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Mostrando postagens de outubro, 2021

Renovação

Cartão de Cidadão   A renovação por SMS do Cartão de Cidadão foi descontinuada e substituída pela renovação automática com entrega do cartão em casa.  As pessoas com 25 anos ou mais, que tenham o Cartão de Cidadão caducado ou quase a caducar, já podem renovar o cartão sem sair de casa. Quem tem o Cartão de Cidadão caducado, ou a caducar, vai receber em casa a carta PIN da renovação automática sem alteração de dados.  A  carta PIN  contém os códigos do cartão e uma referência Multibanco válida durante 60 dias. Depois de fazer o pagamento, o seu cartão é enviado para casa por correio registado.   Renovação automática do Cartão de Cidadão com entrega em casa   Quem pode renovar Qualquer pessoa com 25 anos ou mais pode fazer a renovação automática do Cartão de Cidadão, desde que:  o seu Cartão de Cidadão esteja caducado, ou a caducar dentro de 60 dias, e ainda não tenha pedido a renovação por outra via (online ou presencial) na última renovação tenha atualizado os dados biométricos (fotogr...

O futuro é hoje (2)

O futuro é hoje 2 A Adelaide, no dia seguinte, disse à filha que estava de acordo com ela, porque era preciso inverter as políticas, privilegiando os transportes públicos, investir na ferrovia para passageiros e mercadorias, para acabar com os comboios de camiões T.I.R., que ocupam a faixa da direita das autoestradas da Europa A filha estava muito preocupada com o problema do emprego do pai e de todos os que todos os dias veem os seus empregos desaparecerem, devido às novas tecnologias Mas, ao mesmo tempo, é uma grande defensora da descarbonização da economia, defendendo que temos de aproveitando todas as oportunidades, que o conhecimento nos proporciona Como seja o eficiente aproveitamento dos elementos: água, vento, sol Há noite, ao jantar, perguntou ao pai: o Luís, se já tinha ouvido falar do ivaucher, essa nova palavra mágica, que já fora utilizada para promover o que não se conseguia vender, como foi o caso da restauração, o turismo e a cultura, devido à pandemia  Agora, voltava a...

O futuro é hoje

O futuro é hoje 1   Filomena chegou a casa, muito cansada, mas muito feliz por ter participado na manifestação, de sexta-feira, pelo clima O pai não gostou nada que ela tivesse faltado às aulas, e disse-lhe que tinha era de completar o curso, porque não eram as manifestações que iam mudar o mundo Ela respondeu-lhe que estava a lutar por um mundo melhor, mais amigo da natureza, com menos pobreza, menos calamidades causadas pelo aquecimento global, que nos últimos tempos, têm acontecido, por todo o lado O progenitor disse-lhe que estava muito preocupado com a velocidade a que tudo estava a mudar, e tudo por causa do chamado aquecimento global, que nem todos acreditam que se deva ao comportamento humano Sempre tinha trabalhado em automóveis, assim que fez a quarta classe, foi par uma oficina, para aprender a mecânica dos automóveis com motores a combustão Estava habituado aqueles gases dos escapes, nas oficinas ou garagens, no rés-do-chão ou cave dos prédios, em espaços pouco ventilados, ...

A beleza

A beleza Na leveza da pureza Vejo a tua beleza Esses olhos, verdes, de amêndoa doce Cintilantes, são uma atração permanente Quem me dera passar todo o tempo A beber o perfume dos teus lábios de romã, rosa, amora Por quem os meus choram a toda a hora Esse teu perfume, que me inebria os sentidos Irresistíveis são, também, os fornicoques dos teus vestidos Nesse desafio que teimas em manter com a lua Para ver quem mais ilumina a rua nua Quem mais brilho irradia, se tu, se a lua Nessas disputas que embebedam os amantes Nas casas fechadas, de luzes apagadas Que em delírio prometem amor eterno Nós, já não precisamos de velas, nem rezas Nem de falsas promessas Já nos conhecemos do direito e do avesso Para mim serás, sempre, a mais misteriosa A mais bonita rosa A companheira mais formosa.     José Silva Costa         

Folhas caídas

Folhas caídas Outono, meu suave outono estás a arrefecer Tapetes de folhas de todas as cores Árvores despidas a tiritarem de frio O soalheiro vai ficando vazio Os idosos que o frequentavam Vão ficando em casa Com receio que o sol já não os aqueça Fecham-se em casa, vendo o sol pela vidraça Aprendem com os gatos, qual o lugar mais quente Não têm dinheiro para aquecer as casas O custo da energia não cabe nas suas magras pensões Têm de procurar outras soluções São aconselhados pelas autoridades da saúde Para vestirem muitas camadas de roupa Para terem muito cuidado com o frio Porque ele é um grande inimigo de quem já tem muitos anos Aconselham-nos a beberem água Mas, alguns raramente a beberam Não é na reta final que o vão fazer Parecendo que preferem morrer A água, que enferruja o ferro, beber Todos devíamos saber Da importância da hidratação Mas, essa não tem sido a preocupação da Nação Mais preocupada em promover o vinho Que continua a dar de comer a muito português Há coisas que nunca...

Alcoolismo

Violência Tempos de violência Será que alguns jovens pensam! Têm consciência do valor da vida? Duvido! Quando velhos e novos se ajoelham Em todo o Mundo A um jogo de extrema violência Como sendo a melhor coisa do mundo Há qualquer coisa de errado Quando os pais se desresponsabilizam de o serem Para se portarem como se fossem da idade dos filhos Fazendo concorrência aos amigos deles Como se não tivessem a obrigação de os educarem De lhes darem bons exemplos Como é que um bêbado pode dizer ao filho, para não beber! Fechamos os olhos, não queremos ver, nem saber Das multidões de adolescente a embebedarem-se, nas ruas Não basta proibir a venda de álcool a menores É preciso que, pelo menos, na via pública, não o bebam É preciso acabar com os patrocínios, generosos e desinteressados De produtores, fabricantes e distribuidores de bebidas alcoólicas Às atividades desportivas das crianças e jovens Somos um grande produtor de bebidas alcoólicas! Mas, não podemos continuar a ser um país de alcoól...

A encruzilhada

A encruzilhada   Tempos densos Jogos violentos Noites afogadas em álcool Vidas ceifadas nas madrugadas Deslumbramento após o confinamento Vidas sem sentido: nem trabalho, nem estudo Passam os dias agarrados aos ecrãs Sem perspetivas, nem futuro O dia inteiro presos num muro Sem falar, nem andar Navegar em seco! Na violência das “redes sociais” Como é que nos vamos guindar, a novos patamares? Se a transição do escuro para o verde vai ser desafiante Vai exigir muita criatividade Muita e boa mocidade Onde não entra o muito álcool Pensamentos com muita mais elasticidade Exijamos mudanças nas políticas, para um melhor ambiente Mas essas mudanças temos de ser nós a faze-las! Novos hábitos de consumo Preferir o que vem de perto O que é da época Para a eletricidade, temos de mudar Para o fumo acabar E a cidade poder respirar E as crianças poderem, saudáveis, crescer José Silva Costa  

O tempo

Tempo   Bonitos rios correm para o mar Sem parar, têm pressa de chegar Também o tempo está sempre a andar Quer a água acompanhar Mas não tem mar onde desaguar Tem de continuar, sempre, a circular Vai e vem, amanhece e escurece Faz calor e frio, cai neve e chove Vai-se vestindo de acordo com a moda Em cada estação do ano, a sua tendência Num desafio constante, a namorar a ciência Numa correria para que não falte tempo ao tempo O tempo aproveita a boleia do vento Para chegar, sempre, a tempo Quem nunca tem tempo! Não pode culpar o tempo Porque, por ele, nunca faltou, nem se atrasou Está, sempre, muito atento Para estar em todo o lado, em todo o momento Cada um tem o seu tempo Não o pode comprar, nem vender Com ele tem de viver Não vale a pena fugir nem correr O nosso tempo, nunca nos vai perder.   José Silva Costa      

A Natureza

Cumbre Vieja Vulcão   Sonhos interrompidos Vidas paradas Lares queimados Por um vulcão zangado A mais bonita ilha: La Palma Transformada num inferno Meio século a dormir Acordou estremunhado Para matar tudo Raivoso de lava Não para de tudo ameaçar Onde pode um sonho descansar? Que não se levante um vento para o acordar Ter de tudo abandonar Para a vida salvar O trabalho de uma vida entregue ao ar Até que a lava o venha buscar Ver o mar chorar Por o fogo o queimar Sem ar para respirar O fumo a impedir os aviões de levantar Rios de lava encosta abaixo O desespero de um mar de gente Impotente para lhe fazer frente.   José Silva Costa  

A saúde da saúde

A saúde da saúde   Se há coisa que mexe, com as pessoas, é a sua saúde Que não se resolve com os milhões cativos no Banco de Portugal Quando os médicos do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, se demitiram o Governo veio dizer que tinha não sei quantos milhões para gastar não sei quando, como se os doentes, de hoje, pudessem esperar mais cinco ou dez anos! Há doentes que esperam por uma consulta há mais de um ano, por falta de médicos especialistas, um problema que afeta, senão todos, quase todos os Hospitais do Serviço Nacional de Saúde O Hospital da Guarda, como não tem médicos, dedica-se a enviar doentes, que já percorreram dezenas de quilómetros, para outros Hospitais Quando confrontados com estes problemas, os Governantes escondem-se atrás dos números Se não forem milhões de euros, são centenas de profissionais contratados para o SNS, mas nunca falam da quantidade de médicos, porque entre eles pode não estar nenhum médico! Vivem felizes e contentes, convencidos de que conseguem en...

As minhas flores

As minhas flores   As flores que me deste São lindas, perfumadas De um amor celeste Duas Rosas e um Cravo Que bonitas prendas me ofereceste! Frutos do calor do nosso amor Mesmo que quisesse partilhar as dores Foste tu, meu amor, que as suportaste Mas, dar vida a novas flores tudo merece Vê-las crescer, florescer, a primeira palavra dizer E, essa é, sempre, para ti: Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Não há palavra que igual o doce da palavra Mãe As nossas flores já deram as suas flores Mais quatro rosas e um cravo Mais perfume perfumado Cumprimos com a natureza Acrescentámos, ao mundo, beleza.   José Silva Costa      

Sorrisos

Sorrisos! As árvores vão-se despindo Folhas mortas atapetam o outono Menos horas de sol Mais horas de sono São os dias do outono Manhãs e noites frias No entardecer do sol Os idosos voltam ao calor do lar Recordam os verdes anos Em que o frio não os impedia de namorar Vão-se habituando às condições Têm de viver com as suas estações Sonham com os bailaricos nos dias de feira Onde descansavam da canseira Nos verdes anos julgavam-se imortais Voavam nas asas dos sonhos Deixavam a lua na rua A sombra ficava nua Tudo lhes sorria À medida que a vida vai encurtando A magia tem, ainda, mais alegria As correrias da impetuosidade dos jovens Ajudam-nos a recordar o que faziam  As crianças transportam o novo dia Trazem as cores do infinito sorriso Na ponta dos dedos guardam os segredos Para eles não há medos!   José Silva Costa      

Folhas caídas

Folhas caídas   O vento a uivar pelas esquinas As árvores a tiritarem de frio Despidas, com o céu vazio À espera do último arrepio Sem folhas, mas aprumadas de brio O vento com o seu assobio A avisar, que o tempo é esguio Que a água procura o rio Com pressa de, ao mar, chegar É aí que quer ficar Até as nuvens a voltarem A derramar, novamente, sobre a terra Assim se completa mais um ciclo da água Folhas caídas, árvores despidas Alamedas atapetadas de folhas molhadas  Que perderam o brilho, estão amarguradas Destroçadas por serem espezinhadas De um dia para o outro perderam a sua função Tiram-lhes o coração Agora, são lixo no chão Choram, perderam a ilusão De que eram úteis e eternas Perderam as pernas, perderam tudo Não voltam a vestir as árvores Não voltam a ter a admiração do Mundo.   José Silva Costa