fechar A saúde, a habitação, a educação, o pão ficam para segundo plano Quem declara a guerra não vai para ela Manda a juventude, para morrer e matar Anda um pai e uma mãe vinte anos a criar um filho, para depois lho levarem Ficam felizes se ele voltar são e salvo Mas o ideal seria acabar com todas as guerras Mesmo que seja uma utopia Mas que seria muito bom, seria! Seria uma grande alegria Viver em harmonia Correr atrás de um sorriso Sem o perigo de tropeçar num míssil Dos que são disparados contra alvos militares, mas atingem alvos civis Ao porta-voz do Kremlin não lhe falta verniz, muito lhe cresce o nariz! Quer ser convincente no que diz Mas não condiz com o cariz S...