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Mostrando postagens de janeiro, 2022

Pais (7)

Pais (7) Acabado o mês de agosto, voltam à rotina: os pais regressam aos seus trabalhos e os filhos aos seus estudos Os bailaricos e os namoricos ficavam para o próximo ano. Mas os amigos, da Inês e do Pedro, sabendo que eles tinham sido adotados, questionaram-nos se sabiam alguma coisa da sua família biológica Responderam que os seus pais tinham morrido num acidente de viação, quanto ao resto da família não sabiam de nada Poucos dias depois de regressarem de férias, disseram aos pais que gostavam de saber que família é que tinham dos pais biológicos A Ana e o Francisco disseram-lhes que faziam muito bem em se interessarem pela família biológica, e assim que pudessem, iriam à terra da mãe e do pai, para saberem que familiares é que tinham Quando tiveram o primeiro fim-de-semana livre, rumaram ao Norte, para a aldeia dos pais biológicos Tinham dois tios por parte da mãe e uma tia e um tio por parte do pai    Trabalhavam nas terras herdadas dos pais, em conjunto com os irmãos, ainda não ...

O Fulgor da Língua e o estado do mundo

Correio da Manhã 21 de Março de 2004 Na Oficina Municipal do Teatro, em Coimbra, é lançado às 15h00, o CD-ROM com o poema 'O Estado do Mundo', escrito através da Internet por 144 poetas de língua portuguesa. Incluído no projecto 'O Fulgor da Língua', de Coimbra 2003 - Capital Nacional da Cultura, o poema foi 'construído' num portal durante os últimos três/quatro meses. De acordo com Rui Mendes, moderador do poema com António Pedro Pita, dos 6902 versos validados pelos próprios autores, foi retirada uma súmula de 1715 para o CD-ROM. Durante a produção do poema registaram-se 11 385 entradas no portal, tendo-se inscrito 258 poetas, dos quais apenas 144 foram escrevendo

Pais (6)

Pais (6) Ao longo dos anos foram experimentando o que pensavam ser do seu agrado, mas como em tudo, só depois de se experimentar é que se sabe do que se gosta A Inês acabou por escolher a natação e o Pedro o futebol. Mas o que os pais queriam era tirá-los dos ecrãs, sem ser à força, porque os computadores e os telemóveis vão ser os responsáveis por muitas miopias, uma doença irreversível, que vai atacar muitos dos jovens, que passam os dias sem verem o sol O melhor estratagema, para os tirar dos computadores, é proporcionar-lhes uma atividade, que os entusiasme tanto ou mais que estar on-line Faziam uma grande ginástica para acompanharem os filhos nos tempos livres, quando não dava para irem os quatro juntos, ia um par para cada lado, a Ana gostava de acompanhar o filho ao futebol Desde o primeiro dia que tinha ficado horrorizada com o comportamento dos pais de miúdos de 10 ou 11anos, incentivando-os, sonhando com grandes craques, que fossem famosos e ganhassem milhões Pais e mães grit...

Pais (5)

Pais (5) O amor vence tudo! O Francisco conseguiu, nos dias em que ela não podia, tomar conta dos filhos, para que ela descansasse Foram dias de menos encantamento e de muito trabalho, até por que os miúdos começaram com birras, que são naturais, mas que os pais não desejam As férias escolares traziam-lhes, sempre, muitos problemas, como acontece a todas as famílias que não têm apoios familiares Não tinham nenhuns familiares em Lisboa, tinham vindo da província, para estudarem Bem gostavam que os pais estivessem mais perto, para que se familiarizassem com os netos, e os ajudassem a criá-los Assim que adotaram os filhos, foram visitar os pais, para que a Inês e o Pedro conhecessem os avós, tanto do lado da mãe como do pai Foi um fim-de-semana em casa dos avós maternos e outro em casa dos avós paternos, não foi o suficiente para criar a intimidade, que os pais desejavam que houvesse entre avós e netos Queriam evitar o que, infelizmente, acontece com tantos avós e netos, que mal se conhec...

O mais longo poema

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    De: O FULGOR DA LÍNGUA O estado do mundo In: http://www.ofulgordalingua.com O Fulgor da língua - vídeo no YouTube   1.715 versos em 10 cantos 114 autores  neste trecho, os meus versos são os números:357,370,371 e 399  

Pais (4)

Pais (4)     Tanto a Maria como o Francisco, com o passar dos anos, progrediram nas suas carreiras, assumindo cargos, que lhes exigiam mais disponibilidade e mais tempo, o que fazia com que não pudessem dar aos filhos a atenção que eles mereciam e que eles lhes queriam dar Ainda pensaram contratar uma empregada para tomar conta deles, enquanto não chegavam do trabalho, mas resolveram não o fazer, porque no seu entender as instituições têm de dar possibilidades aos pais de serem pais Enquanto for necessário leva-los à cresce ou à escola, um ou os dois devem poder fazê-lo, bem como jantar e tomar o pequeno-almoço com eles, deitá-los e acordá-los, porque ser pai e mãe é estar presente no dia-a-dia dos filhos, educando-os e vendo-os crescer Educar os filhos é muito difícil, o que faz com que os filhos só compreendam, algumas exigências dos pais, quando são pais A Maria e o Francisco já tinham definido o que fariam para educarem os filhos: não mentir, dar o exemplo, tentar ser parcial para ...

Pais (3)

Continuação (3)   Para a Maria e para o Francisco tinha chegado o dia mais aguardado Iam buscar a Inês e o Pedro, que já os reconheciam e ficavam muito sorridentes, correndo para os seus braços, fazendo com que os futuros pais ficassem tão felizes, esquecendo-se do muito trabalho que iriam ter com eles Estavam de férias, tinham um mês para se adaptarem à rotina de tratarem de duas crianças   Mal entraram na sala onde eles estavam com a educadora e os outros meninos e meninas, a Inês e o Pedro correram para a Maria e para o Francisco, a educadora sorriu, estava muito feliz, por saber que ia entregar, os seus meninos, a um casal de quem eles gostavam As funcionárias e os funcionários das Instituições, que substituem os pais, tomando conta das crianças, vinte e quatro horas por dia, quando as entregam aos adotantes, desejam que tudo corra bem, que sejam amados por os que os escolheram para seus filhos Para a Maria e para o Francisco foram umas férias muito diferentes, nas primeiras noites...

Pais! (2)

Continuação   (2)   Ele continuou a beijá-la e a acaricia-la, dizendo-lhe que poderiam adotar uma criança, que havia muitas crianças institucionalizadas, à espera de um colo de pais  por muito boas e bem organizadas que fossem as instituições, nunca lhes poderiam dar A solução do Francisco aliviou-lhe um pouco o sofrimento, e o facto de não a ter culpabilizado, foi a confirmação de que tinha escolhido o companheiro certo Os meses passavam, mas a Maria não conseguia vencer a tristeza de não poder ser mãe O Francisco achou que estava na altura de irem visitar uma instituição, para tentarem adotar uma criança Foram visitar uma instituição onde mais de uma centena de crianças e jovens aguardavam por uma família Encantou-os um casal de gémeos, de três anos, gostaram tanto dos bebés, que estavam prontos para adotarem os dois Mas queriam ter a certeza de que aqueles bebés eram os que queriam para serem os seus filhos Assim, pediram aos responsáveis pela instituição, se poderiam levar os bebés...

Pais!

Pais   Foram, sempre, colegas no jardim-de-infância, na primária e no secundário Muito amigos, confidentes, faziam parte do grupo de amigos de ambos Só se separaram quando foram para Universidade: a Maria escolheu Medicina, o Francisco foi para Direito  Filhos de famílias da classe média. Mantiveram sempre o contato durante os anos da Universidade Assim que acabou a licenciatura, o Francisco pediu namoro à Maria, que aceitou imediatamente Pouco tempo depois passaram a viver juntos. Mas à Maria ainda faltavam alguns anos, para completar a formação Ambos gostavam muito de crianças. À pressa do Francisco em ser pai, a Maria disse que só pensaria na maternidade, depois de acabar a especialidade em obstetrícia O Francisco fez o estágio numa sociedade de Advogados, onde ficou a trabalhar Eram um casal exemplar, muito amigos e compreensivos um com o outro, mesmo quando o trabalho os fatigava e separava Mal acabou a especialidade, a Maria foi colocada na maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa...

O melhor do mundo!

“ As crianças são o melhor do Mundo”   Esta pandemia tem feito com que todas as faixas etárias tenham sido chamadas a darem o seu contributo para minimizar as consequências desta terrível infeção Primeiro foram chamados os mais velhos, por serem os mais vulneráveis, como se tem visto pela percentagem de óbitos Ao fim de um ano de vacinação, chegámos à faixa etária entre os 5 e os 11 anos, depois dos de mais de 65 anos já terem sido inoculados com 3 doses, que se têm portado como grandes heróis, comparecendo nos centros de vacinação, prontos para serem vacinados Sem medos e sem choros, com um discurso admirável, para as suas idades, conscientes de que estão a contribuir para que a doença não seja tão grave, numa tentativa de não sobrecarregar o Serviço Nacional de Saúde que, com a variante ómicron está a ficar, novamente, sob uma grande pressão, ainda assim, muito melhor do que há um ano Com muitos mais infetados, temos menos internados e menos mortos, graças à vacinação e ao facto dest...

Flores!

As flores   Bonitas flores celestes! Tão doces como os beijos que me deste São perfumadas, são agrestes Colhi-as no campo, onde crescem, livres Para te oferecer com tanto gosto Brilham tanto como o teu rosto! Como se fossem o sol em Agosto É tão bonito de ver, o teu rosto! É como um campo florido Lindo, perfumado, amoroso, saboroso Onde os lábios sobressaem Como se fossem carnudas cerejas, gostosas Que saboreio ao longo do tempo Perdendo a conta às horas Têm o perfume das rosas.     José Silva Costa        

Os anos!

Os anos     Cada ano, cada etapa Cada ano é como uma flor Vai perdendo as pétalas durante os 365 dias Depois, nasce um novo ano Jovem, formoso, muito vaidoso Vai, ao longo dos dias, perdendo o fulgor Envelhecendo, perdendo os sonhos Não conseguindo realizar tudo o que tinha imaginado Acontece com todos os anos Acontece, também, com os humanos Está dependente dos acontecimentos Que fazem com que seja bom ou mau Há os que se tornam inesquecíveis Outros de que ninguém se lembra Os que são lembrados ao longo dos séculos Os que ficam esquecidos no tempo Os que morrem sem glória, nem advento Os que só vivem o momento Os que vencem o tempo Os que se libertam da morte  Os que são eternos!   Bom Ano!   José Silva Costa    

O fim e o princípio

O fim e o princípio     Um fim de ano diferente Em filas de testagem Longas filas intermináveis Foi assim nas praças das cidades Nos aeroportos, a ver os aviões levantar Dez horas para fazer um teste! Para obter um salvo-conduto, que permita sair do país Foi a maneira, que o Governo encontrou Para controlar os arraiais Dias inteiros no meio das multidões Alguns perderam voos e ligações Portugal bateu mais um recorde! Foi o país onde se fizeram mais testes Mesmo assim alguns ficaram em terra  Foi o fim de um ano e o princípio de outro, para esquecer Para aqueles que se queriam juntar aos familiares ou amigos O vírus a impor os seus castigos!   Um Bom Ano Novo para todos! José Silva Costa