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Mostrando postagens de dezembro, 2018

Últimos, segundos

Últimos, segundos Vamos lá queimar os últimos segundos Gastar os euros supérfluos Que aos serviços públicos conseguiram cativar E, que se ficarem para o ano, se podem estragar Que fogo tão bonito para nos fazer vibrar! Lágrimas a caírem do céu, e o seu rebentar E nós todos a cantar Na maior bebedeira coletiva O álcool é que purifica Estamos no novo ano, tão felizes e contentes Queimámos todos os excedentes Nunca mais nos esqueceremos do Terreiro do Paço Nem de todos os outros espaços Onde confraternizámos e festejámos Todos os nossos sucessos Naqueles felicíssimos momentos nada nos faltou Fomos todos abastados Heróis, mas cansados Vivam as bebedeiras coletivas Que nos conseguem trazer tantos momentos de felicidade Que não há queima de euros que não seja bem recebida e aplaudida Fazendo-nos esquecer todas as dificuldades diárias Viva 2019! José Silva Costa        

Vais partir

Vais partir Vais acabar Vais ser lembrado Por o que de bom e mau fizeste Para muitos és inesquecível Para outros, terrível Para muitos alegre Para outros, triste Para uns sorriste Para outros foste o último Contigo, o mundo deu passos atrás Não trouxeste a paz! Jaze, para sempre A pedido de muita gente Que espera, pelo próximo Ardentemente Para grande contentamento Dos que têm fé De que o Novo vai ser muito melhor Viva 2019 José Silva Costa      

O ano

2018 Estás quase a dizeres-nos adeus Já estás muito cansado Foram muitos dias Sem férias, domingos ou feriados Já vais com 360 dias sem parar Vinte e quatro horas por dia Quem é que tanto resistiria! Não foste bom, nem mau Foste mais um Levaste-me amigos Ao mundo, trouxeste muitos perigos Podias ter sido melhor! Ou fomos nós que não te soubemos aproveitar Continuamos, como sempre, só, em nós, a pensar Não te quero agastar Mas não tenho motivos para te admirar Descansa em paz Já todos se preparam Para receberem o teu substituto Numa euforia sem sentido Com muito desperdício Sem pensarem que isso em nada os vai ajudar Não é queimando milhões de euros em fogo-de-artifício Que o mundo vai melhorar Por que razão só aplaudimos a ilusão? José Silva Costa          

Vai e vem

Inverno Chegou mais um Inverno Espero que não sejas muito frio Porque o frio é um inferno O pobre quer mais sol Deita-se no frio da noite A sonhar com o calor do dia Não tem ar condicionado, nem o teto forrado E alguns nem casa, nem telhado A vida é um passo adiado Tem presente e passado O inverno vai e vem No calendário tem dia marcado Nunca chega atrasado Pode vir seco, com frio ou molhado Em Dezembro é esperado Está ao Natal associado Mal ele chega, o ano tem os dias contados.   Feliz Natal e próspero ano Novo   José Silva Costa              

A abstenção

Abstenção Os Partidos não se conseguem regenerar, porque estão rodeados de claques que não os deixam abrirem-se à sociedade Os dirigentes dos Partidos estão rodeados de um núcleo, que repele todos os que questionem ou critiquem as suas orientações Levando a que se convençam que a razão está sempre do lada deles, ameaçando quem se lhe oponha, ao ponto de dizerem que quem se mete com eles leva Foi assim que a abstenção foi crescendo, chegando a mais de cinquenta por cento, porque as pessoas acham que esses senhores não têm competência para os representarem Os Partidos, em vez de tentarem inverter a situação, continuam a fazer de conta que a abstenção não tem nada a ver com os seus métodos de atuação e asfixia, dos que não se submetem ao seu círculo de bate palmas Quando algum membro da sua agremiação tem desvios comportamentais, fazem tudo para o encobrir e defender, mesmo que o que fez não seja defensável O eleitorado vai ficando cada vez mais revoltado, por ver que os Partidos clássico...

Para onde vamos?

Natal, a estrela, que todos os anos brilha Que aquece o coração de muita gente Que é responsável pela confraternização das famílias Que consegue tréguas nas guerras e libertar um pouco de amor Que faz com que algumas crianças tenham momentos de muita felicidade Que faz com que se modifique a cidade Que faz com que sobressaia e brilhe a caridade Que para muitos é uma oportunidade De sentirem algum calor humano e atenção, que, infelizmente, se evapora no resto do ano Um dia, tanto para crentes, como não crentes, diferente Um dia muito triste e difícil para quem não tem ninguém, que ao menos lhe diga: feliz Natal Mas, há sempre o reverso da moeda Uma época de desenfreado consumismo De criminoso desperdício Em que muitos políticos assumem toda a sua vaidade, queimando recursos, que poderiam ter muito melhor destino Tempo de desespero, para muitos milhões de crianças, mulheres e homens, que vagueiam, por todo o lado, à procura de uma estrela que lhes abra as portas do Mundo. À memória da me...

Faz de conta

Faz de conta Começaram as férias escolares do Natal Vamos brincar ao faz de conta Uma brincadeira muito apropriada Para fazermos com as crianças Principalmente quando nos obrigam a comer Aquelas comidas invisíveis, que elas confecionam Com a ajuda das fadas, em que só vemos o prato, garfo e colher Mas que fazemos de conta, que nunca comemos melhor comer Faz de conta que ninguém morre por comer demais ou de menos Faz de conta que ninguém dorme na rua, porque todos temos direito a um lar Faz de conta que Natal é todos os dias, e não um dia Faz de conta que o texto, sobre banqueiros e políticos corruptos, foi publicado Faz de conta que todas as guerras acabaram, para poder dormir descansado Faz de conta que as imagens do Iémen, que já vimos em tanto outro lado, são um fantasiado Faz de conta que o meu blog foi publicitado Faz de conta que vivemos no mundo das fadas, um mundo onde não há impossíveis e tudo é perfeito, sem refugiados, esfomeados, deserdados Desejo-vos um feliz Natal, mas nã...

O Planeta

Ajude o Planeta Neste Natal, embrulhe as suas prendas Em beijos e abraços Não use papel, nem plástico Compre só o que precisa Não se deixe influenciar Por luzinhas, estrelinhas, bolinhas, velinhas Tudo, para o consumo aumentar Os recursos do Planeta estão a esgotar Aproveite, tudo o que poder, para o consular Acabe com o comodismo do saco único, para o lixo E, passe a separá-lo, para poder ser reciclado O esforço vai compensar Da sua colaboração, novos produtos, vão, a luz do dia, ver Vai orgulhar-se e sentir-se empenhado Num mundo diferente Menos poluído Mais evoluído Menos papel Mais virtual Feliz Natal José Silva Costa  

Natal

Natal   Neste Natal, embrulhe as suas prendas em sorrisos, beijos e abraços Deixe de lado o plástico, o papel e o cartão Vamos dar as mãos, por novas soluções Para preservar o ambiente Os recursos não duram para sempre! Não podemos gastar tudo, no presente Mesmo que a publicidade não pare de nos assediar Para este e o outro mundo comprar Como se tivéssemos necessidade De todos os dias mudar de computador, televisão, telefone e de tudo mais Que nos preenchem todas as horas Não nos deixando falar, nem conviver Passamos o tempo teclando no movimento Cada qual para seu lado, sem trocarmos uma única palavra Lá chegará o tempo em que não conseguiremos articular qualquer som Perderemos a voz, só os dedos comunicarão! Oratória, imprensa, televisão Ninguém para a evolução! Mas, não basta embandeirar em arco Parar o carro e apagar as luzes uma vez por ano Todos os dias temos de contribuir para melhorar o ambiente Para podermos continuar a respirar Porque em muitos locais já é difícil respirar Há...

Jardins

Jardins Num mar de flores floridas Tantas coisas perdidas Os amigos, que partiram As abelhas entretidas Não deram pela falta dos meus amigos Continuam, todos os dias, a cumprimentar as flores Todos os dias volto ao jardim Mas não tenho ninguém para cumprimentar As flores não me entendem! Só gostam que as abelhas as cumprimentem Contento me com o seu perfume Passo o tempo a ver o trabalho das abelhas Não trabalho, nem falo Volto, mudo e calado No jardim, já ninguém joga às cartas Estou cada vez mais cansado Mas não deixarei de ir, todos os dias Ao jardim perfumado. José Silva Costa    

Cativar

Cativar Cativar, uma nova forma de governar Centeno introduziu, na governação, a cativação Cativa na educação, na justiça, na saúde ..... Mas nunca cativa os ordenados dos políticos Este mês a negra prenda coube às famílias mais desfavorecidas Cuja maior riqueza é terem filhos aplicados nos estudos Conseguindo boas médias nos estudos E, por isso, são compensados pelo Estado Este mês só receberão metade do que têm direito Para o ano receberão a outra metade Quem decretou e mandou publicar, que as Escolas só podem, metade, pagar? No mês em que as famílias, queriam os filhos premiar, pela dedicação e esforço, comprando-lhes uma simples prenda, o Governo cortou-lhes, para metade, a bolsa Todos dizem que nem no tempo da troica, se viu tamanha vergonha. José Siva Costa  

Frio

Frio Para o gélido frio de Dezembro O teu calor aconchegante No sorriso do teu olhar vejo a magia do mar Onde os nossos sonhos podem navegar Nos teus rubros lábios de romã Vão os nossos beijos namorar As redes virtuais, vamos desligar Não há um olhar que brilhe no vazio Da navegação da internet Nada, como caminharmos, lado a lado Sustendo o Mundo, por muito, que seja, pesado No virtual não há lugar para namorar Juntos, vamos o Mundo mudar José Silva Costa