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Mostrando postagens de maio, 2019

A vergonha

A vergonha   A corrupção é uma teia Que muitos, enlameia Todos os dias nos incendeia Para a qual, o país tem muita veia Que falta de ética nos bombardeia! Só pensam em esquemas, mas volta e meia Alguns vão para a cadeia Ficar com o alheio, é coisa feia Mas a ganância não tem peia É preciso que toda a gente leia Que tudo o que é público, é sagrado Compete, a sua distribuição, ao Estado Não é só para o engraçado Que pena, a vergonha tenha acabado!   José Silva Costa      

Domingo de Maio

O último domingo de Maio   Fomos votar À tardinha, pela fresquinha Aproveitámos para caminhar De onde votamos vê-se o mar Depois, as pernas pediram para descansar Estavam cansadas de décadas a andar Sentámo-nos junto a um parque infantil Para saborearmos o último Domingo de Maio Onde as mulheres e homens de amanhã testavam a testar as aptidões Ficámos a comtempla-los, e a ver o mar e o sol O sol foi descendo devagarinho até se afogar, no mar Mas antes lacrimejou como que a dizer-nos adeus Prometendo voltar dentro de um quarto e meio do dia No lado oposto, pujante e brilhante Para ir subindo e aquecendo, ao longo do dia Resta-nos menos de um mês para o vermos, mais uns minutos, aumentar Depois vai diminuindo até o inverno chegar Temos o privilégio de vê-lo nascer a esfregar os olhos, antes de aparecer na totalidade E à tarde, com tempo para vestir o pijama, antes de se deitar, no mar Enquanto, que no Equador nasce e põe-se instantaneamente.   José Silva Costa        

A amizade

Maio Maio, mês do sol, das flores, dos fins de tarde encantadores! Das cerejas rubras e deliciosas, como os beijos Do desejo de te beijar, como se cerejas estivesse a provar Os teus lábios são romãs, com cerejas a namorar, que gosto de saborear Vamos aproveitar este sol de Maio, para nos embalar Não há mês como este para nos levar ao altar Quem me dera que todo o ano fosse Maio Passar todo o tempo no sorriso do teu encanto Sem chuva, sem frio, sem vento Só com o sol a brilhar nos teus olhos e o corpo a saber a mar Na praia, no campo, no meio das flores, a sonhar Com futuros, sem muros, sem guerras, sem fomes, sem pobres Talvez sejam só visões, mas seria tão bom viver na ilusão Sem saber da realidade, dura e crua Abraçar um desejo, um sonho, um amanhecer diferente Onde a humanidade pudesse estar toda abraçada por uma causa A amizade!   José Silva Costa      

Flores e amores

Flores e amores Maio, flores, perfume, amores Luz, Sol, Calor, sonhos Um mês cheio de encantos e recantos Quando nos pomos a cantar e a escutar A beleza da Natureza, na pureza do seu bem - estar Todos os anos, de novo nascida, para nos mostrar Quão curta é a vida Mas, presos na nossa ambição, nas nossas correrias Como se tudo não acabasse um dia! Nem temos tempo para a contemplar, desfrutar dos seus cheiros Da sua harmonia, do som sussurrado dos ribeiros Outrora, puros e cristalinos, hoje, depósitos de maus cheiros É o progresso, o custo de termos água canalizada e saneamento Que tanto contribuem, para que tenhamos uma mais longa e asseada, vida! É por isso que se diz, que nem tudo são rosas, também há espinhos Mas, o progresso trouxe-nos, e cada vez mais nos trará mais mimos Só temos que pensar e não exagerar Para não deitarmos tudo a perder Voltando às trevas e começar tudo de novo Parece que estamos num ponto de grande viragem Oxalá consigamos equilibrar o barco, mantendo-o na senda...

Vamos votar!

Vamos votar Não compreendo o desinteresse Que tantos eleitores demonstram Pelo direito de escolherem os seus representantes Seja para o Parlamento Europeu, Assembleia da República, Autarquias, Presidente da República! Porque é um direito, que foi conquistado, com muitas lutas e mortes Só depois de1974 é que o direito de voto se tornou universal É triste ver, como muitos desperdiçam, um direito, do destino, escolher Mas têm de perceber que o destino vai ser conduzido Por quem, no Parlamento, uma maioria, obtiver Podem arranjar as desculpas que quiserem, para não irem votar! Mas nenhuma é válida! Como é que podemos responsabilizar os governantes, por isto ou por aquilo Se formos nós, os primeiros a não cumprirmos com o nosso dever! Portanto, não nos podemos desresponsabilizar, escudando-nos com o não cumprimento dos outros O que os governantes, deputados, presidentes fazem ou não fazem é da sua responsabilidade Em cada ato eleitoral, temos o poder nas nossas mãos Se prescindirmos dele, n...

Rosas

Rosas de Maio Nas asas da Natureza Vejo toda a tua beleza Lábios de rubro veludo Como as Rosas de Maio Todas as manhãs sigo os teus passos Todos os dias vou no teu encalço Para saborear o teu perfume Que armazeno na memória Para desfrutar dele a qualquer hora Mas, tu não olhas para ninguém Não tiras os olhos do telemóvel Do eBook, onde lês os romances E, andamos assim há anos! E, tu sem saberes que vivo para te ver Mas tu não tiras os olhos dos romances! Nem sequer, para a cor, lhes ver Hoje, ninguém tem tempo de olhar para o próximo Absortos no seu mundo, de fones nos ouvidos Dedos e olhos pregados nos telemóveis Passamos todos os dias, quase uma hora Lado a lado, no comboio, mas nem uma palavra! Antigamente, conseguíamos entabular um diálogo Nem que fosse a falar do tempo Depois, todos os dias desabafávamos sobre a vida Emprestávamos livros uns aos outros Jogávamos às cartas Agora nem os bons dias, damos uns aos outros Como faço, para te dizer, que sem ti não passo? José Silva Costa ...

Canções!

O festival da canção A Europa vestiu-se a rigor Para ouvir e ver os seus cantores Foi maravilhoso ver os casais a beijarem-se Expressando todo o amor Numa festa em que a Europa confraterniza E a torna, uma vez no ano, mais unida É bom dar lugar ao amor, à alegria, à vida Todos deram o seu melhor, para chegar à final Mas, só alguns conseguiram passar E, no fim, só um vai ganhar O principal é dizer presente, participar E orgulhar-se de contribuir para, milhões no mundo, alegrar Não vale a pena desesperar A vida é feita de vitórias e derrotas E, para o ano podemos voltar a tentar Só a paz permite estas realizações Onde cabem todos os corações.   José Silva Costa     ,        

A Europa

Europa, 74 anos depois A velha senhora, a jovem moça, a mulher feita Por estes dias celebra os setenta e quatro anos do fim do massacre a que foi sujeita Deveria ser uma festa perfeita, mas nuvens negras voltam a toldar o céu europeu Quem é que de tanto horror, já se esqueceu! Lá porque, depois, nasceu, não é desculpa, para ignorar o que aconteceu O holocausto não foi só para quem era judeu Todos os povos, da Europa, muito sofreu. Ao fim de sete décadas, parece que há, quem já se tenha esquecido! O sofrimento e a destruição foram de tal dimensão Que um estadista – Robert Schuman - procurou uma solução Em vez de se guerrearem deviam cooperar Em 18/4/1951, Alemanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Holanda criaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço Estava aberto o caminho para a União Europeia A coisa mais maravilhosa, que os europeus criaram Por ser um projeto de solidariedade e cooperação Mas ao fim destes anos, voltaram os egoísmos e os nacionalismos As barreiras de arame farpado O...

Contas

Contas   A luta dos professores serviu para clarificar algumas coisas: Primeiro, os portugueses não sabem fazer contas! O que não admira, porque quase todos têm negativa à disciplina de matemática Segundo, só os partidos, que nem eles acreditam que um dia serão chamados a formar Governo, aprovaram, sem condicionantes, a contagem total do tempo de serviço dos professores, porque sabem que nunca lhes será exigido o cumprimento desta aprovação Terceiro, se António Costa, na próxima legislatura, continuar a ser o primeiro-ministro, não falará mais em contagem do tempo de serviço dos professores, avaliações, nem carreiras, porque o que não tem solução, solucionado está. O melhor é colocar-se-lhe uma pedra em cima, para que não provoque mais confusão Quanto aos partidos, que prometem inscrever nos seus programas eleitorais, que contarão todo o tempo de serviço dos professores, se houver dinheiro, se fizer bom tempo ……….., já se sabe que nem daqui a cinquenta anos, os professores virão cumpri...

Nem em10 anos!

Em mais de 40 anos Pela primeira vez Um primeiro-ministro Em vésperas de eleições Tirou, a uma classe profissional Todas as ilusões Dizendo que nem em dez anos Conseguem recuperar todo o tempo congelado Não é isto que costuma acontecer! Em ano de eleições prometem o céu e a terra Mesmo que saibam que não o podem fazer Então, o que é que está a acontecer! Não o sei dizer Mas, as condicionantes a isso o obrigaram Se voltar a formar Governo, já tem meio caminho andado Era tão bom, não ver o eleitorado enganado Porque não o fez no início da legislatura? Teria, aos professores tantas expetativas, poupado Tanto protesto desperdiçado! Tantos dias de trabalho adiado Tanto encarregado de educação incomodado Porque os miúdos tiveram de ir para outro lado Assim, o país não passa de atrasado! Mas, se tivesse sido sincero, a geringonça talvez mão tivesse arrancado O mundo muito tem mudado Mas, o ensino continua antiquado O aluno, de livros, carregado Quem quer evoluir, ao computador tem de estar ag...

Dia de todas as mães

Dia da Mãe Mãe, tinha tanto para te dizer Mas, perdi-me a procurar as palavras Que conseguissem descrever tudo o que sinto por ti Nunca as consegui encontrar Para tudo há tantas palavras! Mas, para mãe, não encontro nenhuma que seja suficiente Um dia acordei determinado A dizer-te tudo, mesmo calado Olhei para o lado Já te tinha levado Para sempre! Não te cheguei a dizer tudo o que é ser mãe Assim, vou continuar a trabalhar Para descobrir as palavras Que consigam dizer tudo o que é ser mãe Porque todas as mães, continuam, todos os dias, no meu coração. José Silva Costa            

Primavera portuguesa

Portugal deitou-se nas trevas de uma ditadura Acordou na radiosa Primavera de 1974 Ninguém imaginou que estávamos na esquina do futuro! Passou o dia na incerteza de qual seria o seu futuro Foi uma noite, que se prolongou por todo o dia, sem se saber o desfecho Na falta de um cigarro, que um soldado pediu a uma senhora, para queimar o nervosismo Esta, muito triste por não ter cigarros, deu-lhe um cravo vermelho, que ele colocou, no cano da espingarda Foi o fim das guerras coloniais, o nascimento da revolução dos cravos Mas, a noite, a madrugada e o dia foram muito longos e de muita ansiedade Primeiro foi o frente a frente, na rau do Arsenal, dos carros de combate de Cavalaria Felizmente, imperou o bom senso: os militares do Regimento de Cavalaria nº7, de Lisboa, não obedeceram à ordem de fogo Estava ultrapassado o primeiro obstáculo: os militares não iam disparar uns contra os outros De seguida os homens da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, dirigir...