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Mostrando postagens de agosto, 2016

114 autores

Um poema escrito na Internet por 114 autores O poeta António Ramos Rosa ofereceu o seu talento ao projecto. Mas tratou-se, apenas, de uma contribuição entre as de muitos anónimos que utilizam a Internet. Ao todo, 144 pessoas de diferentes pontos do mundo ofereceram quase sete mil versos a este projecto da Capital Nacional da Cultura Não haverá muitas obras com as características da que foi apresentada ontem, Dia Mundial da Poesia, em Coimbra: o poema O Fulgor da Língua, na sua versão final em CD-Rom, reúne 1.715 versos, escritos por 114 autores, através da Internet. O estado do mundo é o tema do poema, do qual foram lidos alguns excertos por seis autores da companhia de teatro A Escola da Noite, na Oficina Municipal de Teatro, ontem à tarde. A «aventura», como lhe chamou o filósofo António Pedro Pita na presença de meia centena de pessoas que assistiram à apresentação do poema, começou há cerca de um ano, por iniciativa do poeta Rui Mendes e com o patrocínio de Coimbra Capital Na...

ofulgordalingua

O mais longo poema sobre o Estado do Mundo escreve-se em língua portuguesa Sexta, 5 Setembro 2003 (17:01)   Desde o sítio O Fulgor da Língua , promove esta iniciativa dentro das actividades da capitalidade Nacional da Cultura 2003, de Coimbra Começou a 15 de Maio, e tem data agendada para o fim a 31 de Dezembro de 2003. A iniciativa de escrever o mais longo poema sobre o Estado do Mundo em língua portuguesa pode seguir-se via internet. Estas são as normas desta interessante acção explicadas no próprio web do Fulgor da Língua: [+...] "1.- Escrever/criar, via internet, em motu continuo e verso livre, o mais longo poema colectivo em Português é o objectivo central (histórico!) de O Fulgor da Língua. 2.- O Poema, dividido em dez cantos e compulsando o estado do mundo, está aberto à participação activa de todos aqueles que, espalhados pelos cinco continentes, se exprimam em Português. 3.- Finalizada e consumada a fase inicial –16 de Maio a 30 de Junho – e tendo sido...

Ofulgordalingua

Maior poema na Net escrito em português 2003-05-13 Poetas de todo o mundo, independentemente das suas línguas maternas mas que se exprimam em Português, podem, em verso livre, entrar numa aventura poética online. Isto é, no espaço virtual, em www.ofulgordalingua.com, poderá nascer, de 15 até 31 de Dezembro, o maior poema do mundo. É esta a matriz do projecto O Fulgor da Língua Portuguesa, ontem apresentado em Coimbra, no âmbito da Capital da Cultura, que divide a parceria deste projecto com o Instituto Pedro Nunes (Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia). A criação do poema colectivo, com versos inéditos, via Internet, em acto contínuo é, pois, a aventura imprevisível. Como funcionará, então, o processo criativo? Existem duas fases: na primeira, até 15 de Junho, cada autor procede inicialmente ao preenchimento de um formulário identificador e indicará os versos (cinco por dia e por autor), usando o seguinte endereço electrónico: opoema@ofulgordaling...

Olhar o sol e o mar

Agosto acabou Com ele, as férias, levou Ficam as recordações do mar, do sol … Os cheiros dos bronzeadores e protetores solares Os sonhos a serpentearem por entre as areias e as ondas do mar Os dias descontraídos das férias, que desaparecem, como grão de areia, por entre os dedos As praias voltam a ficar desertas, sem o colorido e correria das crianças Sem a multidão, a procurar um palmo de chão, onde colocar a toalha No meio de tanto coração Ficam, de novo, entregues as gaivotas Durante onze meses, durante os quais sonhamos voltar a conquistar-lhas Volta a rotina do dia a dia: arrancar de madrugada, as crianças à cama Interrompendo-lhes os sonhos e o sono Depois de termos sido martelados pelo despertador Que não deixa, nem por uns segundos, que o corpo fique acordado, a sonhar, a saborear … As mulheres, voltam a ter de fazer Muitas coisas ao mesmo tempo No regresso de um dia de trabalho intenso Enquanto fazem o jantar, ensinam aos filhos a tabuada e a contar Pensam no dia seguinte, e o...

Sonhar, amar

Agosto acabou Com ele, as férias, levou Ficam as recordações do mar, do sol … Os cheiros dos bronzeadores e protetores solares Os sonhos a serpentearem por entre as areias e as ondas do mar Os dias descontraídos das férias, que desaparecem, como grão de areia, por entre os dedos As praias voltam a ficar desertas, sem o colorido e correria das crianças Sem a multidão, a procurar um palmo de chão, onde colocar a toalha No meio de tanto coração Ficam, de novo, entregues as gaivotas Durante onze meses, durante os quais sonhamos voltar a conquistar-lhas Volta a rotina do dia a dia: arrancar de madrugada, as crianças à cama Interrompendo-lhes os sonhos e o sono Depois de termos sido martelados pelo despertador Que não deixa, nem por uns segundos, que o corpo fique acordado, a sonhar, a saborear As mulheres, voltam a ter de fazer Muitas coisas ao mesmo tempo No regresso de um dia de trabalho intenso Enquanto fazem o jantar, ensinam aos filhos a tabuada e a contar Pensam no dia seguinte, e o q...

Mar, amar, o mar

Mar, mar, mar No agosto quente Com mar azul serpente Que acaricia o corpo florescente Que beija, abraça e deita Nos seus macios e perfumados lençóis Mas não promete, nem mente! Esse mar, que em agosto, afoga os sonhos e desejos De tanta gente! Mês de alívio, relaxe, convívio De confraternização, encontros e desencontros Que se apagam como neblinas matinais Agosto passa. Imploramos que não vá Mas não volta mais Agosto lava o corpo e a mente

Medalhas

Terminaram as olimpíadas do Rio 2016 A nossa medalha Muitos parabéns para a Telma Monteiro Conseguiu, com um esforço derradeiro Fazer vibrar um país inteiro. Muitos parabéns também, para todos os outros Submeteram-se a um esforço sobre-humano Que só a vã glória lhes conseguiu obter! Numas olimpíadas Uma competição com um especial elã Com mais de duzentas nações Ficar entre os dez primeiros, é muito bom Quanto trabalho e dedicação Para se ser campeã!

A nossa medalha

A nossa medalha Muitos parabéns para a Telma Monteiro Conseguiu, com um esforço derradeiro Fazer vibrar um país inteiro. Muitos parabéns também, para todos os outros Submeteram-se a um esforço sobre-humano Que só a vã glória lhes conseguiu obter! Numas olimpíadas Uma competição com um especial elã Com mais de duzentas nações Ficar entre os dez primeiros, é muito bom Quanto trabalho e dedicação Para se ser campeã!   José Silva Costa        

A Caixa! Com certeza

Promessas e juras Todos prometeram que nem um cêntimo dos contribuintes seria gasto nas falências dos Bancos. Os resultados são bem conhecidos: muitos mil milhões destruídos A Caixa: a cereja no topo do bolo Mais administradores Mais dinheiro para os doutores Mais trabalhadores para a rua E, o mais escandaloso: a alteração da lei das sociedades financeiras, para que a Caixa continue a ser o asilo dos inválidos da política. O Ministério das Finanças não sabia que oito dos indigitados não cumpriam a lei? Foi preciso o Banco Central Europeu garantir o cumprimento da lei, chumbando-os! Se a nomeação não dependesse do BCE, teriam passado por cima da lei? Afinal, a lei não é igual para todos! Mudam os Governos, mas o circo continua, e o espetáculo não arrepia. Tantos meses de indecisões, negociações, para comodar todos os boys.  

Promessas e juras

Promessas e juras Todos prometeram que nem um cêntimo dos contribuintes seria gasto nas falências dos Bancos. Os resultados são bem conhecidos: muitos mil milhões destruídos A Caixa: a cereja no topo do bolo Mais administradores Mais dinheiro para os doutores Mais trabalhadores para a rua E, o mais escandaloso: a alteração da lei das sociedades financeiras, para que a Caixa continue a ser o asilo dos inválidos da política. O Ministério das Finanças não sabia que oito dos indigitados não cumpriam a lei? Foi preciso o Banco Central Europeu garantir o cumprimento da lei, chumbando-os! Se a nomeação não dependesse do BCE, teriam passado por cima da lei? Afinal, a lei não é igual para todos! Mudam os Governos, mas o circo continua, e o espetáculo não arrepia. Tantos meses de indecisões, negociações, para acomodar todos os boys.  

Um lugar ao bronze

Os Anéis Os cinco anéis que representam o Mundo: Jogos Olímpicos Há quem diga mal: desperdício de recursos humanos e materiais Há o que aplaude: o Mundo num só local! Nos do Rio 2016, mais de duzentas nações em competição Num esforço sobre-humano, que só, a vã glória nos consegue obter Que importa morrer ? Se, “por feitos valorosos se vão da lei da morte libertando” (Camões, nos Lusíadas) Uma festa Mundial, como uma familiar é sempre de aplaudir Tudo bem, quando seja para nos unir Ainda, que o Mundo pareça estar a ruir Tanta dor, tanta morte, tanta vingança, tanto ódio, tanta guerra! Se o Mundo é tão bonito e acolhedor, quando há paz e pão, na Terra.     José Silva Costa  

Oa anéispão

Os Anéis Os cinco anéis que representam o Mundo: Jogos Olímpicos Há quem diga mal: desperdício de recursos humanos e materiais Há o que aplaude: o Mundo num só local! Nos do Rio 2016, mais de duzentas nações em competição Num esforço sobre-humano, que só, a vã glória nos consegue obter Que importa morrer ? Se, “por feitos valorosos se vão da lei da morte libertando” (Camões, nos Lusíadas) Uma festa Mundial, como uma familiar é sempre de aplaudir Tudo bem, quando seja para nos unir Ainda, que o Mundo pareça estar a ruir Tanta dor, tanta morte, tanta vingança, tanto ódio, tanta guerra! Se o mundo é tão bonito e acolhedor, quando há paz e pão, na Terra.     José Silva Costa    

O país dos heróis

O país dos heróis   Finalmente, ganhámos o campeonato Europeu de futebol: somos todos heróis! Puxamos fogo ao país: somos todos heróis Temos um défice de cento e trinta por cento: somos todos heróis Andamos, sempre, de mão estendida: somos todos heróis Não somos capazes de ordenar o território: somos todos heróis Abandonámos o interior, fomos todos para o litoral: somos todos heróis Todos os Bancos foram à falência: somos todos heróis Conseguimos , quase todos os anos, levar o país à bancarrota: somos todos heróis Temos Fátima , fados e futebol: somos todos heróis A telenovela tinha o Zé das medalhas, nós temos o Marcelo das medalhas.    

Heróis & medalhas

O país dos heróis   Finalmente, ganhámos o campeonato Europeu de futebol: somos todos heróis! Puxamos fogo ao país: somos todos heróis Temos um défice de cento e trinta por cento: somos todos heróis Andamos, sempre, de mão estendida: somos todos heróis Não somos capazes de ordenar o território: somos todos heróis Abandonámos o interior, fomos todos para o litoral: somos todos heróis Todos os Bancos foram à falência: somos todos heróis Conseguimos , quase todos os anos, levar o país à bancarrota: somos todos heróis Temos Fátima , fados e futebol: somos todos heróis A telenovela tinha o Zé das medalhas, nós temos o Marcelo das medalhas.